quinta-feira, março 31, 2005

Parece-me que...

Parece-me que o CD-Rom analisado em aula (Cartaz, do Semanário Expresso) apresenta claras vantagens relativamente àquela que é a sua versão impressa. O facto de conjugar, num material muitíssimo mais reduzido, som, texto, e imagem, é um dos principais factores que legitimam a minha observação. O próprio texto, no caso do CD-Rom, assume uma dimensão de hipertexto em que o leitor navega de acordo com os seus interesses. No caso de um jornal ou revista temos de desfolhar várias páginas para encontrar aquilo que queremos. Uma outra vantagem são as potencialidades que o CD-ROM tem para servir de arquivo: é mais fácil e frequente as pessoas jogarem papelada fora do que um CD. É óbvio que o CD apresenta também algumas desvantagens - é mais fácil ler um texto num papel do que num monitor - mas de uma maneira geral, e por tudo aquilo que disse antes, considero que, neste caso, as vantagens superam claramente as desvantagens.

Parece-me que o CD-Rom em causa aparece anexado ao Expresso numa estratégia de dimensionar este Semanário no caminho das modernices tecnológicas, beneficiando de toda a notoriedade inerente a esse facto, e fidelizando os seus leitores. E será também uma forma de vender mais jornais junto de leitores meramente potenciais. Até porque, em minha opinião, o cidadão português tem este tipo de raciocínio: estou em dúvida sobre que jornal hei-de comprar, se um traz um "brinde" (CD-Rom) e outros não trazem nada, então eu compro o do "brinde".

Parece-me que as novas tecnologias da informação caíram que nem ginjas para o lado do universo publicitário. A saturação publicitária dos Media tradicionais, televisão, rádio, e Imprensa, obrigam os promotores de produtos e marcas a procurar novos canais de transmissão para as suas mensagens.

Parece-me que, com tudo isto que aqui foi dito, todos os agentes intervenientes - Expresso, publicitários e leitores - saem beneficiados. O Expresso evolui, vende muito provavelmente mais jornais, e aumenta o volume de receitas publicitárias; os publicitários conhecem novas montras e têm a facilidade de produzir estratégias publicitárias cada vez mais dirigidas; os leitores recebem o tal "brinde", que neste caso é multimédia, e fácil de guardar.

Parece-me que não tenho mais nada a dizer.

2 Comments:

At 31/3/05 2:20 da tarde, Blogger olsego said...

Parece-me que... depende do monitor. Se forem estes aqui do espaço XXI realmante é mau. Axo que já tou com dislexia no cerébro. Continua o bom trabalho Miguel...

 
At 6/4/05 6:50 da tarde, Blogger Inês de Castro said...

pois a mim parece-me que tu realmente és o máximo...e que bela reflexão!

 

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