A representação das mulheres nos media
A história da humanidade é, de facto, a história da sua repressão. Porém, talvez fosse mais correcto dizer que a história da humanidade é a história da repressão da mulher pelo estado, pela igreja e principalmente pelo próprio homem. Neste âmbito, algumas frases como de Rousseau: «O destino da mulher é ter filhos», ou ainda de Adlai Stevenson: «A participação feminina na vida moderna deve fazer-se unicamente através da sua actividade de esposa e mãe»[1] entram para a história da repressão feminina.
Contudo, os anos 60 vieram trazer o princípio de uma revolução social que ainda hoje se desenha. Iniciou-se, então, uma dura luta contra a falsa superioridade masculina e a consequente conquista das mulheres de um espaço, de um corpo e de um espírito próprio.
Os homens e as mulheres são claramente diferentes. Nascem biologicamente diferentes, no entanto é na sociedade que se acentuam essas características díspares, através de regras, normas e valores exteriores transmitidos e ensinados pelas colectividades em que nascemos, crescemos e evoluímos.
Os meios de comunicação foram desde sempre preponderantes na formação dos indivíduos ao incutir-lhes modelos comportamentais e morais de acordo com os padrões vigentes socialmente.
De facto, a questão da representação das mulheres nos media pode ser transcrita pela frase de Simone de Beauvoir «não se nasce mulher, tornamo-nos mulheres»[2], pelo que a afirmação remete-nos para a natureza social e cultural do «ser mulher», em que os media se apresentam como um interveniente activo na criação de estereótipos e preconceitos.
Alexandra Silvestre nº 21317
Cláudia Guerreiro nº 19487
Filipa Moreira nº 22558
Lídia Gonçalves nº 19776
[1] - http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=1708, pesquisa a 28 de Março de 2005, pelas 10 horas.
[2] - SILVEIRINHA, Maria João, 2004, p.10

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