Sábado, Abril 30, 2005

Sobre weblogs...

...um texto da bocc. A ler!

Imagem engraçada...



É uma boa desculpa para os mais viciados!!! :)

Food Force & First Person Shooters

A par e passo com a evolução dos media electrónicos, os jogos de vídeo têm aperfeiçoado capacidades fantásticas de recriação da realidade, ora através de uma reprodução fiel, quase indistinta, dos seus contornos, ora através da sua total transfiguração, em processos que ocorrem ao nível da consciência de jogadores submersos em mundos virtuais ficcionados.

Poderão tais episódios de submersão da consciência alterar a percepção que temos da realidade?

De acordo com os ditames da fenomenologia, toda a experiência é válida na construção contínua de “uma visão acerca do mundo”. Assim, sempre que a nossa consciência esteja suficientemente desperta, num state of awareness que nos permita equacionar soluções para determinados problemas ou reflectir sobre as mais variadas questões, encontramo-nos em pleno processo de estruturação da nossa posição perante o mundo real, mesmo que caminhemos sobre trilhos virtuais.

O jogo Food Force exemplifica bem o que acima se diz – recria situações de dificuldade extrema, como sejam as dificuldades na distribuição de bens alimentares a populações afectadas pela subnutrição e por doenças epidemiológicas, propondo ao jogador a persecução de alguns objectivos fundamentais, de entre os quais se destacam o correcto racionamento dos recursos alimentares disponíveis a cada momento, o controlo da mortalidade e dos surtos epidemiológicos e, claro, a capacitação contínua dessas populações no sentido de se tornarem autónomas no cultivo e produção dos seus próprios alimentos e recursos. Trata-se de uma lição humanitária virtual.

Assim, as dimensões pedagógicas consubstanciadas no jogo Food Force são óbvias, demonstrando as potencialidades educativas que as indústrias de software lúdico podem explorar, ao invés de conceberem títulos que fomentam o tremendo crescimento das comunidades de first person shooters na Internet.
João Mendonça

Jogos online: diversão, publicidade, intervenção... é só escolher!

A internet é, de facto, o país das maravilhas. Nas "postas" que têm sido publicadas aqui muitas foram as opiniões favoráveis acerca das possibilidades deste meio e as vantagens da sua utilização apontadas por todos nós. Mesmo quando identificamos as falhas e os perigos deste media não podemos retirar-lhe grandiosidade e importância. A internet tornou-se um espaço de troca de opiniões, de formação de mentalidades, de transmissão de informação em tempo real e à escala mundial. A internet é também um óptimo meio de publicitar produtos e empresas... O sucesso das iniciativas só depende da forma como apresentamos o "produto" ao "público".
Uma das formas de publicitar empresas e de formar mentalidades são os jogos online. Confesso que desconhecia este método que é, de facto, interessante.
Uma análise superficial de alguns dos sites indicados pelo professor dá-nos algumas pistas sobre este tipo de jogos (uma espécie de híbridos entre diversão e publicidade ou diversão e intervenção social). Em alguns casos, os jogos acabam por se inserir em contextos muito particulares em que necessitamos de contextualização para podermos jogar - é o que acontece aqui, onde a sight (empresa brasileira) desenvolve jogos para diversos clientes (que podem ser empresas, entidades estatais ou estabelecimentos de ensino, por exemplo). No entanto, os jogos que estão disponíveis no site actualmente não são de fácil compreensão se não conhecermos as entidades ou as empresas que encomendaram os jogos.
Neste outro caso a mensagem do jogo é política, interventiva. Os autores querem chamar a atenção do jogador para a necessidade de mudança no Uruguay.
esta ideia tem um está mais ligada à transmissão de informação e à consciecialização dos jogadores em relação a alguns acontecimentos marcantes. A newsgaming afirma que cria videojogos baseados em notícias, e dá o mote para identificar uma das muitas potencialidades dos videojogos: "nós acreditamos que eles [os videojogos] são uma ferramenta excelente para melhor compreender o nosso mundo".
Menos aborrecidos que um texto, com mensagens divertidas (mais ou menos claras), com estruturas relativamente simples, os jogos permitem transmitir as mensagens de forma diferente e lúdica. Podem revelar-se uma forma bastante eficaz (e alternativa) de vender produtos, transmitir informações ou despertar consciências. E são, a meu ver, bem mais aliciantes para os mais jovens.
Como é habitual na internet é só escolher. Os jogos estão espalhados pela web à espera de transmitir alguma coisa a jogadores de todas as idades e de forma acessível - tudo à distância de um click.


Diário Virtual

Um blog é um diário virtual quando falamos nele no aspecto , como o próprio nome indica, pessoal. Na blogosfera haverão milhares, ou talvez milhões, de blogues que tomam este formato: diário pessoal. Estes diários pessoais virtuais são o espaço adequado que, algumas pessoas, encontram para se exprimirem, para contar aspectos do seu dia-a-dia, para, até, por a conversa em dia. Um outro aspecto muito importante deste tipo de blog, é o facto de muitos deles servirem como ferramenta para a divulgação de projectos pessoais. Na minha opinião, penso que a maior vantagem de um blog é poder dar asas à nossa imaginação e, principalmente, ànossa criatividade.
Encontrei durante a minha pesquisa vários blogues pessoais de individuos que me são completos estranhos, decidi, desta forma, salientar aqui a existência de alguns que pertencem a amigas minhas, tais como: Sempre Inocentes e Mitus, da Susana Paixão; e, Estar Vivo É O Contrário De Estar Morto, da Patrícia Fonseca (ambas colaboradoras deste nosso blog). Nesta minha pesquisa encontrei um artigo muito interessante, apesar de um pouco antigo, sobre os blogs. Vão lá dar uma espreitadela. É por aqui...

Sexta-feira, Abril 29, 2005

A poTeNciALidaDe cOmuNicaTiva Dos Jogos onLinE

A componente lúdica na Internet é muito chamativa, maioritariamente para um público jovem: MSN Messenger, salas de conversação e sites de jogos são serviços muito utilizados para passar o tempo.

Existe toda uma gama diversificada de jogos, desde jogos de cartas, estratégia, raciocínio e lógica, enfim, há de tudo para todos os gostos. Entretanto tem vindo a desenvolver-se mais a parte interactividade nos jogos, de modo a que as pessoas consigam jogar em rede a partir de vários pontos do mundo.

A partir dos jogos online é possível conhecer pessoas de outras culturas; o jogo serve como distracção e ocupação de tempos livres. Por outro lado, os jogos online criam uma dependência inconsciente e uma sensação de tempo irreal, isto é, a pessoa entra num jogo e “perde-se”, quando pensa que apenas jogou durante uma hora, podem ter passado já o dobro ou mais.

Existem ainda sites de jogos com sentido implícito. O site permite descarregar gratuitamente um determinado jogo para o nosso computador, a troco de dar a conhecer uma instituição, associação ou algo do género. Portanto, o jogo funciona como publicidade.

Veremos a opinião de Luís Filipe B. Texeira, em Hermes ou A Experiência da Mediação:
«No jogo tudo é humano; numa diluição em que o primado da ficção supera o próprio real a partir da construção de narrativas em espaços preenchidos com duendes, monstros, fadas…

Os jogos, em especial os digitais, possibilitaram a construção de mundus imaginalis tecnológicos e a nossa imersão neles está plenamente relacionada com a tentativa de se superarem as contingências quotidianas. Ora, o desenvolvimento das tecnologias digitais e da complexidade dos sistemas computacionais tem aumentado esta capacidade de imersão e de “projecção” nas próteses da simulação.

Ao simular, de um modo cada vez mais matemático, a complexidade do mundo e da realidade, o mundo dos computadores está, progressivamente, mais “vivo” e “ontológico” e até, mais ao alcance do bolso, isto tendo em conta o tamanho das tecnologias de suporte.

Hoje, a industria lúdica em geral e dos jogos de computador em especial coloca à disposição o assumir de várias identidades: pode-se ser Deus, bom ou mau, ou político, ladrão ou assassino numa multiplicidade heteronímica e, inclusive, em sistema “aberto”, colocando face a face, através do online, a possibilidade de confronto múltiplo. Em suma, os jogos dão-nos a possibilidade de escolhermos quem gostaríamos de ser.»

Como exemplo pertinente temos o jogo SOCOM U.S. Navy Seals, criado pela Sony Computer Entertainment, lançado em Fevereiro de 2002, portanto ainda bastante recente, pelo que é interessante mostrar o rápido acolhimento do jogo no seio dos navegadores virtuais. Com este jogo, a Sony começou a entrar no mundo dos jogos online. A Sony criou o SOCOM como hipótese de entrada da Playstation 2 nas ligações ao ciber-espaço.

O SOCOM é um jogo de acção e estratégia, cuja história gira à volta de terroristas e forças especiais americanas, tal como acontece noutros jogos como o Counter-Strike.

O modo online inicialmente suportava entre dois a dezasseis jogadores e oferecia dez mapas. Actualmente a rede suporta centenas de jogadores em simultâneo e são criados campeonatos entre equipas espalhadas por toda a Europa.

Todos os mapas giram à volta da luta entre terroristas e forças especiais e os jogadores têm de formar duas equipas. Através do headset os jogadores podem comunicar com os seus companheiros de equipa no modo online, ou ordenar acções no modo offline. Em cada cenário surge uma situação diferente e os jogadores têm de ser rápidos até porque se são detectados pelos inimigos a missão acaba.

SOCOM: U.S. Navy SEALs exibe gráficos vistosos com bons detalhes técnicos, criando um espaço relativamente parecido a, no mínimo, cenário cinematográficos de situações militares e guerra.

Este é o jogo que a Sony queria para o início dos testes em Portugal porque é capaz de “viciar” rapidamente. É um jogo recheado de estratégia, apesar de ser um jogo de acção. O facto de se poder jogá-lo online permite os jogadores a comunicarem em equipa, como se estivessem num terreno real a lutar contra inimigos que pretendem aniquilar prisioneiros, posicionar bombas ou aniquilar a equipa oponente.

Se estiverem interessados em mais informações, podem visitar o site oficial

http://us.playstation.com/Content/OGS/SCUS-97275/site/main.html?confirm=1

ou o português: http://www.socomeseals.com/index.htm

Cristina Elói
&
Nicole Rio Silva

O mundo interactivo

Num mundo cada vez mais repleto de informação, a Internet atinge o seu limite em termos de saturação. Qualquer indivíduo tem a ideia que na Internet se podem encontrar informações sobre qualquer assunto, no entanto esta busca pode ser dificultada pelo excesso de informação que esta rede engloba. Neste sentido, o principal problema de quem cria um site na Internet é a sua divulgação e a dificuldade em captar a atenção dos possíveis visitantes.
Para tal, são utilizadas diversas técnicas que visam suscitar o interesse e a curiosidade, quer no site em si, quer na empresa responsável pelo mesmo. Os aspectos gráficos e visuais são explorados ao máximo; a possibilidade de aperfeiçoar o site com uma combinação de vídeos, sons, imagens, interactividade, entre outros tornam-se cada vez mais usuais.
Efectivamente, tornou-se necessário inovar nesta área, uma vez que o comum é facilmente ignorado pelos cibernautas. Assim, a introdução de jogos interactivos nas páginas principais das empresas passou a constituir uma das hipóteses escolhidas. Os jogos constituem-se como um convite muito persuasivo à exploração das próprias páginas, o que se deve ao facto dos jogos atraírem os cibernautas, relevando-se um desafio às suas capacidades de resolução. Os jogos utilizados são, na sua maioria simples e de fácil apreensão, de forma a cativar os usuários, levando-os desenvolver um contacto mais aprofundado sobre o real teor da página.
Porém, este tipo de estratégia também pode ter os seus inconvenientes. Numa era em que o tempo é precioso, a rapidez de obtenção de informação pode ser encarada como uma mais valia. Sob este ponto de vista, a introdução de jogos em páginas comerciais pode, por vezes, desinteressar os visitantes mais exigentes em termos de rapidez, na medida em que esta apresentação não é das mais perceptivas à primeira vista. Ou seja, numa primeira análise, o visitante depara-se, muitas vezes, com aspectos que podem não lhe suscitar interesse.

Cláudia Guerreiro nº 19487
Filipa Moreira nº 22558

Quinta-feira, Abril 28, 2005

Mais sozinhos do que nunca

Lugar Comum? Sim. De cariz retórico? Não! Muito pelo contrário. Frases soltas como esta pedem desesperadamente respostas e consequentes perguntas novas. Ainda mais se estiverem ligadas a temáticas como o uso e o abuso das novas tecnologias. Mas o problema reside exactamente no facto de não haver agitadores de consciência que abordem e alertem para as consequências do amor cego pelos novos dispositivos de estimação. Este amor cego e viciante que a maioria das pessoas tem pelas novas tecnologias leva, inevitavelmente ao fim do convívio humano. E se pensarmos bem, porque é que havemos de confraternizar no café ou na praia, se podemos falar com quem quisermos pela Internet? Ou assistir a tudo o que se passa no mundo clicando apenas em alguns botões do comando da televisão? Ou ainda ouvir e ver pessoas que estão distantes no espaço, mas perto graças ao nosso telemóvel de alta tecnologia? Tudo isto nos foi trazido pelas novas tecnologias que assumem formas tão familiares como televisão digital, telemóvel de 3ª geração ou mesmo a Internet. Para não nos sentirmos sozinhos, já não compramos um animal, mas sim um kit de Internet ou um telemóvel novo. Mas iremos inevitavelmente por acabar mais sozinhos do que nunca.

Weblog

A propósito da apresentação de weblogs, aqui vai mais um:

Os Ambientalistas: weblog de alguns alunos, ex-alunos e professores de Engenharia do Ambiente, onde se fala de temas relacionados com o Ambiente.

Televisão Interactiva

O visionamento da televisão já não assume as características de outrora, a um espectador passivo e submisso a uma programação linear sobrepõe-se o utilizador consciente das mudanças técnicas e do acesso a um sistema interactivo de melhor qualidade.

O aparelho de televisão tradicional, presente em quase todos os domicílios passou a usar uma tecnologia digital que além de melhorar a qualidade possui a capacidade de ser interactivo. Parece que cada vez mais as características interactivas da Internet são cobiçadas por outros meios e a passos largos se caminha para a “unificação” dos dois meios.

As capacidades de interacção da televisão são ainda bastante básicas e pouco desenvolvidas, no estudo de Gustavo Cardoso e Susana Santos, os autores distinguem as abordagens da comunicação interactiva, referindo que “de acordo com Kim e Sawney existe duas abordagens técnicas à comunicação interactiva no contexto das novas tecnologias aplicadas aos media: uma abordagem comunicacional e a abordagem ambiental dos media”[1], sendo a primeira referente á simulação de trocas interpessoais através de canais de comunicação e a segunda a interacção proporcionada pelos media que é feita em tempo real, de resposta imediata. Assim sendo, a televisão interactiva de hoje está mais relacionada com a abordagem comunicacional, “o papel que o jornalista e apresentador de programas de entretenimento assumem enquanto mediadores e organizadores de interacção com a audiências – a iTV é assim muito mais reactiva que interactiva”[2]. Nem sempre a interactividade pode ser abordada como um termo linear de características unificadoras, daí as suas abordagens diferenciadas.



[1] Gustavo Cardoso e Susana Santos, Tendências e Contradições no Sistema Televisivo: da Televisão Interactiva à Televisão em Rede, http://home.iscte.pt/~galc/televisao.pdf
[2] Ibidem.

Comunicação Empresarial e os Weblogs

Num contexto fortemente concorrencial a empresa necessita de assumir uma posição no mercado, através de uma estratégia de comunicação coerente é possível garantir esse posicionamento. Os weblogs assumem-se como um meio de transmissão da mensagem e um instrumento útil nas Relações Públicas.

Os autores António Granado e Elisabete Barbosa salientam na sua obra a possibilidade dos weblogs serem utilizados pelas empresas e afirmam-nos que estes “podem ser utilizados para acções de comunicação interna ou externa e ainda complementos às páginas institucionais das empresas”[1]. A sua construção deve ser pensada consoante os objectivos que pretende atingir assim como a sua interface deve ser coerente com a imagem visual da empresa. Ao nível da comunicação interna os weblogs podem ser disponibilizar a informação para os colaboradores, economizando tempo e esforço de transmissão, assumindo-se um formato com possibilidades interactivas. Como meios de comunicação externa podem assegurar um forte posicionamento da imagem da empresa, assim como, servirem os interesses comerciais da empresa (complementando os websites). Os weblogs das empresas acabam por cumprir funções semelhantes às dos websites, embora existam as possibilidades que lhe acrescem.

As funções habituais da área das Relações Públicas e o seu “esforço deliberado, planeado e continuado para estabelecer e manter o melhor entendimento mútuo entre organizações e seus públicos”[2] seguindo alguns objectivos como, “aumentar a credibilidade na empresa e nos produtos, manter os colaboradores da empresa informados, melhorar a imagem da empresa, aumentar a notoriedade, desenvolver uma atmosfera de confiança com a comunicação social, criar um sentimento de pertença, orientar a gestão da empresa de acordo com o feedback recebido dos vários públicos, estimular as vendas, criar boas relações com a vizinhança”[3], entre outros, podem ser objectivos concretizados através de uma comunicação em Weblogs, inseridos numa perspectiva de entendimento entre público interno e externo, consoante o interesse da empresa.

[1] António Granado e Elisabete Barbosa, Weblogs Diário de Bordo, Porto Editora, p. 61.
[2] DINÍSIO, Pedro et al., Mercator – Teoria e Prática do Marketing, Lisboa Publicações Dom Quixote, 2000, p.345.
[3] Ibidem p.347.

Os jogos e a comunicaçao / persuasão

Falando de novas tecnologias, o homem está em constante descoberta de novos meios, novos suportes e novas técnicas. Neste âmbito, os jogos apresentados em sites na Web revelam-se como um verdadeiro instrumento de persuasão e influência nos indivíduos. Como tal e tendo conhecimento desta força persuasiva, o homem tem procurado desenvolver as técnicas comunicativas em questão de modo a atingir mais facilmente os utilizadores, sendo que, muitos deles, despendem muito do seu tempo com os jogos de computador.

Assim, considero que os jogos são realmente uma força poderosa para conseguir transmitir a mensagem pretendida pelos emissores, sem os receptores, na maioria dos casos, se darem conta disso, seja para mudar mentalidades, para «abater» preconceitos e estereótipos, seja para fazer publicidade.

No entanto, não basta criar jogos e fornecê-los pela Internet, é fundamental dominar e explorar bem esta técnica para que os emissores consigam obter o efeito desejado. Isto, porque considero que alguns dos jogos vistos em aula não foram bem concebidos, tornando-se mesmo assombrosos, uma vez que interligam a diversão e entretenimento com desgraças e acontecimentos mesmo tenebrosos. Eu senti mesmo uma sensação bastante desagradável, para não dizer monstruosa, quando tive contacto com estes jogos.

A nossa vida não é um jogo e nem pode ser controlada como tal... Posted by Hello

O jogo como segunda realidade

Sugiro a leitura integral do artigo, da BOCC, de Filomena Moita, sobre os jogos electrónicos 'Juventude e jogos electrônicos Que currículo é esse?'.

O artigo refere-se ao fascínio e importância do jogo para o desenvolvimento humano («Segundo Huizinga (2000), é o jogo e pelo jogo que a civilização surge e se desenvolve. Tudo isso se dá devido ao fascínio e atração provocada pelo jogo no homem. Segundo o autor, o jogo é um recorte do tempo, onde a pessoa assume uma vida paralela à real e, como é sabido que a cultura humana só se dá com a existência da segunda realidade, é natural uma certa tendência do homem ao jogo, por este ser um grande agente responsável por essa manifestação») mas também os perigos que possam surgir destes, devido ao realismo permitido pelos media electrónicos.

Televisão Digital: Não saia do seu lugar

Hoje em dia, a televisão é um produto cultural resultante da racionalização da produção cujas várias limitações técnicas acabaram por condicionar o produto final. Apesar da utilização da tecnologia ter dado os seus frutos a nível técnico, isso não se verificou no que respeita ao conteúdo. Com o aparecimento da televisão digital, a programação deve ser pensada tendo em conta o casamento entre a TV e a Internet, entre outros.
Os conteúdos apresentados por esta são transmitidos unilateralmente, dando a liberdade ao receptor de interagir de forma livre com os mesmos, uma vez que novas informações são recebidas apenas quando solicitadas.
Chegou o tempo da “Televisão Individual” e este é caracterizado por conteúdos que permitem a interacção com o consumidor e cujo comportamento enquanto receptor filtra a informação que mais lhe convém, o que resultará numa individualização crescente. Neste sentido, a interactividade na televisão digital assume-se como vantajosa, de fácil manuseamento e que permite ao utilizador planear as suas escolhas.
Resta apenas constatar se os conteúdos produzidos serão de qualidade suficiente para levar os espectadores a assumir a mudança do analógico para o digital.


Mara Amaral
Mª. Amélia Góis
Sónia Rosa

Seminário de 28 de Abril

Sites consultados:
» News Gaming
» Cambiemos
» Sight: educação e comunicação
» Persuasive Games
» Food Force

Texto sugerido:
» Rethinking Agency and Immersion: videogames as a means of consciousness-raising, de Gonzalo Frasca

Outras leituras:
Trough their creation of new and different worlds and characteres, video games can challenges palyers' taken-for-granted viwes about world.

James Paul Gee (2003). What video games have to teach us about learning and literacy. New York: Palgrave.

Por falar em novas tecnologias, achei interessante esta citação...


Podemos passar horas com as máquinas sem sermos capazes de estabelecer relações humanas e sociais satisfatórias. O avanço tecnológico não tem o alcance de gerar um avanço na comunicação humana e social. Opor os meios de comunicação antigos e modernos é uma problemática do passado; há que analisá-los como um conjunto. O essencial da comunicação não é a tecnologia sem o homem e a sociedade.

Em Dominique Wolton (1994) - Elogio do Grande Público – Uma Teoria Critica da Televisão.

Ainda a respeito do Google...


Podemos dizer que, este motor de busca, foi uma grande invenção, o qual era impensável há uns bons anos atrás, no que respeita ao mundo da pesquisa. Se quiséssemos saber algo mais teríamos que correr todas as bibliotecas da nossa zona, ou recorrer à sabedoria humana deste e/ ou daquele. Hoje em dia isso não foi esquecido, mas a sua afluência já não é o que era. Basta, então uma palavra-chave (ou uma frase) e um “clique” para que este magnifico engenho nos apresente à frente aquilo que pretendemos, ou pelos menos algo parecido. Esta é, sem dúvida, uma evolução nos modos de pesquisa. O Google é, de facto, um motor de busca que permite aceder a quase toda a informação colocada na Internet. Com quase seis milhões de utilizadores por mês, o Google oferece, a quem o visita, a possibilidade de encontrarem a tão desejosa informação pretendida. Mas, apesar das hipóteses serem numerosas, são também inúmeras as vezes que as pesquisas não resultam em nada, ou seja, após a introdução de um determinado dado para a realização da pesquisa, o que por vezes nos surge é uma informação completamente descontextualizada da que se desejava. Não se pode negar as facilidades que este motor de busca nos consagra, mas com este notável sucesso, onde fica a essência da leitura e pesquisa nas bibliotecas? a utilização e manuseamento de um livro cheio de cultura e informação? O conhecimento de novos autores e suas obras na integra? Todas estas questões ficam um pouco aquém quando se toca à comodidade, conforto do nosso lar e no passeio pelas milhares bibliotecas virtuais existentes no residente no mundo da Internet: o Google.

Vera Conceição

Era Digital...


Numa época em que a informação é privilegiada, os mass media tiveram uma forte evolução, sendo que uns mais que outros. Além da Internet, a Televisão é também um exemplo de crescimento e desenvolvimento no que concerne, também, a sua difusão. A televisão é considerado como um meio de comunicação por excelência, aliando o som e a imagem, deslumbrando, entretendo, arrastando consigo milhões de telespectadores. Depois de tantas transformações, melhoramentos, progressos, etc., ao longo de décadas, a televisão chega então, não a uma melhoria de definição ou de imagem, mas a um progresso ao nível dos conteúdos, ou seja à Era da Televisão Digital.
A Televisão do futuro, tendo em conta as convergências entre o audiovisual, as telecomunicações e a informática, é, no fundo, um
computador com acesso ao cabo, ao telefone, ao satélite, o que possibilita a oferta de uma série mais alargada de programas e/ ou serviços a quem, presentemente, se faz valer de uma oferta televisiva reduzida. Isto poderá significar o termo dos oligopólios televisivos e com o sistema televisivo fechado existente, o qual é subjugado aos interesses financeiros de grandes grupos de comunicação. A Televisão Digital possibilita um maior flexibilidade na escolha daquilo que se pretende e se quer ver às horas que se entender. O número de programas, por cada canal na Televisão Digital multiplica-se, hoje em dia esse número concentra-se entre os cinco e os sete, isto pode levar a que lhe sejam introduzidos novos serviços, como a internet, alterando aquele simples aparelho de televisão, que temos lá em casa num meio mais acessível à maioria do público do que um vulgar computador. Apesar de todas as vantagens interessantes, deste novo meio de comunicação, nem todas as pessoas têm acesso a ele, pois, na realidade ainda é um meio que requer um nível monetário alto para ser adquirido. Outro ponto não vantajoso é a questão de produção na indústria audiovisual, ou seja se esta tem capacidade de produção quantitativa e qualitativamente satisfatória de modo a motivar os espectadores a investirem na passagem para o digital e, consequentemente a forma pelo qual essa informação será disponibilizada (em sinal aberto ou codificado). Vivemos momentos de grandes mudanças e evoluções, e assim como nasceu uma nova televisão, amanhã surgiram outras novas tecnologias digitais, como aconteceu com os telemóveis da terceira geração.

Vera Conceição

Quarta-feira, Abril 27, 2005

Blogues e Jornalismo.

O fenómeno blog foi um verdadeiro empurrão para o jornalismo. Em países como Cabo Verde em que os medias ainda estão confinados quase que na sua totalidade aos padrões tradcionais; é caso para dizer que o advento dos blogs trouxe alguma mais valia para a melhoria da oferta da informação no país e não só. É caso para se dizer que nunca se publicou tanto e talvez se leu tanto sobre Cabo Verde. Conheça apenas alguns deles blogs. Garanto que são de máxima qualidade:
http://casadosjornalistas.blogspot.com/
http://www.morabeza.blogspot.com/
http://lantuna.blogspot.com/
http://www.nosmedia.blogspot.com/
http://www.inkiet.blogspot.com/
http://www.albatrozberdiano.blogspot.com/
http://www.odiaquepassa.blogspot.com/
http://verbumimagus.blogspot.com/
http://www.pedrabika.blogspot.com/

Convergência dos Media.

A história da comunicação é uma história de mudanças. Como disse João Mesquita, ao longo da história a comunicação tem vindo a registar uma série de transformações no modo como se comunica bem como nos veiculos que utiliza. A comunicação tem avançado muito ao longo dos século em sintonia com a tecnologia e tem criado sempre novos conceitos e novas praticas, que sepre adaptaram à realidade.
Ultimanente o campo dos media tem saturado muito, tanto em conteúdo com no formato. Para muitos essa saturação tornaou-se mais agravante com a Convergência dos Media. Mas o que é isso de Convergência dos Media?
Segundo João Mesquita, a «Convergência dos Media é a interacção e interconexão entre a imprensa, a rádio, a televisão, os telefones, os computadores e as tecnologias de rede. Ela prevê que toda a informação esteja disponível, a toda a gente, em todas as horas, em todos os lugares, em suporte digital (sob a forma de bits ) onde será possível interagir com a própria informação, com o saber bem, como alcançar os centros de produção de conhecimento que lhe dão origem».O referido autor acrescenta que, «poder-se-ia cair no erro de pegar em tudo aquilo que se disse anteriormente e enfiar todos os ingredientes num computador e já está». Para ele, «a Convergência dos Media não prevê esse processo, não de um modo caótico. Ela prevê uma ligação harmoniosa dos chamados media tradicionais, num suporte digital, virtual, que é consubstanciado no suporte físico que é o computador pessoal, com a mais-valia da interactividade. Actualmente a interactividade é o embrião que irá culminar numa convergência.

O homem e as suas invenções...

O homem e as suas invenções...De facto, o homem tem uma capacidade tremenda de estar sempre a preparar e a inventar algo, não consegue ficar parado. É a nossa natureza, nascemos, crescemos, desenvolvemos e morremos, deixando os nossos descendentes.
Segundo esta reflexão, faço uma analogia entre os seres humanos e as tecnologias, em que, tal como nós somos «fabricados», igualmente as máquinas e as tecnologias são inventadas e depois aperfeiçoadas, com a evolução dos tempos, chegando àquilo a que podemos aceder hoje.
Neste âmbito, a televisão digital é um «descendente» da televisão, que está em fase de desenvolvimento e «socialização».
Eu considero que este novo meio se torna tão viciante que nos pode «sugar» quase todas as capacidades e energias, conduzindo a um individualismo cada vez maior, na medida em que as pessoas, no lugar de estarem fora de casa, no seu meio social e em processo de confraternização e socialização, passam o tempo nas suas habitações, num ambiente reconfortante e descontraído, entretidas com os botões da televisão digital. Como isto é viciante!! Antigamente, há muitos anos atrás, não tínhamos qualquer tecnologia em casa que se pudesse «intrometer» nas nossas relações familiares e entre os amigos, o que não se verifica actualmente. Nos dias que correm, as empresas procuram inventar coisas que nos remetam para o conforto pessoal dentro de casa.
Hoje o mundo é que chega à nossa casa e não somos nós que entramos no mundo em que vivemos. Tudo o que se passa pode ser acedido através da televisão, dos computadores pela Internet, do telemóvel pela Internet, e cada vez mais podemos entrar nessa realidade de uma forma activa, através da televisão digital. Assim, o ser humano vai a favor da sua própria vontade e não da vontade natural das coisas e da natureza, e é por isso que o mundo está cada vez mais degradado e poluído, a vários níveis, que não só o meio físico. Deixo esta última reflexão para quem quiser comentar.

Comente.com

O sucesso de qualquer weblog é, normalmente, medido pelo nível de interacção que possui com os seus leitores. E a forma mais rápida e clara de se medir tal sucesso é através do sistema de comentários. Softwaremente falando, são raros os weblogs que, quando criados, não trazem um sistema de comentários incorporado. Claro que este pode ser alterado pelo utilizador, havendo muitas hipóteses de escolha.

Voltando à interacção, «todos os que publicam informação na Internet têm público, ou seja, qualquer autor de um weblog acabará, com o tempo, por ter leitores, mais ou menos fiéis»[1]. Existem, com certeza, excepções, como esta e esta outra, por exemplo, i.e., utilizadores que dispensam comentários àquilo que escrevem no seu espaço virtual (weblog).

Geram-se, através do sistema de comentários, que «é habitualmente posicionado junto dos posts»[2], conversas, discussões acesas e amizades virtuais. Quando se visita um weblog e se deixa um comentário, fica-se à espera que o autor desse weblog responda ao nosso comentário e/ou retribua a visita. Por vezes, volta-se «para saber se alguém respondeu ao que escreveram ou criticou a sua opinião».[3]

À semelhança de outras ferramentas que encontramos na Internet e que proporcionam a tal interactividade, os weblogs tornaram-se numa outra forma de comunicar com os utilizadores, de criar novos consumidores. Existe, inclusive, maneira de saber as referências que são feitas a um determinado weblog, se o que se escreve tem eco, onde, quando e como.

Se, por um lado, encontramos trocas de comentários que residem num interesse, do género eu-comentei-agora-comenta-tu, já está provado que, de determinadas discussões (não no sentido pejorativo), podem procriar-se notícias, movimentos de protesto, associações, eventos de convívio entre utilizadores…a lista continua.

É como que uma conversa virtual, onde o espaço está aberto a toda uma comunidade: a da blogosfera. E também aqui, algumas conversas são como as cerejas.

[1] Pág. 41
[2] Pág. 40
[3] Ibidem

Televisão digital terrestre

"Uma pequena revolução tecnológica entra hoje pelas casas dos franceses: a Televisão Digital Terrestre (TDT) começa a emitir em França com sete canais novos gratuitos, para além dos seis já existentes." É com esta informação que começa um destaques do Público Online e que é de relevância salientar.

Uma melhor captação, uma maior facilidade de chegar a um maior número de pessoas e a multiplicação de transmissão de canais em cada frequência são vantagens que levaram a que fizesse a comparação entre a chegada da televisão a cores perante a televisão a preto e branco e a chegada da televisão digital terrestre perante a televisão analógica.

Apesar da grande ênfase ir para o carácter gratuito deste serviço, a necessidade de compra de adaptadores e de descodificadores são realidades que poderão, pelo menos numa primeira fase, revelar-se num obstáculo para os telespectadores.

Dora Agapito

A Web matou a verdade?


Segundo um artigo da revista Exame, não se pode confiar mais nas publicações on-line, pois uma boa parte delas são amadoras e erradas. Um dos problemas é que, tal como nos diz John C. Dvorak (colunista norte-americano), a informação na Web é uma faca de dois gumes. Primeiro é fácil corrigir coisas erradas (…) Depois, é tudo maleável. Se a data está errada vamos lá e mudamos. O colunista acredita que nenhuma informação correcta irá sobreviver. E este sim é um verdadeiro problema. A parte mais angustiante é o facto de que hoje se ensina nas escolas a pesquisa na Internet como uma ciência. Embora a Internet tenha as suas vantagens e seja uma fonte rápida de acesso à informação, tornou-se numa fonte duvidosa e cada vez pior. Ao contrário do que ocorre na Web, o texto impresso é como se estivesse escrito na pedra. Jornalistas já publicaram como notícia, em jornais americanos, boatos veiculados na Internet.
A única maneira da verdade sobreviver será não acreditar em nada e descobrir, se possível, a fonte original, o dado verdadeiro, pois a Internet estica a verdade como um elástico e não é uma fonte credível.

John C. Dvorak escreve sobre informática nas mais importantes publicações especializadas do mundo. Encontre Dvorak em http://www.dvorak.org/.

Telemóvel, o bichinho dos sete ofícios

Inicialmente, os telemóveis revolucionaram a era das telecomunicações pelas suas vantagens comunicacionais, uma vez que qualquer detentor de telemóvel podia entrar em contacto com quem quer que fosse, sem que para isso dependesse de qualquer fio de ligação. Esta primeira inovação foi encarada, por muitos consumidores, como uma mais valia que viria a resolver e facilitar contactos frequentes, sem impedimentos e que resolveria muitos dos problemas com que nos debatemos, como por exemplo, em caso de acidente, avaria, entre outras eventuais situações que elevaram os telemóveis a um bem essencial.
Com o passar dos tempos, os telemóveis foram-se aperfeiçoando, bem como os seus serviços. Neste sentido, foram-se desenvolvendo vários modelos, com as mais diversas funções, diferentes tarifários, com a possibilidade de enviar mensagens, de tirar e enviar fotografias, ouvir música, entre outras inovações que foram surgindo, de modo a satisfazer as necessidades dos diferentes fragmentos do mercado.
Quando as potencialidades dos telemóveis pareciam esgotadas, dá-se uma nova revolução: as empresas começam a apostar nos telemóveis como veículos úteis na difusão de imagens televisivas, como por exemplo, imagens de jogos de futebol que podem ser visionadas através deste pequeno aparelho, receber mensagens sobre determinados acontecimentos televisivos, entre outras possibilidades que a complementaridade estabelecida entre a televisão e o telemóvel oferecem actualmente. Estas são algumas das formas que levam ao extremo a máxima da sociedade da informação que defende a rapidez como uma das melhores armas contra a concorrência. Assim sendo, a rapidez da informação aliada à interactividade que se pode estabelecer entre os espectadores e a televisão, através do telemóvel, mediante o envio de mensagens, tornou-se numa das principais estratégias de fidelizar e cativar consumidores.
Mas afinal qual é o papel do telemóvel na sociedade? Pois…nós também já não sabemos…este pequeno aparelho que era encarado de forma tão linear tornou-se num bichinho de sete ofícios porque dá para quase tudo, ver filmes, mandar mensagens, falar, tirar fotografias, ouvir música, jogar aos mais diversos jogos, ficar a par das últimas novidades, aceder à Internet, enfim…será quase dizer que quem tem um telemóvel tem tudo.
No entanto, temos que nos interrogar sobre o porquê de tantas ofertas. Se os telemóveis têm os seus aspectos práticos e úteis para nós, enquanto utilizadores, temos que reflectir um pouco sobre as vantagens que estas ofertas dão às empresas. Por um lado, nós ficamos a par de tudo o que se passa, mas por outro lado eles ficam a ter acesso a dados pessoais muito importantes, como as nossas preferências, interesses, entre outras características que podem ser usadas em estudos de mercado, de forma a analisar as novas tendências, ou ainda em estudos personalizados que definam os perfis dos utilizadores, no intuito de criar novas ofertas.
Por tudo isto vale a pena pensar…

Cláudia Guerreiro nº 19487
Filipa Moreira nº 22558

TV interactiva, o seu novo amigo

Face à crescente evolução e desenvolvimento do suporte digital e à importância que as tecnologias interactivas têm vindo a adquirir, a televisão interactiva espalha-se, a passos largos, por todo o mundo, surtindo inúmeros efeitos quer a nível económico e social, quer tecnológico e artístico. De evidenciar que a TV interactiva vem transformar totalmente o modo tradicional de utilização do televisor. Neste sentido, denota-se a existência de opiniões divergentes, existindo, por um lado, os defensores da convicção de que a televisão interactiva oferece muito mais do que a TV analógica, nomeadamente novos serviços e aplicações que permitem uma maior interactividade e, por outro lado, os adeptos dos meios de comunicação tradicionais. É certo que a televisão digital ainda se encontra maioritariamente direccionada para um público com maior nível económico e intelectual, o que restringe a dimensão do público atingido por esta nova moda da televisão interactiva que tem conseguido obter cada vez mais adeptos, quer a nível de consumidores quer de produtores.A TV Cabo foi um dos primeiros operadores no mundo a lançar um serviço de televisão digital interactiva, tendo sido o primeiro a nível mundial a oferecer a funcionalidade de gravação de vídeo digital numa set-top box por cabo com bi-direccionalidade, com base na plataforma Microsoft TV Advanced. Contudo, na actualidade já existem mais propostas neste âmbito, como a hipótese de introduzir, em Portugal, a Televisão Digital Terrestre (TDT), a qual marcará uma nova etapa no mundo das comunicações, uma vez que «(…) até ao final de 2007, as emissões analógicas que recebemos em nossas casas vão deixar de existir», passando a ser substituídas pelas emissões de TDT. Será que a TV digital veio mesmo para ficar? Ou será apenas algo passageiro, como tudo na vida o é? Certo é que os programas de televisão interactiva têm vindo a ganhar cada vez mais popularidade, porém não se consegue ainda prever o futuro da TV interactiva...
Claudia Guerreiro nº 19487
Filipa Moreira nº 22558

O âmago do Blog

Os weblogs são páginas pessoais que sofrem actualizações regularmente e são o mais recente fenómeno de comunicação na Internet. Podem ser criados e publicados com grande facilidade, podendo ter um formato simples ou então um mais alargado onde se abordam vários assuntos. O acesso ao seu conteúdo é simples dependendo somente do conhecimento do seu endereço electrónico. Assim, qualquer pessoa pode ser autor e utilizador de um ou mais blogs. Os weblogs reúnem muitas características da Internet: são um meio de comunicação; servem para discussão e análise de vários assuntos; permitem o intercâmbio de ideias entre pessoas distantes; são de fácil acesso através da World Wide Web e quem quiser criar um blog não precisa de possuir grandes conhecimentos sobre programação. Por outras palavras, o weblog é uma página de Internet organizada cronologicamente e actualizada com muita regularidade. Os primeiros blogs surgiram em 1997, podem ser individuais ou colectivos, se bem que o número de blogs colectivos tem vindo a crescer consideravelmente. Os blogs podem ser também diários (funcionando como um diário pessoal), analíticos (são abordados diferentes temas, ou um assunto específico) ou informativos (funcionam como uma pesquisa/selecção/filtragem jornalística sobre determinada informação).
A classificação dos weblogs pode ainda ser feita tendo em conta os seus conteúdos: numa fase inicial o formato mais habitual passava pela utilização de textos, enquanto que hoje em dia começa a ser frequente a utilização de vídeo, sons e fotografias. Os fotoblogs, cuja base é a fotografia, podem ter uma temática específica ou apenas reunir um conjunto de ideias e pensamentos, estando este formato em grande ascensão. Os moblogs apresentam-se como uma variante dos anteriores visto que as fotografias são captadas através das câmaras fotográficas de telemóveis. No entanto, e em relação a estes blogs, a questão da privacidade tem sido discutida uma vez que os fotografados não têm conhecimento que as suas fotos estão disponíveis na Internet.
Existe também uma diferenciação quanto à sua utilização profissional, e neste sentido apesar de alguns órgãos de comunicação social terem sido os primeiros a compreender a potencialidade desta nova ferramenta, também as empresas seguem o mesmo caminho, visto que encontram nos blogs um meio de divulgação dos seus produtos e serviços, integrando-os assim nas suas estratégias de promoção.
Por todas as suas características e potencialidades que apresentam (formato, a sugestão de links, a rápida troca de informação, a ligação a outros blogs, etc.) os weblogs tornam-se um meio único, não podendo ser dissociados do meio onde nasceram.
“Os weblogs nasceram da Internet, das suas características e não poderiam existir sem ela.”



Mara Amaral
Mª. Amélia Góis
Sónia Rosa

Terça-feira, Abril 26, 2005

Potencialidades da TV Digital

A TV digital apresenta um conjunto de inovações técnicas, que a diferenciam, obviamente, da tecnologia anterior. Aqui vai um breve apanhado:

Imagem - A imagem passa a ser de alta definição, chagando a “1080 linhas com o padrão HDTV”, e a tela aproxima-se do formato panorâmico à semelhança do utilizado nas telas de cinema.

Som – Seis canais de som, semelhantes ao home-theatres , contrapondo com os anteriores dois canais estéreo.

Interactividade
Local: Conteúdo transmitido ao receptor, que interage com este livremente. Após pedido de actualização, novos fluxos de informação chegam;
Com canal de retorno não-dedicado: recepção de informação via ar, retorno à central via telefone;
Com canal de retorno dedicado: usuário da TV digital para além das antenas receptoras passa a ter antenas transmissoras - transmissão feita por sinais (banda larga).

Acessibilidade
Facilidades para Gravação de Programas – sinais codificados, inicio da gravação em modo automático;
Gravadores Digitais - Capacidade de armazenar muitas horas de gravação;
Múltiplas Emissões de Programas -A transmissão de um mesmo programa em horários descontínuos, o usuário estabelece o seu próprio horário de visionamento.

Meios de transmissão: Terrestre, Satélite, Cabo, Internet

A Tv digital combinará um leque de possibilidades e inovações, que servem um único propósito: converter o usuário em administrador, com base num processo interactivo “qualitativamente superior ao simples apertar botões”.

(se quiserem saber, de modo mais pormenorizado, as inovações técnicas referenciadas, acedam a esta página.)

No principio bastavam para ouvir a voz no outro lado.. E agora?

Aquando do aparecimento dos primeiros telemóveis nunca passou pela cabeça de ninguém que um dia eles se pudessem tornar no que são hoje. Se antes a sua principal funcionalidade era a de estar em contacto com as outras pessoas através de chamadas de voz, nos dias que hoje correm penso que o principal interesse num telemóvel é muito mais que isso. Começando pelas sms, passando pelas fotografias e vídeo, e acabando nas chamadas de imagem em tempo real e o acesso a todo o tipo de informação e entretenimento, é certo que a utilização de um telemóvel já não se resume à sua principal função: falar com a outra pessoa.
Desta forma, e procurando responder aos cada vez mais exigentes "consumidores" de telemóveis e das suas funções, realizou-se em Cannes, no corrente mês de Abril, o mais importante evento internacional dedicado ao entretenimento interactivo, o MIPTV/Milia. Com toda esta revolução tecnológica ao nível das telecomunicações este evento centra-se particularmente, como diz Nuno Bernardo no Público, "naquilo que é actualmente o mercado mais apetecido para quem produz conteúdos: o dos telemóveis". Nesta feira foram apresentados os mais variados conteúdos disponíveis para todos aqueles que possuem telemóveis que permitam esta utilização , oferecendo assim um variado leque de conteúdos de carácter informativo, desportivo e de entretenimento.
No meu caso, posso dizer que sou uma grande fã destas fabulosas novas tecnologias mas são alguns os obstáculos que encontro para poder ter acesso a estas, obstáculos esses que, suponho, serão os de muitos outros milhões de pessoas. O custo, a lentidão (logo a falta de paciência) e até a baixa qualidade de alguns dos conteúdos fazem com que a adesão não seja ainda a desejada pelos seus fabricantes. No entanto, acredito que num futuro próximo todas estas dificuldades sejam ultrapassadas e os consumidores beneficiados.

futuro digital

O mercado dos telemóveis é o mais atingido quando se trata de novidades tecnológicas. Desde o seu aparecimento que têm evoluído imenso. Se compararmos o primeiro telemóvel que tivemos com os últimos que agora saíram no mercado, vemos que nada têm a ver. Hoje quem tem um telemóvel minimamente recente pode fazer quase tudo (sms, mms, máquina de vídeo e fotografia, gravador, entre muito mais). No futuro ainda terá mais funções. Como Nuno Bernardo referiu no Público o utilizador poderá receber no seu telemóvel informações em primeira mão sem precisar de esperar pelo telejornal da noite. Poderá também ver programas de entretenimento e ficção recebidos no telemóvel.
O inconveniente será (como é quase sempre quando surge uma novidade) os elevados custos. Se cada clip de vídeo ultrapassar os 2 Euros, como dizem, o serviço estará limitado a certos consumidores. Mas é como tudo, os preços acabam por baixar e as pessoas começam a aceder ao serviço. É como se fosse um ciclo vicioso.
O futuro que se avizinha está intimamente ligado ao telemóvel, à televisão e à questão da interactividade. Basta olharmos para os programas que recorrem a votações por SMS ou Internet, como forma de interacção com o público. A maior prova são os reality shows como o Big Brother ou a Quinta das Celebridades. A televisão e a questão da interactividade prometem manter-se na liderança no que respeita ao entretenimento.
Se esta é ou não a galinha dos ovos de ouro não sei, agora que esta realidade promete, apesar de pouco explorada no nosso país, disso não há dúvidas.
Vejam aqui um texto interessante sobre a televisão interactiva.

Tv Interactiva - O Renascer da Caixa Mágica

A televisão tal como a conhecemos revolucionou a socidade do sec. XX, alimentou fantasias, inventou ícones e ídolos, suscitou controvérsia, os espectadores assistiram e assitem in loco a acontecimentos em locais distantes, etc.
Em pleno sec.XXI, o seu poder omnipresente está ameaçado pela Internet e, há quem acredite que a tv interactiva possa ser,também, uma rival. A internet pela "autonomia" do navegador face aos conteúdos rivaliza com o consumo de conteúdos impostos pelos programadores de tv, bem como a inércia do espectador face a este meio. As pontecialidades da internet não ficam por aqui. Mas a Tv interactiva, que potencialidades tem?
Este conceito está pouco desenvolvido emPortugal, mas a característica principal desta nova tv é a possibilidade do espectador interagir, ou seja, pré seleccionar o que quer ver, sem ter que consumir o que não deseja, escolher os finais para os seus programas, .
Não podemos esquecer que que a utilização deste meio pressupõe que o utilizador tenha um certo nível de conhecimentos e poder económico, cingindo a sua utilização a uma minoria intelectualizada. Assim, podemos dizer que esta tv pretende cativar o público que voltou "costas" à televisão generalista.
Mas, como nas tecnologias de comunicação, a primeira produção é a mais cara, mais algum tempo e o preço estará mais reduzido, (veja-se o exemplo dos telemóveis, quando surgiram só alguns poderam ter acesso a este, actualmente, está banalizado).
O mesmo irá acontecer com a TV Interactiva, a questão que se coloca é : será que esta irá substituir a televisão como a conhecemos? Só o tempo o dirá, mas podemso acrescentar, que tal como a imprensa sobe se adaptar à chegada do webjornalismo, a televisão poderá encontrar meios para se impor.

weblog os saraus do sec. XXI

Os weblogs tornaram-se num "local" de discusão dos mais diversos assuntos, desde os mais pessoais aos mais informativos. Deste modo, assume contornos de um espaço público, ou seja, local onde são debatidas várias ideias e cujo acesso está dísponível a todos.
Quanto aos conteúdos há para todos os gostos, credos e cultura: cultos, sensacionalistas, pessoais, colectivos...Contudo, todos tem o mesmo objectivo fazer com que a informação contida chegue a um grande número de navegadores.
Vejamos o caso do blog sobre PUBLICIDADE, neste encontramos várias opiniões sobre os mais diversos anúncios publicitários, partimos do princípio que se trata de profissionais da área, mas não há nehnum tipo de indicação que nos confirme; respeita algunas regras de construção de blogs:
- Guia o navegador para outros blogs da área;
- É possível aceder oas conteúdos dos participantes do blog, no entanto não é possível deixar comentário;
- Tem um "contador" de visitantes;
- Não é possível comentar (entendemos como uma medida de protecção contra comentários menos simpáticos);
- Conteúdos interessantes.
É um blog interessante, mas não deixa de ser pessoal, na medida que as apreciações feitas não são fundadas, mas, sim da sensibilidade de cada um dos participantes. Podemos concluir afirmando, que este blog substitui as conversas entre amigos sobre o assunto, ou seja, conversas do concerne da esfera privada, que passaram para a esfera pública, onde todos podem aceder sem interferir, já que não é possível comentar.

A longo prazo...

De facto, as novas tecnologias aliadas aos meios de comunicação não param de nos surpreender. Assim, o mundo caminha rumo à interactividade e à aproximação entre os indivíduos. Depois do fenómeno da interactividade dos blogs, sites, fóruns, chats na Internet eis que chega a televisão interactiva. Esta, ainda dá os primeiros passos, mas avizinha-se um crescimento exponencial. As vantagens deste novo meio, à semelhança do que acontece com os restantes interactivos da Internet, centram-se na possibilidade de participação dos usuários e na focalização de temas e informações de interesse.
A televisão interactiva conduzirá ao fim da televisão «convencional»? A curto e médio prazo pensamos que não uma vez que este novo fenómeno ainda se encontra pouco explorado, pelo menos no nosso país, o que significa que a televisão «convencional» ainda está para ficar. Além disso, o dispositivo televisivo adopta várias formas de interactividade através de passatempos, rubricas entre outro tipo de programas que incentivam a participação dos espectadores. Contudo, ao ritmo do desenvolvimento tecnológico e comunicacional o mais provável é que se opte por uma televisão totalmente interactiva.

Alexandra Silvestre e Filipa Glória

weblogs nas empresas e negócios

O mercado globalizado vem, cada vez mais, ampliando as suas determinações, criticando ambientes de trabalho não receptivo aos trabalhadores tradicionalmente discriminados e considerados meros instrumentos de trabalho. Uma correcta comunicação dos objectivos é fundamental para a construção de uma nova mentalidade empresarial. Assim, as pessoas aprendem a trabalhar em grupo e a respeitar a sinergia dos colegas que convivem diariamente. Os weblogs não são equacionados com frequência como instrumentos de comunicação empresarial, contudo, estes são uma mais-valia tanto a nível externo, como a nível interno.
Para que um weblog seja bem sucedido, será indispensável que se mantenha o carácter pessoal intrínseco aos blogs: a personalidade dos seus autores, uma vez que os blogs são instrumentos opinativos, sendo um dos factores para a obtenção de um conjunto alargado de leitores habituais e alcance novos visitantes com regularidade.
Algo a ter igualmente em conta para o seu sucesso é a sua actualização regular: o estabelecimento de objectivos, estruturando a sua criação de acordo com o que foi pré-definido.
No que concerne à sua imagem e grafismo, o blog deve ser elaborado com base na simplicidade e na procura do aspecto profissional, mas acolhedor, que se adeqúe à imagem da empresa.
Os Weblogs podem surgir para dinamizar vários fins, como sejam as relações públicas, ou a promoção interna, ou, ainda a resolução de problemas de comunicação horizontal ou vertical.

Vantagens:
- Funciona como antigos jornais de parede onde os funcionários podem obter informação sobre a empresa.
- Vantagens face ao correio electrónico, uma vez que a informação fica guardada num espaço centralizado
- Aumento da coesão dos trabalhadores
- Criação de um sentido de pertença ao grupo
- Permite a participação dos funcionários e debate de assuntos relevantes e urgentes
- Espaço de encontro de resolução de problemas, discussão de resultados lançados, etc.
- Conhecimento produzido fica disponível para os que se juntam ao projecto quando este já se encontra em curso.
- Sempre que um funcionário sai da empresa, o conhecimento que este produziu e a informação relevantes de que dispunha ficam registradas

A verdade é que os weblogs podem servir para afirmação do posicionamento estratégico da empresa. Esta utilização é mais vantajosa em empresas de dimensão considerável, pois utilizam o blog para comunicar a sua posição institucional. Também no que diz respeito à actividade comercial, um weblog pode ser muito útil na divulgação de novos produtos ou serviços e na recepção de opiniões e comentários, podendo funcionar como um serviços pós-venda on-line.
Conclui-se que os weblogs, apesar de poderem comportar alguns riscos e exigirem um trabalho de preparação e de actualização regular, são ferramentas de comunicações muito úteis na comunicação empresarial, quer no nível interno quer externo.
Neste âmbito, resolvemos confrontar as informações anteriormente apresentadas e o weblog da empresa macromedia onde constatámos que se encontram implícitos todos estes objectivos.
Alexandra Silvestre e Filipa Glória

Tô chim!

Com a nova geração de telemóveis, o utilizador tem a possibilidade de controlar tudo o que se passa à sua volta. Se lhe roubam a casa, tem a possibilidade de assistir tudo em directo (através de um novo serviço dos Securitas), se o seu filho falta à escola é automaticamente avisado através de sms. O facto é que os telemóveis de hoje têm uma série de funções todas compactadas num simples e pequeno brinquedo. Ele é: vídeo chamadas, Internet, sms, mms, rádio, máquina fotográfica, gravador de voz, televisão (que permite assistir em directo aos jogos de futebol ou ver o telejornal)... O facto é que, o telemóvel anda, cada vez mais, de mãos dadas com a Televisão.
Veja-se que, cada vez mais, se tenta juntar uma série de funções num pequeno objecto. Andar só com uma coisa no bolso, que faça tudo, é muito mais prático. Note-se também que, tudo tende a ser cada vez mais reduzido, miniaturizado. Já existem mesmo, pequenos computadores que tem as mesmas funcionalidades que um computador normal, mas que são puros telemóveis. Hoje em dia, existem no mercado produtos criados especificamente para serem vistos no telemóvel.

A Era da Televisão Digital já começou...

Nos Estados Unidos e na Europa já foi implantada a tecnologia necessária para desenvolver a interactividade na Televisão Digital. Saliente-se que a WBNS já transmite Televisão Digital de alta definição desde 1998. De acordo com uma notícia do Jornal O Público França lançou a Televisão Digital terrestre gratuita no dia 31 de Março de 2005. Em Portugal a Televisão Digital chegaria em 2002 no sistema DVB-T (Digital Broadcasting for Terrestrial Television), mas parece que vai demorar mais um pouco. Especulou-se que o ano de 2001 seria o ano da televisão interactiva, um ano de revolução no sector audiovisual, porém a fraca adesão dos espectadores está a mostrar o contrário. Uma das razões prendesse com o preço dos receptores e do próprio serviço. O uso da tecnologia digital melhorou a qualidade das imagens e sons, mas essa mudança não se faz sentir, pelo menos por enquanto, no formato dos programas. De facto, para se ter acesso à Televisão Digital é necessário despender muito dinheiro. É necessário possuir um descodificador, cujo preço ronda os 400 euros, ou, futuramente, será preciso, mesmo, um televisor digital, que constituirá uma opção muito dispendiosa. Contudo, a Televisão Digital têm as suas vantagens: possibilita uma cobertura mais vasta do que o cabo ou o satélite; permite oferecer uma gama mais alargada de programas e serviços; possibilita outros tipos de recepção (portátil e móvel). Enfim, os principais trunfos são: o acesso à diversidade de informação característico na Internet e uma programação com qualidade que proveja interacção, exploração e imersão. Veja-se que, Al Gore lançou a televisão interactiva na Internet, a Current.tv. Trata-se de um projecto muito semelhante a um “videoblogue”, mas transmitindo muito mais rápido do que por cabo.
Segundo a revista Bit (Junho de 2000), a Televisão Digital permitirá a democratização do acesso à Internet, à criação de uma nova economia digital e a uma definitiva implementação de serviços como o comércio electrónico, o home banding e o teletrabalho. Contudo, esta remará em sentido contrário à chamada “cultura de massas”, ou seja, levará ao individualismo e àquilo que Lipovetsky defendia (A Era do Vazio).
Em suma, será que os conteúdos produzidos serão realmente conteúdos com qualidade suficientemente para levar os espectadores a mudar do analógico para o digital? A ver vamos. A TV Cabo Portugal acredita sinceramente que dentro de 10 anos, cerca de 80% das ligações à Internet serão feitas através de aparelhos de televisão digital interactiva.

Segunda-feira, Abril 25, 2005

Concursos de blogs

Comprovando a crescente importância que os blogs têm vindo a assumir, surgem cada vez mais concursos de blogs, com os mais variadíssimos temas e objectivos.

Aqui vários exemplos.

No princípio, era o verbo.

Quando surgiu a blogmania, confesso que fiquei um pouco reticente. Contudo, não foi difícil aderir à moda, pelo que criei o meu primeiro blog há cerca de um ano atrás. Começou por ser um espaço pequeno, pouco actualizado, talvez porque precisasse de definir vincadamente os objectivos e conteúdos publicados. A partir deste ponto, foi crescendo. Consegui conquistar o meu público (com leitores assíduos e outros ocasionais) e inserir-me numa "comunidade". Tornei-me leitora de vários blogs, os quais visito através do blogroll* que disponho na barra lateral. Trocam-se comentários, uns mais formais que outros, alguns mais pessoais.

Seguindo esta retrospectiva, creio que não fugi à regra constatada pelos autores da obra Weblogs, Diário de Bordo. António Granado e Elisabete Barbosa apresentam um estudo bem elaborado sobre a génese, evolução e características deste universo informativo personalizado. Aqui se reconhece o carácter social do blog: este aproxima o indíviduo de outros, ainda que esta socialização seja puramente virtual. Estabelecem-se laços entre pessoas que nunca se viram pessoalmente, que nunca conversaram para além das palavras tecladas. Formam-se comunidades, também referidas como webrings (segundo Raquel da Cunha Recuero, em Weblogs, Webrings e Comunidades Virtuais); são autênticas redes de interacção entre amigos anónimos que, muitas vezes, acabam por criar eventos próprios de forma a ultrapassar a barreira do desconhecido. Este não é, no entanto, um facto inovador, se tivermos em conta que, aquando do surgimento dos chats e irc's, tornou-se uma moda os encontros de convívio entre os habituais participantes.
A extensão de membros da blogosfera, bem como a heterogeneidade de formas e conteúdos, ligadas através de características homogéneas, dificultam o processo de delineação e de comunidades existentes (até porque, como afirmam Granado e Barbosa, «alguns blogs integram mesmo várias comunidades, mesmo sem se assumirem como membros desses grupos» [p. 48]).
No entanto, mais como informação adicional do que propriamente a nível de exemplo, é de referir a existência de um sistema de blogs da Assembleia da República, onde podemos ler os escritos pensados pelos próprios deputados.

* Segundo a designação indicada por António Granado e Elisabete Barbosa em Weblogs, Diário de Bordo, p. 48 (Porto Editora, Porto, 2004)

Sobre a televisão interactiva

Andei a tentar documentar-me um pouco sobre este assunto e achei alguns textos e sites interessantes.

  • Este artigo de 2000 fala das possibilidades da televisão interactiva e das perspectivas para o futuro deste medium. O autor é bastante optimista e considera que a "caixinha mágica" pode voltar a mudar o mundo.
  • Aqui fala-se da tecnologia associada à televisão interactiva em Portugal e das possibilidades ao alcance dos consumidores.
  • Este estudo de Gustavo Cardoso e Susana Santos do ISCTE é mais extenso e refere a história da televisão interactiva, as dificuldades de implementação do sistema, as potencialidades do medium, a televisão em rede, entre muitos outros aspectos relacionados com esta questão no nosso país.
  • Do Departamento de Comunicação e de Arte da Universidade de Aveiro surge um artigo onde é apresentado o projecto 2BeOn. Os autores abordam a televisão interactiva na perspectiva do teletrabalho e da formação de redes sociais.
  • Neste site de Marta Bandarra fala-se de convergência.

Potencialidades e perigos da TV interactiva

Uma colega referiu-se à televisão interactiva como a «Televisão Pessoal». De facto, a interactividade neste medium pode ser uma forma de escapar à "tirania" da programação imposta pelos canais televisivos; a interactividade dá a sensação de controlo perante a programação e permite-nos ter uma TV feita "à nossa medida".
Por outro lado, considero que a interactividade também tem aspectos negativos: o principal parece-me ser o isolamento. Actualmente, a televisão ainda é um factor de socialização: falamos do jornal que vimos, do filme, da novela, do debate. E com a televisão interactiva e «pessoal»? Do que é que falamos quando cada um assistir a um programa diferente, que possivelmente mais ninguém viu?
Na televisão que temos às vezes "não dá nada de jeito". Então desligamos a TV e dedicamo-nos a outras actividades mais ou menos culturais. Quando estiver sempre a dar "alguma coisa de jeito" será que vencemos a inércia do sofá e do comando na mão para nos dedicarmos a outras actividades?
Estas são apenas algumas das questões levantadas depois de uma análise superficial das potencialidades desta nova forma de interactividade nos media.
Há que estar atento aos perigos dos novos media. Embora eles apresentem possibilidades quase ilimitadas no que respeita à comunicação, à informação e ao entretenimento, devemos sempre manter uma postura crítica perante os avanços tecnológicos sob pena de nos tornarmos dependentes à semelhança do que aconteceu com os telemóveis ou com a Internet.
Há que explorar as potencialidades dos novos media, mas para escapar aos "perigos" nada como uma utilização responsável desta nova vertente da televisão que, com certeza, tem muito para oferecer ao público.

As Novas Janelas de Interactividade Imagética

A experiência da Current.tv anuncia já novos desafios colocados à televisão interactiva, enunciando as potencialidades mas também as dificuldades que se podem colocar perante projectos da mesma natureza. No caso da Current.tv está já confirmada a participação da audiência através do envio de videos. Os “current journalists” (designação então assumida por esses participantes ocasionais) assumem-se nesse projecto como uma espécie de free-lancers que podem até eventualmente ser pagos pela sua contribuição (in Público Computadores, ed. 11 de Abril de 2005, pp. 1 e 2).

Este é apenas um de entre os muitos casos que configuram a crescente tendência para o desenvolvimento de novas realidades mediáticas, resultantes da convergência entre vários media.

A televisão, que nos seus moldes tradicionais sempre se apresentou ao telespectador como um meio de comunicação unívoco e unidireccional na sua forma de veicular e transmitir conteúdos a um telespectador passivo, adquire agora potencialidades interactivas ao desenvolver-se em convergência com a Web. Por sua vez, a Web beneficiará de um número cada vez maior de conteúdos “televisionáveis”, podendo assumir no futuro uma configuração bastante diferente daquela que agora nos dá a conhecer, ainda essencialmente caracterizada por páginas contendo informação estruturada em hipertexto e com grande preponderância para o texto acompanhado por imagens ilustrativas estáticas. Assim, à medida que o apurar tecnológico dita a proliferação de ligações com elevada largura de banda, aumentam as potencialidades e cresce o interesse pela televisão interactiva.

No entanto, as experiências de televisão interactiva poderão sentir dificuldades intrincadas na própria especificidade do meio – se outrora era restrito o acesso à televisão, dados os entraves colocados à detenção dos meios dispendiosos necessários para a produção televisiva tradicional, a televisão interactiva (comparativamente com a situação anterior) funda-se precisamente no incremento das facilidades de acesso aos próprios meios de produção – são disso exemplo os apoios facultados pela Current.tv à produção e criação de conteúdos televisivos por parte dos “current journalists”.
João Mendonça

Domingo, Abril 24, 2005

EduBlogs


À semelhança do blog criado para esta disciplina, que funciona como um meio privilegiado de comunicação entre alunos e professor e como um espaço de reflexões temáticas “partilhadas”, em Portugal tem vindo a crescer o número de blogs com finalidades educativas, ou, se preferirmos os edublogs. As potencialidades deste tipo de blogs são diversas. Apresentando-se como um elemento de comunicação gratuito e um espaço de reflexão, discussão e troca de experiências, os blogs educativos previnem o plágio, facilitam a avaliação (em caso dos trabalhos dos alunos serem expostos no blog) e conferem visibilidade à instituição escolar.

No I Encontro Nacional de Weblogs, Luís de Sousa que participou na construção do blog O Gente Jovem (Escola Profissional das Minas Borradas) problematizou esta questão e, pela referida experiência, apontou um conjunto de vantagens, afirmando que este tipo de blogs permitem:
- “Uma maior familiarização com as tecnologias de informação e comunicação”;
- “Uma maior aproximação alunos/professores”;
- “O desenvolvimento do espírito critico dos alunos”;
- “A melhoria as competências a nível da leitura, da escrita e da organização de ideias”;
-“ A valorização da identidade e raízes dos alunos”;
- “A participação activa em questões de cidadania”;
- “Uma construção colectiva dos saberes”;
- “O contracto com outras realidades educativos”.

Dito isto, resta saber até que ponto é possível aliar a qualidade de conteúdos à abrangência de membros e visitantes, mantendo os ideias educativos, e evitando tornar este tipo de blogs em diários íntimos narcisistas ou em espaços de irreflexão e "baboseiras".

Sábado, Abril 23, 2005

.

Imagem cuja legenda é Tentatis de Propaganda Visuale Politicale

Inventam tudo…

A ideia de interactividade não é nova, podemos vê-la com a crescente participação do espectador através do telefone e, mais recentemente, por mensagem escrita via telemóvel ou por e-mail.

Começando com o videotexto e o teletexto, que convergem três tecnologias de forma barata e acessível: a linha telefónica, a televisão e as redes de computadores, a televisão interactiva irá mudar o modo como se vê televisão, porque com o afastamento do um modelo tradicional de canais, com transmissão ininterrupta 24 horas por dia, caminha-se em direcção a um modelo no qual se escolhe inteiramente o programa a ver.

Para Charles Benson,ex-vice-presidente da Liberty Digital, existem duas escolas de pensamento predominantes: "Uma é um sistema baseado no controle central, no qual o conteúdo é transmitido ao telespectador num fluxo do servidor do operador de cabo. A outra é um modelo no qual o conteúdo é baixado para a set-top box do telespectador e permanece ali por um número específico de horas antes de ser automaticamente apagado“.

Deste modo, a televisão interactiva teria a capacidade de se cruzar com a Internet; porém traduz-se um implícito conflito entre a passividade e a acção inerente às duas práticas entendidas no sentido tradicional.

Se o espectador pode compor o seu próprio canal, uma outra alteração seria a fuga aos anúncios publicitários, o que coloca um desafio ao papel dos publicitários, apostando na criatividade e, talvez, no surgimento de novas formas de publicidade, dirigidas a segmentos mais restritos e dirigidos a interesses particulares dos utilizadores.

Blogs nas empresas

Os blogs nas empresas podem funcionar como um excelente veículo de comunicação, quer a nível externo ou interno, tendo como objectivos primordiais a notoriedade e o sentimento de pertença. Porém, como António Granado nos adverte em Weblogs, estes não podem perder as suas características intrínsecas: a actualização, a personalização e a disponibilização de informação relevante.

A nível interno, os blogs podem funcionar como local de discussão entre os colaboradores de uma empresa, como espaço de partilha de informação e resolução de problemas. Também poderá ser útil para desenvolver projectos de equipa, diminuindo a possibilidade da informação se perder.

A nível externo, os blogs podem ter funções muito variadas, desde a divulgação de produtos, projectos ou serviços, mostrar a situação da empresa face a problemas sociais, económicos, resolver as queixas dos utilizadores, dando, deste modo, uma imagem de transparência e podendo, mesmo, tornar-se num símbolo da imagem de marca.
Assim, os blogs podem funcionar como uma forma de conecção entre as empresas e os seus colaboradores, mas também com os seus públicos-alvo.

O blog Designs By Nick Fink é um exemplo de um blog empresarial, que promove revistas ligadas ao Design e à Web através da personalidade do seu editor. Este considera que “Web logs, or “blogs,” aren’t just for personal sites. Sites of all kinds can employ blogs to keep visitors informed and up to date. Learn what a blog can do for your site, and see the best tools for creating and maintaining them".

O mesmo acontece num blog da IBM, onde Mark Pilgrim, arquitecto na IBM Emerging Technologies Group, através da sua experiência, mostra as novidades tecnológicas.

Granado coloca a questão, muito pertinente, dos comentários que possam denegrir a empresa, o que leva à obrigatoriedade de encontrar soluções rápidas para esse fenómeno. No caso do blog Designs By Nick Fink, o espaço reservado aos comentário surge, por vezes, com comentários "pouco delicados", facto que muitas vezes é apontado pelos empresários como entrave, uma vez que motores de busca como o google podem fazer referência a esse tipo de informação, traduzindo-se numa imagem negativa da empresa. Em relação ao IBM, existe a possibilidade de se fazer comentários, porém estes não existem, mais precisamente, existe um que dá conta de uma falha técnica. Curioso.

Dora Agapito
Dora Gomes

coitada! tá doentinha!

Venho por este meio prestar respeito a alguém que conviveu connosco muitos anos, mas que agora se encontra numa fase descendente da sua existência. Refiro-me à cultura de massas, cujo estado de saúde se tem vindo a deteriorar, principalmente por o seu sistema imunitário fraquezar perante o vírus da cibercultura.

Alguns médicos defendem que a cultura de massas, apesar das dificuldades, vai conseguir sobreviver. Contudo parece-me a mim que a TV Digital encarna um forte revés para os diagnósticos mais optimistas. Se é verdade que a televisão não é o único instrumento de massificação cultural, também não deixa de ser verdade que esta é uma das formas mais eficientes de padronizar comportamentos e atitudes, dado o elevado número de audiências e o tempo gasto pelos telespectadores em frente ao televisor. Para além disso a cibercultura tende a estender-se aos mais diversos meios.

Pois bem, a TV digital vem-nos dar poder enquanto consumidores de programação televisiva. O aumento da interactividade proporciona a personalização de conteúdos. As bases para que isso acontença estão lançadas, mas o telespectador terá que as agarrar. Pois tal como nos diz Ana Vitória Joly, no seu artigo A Interactividade na Televisão Digital - Um Estudo Preliminar, "a interactividade apenas acontece quando o telespectador deixa de ser passivo e passa a ser activo em relação à televisão".

Perante isto, o individualismo tem pela frente tempos favoráveis. Não um individualismo associado à solidão, mas um individualismo associado à liberdade.

As melhoras para a cultura de massas. Ou não!?

Não se aborreça mais. Agora com a Televisão Interactiva é você quem "manda".

Durante 50 anos os telespectadores estiveram sujeitos àquilo que os senhores da televisão lhes imponham. Sentados no sofá lá assistíamos como “cordeirinhos” à programação.

Muitas coisas podem acabar com o surgimento da televisão interactiva, assim como o famoso zapping e as mensagens comerciais. Agora já se pode ter a oportunidade de definir a nossa própria programação – surgiu a Televisão Pessoal.

Esta nova era da Televisão Interactiva vai permitir ao consumidor interagir com os conteúdos transmitidos através de aparelhos “inteligentes” e de ligação constante à Internet. É o consumidor que escolhe a programação, ou seja, ele escolhe aquilo que quer ver à hora que lhe convir. Mas não serve apenas para programas temáticos, o consumidor vai poder escolher os anúncios que realmente lhe interessam, pondo de parte aqueles que desprezava com a “Televisão Impessoal”.

Segundo a Forrester Research, o uso da Televisão Interactiva vai atingir, em breve, mais de dois terços de consumidores de TV por cabo, podendo atingir os 90% num futuro próximo.

A iTV pode responder às mais diversificadas necessidades dos mais diferentes consumidores.

Por outro lado, “o docente universitário [Manuel José Damásio] menciona [em obercom.pt] o potencial da Televisão Interactiva como plataforma educativa e como modelo de broadcast pela negativa, referindo, por exemplo, o problema do Time Shift. Aponta ainda para a necessidade de perfis de utilizadores e conteúdos, bem como para a necessidade de personalização e ferramentas de utilização.

Em suma, existem várias perspectivas em relação a este tema. Se existem uns que preferem ser “geridos e comandados”, há outros que já aderiram à iTV e que hoje, certamente, têm uma outra visão daquilo que é televisão.

E o objectivo da iTV é precisamente revolucionar a era da massificação de mensagens, intrusivas (por não serem requisitadas), fazendo uma abordagem através da razão e credibilidade personalizadas e requisitadas pelo consumidor.

Se antes se ficava minutos infindáveis à espera do nosso programa favorito e se criticavam anúncios, agora a iTV tem a solução.
Não se aborreça mais. Agora com a televisão interactiva é você quem “manda”.

Ana Lucas n.º 22174

Sexta-feira, Abril 22, 2005

BLOGS: UM CONCEITO, VÁRIOS CONTEÚDOS

A mais recente “moda” na web é o fenómeno dos blogs.

Seja no nosso pequeno país à beira mar plantado, ou no resto do Mundo, a livre opinião está, mais do que nunca, presente no universo comunicativo. Os blogs surgem pelos mais variados motivos: por moda, por desejo de exprimir uma opinião, emitir um parecer, como meio de desabafo ou até mesmo como expressão pura do gosto pela escrita.
Nos meandros da rede encontramos de tudo, e o recente universo dos blogs não é excepção. Dos blogs mais simples, normalmente de carácter pessoal, aos mais complexos, repletos de animação, texto e imagem, de carácter pessoal, passando pelos de cariz académico e acabando nos de carácter político, a variedade é imensa. O exemplo do blog de Pacheco Pereira, reconhecido político, tem um pouco de político (porque é inevitável) mas, sobretudo, um cariz crítico e pessoal onde são abordados os mais variados temas.

Também curioso é o mais recente fenómeno dos photo blogs. Nestes espaços da rede são colocadas fotografia, como se de posts se tratassem. Nestes photo blogs há também um carácter de interactividade: são trocadas impressão através dos comentários (tal como nos blogs convencionais) e colocados posts diários (sob a forma de fotografia). Trocam-se impressões, comentários e cruzam-se opiniões como nos weblogs tal como os conhecemos.
ENFIM, UM MUNDO DIVERSO. PARA TODOS OS GOSTOS E CONTEÚDOS…

Televisão Digital

A Era do individualismo global chegou. Já ninguém se restringe à sua televisão generalista cujo teor deixa muito a desejar. A personificação dos conteúdos orienta-nos para uma televisão de qualidade, pelo menos segundo prisma de cada um.
A simbiose Internet/televisão traz a este conceito a mobilidade própria de uma sociedade em constante evolução no tempo e no espaço. Ficar em casa para ver televisão? Uma perda de tempo! A televisão, ou melhor dito, o seu conteúdo deve ir atrás de nós. Telemóveis, PDA, Laptop, os nossos programas favoritos devem poder acompanhar-nos e seguir o nosso ritmo de vida. Essencial também é poder oferecer-nos a possibilidade de participar activamente nestes mesmos conteúdos. Através de votações, fóruns ou mesmo participação ou mesmo participação directa por webcam, a televisão torna-se participativa procurando emular os jogos de computador on-line em que nos tornamos parte da acção.
Os telemóveis são os nossos novos brinquedos, cada vez mais computadores “de mão”, a capacidade de telefonar está a tornar-se mais uma opção no meio de tantas outras. Tal como a Internet nos seus primórdios, estas novas opções são um reaproveitamento do que já existe noutros Media (TV, e Internet por exemplo).
O futuro aponta para um especificação dos conteúdos dos telemóveis, sendo futuramente exclusivos ao Médium, tornando-se únicos e realmente diferentes. Para variar estamos ainda muito atrás do que está a ocorrer no resto do mundo industrializado, mas devagar iremos chegar ao mesmo sítio. Esperemos.

scholar.google.com e news.google.com

Mais uma inovação do google que a priori nos irá facilitar a vida nas nossas pesquisas.
Ao tornar a pesquisa mais selectiva permitirá uma melhor eficiência e rapidez nos resultados, desde que os internautas saibam usar esta ferramenta claro está =)
Na tentativa titânica de organizar a Internet, como se de uma vulgar biblioteca se trata-se, os dirigentes da google facilitam ainda mais a nossa vida na pesquisa de documentos de estudo e de notícias.
Uma segmentação da oferta que permite ao utilizador crivar melhor o que a Internet lhe oferece. Quem nunca se deparou com uma pesquisa com numerosos sites que não se adequavam à procura? Tantas vezes… Mas sempre por erro humano, afinal quem não pesquisa exactamente o que pretende, ou não possui as ferramentas para tal, candidata-se a isso. Ainda com uma versão BETA o scholar.google.com promete, pena não ter aparecido mais cedo.
Por sua vez o news.google.com funciona como um portal de notícias, aparentemente ligado a uma porção de agências noticiosas (provavelmente as maiores) o que elimina muita informação nomeadamente a nível local.
O próximo passo será uma segmentação por país, cidade ou mesmo jornal tornando acessível todo o tipo de informação. Claro está que deixará de ser gratuito. Logo veremos, por enquanto aproveitemos as oportunidades que nos são dadas.

Quinta-feira, Abril 21, 2005

Televisão Digital – Um passo rumo ao futuro

É um dado adquirido que a chegada das novas tecnologias proporciona o desenvolvimento dos sistemas de comunicação já existentes. Os media aproveitam cada oportunidade para se aliarem a novos elementos tecnológicos.

Assim não é de estranhar que o panorama da televisão em Portugal se encontre em fase de mutação.
Essa mutação leva-nos ao encontro da Televisão Digital. Falar desta nova televisão é falar do futuro. É falar de um novo serviço, de novas potencialidades, novos conteúdos e de todo um sector por explorar e desenvolver. É falar sobretudo de interactividade.

A Televisão Digital apresenta-se basicamente como a convergência existente entre a televisão e as novas tecnologias interactivas. No entanto, a passagem da televisão analógica para a televisão digital será, apenas e tão só, a maior revolução no sector audiovisual depois da passagem que houve da televisão a preto e branco para a televisão a cores.

Para o comum dos cidadãos ter acesso a este serviço, é necessário que possua alguns elementos indispensáveis. Em primeiro lugar é preciso que possua um monitor, a que se acresce um comando e um teclado; depois é também necessário um cabo com bidireccionalidade, uma step-top-box (que custa cerca de 250 euros) e uma assinatura da TVCabo, que é quem disponibiliza o serviço em Portugal.

Apesar disso, esta nova forma de ver televisão oferece ao telespectador uma diversidade enorme de serviços. Efectuar compras, aceder à Internet, enviar e receber e-mails e efectuar operações bancárias são alguns dos serviços já disponibilizados pela Televisão Digital. Por outro lado, enquanto a televisão analógica oferece um programa por canal, a televisão digital permite o acesso no mesmo canal a no máximo sete programas. A qualidade de som e de imagem também se apresenta superior na “nova” televisão.

Os serviços de Televisão Digital mais avançados do mundo estão disponíveis na Europa, sendo o Reino Unido o país que lidera esse desenvolvimento. Em 2002 , 39,5% dos lares em terras de Nossa Majestade já tinham acesso à Televisão Digital.
Em Portugal o panorama não é tão positivo, em finais de 2003 o serviço só estava disponível em cerca de 8000 lares. No entanto o sucesso da Televisão Digital está apenas dependente da imaginação dos operadores de televisão e dos empresários que controlam a indústria dos conteúdos. É necessário não esquecer que o serviço ainda é caro, tem o custo normal de uma novidade, e só com o passar do tempo se tornará um produto massificado. Nessa altura o preço de custo baixa e a Televisão Digital será mais acessível a todas as faixas da população.

Certo é que estamos perante uma verdadeira convergência multimédia, cuja implementação em Portugal obedece a um investimento total em infra-estruturas de cerca de 500 milhões de euros. A transição de formatos está eminente e tudo aponta para que daqui a 10,/15 anos seja desligado o analógico prevalecendo então o digital. Bem vinda TV Digital.

Mãe, quando for grande quero ser Blogueiro!!!

Ser Blogueiro é simples meu filho! Entra aqui

Blogs: Jornalismo Gratuito de Sucesso, Prático e Rápido ou Ameaça a Inteligência dos Sapientes?!

Os blogs são um sucesso na Internet. Quer seja como uma brincadeira de simples adolescentes ou blogs temáticos, este é um fenómeno incrível e inexplicável. Os blogs já fazem parte da cultura online de todo o mundo. Neste universo de milhões de cybernautas, milhões deles têm blogs.

Segundo o jornalista
James Surowiecki, autor do livro The Wisdom of Crowds, a eficácia dos blogs e a sua abrangência são os factores que determinam o seu sucesso. A informação é posta e alterada através de um simples clique no rato do computador.

O sucesso resume-se a várias vantagens que vou passar a enumerar:
1) Os blogs expressam a opinião de seu autor sobre um determinado tema ou mesmo vários;
2) O conteúdo aparece sempre actualizado e organizado por datas o que permitem uma fácil navegação;
3) Os blogs dão acesso a links externos para os logs (acessos) que o autor e colaboradores criam;
4) O acesso aos blogs é gratuito;
5) Os blogs são no geral uma forma de independência e de compartilhar ideias e pensamentos, podendo ser o futuro da comunicação;

A interactividade que permite comentar, depositar informação através da disposição de ferramentas eficientes e suficientes que não necessitam de conhecimentos de programação, assim como o marketing grátis e sua visualização disponível para todo o mundo, são os condimentos desta receita de sucesso.
A Internet é uma máquina muito bem oleada que permite conhecer e encontrar pessoas. As salas chat, o uso de webcams, desenvolveram novas práticas culturais, como o sexo virtual, a troca de arquivos e o mundo da blogosfera.

Os blogs marcam o retorno do jornalismo amador, que escreve pelo amor à escrita e sem expectativa de retorno financeiro. Isto para muitos pode parecer confuso, enquanto que para outros é uma oportunidade de mostrar que o dom da palavra não se resume a aprendizagem escolar selectiva, facto que tem chamado a atenção dos especialistas.

Mas atenção, uma grande quantidade de cyberlixo, também é produzida nos blogs! E mais não digo...

Googleblog

O universo dos blogs torna-se cada vez mais evidente, senão o que justificaria que o google criasse um motor de busca para blogs? Esta variante de busca do google encontra-se, actualmente, em fase de teste e construção. No entanto, o nosso tao conhecido motor de busca já aderiu à moda dos blogs e construiu o googleblog.
Filipa Glória e Alexandra Silvestre

Quebra-se os Sistemas, Quebram-se as Barreiras...

Digital: Diz-se de todo o dispositivo que gera, armazena e transmite dados codificados pelo sistema binário. Os dados são numericamente representados pelos algarismos um e zero. Em relação ao sistema analógico, permite maior velocidade e melhor qualidade na transmissão de dados.

A televisão digital dá-nos novos conteúdos, novos serviços e uma maior versatilidade. No entanto, esta interactividade só se concretizará ao longo do tempo. Falta saber quais as condições de acesso e que conteúdos e serviços que podemos obter a partir deste novo sistema.

A televisão digital permite-nos aceder a este conjunto de conteúdos e serviços, apresentados paralelamente a uma simples emissão televisiva. Apesar do potencial da televisão digital, todas as funcionalidades possíveis não estão disponíveis ainda neste novo meio de comunicação e interacção, sendo introduzidas, posteriormente, de uma forma gradual.

Uma ligação por cabo com bidireccionalidade, (envio e recepção de sinais), um televisor, uma set-top-box, um comando, um teclado e uma assinatura da Televisão Digital Interactiva, são os elementos necessários para utilizar no futuro/presente da televisão digital. A televisão interactiva fará com que os seus usuários possam não somente navegar, mas mergulhar num mar de entretenimento e informações.

Portugal foi um dos pioneiros da televisão interactiva e a lançar este serviço. Contudo existem outras plataformas -
www.mhp.org e www.liberate.com. O sistema da TV Cabo baseia-se no software de desenvolvimento para serviços e conteúdos de televisão interactiva - www.microsoft.com/tv.

A televisão digital permite-nos o acesso ao que se pretende, como por exemplo a escolha de um filme, apesar dessa escolha ser limitada, é uma inovação que trará grandes e potenciais transformações a nível de controlo e de avanço tecnológico. É a aurora de uma nova era e a morte de sistemas precários...

Bibliografia

1. No texto que vos dei, há um pequeno problema, na parte final. Podem ver o texto completo aqui.

2. Também lhes falei da empresa YDrems. Vejam o seu website.

Glossário da Blogosfera

Só por curiosidade, aqui vão algumas palavras pertencentes ao Glossário da Blogosfera. São algumas das palavras mais usadas naquele que é uma espécie de Diário Virtual hospedado na Internet:

Blog – Diário Virtual.

Blogger – Autor do Blog.

Bloggosfera – Espaço Virtual onde ficam todos os Blogs; é o mundo dos Bloggers;

BlogChalk – Espécie de B.I. do Blogger. Facilita a busca de Blogs por local de procedência.

Post – Cada um dos textos inseridos no Blog.

Template – Aspecto gráfico do Blog.

Banner – Espaço publicitário inserido no Blog pelo site que o mantém.

Tagboard – Mural onde os visitantes podem deixar recados e comentários.


Quarta-feira, Abril 20, 2005

sugestões

Sugestão de blogs de pessoas ligadas à Universidade do Algarve:

W3.ualg.pt, é um blog de Cláudio Lima, graduado em ciências de computadores e engenharia de sistemas e do laboratório de informática, da Universidade do Algarve.

Mfa.weblog.com.pt, é o movimento fundamentalista académico que consiste em temas como as tradições académicas e temas ligados aos estudantes.

Bloodpresure.blogspot.com, é um blog pessoal de um aluno de Engenharia Agrinómica da Faculdade de Engenharia de Recursos Naturais, onde se podem ler mensagens pessoais.

Ana Lucas n.º 22174

blogomania

Se antigamente eram os escritores e os poetas que transmitiam os seus sentimentos ao público, em papel…hoje qualquer individuo pode fazê-lo através da blogosfera. E são, provavelmente, os sentimentos depressivos que se manifestam com mais intensidade nos blogs pessoais. Hoje fala-se de tudo, dos mais variados temas.
Mas segundo os psicólogos isto é positivo, pois assim os indivíduos desabafam sobre os seus problemas e dilemas e especulam soluções, podendo também ter um feedback de quem lê as suas mensagens. Mas surge aqui a questão da banalização desse momento de introspecção. Agora os sentimentos e os problemas são partilhados com várias pessoas, muitas delas que nem sequer conhecemos. Mas o “proprietário” do blog deverá estar consciente que as suas mensagens vão estar expostas a qualquer individuo, seja ele conhecido, ou não, magro ou gordo, baixo ou alto. Os blogs deste género, são os chamados blogs pessoais que consistem em diários digitais.
Existem, ainda, os blogs de grupos que consistem em um grupo de pessoas que escrevem sobre as suas experiências acerca de um interesse em comum. Nestes dois tipos é comum o uso de um estilo informal.
E muitos destes blogs permitem que os leitores postem comentários e respondam a pesquisas, para aumentar as interacções da comunidade.
Mas esta moda, como todas as modas, um dia há-de ser ultrapassada por outra mais avançada e com mais novidades que vão captar a atenção dos cibernautas.

Ana Lucas n.º22174

Os diários em papel foram substituídos pelos diários online...


Desde 1997 até à presente dada, os weblogs sofreram grandes transformações, sendo que actualmente o número de novos weblogs aumenta progressivamente de dia para dia. Com efeito, os weblogs são hoje em dia, poderosas ferramentas de estudo e análise para os investigadores e teóricos. Assim, não devemos descurar a importância destas formas de emitir opiniões e desabafos, uns mais pertinentes que outros.
Tendo em conta a reflexão anterior, decidi analisar um weblog que é um verdadeiro diário pessoal electrónico, de um aluno da Universidade do Algarve. Este blog é constituído por comentários e opiniões acerca de várias temáticas, desde o cinema, à pintura, às notícias e ainda a reflexões acerca de situações do quotidiano. Em termos de grafismo, o blog está cheio de imagens que dão vida aos textos, tornando-os muito mais apelativos e interessantes à visão humana.
Mas como os weblog tornan-se um desafio para aqueles que exploram este instrumento, o autor do blog, anteriormente referido, não se ficou por aqui e criou ainda outro blog. Todavia, este segundo não tem como intuito ser um diário de reflexão pessoal mas constitui-se antes como um weblog, que visa a divulgação a sinopse de um livro em fase inicial. Tendo em conta a grande acessibilidade que a Internet permite, atingindo enormes distâncias geográficas em meros segundos, o autor deste blog pretende então revelar a evolução do seu livro de modo a poder receber opiniões e comentários que permitam o aperfeiçoamento do seu livro e mesmo uma orientação segundo os interesses dos possíveis leitores. Posted by Hello

O boom dos blogues


Os blogues estão aí e é impossível, até para os mais distraídos, não dar por eles. Constituem uma forma de comunicação e transmissão de informações na Internet. São, pois, páginas da web actualizadas frequentemente, com textos e comentários apresentados cronologicamente, em forma de diário pessoal ou diário de bordo.

Um dos blogues agora em voga é o Ponto Media, que já havia sido criado a 2 de Janeiro de 2001 por António Granado. É o autor que explica a razão da sua existência: “Há já alguns meses que seguia o Media News, do Jim Romenesko, e achei que seria interessante fazer um 'weblog' sobre jornalismo em português”. O Ponto Media é actualizado diariamente, disponibilizando uma espécie de “flash” dos media nacionais e internacionais. Apresenta, de uma forma simples e sóbria, hiperligações para textos interessantes sobre o mundo do jornalismo e dos jornalistas e permite a interactividade. É por isso possível aos web leitores fazer comentários, favorecendo o debate e a troca de opiniões.

Considerando ser difícil prever o futuro, António Granado acredita que “os media portugueses só agora acordaram para o fenómeno. Isto tem feito com que, cada vez que um artigo sobre 'weblogs' sai nos jornais, sejam criados mais umas dezenas. Os 'weblogs' pessoais continuarão a ser criados com bastante frequência e veremos surgir 'photoblogs' ('weblogs' baseados em fotografias) como cogumelos, actualizados a partir dos telemóveis com câmara fotográfica. Nessa altura perceberemos o quanto a nossa privacidade está ameaçada”.
António Granado, acredita que a área da educação começará também a beneficiar da utilização dos blogues: “Com tantos artigos sobre 'weblogs', os educadores perceberão o quanto estes podem ser úteis na sua profissão. A experiência pioneira dos cursos de Comunicação da Universidade do Minho e da Universidade do Porto serão seguidas por muitos outros cursos e até por outros graus de ensino”.

Para quem não conhece, o Ponto Media merece uma atenção especial.

Curiosa também é a leitura da obra do autor em parceria com Elisabete Barbosa: Weblogs, diário de bordo.

Gina Beltrão Pasadas

A imprensa regional no século XXI

No âmbito do 48º Aniversário do Jornal do Algarve foi realizado no dia 9 de Abril um colóquio em Vale de Lobo com a presença vincada de Francisco Pinto Balsemão. Este evento, como não podia deixar de ser, foi a notícia foco do Jornal do Algarve, onde constava a seguinte nota longo na primeira página, com o título «Imprensa regional vai fazer a diferença no futuro»:
« o presidente do grupo Impresa salientou que a imprensa regional nunca foi tão importante e valorizada como nos dias de hoje, na medida em que são os maiores defensores das populações locais. O homem mais poderoso da comunicação social portuguesa esteve em Vale do Lobo, no passado Sábado…».

Note-se se considerarmos que a imprensa local está mais perto dos seus leitores; se encontra, indubitavelmente, empenhada na defesa dos direitos dos mesmos; trabalha junto e reivindicando a atenção do poder local e central; as palavras proferidas por Pinto Balsemão fazem todo o sentido.
Uma vez que o jornal teve a força para continuar a publicar mesmo com o aparecimento da televisão e da rádio, o jornal regional e, neste caso, o Jornal do Algarve, tem um papel cada vez mais importante na formação das populações da região.

Deixo aqui evidenciado um facto de interesse para o nosso curso que foi o Jornal do Algarve ter criado o prémio José Baião que distingue todos os anos o melhor aluno de Ciências da Comunicação da Universidade do Algarve.

Blogs: Uma «ágora» na Internet


Em relação ao tópico da liberdade total de circulação de ideias nos blogs, podemos associar isto a algumas ideias defendidas por Habermas, nomeadamente, no que toca ao conceito de “esfera pública”.
A ágora era a praça pública onde se realizavam as assembleias e reuniões na Grécia Antiga, um espaço em que todos os indivíduos podiam expor livremente as suas ideias, sugestões e comentários. Aí, os cidadãos podiam praticar a liberdade de pensamento e expressão nos mais variados domínios do saber. Assim, a ágora, que ocupava na sua génese um espaço físico, uma praça pública delimitada, pode ser agora transportada para um novo espaço, o virtual, na Internet. Assim, originou-se uma nova forma de mediação entre o público e o privado, dado o aparecimento dos blogs que permitiram, por sua vez, novas aparições do “eu” no espaço público.
Esta é uma associação interessante que nos reporta a um período da história onde a circulação de ideias se assemelha, em muito, com esta questão dos blogs. Vendo bem, só muda o meio pelo qual a circulação de ideias é feita, agora de forma virtual.

Blogs: Sim ou não?


Tendo um alcance universal onde a resposta é quase imediata os blogs surgiram e revolucionaram a nossa sociedade. Apesar das suas facilidades, estes também apresentam aspectos negativos que merecem algum tipo de reflexão. Aqui ficam alguns:

Aspectos positivos

- Excelente fonte de informação para: jornalistas, trabalhadores, concorrentes, investigadores;

- Possibilitam o contacto com muitas pessoas – interactividade;

- Congregam as características dos chats, do correio electrónico e dos fóruns;

- Actualização frequente;

- Organização cronológica: os posts são datados;

- Possibilidade de links para outras páginas – intertextualidade;

- Simplicidade de edição de páginas, assim como, o acesso ao conteúdo das mesmas sem necessidade de grandes conhecimentos de web;

Aspectos Negativos

- Perda de privacidade;

- Falta de segurança;

- A possibilidade de surgirem comentários menos agradáveis;

- Exige tempo e dedicação dada a necessidade de actualização frequente.

Terça-feira, Abril 19, 2005

Eis alguns blogues interessantes

NetFm
O charme discreto da bloguesia
Pescador Digital
Portugas
Repita sem vezes
Rumirasi
sunnyday
Traquina

Gina Beltrão Pasadas

Weblogs e Jornalismo

Jorn Barger foi o criador do termo weblog, decorria o ano de 1997, sendo que os primeiros weblogs surgiram ainda nesse mesmo ano.

Os weblogs no início eram compostos basicamente por comentários e ligações para outras páginas na Web. Hoje em dia são um dos mais poderosos meios de divulgação de informação existente na Internet. Apesar de serem um meio recente, a verdade é que as suas características permitiram-lhe conquistar um espaço próprio junto dos meios de comunicação social.

Os weblogs apresentam como principal vantagem o facto da informação ser fácil de publicar e de actualizar. O processo de pesquisa posterior também é fácil, até porque a informação é organizada por ordem cronológica e em arquivos devidamente datados. A juntar a isto há ainda o facto desta informação ficar acessível a um universo global em poucos segundos. Além disso dispensa a necessidade de que se conheça a linguagem HTML, um dos principais problemas para a colocação de conteúdo na Web.

Os textos nos weblogs são normalmente curtos; apresentam apenas as informações mais importantes colocadas em posts, ou blocos de texto. A actualização dos weblogs é frequente, sendo que nos weblogs mais “movimentados” essa actualização é diária. Estas características potenciam aos weblogs um poder enorme naquilo que é a divulgação de informação, colocando-os assim como um meio que pode “competir” lado a lado com o jornalismo profissional.

Mas num outro sentido os weblogs perdem essa capacidade de se tentarem equiparar ao jornalismo profissional, isto porque são a voz, o pensamento e o texto do seu criador. Nele são exprimidas opiniões/relatos e analisadas informações do ponto de vista da pessoa que lá escreve. A informação é pessoal assim como todo o ambiente do weblog. Quem cria o weblog define as características que lhe quer dar. Assim podemos ver que os weblogs são muito pessoais. São diários digitais que estão permanentemente online. Não tem assim neste ponto características como tem por exemplo os jornais, onde a informação para ser publicada tem que passar por vários “gates”, ou seja, a tal “teoria do gatekeeping”.

Mas o facto da informação aí veiculada não ser informação neutra pode também ser visto por um outro lado. Pode ser um apelativo. Veja-se o caso dos weblogs partidários. Discursos tendenciosos podem também ter bastante sucesso, levando a que as pessoas se identifiquem com esses conteúdos.

Podemos assim concluir que os weblogs até possuem características semelhantes às do jornalismo profissional. Estes não substituirão os veículos já tradicionais de comunicação, mas podem ser um meio complementar.
Uma conciliação entre este dois elementos (weblogs e jornalismo) pode ser benéfica para ambos, dado serem universos complementares. É um jornalismo diferenciado, com características próprias.

A relação do jornalismo com os weblogs assumiu resultados práticos (por exemplo) no weblog que a estação de televisão SIC criou para o seu jornalistas comentarem a última campanha eleitoral. Neste Diário da Campanha, uma vasta equipa de repórteres da SIC deixava na primeira pessoa as impressões, os factos mais relevantes e curiosos, as “gaffes” e ao momentos únicos que tinham ocorrido na campanha eleitoral. Numa altura em que todos os meios de comunicação social queriam fazer a melhor cobertura possível do evento, a SIC optou por alargar horizontes apostando nos weblogs. Esta aposta é também confirmada se atendermos a um outro weblog da estação, O Dia Seguinte, da Sic Noticias. Neste weblog são publicados os melhores artigos enviados por telespectadores que assistem ao programa O Dia Seguinte no canal televisivo. Existe ainda um outro weblog ligado à estação, o Quadratura do Círculo. Enviando uma mensagem de correio electrónico, esta será lida por Carlos Andrade, Jorge Coelho, Pacheco Pereira e Lobo Xavier. O Weblog é moderado por Carlos Andrade. Tudo isto tem o selo SIC.

No domínio do jornalismo televisivo a SIC está um passo à frente em relação aos weblogs. Os weblogs podem assim funcionar como extensões dos programas televisivos, aproximando assim a Televisão (e os meios de comunicação em geral) da Internet.

O levantar do véu

Não resistimos... Fomos saber mais sobre a história dos blogs e decidimos partilhar com vocês. Bem sabemos que não era suposto escrever já, ainda mais sem ler o "tal" livro, mas não resistimos.
Aqui vai.
Corriam os anos 70 quando surgiram os glogs, precursores dos blogs. Estes glogs eram como que diários pessoais de rádios piratas que haviam encontrado aqui uma forma alternativa de expressão. (Informação retirada do texto "História dos blogs" de Vítor Luís)
A história continua até aos dias de hoje, e apesar de algumas coisas terem mudado (como certos termos usados nas blogosfera), parece-nos evidente que a essência dos blogs permanece quase intacta. Quem não conhece um amigo ou colega que tem um blog? Isto já é um lugar comum para todos nós.
Passem, então, uma vista de olhos pelos seguintes blogs:
Vertigens
Estar vivo é o contrário de estar morto
Sempre inocentes
Esperamos que gostem.

Por: Carina Ramos, nº22173
Natacha Sampaio, nº22307
Patrícia Fonseca. nº 19939

A febre do Blog...


A febre do Blog chegou e parece que veio para ficar. O Blog pode ser definido como um diário digital na Internet que pode ser actualizado a qualquer momento. Pessoal, no sentido em que revela o toque pessoal de quem o cria, é também um novo mecanismo que permite a interacção entre grupos diferentes. Os usuários podem hoje, de forma mais facilitada e rápida, compartilhar informações e pensamentos de todos os géneros. Uma das vantagens do Blog passa pelo facto da maior parte das páginas de Blog serem gratuitas. Por outro lado, hoje não é preciso perceber muito de Internet para se fazer um Blog. Se antes era necessário entender algo de HTML, com o surgimento do Blog, isso alterou-se. A prova disso é que qualquer pessoa tem actualmente um Blog pessoal. Basta usar o Blogger (este é o mais conhecido mas existem outros). Para mim, a maior vantagem do Blog é, sem dúvida, a possibilidade de qualquer um poder fazer comentários sobre o que é publicado.
O conteúdo de um Weblog varia. Desde relatos pessoais passando por fotografias e até mesmo poesias, enchem os Blogs. Alunos da mesma escola ou universidade, grupos de jornalistas, pessoas interessadas num mesmo assunto, encontraram hoje um espaço que permite a troca de informações a grande velocidade.
Entre os vários tipos de Blog, o mais usual é o Blog individual. Como que um diário, mantém registado experiências pessoais de quem o escreve e a forma como essa pessoa vai encarando o mundo e os outros. Se isso antes era em papel e fechado a sete chaves, hoje é escrito para ser mostrado. Os Blogs tornaram-se uma janela para o mundo, suscitam reacções, como que uma resposta a aquilo que lemos, o que de certo modo, se traduz num feedback entre quem o escreve e quem o lê. Quando alguém escreve sobre algo ou sobre si mesmo, as pessoas acabam por identificar-se de alguma forma. Um exemplo de um Blog individual interessante é o blog Morangos e Canela. Quem por acaso descobre um Blog e gosta acaba por acompanhar a sua “evolução”, acedendo a ele regularmente.



Publicar uma imagem

Para publicar uma imagem que já esteja on-line devem fazer o seguinte:

1. Clicar no botão "Imagem" na barra de formatação.




2. Copiar o código html e alterar o endereço. Em seguida, clicar em "preview" para ver se está a funcionar.

Segunda-feira, Abril 18, 2005

Como não consegui publicar a imagem aqui vai o endereço electrónico: http://fix.viabloga.com/images/Repreneur005.gif
Vejam ...

Era uma vez…

Era uma vez um weblog, ou mais conhecido por blog, uma espécie de “diário virtual”, em formato electrónico, hospedado na Internet.
O mundo da “blogosfera”, acessível a muitos milhões de pessoas, é um mundo onde a liberdade de escrita e troca de opiniões é total, constituindo um espaço onde qualquer pessoa pode dizer o que pensa sobre um determinado assunto, numa troca de conhecimentos instantâneos. Blog é a abreviação das palavras inglesas web (rede) e log (diário de bordo onde os navegadores registavam os acontecimentos das viagens). Os posts, ou seja, os textos publicados, são dispostos de forma cronológica, de modo a que o texto mais recente apareça em primeiro lugar, no topo da página. Regra geral, a maioria desses sites possui um sistema de comentários. A simplicidade e a gratuidade do sistema fazem com que os blogs se tornem, cada vez mais, numa moda que, ao que parece, não é passageira.
Nos anos 70 apareceram os glogs (CyborgLog). Estes consistiam em diários pessoais feitos pelas rádios amadoras – estes foram os antepassados dos blogs. Nos anos 90 começaram a surgir os fóruns na Internet, as listas de e-mail, a “Usenet” e os “bulletin boards”. Os blogs, por assim dizer, só nasceram em 1997. O seu nome deve-se ao norte-americano Jorn Barger, que utilizou o termo para definir as páginas pessoais que utilizavam ferramentas que permitiam a ligação a outras páginas e o uso de “blogrolls” (gestão de links) e “trackbacks” (gestão de arquivos) e, ainda, comentários aos textos publicados.
Mas a evolução dos blogs só ocorreu em 1999 com o aparecimento do Pitas, um site que tinha bastantes semelhanças com os blogs actuais. O Blogger surgiu logo depois, tornando-se na ferramenta mais utilizada, hoje em dia, para a construção deste tipo de sites.
As primeiras ferramentas utilizadas pelos blogs, foram criadas por Dave Winer com a invenção do serviço de “trackback”, ou seja, a possibilidade de ligação de blogs a textos pessoais mais antigos, através de um link na própria página. Através dos links criados na página de cada um dos blogs, que por sua vez, conduzem a outros, e através do sistema de comentários, surgem as chamadas comunidades virtuais.
Em 2002 deu-se a expansão dos blogs. Os manuais de utilização e construção de blogs começaram a surgir em massa. Já em 2003, surgiram também os primeiros blogs especialistas em política, nomeadamente, os de Daniel Drezner e de J. Bradford DeLong. O surgimento do Open Software permitiu uma actualização constante e desenvolvimento mais acelerado das ferramentas utilizadas.
Em Portugal, o blog considerado fundador deste movimento foi a “Coluna Infame” dos jornalistas Pedro Mexia, Pedro Lomba e João Pereira Coutinho.
Segundo uma pesquisa na Blogcensus, o português é apontado como a segunda língua mais utilizada nos blogs (só perde para o inglês).

Jornalista ou Blogger???

O mundo da “blogosfera” é, muitas vezes, equiparado ao do jornalismo. No entanto, tratam-se de dois “campos de batalha” distintos. Uma das principais características dos blogs é o facto de serem mais opinativos do que informativos. Saliente-se que, os jornalistas têm uma formação específica para o exercício da sua actividade ao contrário dos "bloggers". A “blogosfera” não exige especialistas ou profissionais qualificados para publicar seja o que for on-line. Já aos jornalistas é exigido o rigor, a confirmação das fontes, credibilidade, ou seja, têm de seguir o código deontológico. No entanto, ambos apresentam aspectos semelhantes. Os "bloggers" e os jornalistas trabalham com assuntos que interessam à sociedade e, para além disso, permitem a aproximação com o público.
Outro aspecto é que os blogs primam sempre por serem, ou por terem, um cariz pessoal, o que não pode, ou não deve acontecer no jornalismo, dado a um factor denominado PROFISSIONALISMO.

Saliente-se que, os weblogs podem-se tornar num importante instrumento de comunicação entre os seus autores, a comunidade onde se inserem e a sociedade em geral. Podem-se criar mesmo espaços de reflexão sobre uma área, disciplina ou curso, como por exemplo, as ciências da comunicação. No Ponto Media, um blog de António Granado, é possível encontrar informações sobre o mundo da comunicação com ligações a artigos sobre esta temática, para além discussões sobre vários assuntos sobre a área. É mais um blog, à semelhança de muitos outros, que possibilita um espaço reflexivo, de análise e discussão.

3 notas

1. Ao contrário do que havia prometido, só deixarei amanhã o livro Weblogs, diário de Bordo (por isso, o vosso comentário poderá surgir até à próxima segunda-feira).

2. No entanto, em Blog Research and References (sugerido em Ponto Media), podem consultar alguns textos, pelos menos os que estão on-line.

3. Vejam esta referência que foi feita ao nosso blogue pelo blogue Indústrias Culturais. (Podem agradecer a referência.)

CD_ROM partilha prateleira com livros


Ao analisarmos na aula de Pedagogia dos Media Electrónicos a edição em cd-rom do Cartaz do Expresso, que já havia tido oportunidade de conhecer, questionei-me, motivada, acerca das vantagens e inconvenientes de utilizar este suporte de comunicação multimedia.

Deparei-me, desde logo, com as inúmeras vantagens trazidas pelo cd-rom. Aquela que salta de imediato à vista é o seu reduzido tamanho, podendo ser guardado lá na prateleira sem qualquer problema. No caso da edição impressa do Cartaz já não é bem assim; normalmente lemos e deitamos fora porque já passou, está desactualizado e, para a semana, haverá mais teatro, mais cinema, mais música, mais artes plásticas. Ao adquirirmos o cd-rom , embora a actualidade seja também uma evidência, o que é facto é que o arquivamos muito mais facilmente, até mesmo por descarga de consciência, porque é mais comum “livrarmo-nos” de uma resma de papel do que de um cd-rom. As razões podem ser várias: as vantagens do hipertexto e da interactividade são notáveis; podemos ver imagens em movimento, videoclips, trailers de filmes, letras de músicas, saltar de um lado para outro até explorar toda a informação. O texto também é mais curto e seleccionado, comparativamente à edição impressa, o que facilita a leitura. Este suporte permite igualmente efectuarmos pesquisas imediatas, economizando tempo – demoraríamos certamente mais tempo a consultar a mesma informação em papel.

Para além de economizar espaço e papel, o cd-rom tem maior durabilidade que qualquer revista ou jornal, podendo armazenar muito mais informação. É seguro, porque é resistente, dificilmente se danifica e facilita bastante o uso. Por outro lado, apresenta baixos custos, é versátil e muito eficiente.

O cd-rom beneficia assim de todas as potencialidades multimedia. Todavia, nem sempre está acessível, pelo menos por enquanto. Há locais em que a sua consulta é simplesmente impossível. Vale, pois, a pena ter sempre à mão a edição do Cartaz do Expresso no formato tradicional, para folhearmos as páginas macias, sentirmos o cheiro do papel, planearmos o próximo fim-de-semana.

Gina Beltrão Pasadas

Sábado, Abril 16, 2005

Destaques...

Passem pelo Clube dos Jornalistas e leiam isto e isto. No primeiro caso, uma visão interessante (mas preocupante) sobre o jornalismo. No segundo caso, uma situação de injustiça que merece ser divulgada.

Homework


O trabalho para casa (vulgo T.P.C.) consistia em escolher um tema acerca de blogs e reflectir sobre ele. Eu prefiro reflectir sobre o livro que originou o T.P.C.
É importante referir que os autores são bloggers há bastante tempo e, pelo que percebi, defensores destes "novos" espaços de comunicação na web. No livro, os autores explicam a origem dos weblogs (ou diários de bordo electrónicos), os "pais" destes espaços, as vantagens da sua utilização, como se pode criar um blog, etc.
Para além desta parte mais "prática", também surgem ao longo do livro algumas reflexões sobre o fenómeno dos blogs, sobre as comunidades que se têm formado e sobre a importância que estes "espaços" poderão ter no ensino, no jornalismo e até nos negócios.
É um livro interessante, de leitura fácil e quase obrigatório para quem está a iniciar-se na blogosfera (designação curiosa não é? Remete para uma ideia de comunidade, de esfera de discussão - mas esta questão dava uma tese... ou talvez já tenha dado várias!).
Parece-me, no entanto, uma visão demasiado optimista de uma ferramenta (os blogs) que também tem o seu lado negativo. Os autores salientam a importância dos blogs educativos, o papel que estas ferramentas têm no acompanhamento de trabalhos científicos, a função de "polícias" da informação até a um nível global. Não podemos esquecer o outro lado: os blogs que veiculam informações falsas, os comentários menos agradáveis e a infindável lista dos que já fugiram àquilo que é a intenção dos blogs originais, ou seja, a colocação de links para outros locais da web (à semelhança do que é feito no Ponto Media).
Não discuto o papel preponderante dos blogs na comunicação e até no jornalismo, mas não sou tão optimista quanto Elisabete Barbosa e António Granado. Todas as formas de comunicação têm aspectos menos positivos e alguns "perigos" iminentes.

Para os colegas de RELAÇÕES PÚBLICAS

Paulo Rebelo Gonçalves deixa aqui uma sugestão interessante. Parece que surgiu o primeiro Código de Ética para Agências de Publicidade e Comunicação. É notícia na Associação Portuguesa das Empresas de Publicidade e Comunicação. Não consegui aceder aos arquivos porque é necessário um registo. Mas se alguém estiver interessado pode procurar e confirmar a informação.

Sexta-feira, Abril 15, 2005

Bloggers, blogueiros, bloguistas, cronistas, escritores...?

O Baessa coloca a questão da utilização do nome original desta nova ferramenta e, suponho, também estranhará a não existência de uma denomiação para aquilo em que ele - e todos nós - nos tornámos. Seremos os originais bloggers, os brasileiro blogueiros ou os [quase] portugueses bloguistas? Indo mais longe... seremos escritores, cronistas, anotadores, curiosos ou qualquer outra coisa? Dependerá muito daquilo a que nos propomos, sem dúvida, e - neste caso - somos apenas alunos a cumprir uma tarefa escolar. Pois bem... há quem tenha uma visão muito definida sobre o assunto.
Leiam
este autor, que se considera primeiro escritor, só depois blogger. Aproveitem, se estiverem na onda, e leiam também este artigo, do qual destaco a seguinte passagem: "Bloggers são jornalistas? É uma questão complicada, diz Werbach. Alguns deles, por exemplo, são de fato jornalistas —fazem entrevistas, organizam matérias noticiosas e opinam sobre eventos da atualidade —, ao passo que outros são pessoas comuns que escrevem sobre as últimas férias da família." [sic]
O que não falta por aí são reflexões sobre o que são, de onde vêem e para onde vão os blogs e os bloggers. Ou blogueiros... ou... ....

Diversidade e Democracia

Será repetitivo dizer que há blogs para todos os gostos, mas não é mentira, nem tam pouco devemos ignorar o fenómeno a que assitimos - uns mais atentamente que outros.
.
Será literatura? Será jornalismo? Será política? Economia? Sociedade? Poesia? regional? Nacional? Global?... Alguns tudo isto, outros apenas um diário.
.
Sem me querer demorar, apresento-vos blogs temáticos bastante interessantes e que, no fundo, reúnem em si um pouco de tudo o que é ciência. Visito-os praticamente todos os dias, e, todos os dias, cresço um bocadinho com eles. É quase como ler o "inabalável" Público. Boas viagens!
.
Terra da Alegria - 7 bloggers publicam, sempre à sexta-feira, uma reflexão sobre a religião, sobre Deus, sobre crenças. Tornou-se um ritual, fizeram um logótipo e tudo. Grafismo acessível, sem links para blogs que não os dos colaboradores do espaço.
.
Escrita Ibérica - Fernando Esteves Pinto, escritor com obras publicadas, lançou-se na blogosfera com a sua literatura agreste, ácida, por vezes cruel ou incomodativa. Agita, e isso é bom. Não recomendável a [falsos] puritanos.
.
Policromia - vive - como o nome indica - das cores das fotos publicadas (sem referências aos autores, no entanto). Diria que é charmoso, encantador e leve. Bom para ler nos momentos cinzentos.
.
Vida de Casado - Só fala disso mesmo: da vida de casado, mas visto pelos olhos de um homem. Hilariante, inspirador e muito criativo. Aconselho a quem esteja down.
.
Do Portugal Profundo - polémico, interessantíssimo, já valeu um processo em tribunal ao seu autor, por divulgar informações sobre o caso "Casa Pia". Apreenderam-lhe PC's, buscaram-lhe a casa e o carro da mulher. Tudo porque se expressou livremente, na internet, num blog. De facto, foi o primeiro blogger português acusado em nome da liberdade de expressão.
.
1001 pequenas histórias - um dos meus preferidos, talvez pela simplicidade da escrita e pela enormidade do seu sentido. O blogger - Luís Ene (co-autor do primeiro livro português sobre blogs) propõe-se a escrever mil e uma pequenas histórias. No momento da publicação deste post, Ene contava 846 histórias na blogosfera e duzentas e tal publicadas num livro lançado este mês. Excelente!

pró menino e prá menina

A moda dos blogs veio mesmo para ficar. Actualmente a imensidão de blogs presentes na Web apresentam uma enorme diversidade temática. Existem blogs para todos os gostos e necessidades.

Podemos encontar desde blogs políticos, desportivos, culturais, de comédia ou meramente pessoais. Dá vontade de gritar aquela frase que normalmente se houve nas feiras: "é pró menino e prá menina". Quanto a mim este facto está relacionado com o movimento democratizador promovido pela blogosfera. Qualquer pessoa com competência informática pode em poucos minutos criar um blog, e escolher o seu tema principal, ou, simplesmente, não lhe atribuir nenhum. Não é preciso tirar nenhum curso, nem tirar nenhuma carta de blogonauta.

A blogosfera tende a abranger, portanto, as mais diversas áreas, sendo este um factor importante tanto ao nível da possibilidade de intervenção e opinião, como também de pesquisa e informação, ou até funcionando como mero passatempo. Um aspecto importante é a consequente criação de comunidades, que partilham interesses comuns, podendo discutir opiniões divergentes.

A diversidade temática dos blogs faz com que estes alcancém um público cada vez mais abrangente e com interesses altamente diferenciados. A actual Sociedade de Comunicação já caminha à muito para a personalização da informação, os blogs não trazem propriamente uma novidade, simplesmente dão seguimento a este fenómeno.

blogs.sapo.pt tem um interessante motor de pesquisa para blogs, basta utilizar a palavra adequada, e encontra-se blogs de todo o tipo.

Quinta-feira, Abril 14, 2005

Blog. O vocabolário da nossa época!

Cada época tem o seu vocabulário, e o da nossa época será de certeza o blog!
Mas como é mesmo que se diz blog em português? Procurei por todo o lado mas não encontrei em nada. Será que sou mesmo obrigado a dizer blog?
Será que sou mesmo obrigado a falar o que todos falam e a fazer o que todos fazem? Creio que não! A possibilidade está nas nossas mãos, mas o «cunho» não está na mão de todos. O blog não parece ser um fenómeno passageiro. Ele já é apontado como um potencial concorrente da imprensa escrita. Já existem alguns blogs pessoais que são mais visitados do que qualquer uma das páginas dos grandes jornais e dos multinacionais.
É verdade que qualquer um pode escrever no seu blog. Será que isso Constituirá algum perigo para o jornalismo? O certo é que nem todos são lidos e essa nova forma de fazer jornalismo não vai durar para muitos.

Diário Pessoal – público ou privado?

Outrora, o diário era considerado «como uma espécie de pensamento em voz alta escrito num papel». Na actualidade, o panorama é totalmente diferente. É cada vez mais usual a digitalização de documentos e reflexões, o que contribui de forma decisiva para que a velha prática de anotar sentimentos e pensamentos, em formato papel, tome proporções cada vez mais públicas e globais sob a forma de blogs.
É indiscutível que o fenómeno da “blogmania” está a modificar hábitos e costumes, ouvindo-se muitas vezes a expressão “diário virtual” para descrever esta nova prática assente na subjectividade. Os blogs individuais podem conter uma grande diversidade de tópicos de interesse, nomeadamente gostos e preferências do “blogueiro”, bem como outros aspectos da sua vida quotidiana. A interactividade e criatividade que se pode estabelecer entre os visitantes é outra das particularidades de um diário pessoal, contribuindo até para o desenvolvimento de novas amizades, potenciando a criação de comunidades virtuais.
Os blogs ultrapassam as funções de um simples diário virtual, uma vez que conjugam no seu interior links de interesse, endereços de outros blogs, bem como outras informações que permitem ao usuário aceder a outros sítios. Um bom exemplo disso é o blog da Barbara Mayo. Para além disso, o fácil acesso à internet, possibilita um maior dinamismo, na medida em que a frequente actualização do respectivo blog é uma mais valia para manter o interesse e a curiosidade dos visitantes.
Em suma, podemos dizer que os blogs individuais provam cada vez mais a rapidez e a eficácia da internet na comuniacçaõ interpessoal.

Filipa Moreira
Cláudia Guerreiro

Mais alguns...

  • Mais uma vez o pescador digital, que teima em aparecer na pesquisa sobre os blogs, mas numa variante diferente:http://webservcga.blogspot.com/ blog sobre o acompanhamento do desenvolvimento do projecto WebServCGA, projecto de fim de curso de Informática - Ramo Tecnológico na Universidade do Algarve - ano lectivo 2004-05
  • http://lmrfe.blogspot.com/ - para quem gosta de números... blog da Licenciatura em MATEMÁTICA -4.º Ano (Universidade do Algarve 2004/2005)
  • http://es-quissos.blogspot.com/ uma aluna do mesmo curso...
  • Aqui mesmo ao lado: http://sempreinocentes.blogspot.com/ (uma forma muito particular de encarar o mundo)

Algumas sugestões de blogs ligados, de alguma forma, à Universidade do Algarve:

Os novos armazéns da informação

Chegou o momento de inovar e essa inovação chega às formas de armazenamento, neste caso de informação. Assim, verificam-se novas tendências em termos de armazenamento informativo. Já não só a simples folha, cassete de vídeo ou áudio que enchem as prateleiras dos arquivos. Chegou a era do cd-rom.
O cd-rom surge como uma alternativa em relação ao armazenamento de informações nos arquivos tradicionais, sejam estes impressos, de áudio ou de vídeo. As informações passam a estar inseridas num reduzido objecto. Este pode armazenar uma relativa quantidade de informação de diversos quadrantes, mas uma vez inserida e suporte “fechado”, não é passível de alterações. Deste modo, o lado benéfico é que a informação inserida não poderá ser violada, pelo contrário, o facto de não poder ser manuseada perde terreno no campo das actualizações. Uma vez fechada a informação, não poderá ser actualizada.
Presentemente, é do domínio comum que este tipo de suportes de informação é indispensável em diversos campos de trabalho. O cd-rom, pelos conteúdos a que é normalmente associado (dicionários e enciclopédias), assumiu o carácter de ferramenta indispensável a várias áreas de trabalho, como é o caso específico do jornalismo. Surge como uma nova realidade em termos de materiais de apoio e de armazenamento informativo, uma vez que um só suporte (ou meio de armazenamento) pode fundir diferentes formas de comunicar: texto, imagem, som e audiovisual.
Outra das vantagens deste tipo de suporte informativo é o seu carácter não-linear. A hipertextualidade, normalmente associada à Internet, também está presente no cd-rom. Neste ultimo podemos aceder aos vários conteúdos mediante uma hiperligação que nos conduz à informação desejada, da forma desejada.
Apesar das suas mil e uma possibilidades de actuação, o cd-rom é identificado como um meio só de leitura e não passível de actualização. A consulta é feita num âmbito retrospectivo e não tanto como fonte activa e fundamental de pesquisa profissional, no geral, e da actividade jornalística, em particular.
Não é só no campo jornalístico que o cd-rom se destaca, este suporte desempenha um importante papel nas mais diferentes áreas, nomeadamente na educação. Os cd-roms educativos são ferramentas essenciais no desenvolvimento infanto-juvenil: do material didáctico até material enciclopédico, este é um ponto-chave no desenvolvimento individual educativo.

A importância do CD-Rom

O CD-ROM é sem dúvida alguma uma das invenções mais proveitosas.O CD-ROM tem uma utilidade de certo modo imensa, pois serve de arquivo de documentação, obras, etc. É, portanto um meio de armazenamento. E é este armazenamento digital que faz com o CD-ROM seja cada vez mais usado, em relação com o armazenamento em papel.Por exemplo, para a imprensa nada melhor que o armazenamento em CD-ROM, pois facilita muito mais o trabalho de pesquisa da informação. Pode se dizer, por isto, que o CD-ROM também funciona como uma enciclopédia e, evidentemente, como um meio de transmissão de informação.No entanto, futuramente haverá outras descobertas e invenções que deixarão de parte o CD-ROM para serem superiores a ele e com capacidades mais elevadas... Pois a tecnologia avança dia após dia.

Ana Cardoso Lucas

Interactividade entre blogs

A interactividade é, de facto, uma das potencialidades dos novos media, principalmente da Internet. Esta tendência conduz ao surgimento diário de novos fóruns de debate, chats, e agora blogs, locais onde se intercruzam conhecimentos, informações e sobretudo opiniões.
Numa pesquisa sobre blogs universitários acedi ao do curso de Jornalismo da Universidade do Minho. Ao explorar o blog deparei-me com uma posta de um colega do 3º ano de Ciências da Comunicação, que convidava os alunos de Jornalismo a visitarem os blogs da turma. Esta é uma prova de que, de facto, a interactividade se torna uma constante, aproximando pessoas, mas também cursos!

Um outro blog

Aqui fica mais um blog, penso que diferente dos já citados, é um diário pessoal Letras Soltas sobre poesia, de um aluno da Universidade.

Atrasada mas ensinada!

Pois é!Já muito foi descoberto acerca de blogs de professores. Confesso a minha impotência, neste mar de blogs, para descobrir mais.
Mas algo re-aprendi, nesta nova era de infomação e da rapidez, o "há pouco tempo" já é antigo e o "ontem" foi há quase um século, perdoando a hipérbole!

Quarta-feira, Abril 13, 2005

Ainda a propósito do cd-room!

Depois de ler as várias postagens, verifico que a opinião acerca do cd-room não é, sem dúvida alguma, unanime. Nesta questão (será ou não uma nova tecnologia revolucionária para o nosso dia-a-dia?), coloco-me numa posição ambivalente! Evocaria lasswell e os seus 5 w - o que? quando como quando onde - ou seja, tudo depende do conteúdo e do momento. Poderá ser a galinha dos ovos d´ouro ou um doce sem açucar.
Desculpem a "não-lineariedade", não acredito nela!

Blogs e Politiquices!

Bem sei que era suposto falar sobre os blogs da Ualg, mas também sei que quem chega atrasado...
Portanto deixo-vos algo totalmente novo, ou não, a julgar pela desactualização de alguns dos blogs!
Imaginem, que alguns dos nossos deputados,talvez nos poucos tempos livres que têm, resolveram criar os seus próprios blogs. É verdade, garanto-vos !
Basta acederem ao blog mãe, ou pai, para confirmarem a existência de tão ilustres opiniões!

Terça-feira, Abril 12, 2005

Diários de bordo electrónicos

Nem mais, nem menos. Acontece que o Homem sonha, o mundo avança e, quando damos por nós, já não é a "bola que gira nas mãos de uma criança", mas as teclas do QWERT que imprimem no écran os nossos pensamentos, crenças, devaneios, palpites, disparates, confusões mentais, clarezas de espírito, desejos, canções, alter-egos, mentiras, verdades, alegadas leituras e - neste caso particular - reflexões sobre o curso, sobre a cadeira, sobre o sistema, sobre a Universidade, sobre os problemas e as problemáticas (private joke), sobre os blogs e sobre o que se diz sobre os blogs que falam de blogs.
No início do 3º ano (Setembro de 2003) tive oportunidade de realizar um trabalho para uma disciplina de opção que abordava, precisamente, essa - então - emergente forma de comunicação. Na altura pouca gente sabia do que se tratava. Foi interessante perceber que, desde então, a epidemia atravessou todas as fronteiras sociais e hoje, quem não tem um blog, é como quem não gosta dos Domingos. Acho linda, a forma informal e intuitiva como as coisas aconteceram e - felizmente - o Belmiro de Azevedo ainda não se deu conta do monopólio que isto podia vir a tornar-se!!! (Falemos baixinho, não vá o Sr. ouvir!)
Os media pouco ligaram ao fenómeno, embora já tenham percebido que são uma óptima fonte de informação. Os políticos - os que governam - talvez já tenham ouvido falar, mas estão demasiado ocupados em angariar tostões. E eu, que faço parte do povinho - ignorante, feliz e que adora Domingos, acho muito bem que os blogs tenham crescido sem ajudas externas. A blogosfera cresceu à custa dos bloggers (ou blogueiros). Com a sua dedicação, profusão, alimentação e constantes diarreias mentais. É bonito!
Melhor ainda quando se aproveita esta ferramenta para falar de coisas que dizem respeito a nós, alunos do ensino superior:
- Blogouve-se - "Um homem pode ver este mundo sem olhos. Olha com ouvidos apurados"
- Indústrias Culturais - "Pesquisas e leituras no domínio das indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, vídeo, videojogos, música, livros e centros comerciais). Blogueiro desde 26 de Dezembro de 2002"
- Periodistas 21 - "Periodismo, medios e ideas"
- NetFM - "Reflexões Radiofónicas na Rede"
.
Bem sei que não são da Universidade do Algarve (à excepção do último) mas acho que já todos foram referidos. Estes servirão também ao debate.

Blogs – (Des)Necessário

É engraçado como as pessoas têm necessidade de comunicar, seja sob qualquer forma, o importante é poderem se exprimir e os blogs são mais um novo mecanismo destinado à comunicação. No entanto, ao existirem outras formas de interacção mais “próximas” como o messenger, os blogs ficam um pouco esquecidos, postos de parte. Contudo são muito importantes, porque permitem visualizar perspectivas diferentes acerca de um assunto e poder interagir.
Relativamente a blogs relacionados com a Universidade, nunca foi um tema que me despertou muita curiosidade. E, pela primeira pesquisa que fiz, vi que não estava muito enganada. Por exemplo, o blog http://moskonteiros.blogs.sapo.pt/, deduzo que seja feito por alunos da Ualg apesar de não ter qualquer indicação. Este blog não tem qualquer rigor ou coerência, pode ter alguns posts interessantes mas no conjunto não se conseguem fazer sobressair porque o blog está muito fraquinho. Mas após uma pesquisa mais atenta, deparei com o blog do "mfa" (movimento fundamentalista académico) em http://mfa.weblog.com.pt/ e considero que contrasta totalmente com o blog citado anteriormente, tem um grafismo muito apelativo, tem críticas muito audazes e suscita grande poder de reflexão.
Estes dois blogs não foram seleccionados aleatoriamente, mas sim para mostrar a diversidade de temas, que se podem tratar de assuntos mais banais como mais sérios.
Mais uma vez, cabe ao utilizador saber seleccionar os blogs que possuam conteúdos reflexivos que vão ao encontro dos interesses do utilizador, nesta grande
Blogoesfera que se tem vindo a desenvolver.

Duas importantes ferramentas do Google


A pesquisa na Internet é, na maioria, rápida e, quando devidamente realizada, quase sempre eficiente. Todos nós recorremos às “enciclopédias portáteis” para trabalhos ou por simples interesse e curiosidade. De facto, é notável a importância das ferramentas de pesquisa da Internet e ninguém duvida dos seus benefícios. Mas quando nos deparamos com uma quantidade imensa de informação, a nossa pesquisa pode tornar-se complicada e perdemo-nos com o vislumbrar de tantos sites sobre tanta coisa. Por essa razão só posso dar as boas-vindas a duas ferramentas do Google que vieram decerto facilitar a nossa vida. A reter: scholar.google.com e news.google.com. Este último, um portal de notícias das principais agências noticiosas.
Com estas ferramentas os resultados são positivos e a eficácia e eficiência da pesquisa estão garantidas. Cabe então a cada internauta utilizá-las da melhor forma possível.

Gina Beltrão Pasadas

mais um blog...
http://moskonteiros.blogs.sapo.pt/
Notícias diversas sem nenhum interesse académico... ou não =)

CD-ROM: A Estrela dos Suportes Digitais!

CD-ROM: A Estrela dos Suportes Digitais!

Nos dias que decorrem, é usual ouvir-se falar em CD-ROM, aquele objecto redondo e “espalmadinho”. É CD-ROM para cá…, é CD-ROM para lá…! Mas será que toda a gente sabe o que realmente é um CD-ROM é? Pois bem, as siglas de CD-ROM querem dizer Compact Disc Read Only Memory, ou seja, um disco compactado apenas para leitura. Este objecto, que se tornou num dos meios tecnológicos mais interessantes e mais utilizados no mundo inteiro, tem uma capacidade de armazenamento informativo e, a partir deste, podem ser lidos todos os dados que nele estiverem gravados, com a vantagem de não permitir nenhum tipo de manipulação da informação nele contida.
O CD-ROM é, segundo Maria Victoria Nuno Moral no texto “CD-ROM e hipertexto en prensa”, um suporte digital que, juntamente com as novas tecnologias utilizadas pelos sistemas da hipertextualidade, forma uma das ferramentas mais importantes para os centros de documentação, no que respeita ao armazenamento do arquivo. É, igualmente, curiosa a analogia que a autora faz quando diz que o CD-ROM é o novo papiro do séc. XXI.
Este tão pequeno objecto pode arrecadar com ele enciclopédias, dicionários ou até base de dados de empresas, de centros de documentação, informação jornalística, entre outros.
Mas, não podemos falar de CD-ROM sem nunca mencionarmos a hipertextualidade, pois note-se que hipertexto, termo inventado por Ted Nelson[1] no início dos anos 60, é todo um documento formado por blocos divergentes de informações, ligados por partes de outros documentos desta mesma forma estruturados. Assim, todos os documentos hipertextuais são, por sua vez, digitais e é neste formato que os documentos são passados para, o tão vantajoso, CD-ROM.
É sem dúvida um suporte tecnológico eminente, que nos reporta para a nova era da informação digitalizada, não fosse o CD-ROM a Estrela dos Suportes Digitais!
Vera Conceição

[1] http://www.citi.pt/estudos_multi/homepages/espaco/html/ted_nelson.html - Consultado no dia 11 de Abril de 2005 pelas 10h20m.

Segunda-feira, Abril 11, 2005

Blogs, blogs, blogs...

Ao procurar por alguns blos que estivessem ligados a universidades, professores e/ou alunos encontrei este bem interessante que vale a pena visitar. Vizir é um blog que visa a comunicação entre um professor e os seus alunos e oferece informação do mais variada possivel.
Numa perspectiva mais pessoal dou aqui a conhecer o meu blog pessoal o Tempestiva. Aqui podem encontrar umas quantas "macaquices" e um bom ponto de paragem à alentejana.

Até os Sims já têm um blog!

Isto dos blogs dá que falar!
Fiquei pasma ao ler o blog que, supostamente, foi criado por um aluno da universidade dos Sims. Este blog tem relatos de um estudante, videos comprometedores e outras coisas engraçadas.
Visitem-no! (Para quem ainda não percebeu, estou a falar dos Sims dos jogos de computador e de Play Station.)
Por outro lado (e agora num tom mais sério), achei muito interessante o blog "Fenómenos dos blogues em Portugal" da Joana Baptista. Esta senhora realizou um estudo sobre este tema e resolveu partilha-lo através de um blog. Muito pertinente, só é pena ter tão poucos posts e ter (aparentemente) morrido por ali.

Blogues Diversificados, Híbrido-Intersticiais, com conteúdos Fenomenais...

O mundo dos blogues é vasto e bastante diversificado. Há blogues sobre praticamente todas as áreas da sociedade actual: política, cultura, economia, sociedade, comunicação, jornalismo, artes plásticas, desporto. Quase todos dotados de uma dualidade tensa entre o interessante e o desinteressante.

Julgo que em nenhuma altura escrevemos tanto como nos dias de hoje. Tudo se tornou mais simples e num abrir e fechar de olhos já falámos sobre as nossas angústias, o nossos sentimentos e inquietações, sobre as coisas boas e menos boas da vida, sobre os nossos filmes preferidos, os livros, as viagens, as peças de teatro, esboçando depois comentários apropriados ou desapropriados. Com os blogues podemos publicar os nossos próprios textos, cientes de que serão lidos e comentados por outros utilizadores.

Com a explosão da blogosfera, o privado também se tornou público e até assuntos da esfera mais íntima são partilhados por muitos. O blogue é assim uma espécie de diário pessoal sem chave, que pode ser consultado e até comentado sempre que quisermos, à hora que quisermos, sem a preocupação de sermos estigmatizados pela atitude voyeurística de consultar blogues mais pessoais. Do mesmo modo, podemos empenhar-nos na construção de blogues pessoais ou de blogues híbridos - parece ser esse o caso do Abrupto, por exemplo, que vagueia algures entre os espaços intersticiais de um blogue/diário pessoal e de um blogue político, de acordo, aliás, com a personalidade, feitio e maneira do bloguista Pacheco Pereira.

Estou certo de que os blogues vieram para ficar e ainda bem. Estou certo que nunca as palavras foram tantas vezes escritas. Estou certo de que muitas mais palavras vão colorir um mundo onde nunca se escreveu tanto...como agora.
João Mendonça

A Era dos blogs

Está na moda. É "giro" ter um blog e estar sempre a escrever muitas coisas, partilhar com os amigos os nossos dias, os nossos pensamentos, a nossa vida. Está na moda ter um blog.
Mas há blogs e Blogs. Faço esta distinção por achar que há que diferenciar os blogs que são simples diários dos Blogs que realmente tratam assuntos actuais e pertinentes, que interessam a muito mais pessoas para além do circulo de amigos. Aqueles que qualquer pessoa pode ler como se de uma revista "especializada" se tratasse. E por isso, encaixo neste grupo os blogs temáticos, os com ligações politicas e os de estudantes (entre outros).
É destes últimos que vou falar um pouco, dos blogs de estudantes, professores, disciplinas ou cursos.
Quando queremos saber mais acerca destes blogs não é nada díficil. Vamos a um motor de busca e já está! Dezenas de blogs escritos por alunos e professores de cursos variados. E embora cada um deles esteja subordinado ao seu tema, são muito similares. Em todos assistimos aos desabafos, críticas ou simples narrativas (de carácter informativo ou não) de pessoas que frequentam o ensino e decidiram deixar o seu legado na blogosfera. Todos eles nos dão moradas de links úteis, quer estes sejam de outros blogs da àrea, de sítios electrónicos ligados à temática em questão, enfim, um mar de informação contido num "simples" blog.
E depois temos aqueles que claramente são escritos por obrigação e aqueles que nascem de um desejo de comunicar e partilhar informação. Mas é sempre interessante entrar e ler.
Por exemplo, encontrei um escrito por um professor (da nossa àrea) da universidade do Porto, que fala sobre diversos assuntos, como comunicação (obviamente), actualidade, blogosfera, sociedade, etc. O blog chama-se "JornalismoPortoNet weblog" e merece ser visitado.
Ainda dentro da àrea da comunicação, encontrei outro, este por sua vez é americano, e que se chama "A J-School Year". É muito semelhante ao anterior, mas menos completo (a meu ver). Mas vale sempre a pena lá ir, nem que seja para ler o post sobre a ética na blogosfera ou para perceber como é que, apesar de tão distantes, estes alunos americanos podem ser tão parecidos conosco.
Encontrei ainda outro, escrito por estudantes de enfermagem do Instituto Superior de Sáude do Alto Ave, que não só tem dicas bastante úteis para os estudantes da àrea, como também para qualquer pessoa que o visite. Li neste blog, de seu nome "Futuro Enfermeiro", um post que falava em como podemos substituir algumas coisas que comemos e estão carregadas de calorias por outras que são muito parecidas e não têm tanto valor calórico. Muito interessante.
A lista de blogs deste género é imensa e poderia ficar aqui a escrever sobre muitos outros, mas penso que não vale a pena. Ao visitarmos os blogs sugeridos acima, podemos ter uma clara ideia de como eles funcionam, do seu estilo próprio. São blogs escritos por estudantes e professores para estudantes e professores. Que mais se pode dizer?

Blogues e mais Blogues

Partindo à descoberta de Blogs relacionados com a Universiadade, encontrei alguns.

Aqui vão:

Professorices: É um blog criado por um Professor de Biologia Molecular e Virologia da Universidade Lusófona. Este blog aborda assuntos relacionados com o ensino superior, bem como temáticas do interesse pessoal do autor.

Communicare: Blog da Disciplina de Comunicação Interpessoal, do 4.º ano de Ciências da Comunicação da Universiadade do Algarve. Este blog conta com a participação dos alunos e do docente da disciplina. Aqui "discutem-se" assuntos no âmbito da comunicação interpessoal, e de muitas coisas mais.

Agora Blogs relacionados com jornalismo ou com o seu ensino (estes sim, são muitos):

Intermezzo: Blog da Jornalista Daniela Bertocchi. Este blog conta também com a participação de jornalistas brasileiros e professores universitário na área. Nas palavras da autora, este blog é "um espaço de reflexão coletiva sobre jornalismo, em especial ciberjornalismo".

Jornalismo Digital: Um espaço onde se "discute" Jornalismo e Internet.

Aula de Jornalismo`: Blog das turmas de Jornalismo da Universidade do Minho. Este weblog, aborda temas relacionados com as aulas de Jornalismo e com a profissão em si. É um blog "gerido" pelos docentes das disciplinas de Jornalismo.

Jornalismo e Comunicação: Weblog colectivo criado no âmbito do Mestrado em Informação e Jornalismo da Universidade do Minho. Mais um blog onde se fala de jornalismo, principalmente do jornalismo que se faz no nosso país, com as respectivas críticas.

JornalismoPortoNet: Blog criado pelo professorFernando Zamith, docente de Técnicas de Expressão Jornalística Online, Ateliers de Jornalismo Online e Seminário de Jornalismo na Universidade do Porto. Aqui são abordados temas relacionados com jornalismo, comunicação e internet, que são do interesse dos alunos de Comunicação e Jornalismo.

Acho que chega de exemplos por hoje. Com isto deu para descobrir alguns blogs que não conhecia, o que é sempre interessante.

Revista CD-ROM

O mundo contemporâneo assenta raízes nos processos e estratégias de circulação e manutenção das tecnologias, sistemas de informação e comunicação. Acompanhando o desenvolvimento tecnológico surgiram novas formas de transmitir e difundir a informação, bem diferentes da tradicionalmente conhecida galáxia de Guttenberg. Neste sentido, começaram a surgir formatos digitais de suporte e armazenamento de informação, que apesar de acarretarem um elevado custo de produção inicial, tornam a reprodução muito mais simples e economicamente acessível. Estes novos bens de informação ascendem no seguimento da tecnologia digital, em particular da Internet, possibilitando uma fácil e rápida manipulação de conteúdos.
Uma das mais evidentes manifestações da geração digital é sem duvida o cd-rom. Actualmente, este suporte é utilizado por todas as entidades que pretendem difundir ou comunicar algo, devido às suas numerosas potencialidades. O CD-ROM é um meio acessível, muitas vezes de carácter gratuito, como suplemento de uma informação escrita (jornais, revistas, livros), ou a título individual e de interesse geral. A evolução deste suporte é de tal forma notória que para além de marcar presença em qualquer revista de informática que se preze, já conquistou a sua própria publicação.
Numa pesquisa que efectuei à Internet com o título «CD-ROM» foi-me disponibilizado uma pluralidade de sítios, entre os quais o sítio onde anunciava a revista chamada «CD-ROM». Numa página bastante dinâmica e colorida, entre várias imagens, encontrava-se um pequeno texto, o qual referia que a revista era indispensável a todos os usuários de PC e mesmo que a Revista CD-ROM «é o maior fenómeno da história da informática, ao inaugurar um novo conceito associado a programas colocados no CD-ROM com explicações práticas de uso na revista». Esta citação do sítio denota a tendência de evolução do CD-ROM, ou seja, se no início o CD-ROM era utilizado como um suplemento interactivo e dinâmico do formato escrito, agora começa a ser o formato escrito o suplemento auxiliar do CD-ROM. Este contexto, leva à discussão da sociedade digital e da transferência de importância para os novos suportes de informação, como é o exemplo do CD-ROM, que como foi referido no exemplo ganha terreno a cada dia que passa.

Domingo, Abril 10, 2005

Já agora,

os autores não são da Universidade do Algarve mas é um projecto interessante que também merece uma referência: BlogAveiro.

«BlogAveiro pretende-se ponto de encontro de todos os que gostam de Aveiro e gostam de fotografia também. Gerado na turma de Fotojornalismo 2004/2005 do ISCIA, não se esgota na cidade de Aveiro, galgando o distrito, a região; não se ancora unicamente nas "fotos das terras", nem sequer abomina tudo o que não seja fotografia. BlogAveiro pretende-se um ponto de encontro. Ponto Final.»

Bloguices

A pesquisa que levei a cabo sobre a tarefa proposta no seminário 6 não trouxe grandes frutos, para além dos já indicados pelos colegas. Por isso, as minhas sugestões não estão ligadas à Universidade do Algarve, mas penso que merecem uma visita e alguma reflexão:

Que Universidade? - blog consagrado ao ensino superior, autoria de Manuel Matos, docente na Universidade de Coimbra;

Univercidade - não trata unicamente as áreas do ensino superior e da ciência, autoria de Luís Moutinho;

Fio de Ariana - difunde informação sobre o ensino superior;

Publicoum - dirigido à comunidade do ensino superior, especialmente à academia minhota;

Nós-sela - não se restringe ao ensino superior, mas têm muita informação sobre a área;

A destreza das dúvidas - perspectiva de um doutorando em Economia, fora do país;

Meta-Blog - um blog dos blogs do ensino superior; conta com a participação do professor da ESE, José Farinha;

Blog da Tese - como o nome indica fornece informações, recursos e outras coisas sobre teses;

Ensino Superior em Crise - penso que não seja preciso decifrar o objectivo deste blog, o autor tem também um outro: 6 em 1 & algo

Currículo e Cultura - blog dos estudantes do curso de mestrado em Estudos da Criança, da Universidade do Minho.

Fugindo, como já referi, ao que foi pedido, está dada a minha contribuição.
Já agora, e visto que estamos em Abril, fica aqui um convite:

Conversas - Ao Final da Tarde: "A Imprensa Algarvia e o 25 de Abril", com a participação do Prof. Doutor José Carlos Vilhena Mesquita, que é, entre muitas outras coisas, docente na Faculdade de Economia da Ualg. No dia 21.

Create Post

Este acto é, para além de uma moda, uma forma de projectar, no espaço público, opiniões e ideias. No âmbito académico, não é em vão que assistimos à proliferação de blogs, apresentando cursos e respectivas disciplinas.

Tanto a nível pessoal como institucional, novas "casas" têm sido construídas na blogosfera. Associados à Universidade do Algarve, podemos encontrar vários exemplos, como já têm vindo a ser introduzidos pelos meus colegas.

Da autoria de alunos do 4º ano de Ciências da Comunicação na Universidade do Algarve, eis alguns blogs (que tenho conhecimento):

Ahh Pois
Estar Vivo é o Contrário de Estar Morto
Ficheiros Recônditos
Sempre Inocentes
Sunnyday (de minha autoria)
Tempestiva
Traquina

O Algarve Global contém informação constantemente actualizada sobre o Algarve e uma alargada lista de blogs desenvolvidos por autores algarvios ou residentes na região.

Para terminar, embora fuja um pouco ao objectivo do post, este é o site do grupo disciplinar de Tecnologia Educativa e Informática da Escola Superior de Educação da Universidade do Algarve, com informação e documentos sobre as áreas de estudo das Ciências da Comunicação e da Informação.

BLOGUESIA - Blod do Grupo de Trabalho de Estudos Fílmicos da SOPCOM, com a participação do Doutor Vítor Reia-Baptista e da investigadora Neusa Baltazar.

CINE 7 – CRÍTICAS DE CINEMA. Blog de crítica cinematográfica, com a participação de alguns alunos de Ciências da Comunicação da UAlg.

PESCADOR DIGITAL, blog de um aluno de informática da UAlg.

WebServCGA – Blog dedicado ao acompanhamento do projecto de final de curso (do mesmo autor do blog anterior).

PATRIMONIUS – Blog de uma aluna de Património Cultural da Universidade do Algarve.

BLOGUES CRIADOS NO ÂMBITO DA DISCIPLINA DE INVESTIGAÇÃO E PEDAGOGIA DA COMUNICAÇÃO (Ciências da Comunicação – 3.º ano) – blogues dos alunos da disciplina.

IRMANDADE
DE COMUM ACORDO
ESQUISSOS
COMUNICADORAS
JAMS4
WORKAHOLICS
CCGIRLS
PORTUGAS
ILUMINADAS
O VELHO
INVESTIGAÇÃO

SIMBIOZ – Blog de uma estudante de Biologia Marinha e Pescas da UAlg.

MOSKETEROS INSÓLITOS – Blog de alunos da UAlg com conteúdos diversos, alguns menos próprios :)

A FUGA DOS CHATOS PARA A ÍNDIA - Blog de alunos e ex-alunos da UAlg com conteúdos para maiores de 18.

Blogo, Logo Existo!

Eis alguns blogs associados a alunos da UALG:

MFA - Movimento Fundamentalista Académico: O lema é: "encazinar o sistema e acordar as consciências anestesiadas pela estupidez vigente..."; Porque eles são contra tudo e todos!

VERSUS TUNA: A tuna masculina da UALG reserva aqui o seu espaço de bloguices e divulgação dos espectáculos, assim como outros assuntos bastante interessantes como este: "O consumo do álcool generalizou-se junto dos universitários. Mais grave ainda é que muitos não resistem a drogas como cocaína e heroína."

E.S.G.H.T.: A escola superior de gestão, hotelaria e turismo, também tem um blog. Um espaço dedicado à solução, ou tentativa de solucionar, os problemas que aparecem neste politécnico. Um blog não muito frequentado, ao que me parece...

Mais alguns blogs...

Locus Latinus, blogspot da autoria de Luis Gonçalves Pereira, docente da Universidade do Algarve, a leccionar as cadeiras de Língua e Cultura Latina I e III, nas várias variantes do curso de Línguas e Literaturas Modernas (FCHS). Espaço destinado aos alunos do curso, com matérias sobre linguística latina e comentários reflexivos sobre obras e autores literários consonantes com as matérias leccionadas. O blog disponibiliza, igualmente, alguns links de interesse para os estudantes de latim e informações sobre as disciplinas.

O charme discreto da bloguesia, blog criado por um grupo de docentes pertencentes à «SOPCOM» [Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação]. A direcção do blog está encarregue ao nosso director de curso, Victor Reia Baptista, e conta com nomes por nós, alunos do curso de Ciências da Comunicação, bem conhecidos, como Anabela Moutinho, Fernando Amaro e Luís Pereira. É um “espaço de diálogo sobre Cinema e sobre as questões que se colocam no âmbito dos Estudos Fílmicos”. Um espaço ideal para quem quer saber as últimas sobre 7ºArte...

esght.blogspot, a Escola Superior de Gestão Hotelaria e Turismo apostou, igualmente, na criação de um blog, que disponibilizasse as mais diversas informações aos alunos, docentes e funcionários. Contudo, verifica-se que este se encontra desactualizado, sendo a última posta datada de 23 de Setembro de 2004…

Para terminar, deixo-vos com um blog - kaixeirices - desenvolvido por uma aluna da ESE, do curso de Educação e Intervenção Comunitária, que desde Setembro de 2004, coloca de forma regular as suas reflexões pessoais, e como não podia deixar de ser, pois, afinal estamos na Universidade, algumas fotografias de ocasiões especiais, como jantares de curso…

Anseios de uma aspirante a jornalista depois da palestra...

... Imprensa Regional do Século XXI que decorreu hoje em Vale do Lobo a propósito dos 48 anos do Jornal do Algarve. A comemoração de quase meio século de vida contou com a ilustre presença do Dr. Pinto Balsemão, presidente do grupo Impresa, para além da presença do Director do Jornal do Algarve, Fernando Reis. A presença de Balsemão ficou a dever-se ao facto do J.A. pertencer à Rede Expresso, que congrega uma série de jornais regionais que veêm algumas das suas notícias publicadas semanalmente no Expresso graças a este acordo.Para ser sincera, o que foi dito na palestra foi "mais do mesmo", ou seja, ouvimos muitas coisas que já aprendemos nas aulas teóricas na faculdade (afinal o curso não é tão inútil quanto muitos acreditam ser porque os senhores da comunicação também conhecem a teoria e falam do McLuhan e do Negroponte e tudo). Fernando Reis falou da história do jornal e do seu papel (e do seu fundador) nas muitas conquistas que foram feitas pela região (como por exemplo a Universidade que viu no fundador do J.A. um dos seus principais defensores e impulsionadores, segundo referiu Fernando Reis). Pinto Balsemão falou da globalização, da era do digital, do ensino das Ciências da Comunicação...Depois veio o debate, e as minhas questões ficaram sem resposta."Dr. Pinto Balsemão, se o curso é importante, se nos dá conhecimento das práticas da profissão, então porque é que não é obrigatório ter um curso ligado à comunicação para exercer a profissão em Portugal?". A resposta foi que ele achava que isso não se justifica, uma vez que, por vezes, é necessário um especialista para escrever sobre os assuntos. E então pensei: pois que se especializem os jornalistas naquilo que for possível e nas áreas mais delicadas (como a saúde), ai sim procurem os profissionais da área.À pergunta "Será que uma maior ligação entre os órgãos de comunicação regionais e o curso da UAlg ao longo de todos os anos do curso não permitiria a formação de melhores profissionais?", a resposta foi qualquer coisa como "às vezes é difícil absorver toda a gente nos estágios curriculares". E eu nem estava a falar de estágios, porque nesse campo sei que somos acolhidos para trabalhar. Eu falava sim de workshops, seminários, até pequenas aulas ou conversas promovidas pela Universidade, pelo curso e pelos órgãos de informação, ao longo dos quatro anos, e que permitissem aos alunos terem uma ideia mais realista do mundo do trabalho e do próprio funcionamento da imprensa regional.Também questionei a mesa sobre os métodos que poderiam ser utilizados pelas universidades para formarem cada vez melhores profissionais numa área cada vez mais competitiva e à mercê da globalização e do excesso de happenings. Neste campo não houve resposta, ou porque no meio das outras a pergunta passou, ou porque não há forma de responder a isto.Depois de respondidas (?) as perguntas um distinto membro da audiência manifestou o seu desagrado perante a falta de formação de alguns dos professores do nosso curso para darem aulas práticas pois "muitos nunca puseram os pés numa redacção". É um facto que isso acontece e eu sublinho que isso é negativo, mas então porque não se candidatam os jornalistas e relações públicas a professores? Ou porque não vai a Universidade buscá-los? E será que o "saber-fazer" é suficiente para saber transmitir os conhecimentos. Neste ponto não há vencedores nem vencidos. A meu ver ninguém tem razão.Ainda assim gostei da palestra. Mostra que a teoria que nos parece tão chata às vezes é útil e que nem os grandes senhores dos media têm resposta para os nossos anseios de finalistas.Queria ter exposto alguns pontos de vista, mas não ficava bem monopolizar o debate não é?! Mas gostava só de ter acrescentado, em resposta a uma afirmação do Dr. Pinto Balsemão em que ele dizia (grosso modo) que tempos houve em que ser jornalista era uma profissão de topo e os relações públicas eram secundários, que hoje o panorama parece ter-se invertido. Olhando à volta, só no meio universitário, quantos são os colegas que deprezam o jornalismo, ou que mesmo sonhando com ele resolvem seguir a vertente de relações públicas porque o jornalismo não tem futuro e não paga as contas.Alguém na audiência falou na vocação para o jornalismo - a pergunta foi qualquer coisa como: "Será que uma boa formação basta para fazer um bom jornalista ou é preciso vocação?" Embora a pergunta fosse destinada à mesa, eu sei qual é a minha resposta: a vocação é essencial. Espero que o jornalismo seja a minha vocação e que o futuro comprove que esta profissão é nobre e paga as contas no fim do mês.

PS. Texto também publicado AQUI.

Sábado, Abril 09, 2005

A Imprensa Regional no séc. XXI - REFLEXÕES

Dado a questões relacionadas com a matéria, pareceu-me interessante falar-vos sobre uma conferência a que assisti e que me pareceu merecer uma séria reflexão.

Hoje, dia 9 de Abril, teve lugar no auditório de Vale de Lobo uma conferência sobre a imprensa regional. Organizada pelo Jornal do Algarve, na sequência do seu 48º aniversário, a conferência intitulada «A Imprensa Regional no séc. XXI», contou com a presença do Dr. Pinto Balsemão, do Dr. Fernando Reis (director do Jornal do Algarve) e do senhor Sander van Gelder (presidente do grupo de empresas de Vale de Lobo).
Primeiramente, Fernando dos Reis
falou-nos sobre a valorização da imprensa regional, algo que me pareceu de importante reflexão, uma vez que, a imprensa regional desempenha uma importante função na sociedade, visto que tem uma maior proximidade e papel mais intersectivo com a comunidade em que se insere, do que os grandes meios de comunicação social.
Segundo uma sondagem da Marketest (20003/20004), a imprensa regional no Algarve apresenta uma percentagem de 10, 97%, alcançando a melhor média a nível da imprensa regional.
O jornal do Algarve prima pela seriedade e pelo amor ao Algarve. O seu fundador, José Barão, pretendia um jornal em que a sua voz que se fizesse ouvir do Algarve à outra ponta de Portugal. De facto, trata-se de um projecto informativo que tem acompanhado as constantes inovações tecnológicas. A substituição do off set, do preto e branco pelas cores, por uma edição on-line, pela formação dos seus colaboradores, entrando na Era Digital. Este jornal, parceiro do Expresso, tem como objectivos «o combate por grandes causas e desenvolvimento da região» – palavras de Pinto Balsemão.
Vejamos agora outra questão. Uns anunciavam o desaparecimento da imprensa escrita com a chegada dos novos meios, contudo, não passaram de meras superstições, pois a imprensa soube adaptar-se e tirar partido das mesmas. Ela soube «agarrar o futuro» (Pinto Balsemão). Por seu turno, é agora que se valoriza mais a cultura. As novas tecnologias trouxeram, sem dúvida, novos desafios, com a criação de sites, edições electrónicas, onde se podem actualizar constantemente as informações. De vincar que, a linguagem em papel é diferente da linguagem em Internet pelas próprias características do meio. A recente tecnologia como a RCC de que nos falou Pinto Balsemão, trata-se de uma forma de selecção dos conteúdos muito à semelhança da «actualité google» de que falamos já em aula. Saliente-se que esta questão fez com que jornais como o Expresso on-line passassem a ser pagos. Já com 2000 assinaturas, principalmente os estrangeiros, conseguem aceder à adição primeiro em on-line do que em papel. Outra funcionalidade será a pasta dos arquivos, muito útil para investigadores que pretendem aprofundar informação.
Vivendo na chamada 3º Revolução, a da Informação, Balsemão falou-nos ainda do livro «Nós os Média» em que evidencia o facto de que todos nós nos tornamos jornalistas, numa troca de ideias em que existe apenas «uma linha divisória entre produtores /leitores de informação». Toda a gente informa e actua, ao fim ao cabo, como jornalistas sem regras, sem deontologia. Isto leva-nos para questões de manipulação de informação que podem ser orientadas por motivos religiosos, políticos, e que põem em causa a credibilidade de fontes.
A Internet apresenta um turbilhão de novidades, pioneirismos que tem de amadurecer e que não pode ser considerada como algo de nocivo. Tem de haver um equilíbrio entre o sistema clássico e o jornalismo emergente. Neste sentido, podemos falar dos blogs que são opinião, mas também informação. No entanto, deve-se ter em atenção quem escreve a informação. No caso da SIC o “cantinho dos comentários” teve de ser suspenso dado às barbaridades que nele eram colocadas, bem como notícias falsas.
Vivemos numa sociedade de universalização da informação, onde tudo nos chega em tempo real. Vejamos o caso do funeral do Papa que foi acompanhado por todos os cantos do mundo ao mesmo tempo. Saliente-se que, embora tenham havido tentativas de universalização de, por exemplo, canais televisivos como a CNN ou a BBC essas fracassaram. Por exemplo a MTV tentou emitir um programa para o mundo inteiro veiculando uma cultura musical planetária, tentativa que fracassou.
Os media são causa e efeito do que está a acontecer. A cultura global não triunfa e os meios de comunicação têm de preservar as culturas – papel dos Jornais Regionais. «Todos os media devem lutar para os nacionalismos e regionalismos».
Nesta Era da Informação, devem-se criar laços tribais com a cultura, numa sociedade que se organiza cada vez mais em rede. Pinto Balsemão mencionou que temos necessidade de um novo Marx, de rever ideologias, de criar novos sistemas preservando os valores que criem defesas contra tudo isto. Por sua vez, os novos poderes são de difícil controlo porque são globais. E os meios de comunicação devem funcionar como antídoto.
Os novos meios oferecem-nos novas possibilidades, de informação mais rápida e actualizada o que condiciona o jornalismo e a nova forma de fazer jornalismo. As empresas tendem a ser multimédia, em que o público receptor é, cada vez mais, interveniente.

Sexta-feira, Abril 08, 2005

O Fenómeno Bloguesiano - Indústrias Culturais em Blogue

O lápis e o papel foram decididamente substituídos pelo teclado e pelo rato. Não há volta a dar-lhe. Mudam-se os tempos e...pouco fica igual. Eles estão aí bem à vista e todos podemos, de uma forma ou de outra, participar.

Rogério Santos criou o blogue Indústrias Culturais, on-line desde 26 de Dezembro de 2002. O blogue aborda questões relacionadas com o domínio das indústrias culturais, fazendo uma leitura actual sobre o que de melhor acontece na imprensa, na rádio, na televisão, na Internet e no cinema. Sugere filmes, vídeos, videojogos, músicas, livros, revistas, a maioria ligadas ao jornalismo. Aborda temáticas ligadas à moda e mais directamente aos centros comerciais.

Um blogue sómbrio, muito bem ilustrado com capas de revistas, de livros e artigos de jornais. Destaque também para algumas imagens dos primeiros Borda d’Água.

Um sítio interessante que vale a pena espreitar.
João Mendonça

Informação Hi-Tec

Que qualidades fazem do CD-ROM um meio de armazenamento tão útil? Podemos enumerar muitas: a facilidade de utilização, o baixo custo (de armazenamento de dados por megabyte), a eficiência e a boa durabilidade são algumas delas. Mas muito mais que aprofundar as suas características, que creio que todos já tivemos oportunidade de constatar, interessa perceber o que este disco nos pode proporcionar.

Sabemos que é vantajoso, que é uma excelente forma de armazenamento. Mas o seu potencial máximo pode ser encontrado nessa capacidade de arquivo aliada à possibilidade de "navegar" em diversos tipos de conteúdo, através de hipertextos (conjuntos de documentos organizados de forma não-linear e que estabelecem entre si uma rede complexa de relações associativas).

Assim, as possibilidades que a informação em digital nos proporciona são evidentemente superiores à da informação em papel, por exemplo. A interactividade, a intertextualidade e todos os conteúdos multimédia atribuem ao CD-ROM a vantagem de não ser apenas um modo de armazenamento mas também de produção e transmissão de informação. Essa vantagem tem vindo a ser cada vez mais reconhecida pela aposta na Sociedade da Informação. Caso contrário, não encontraríamos tantos exemplos de software educativo existente em CD-ROM, a aplicar no âmbito do ensino escolar actual*.

No caso da Imprensa, creio que o CD-ROM é uma forma de diferenciar produtos, como o exemplo analisado em aula (o "Cartaz" do Expresso), e um bom armazém digital.

No entanto, acredito que este será rapidamente ultrapassado, tendo em conta a evolução tecnológica, que avança a passos galopantes.
Daqui a algum tempo, o CD-ROM será um objecto limitado e substituído por outros, com características superiores, como já podemos verificar com o DVD.

*Já agora, dêem uma espreitadela neste texto de José Pereira: Sistemas Hipertexto & Hipermédia - Reflexão, Ensino e Arte


Carina Santos, nº 22090

A caça ao blog é que está a dar...

A Tuna Académica da Universidade do Algarve, Versus Tuna, também tem um blog bastante interessante, no qual são referidas as suas actividades, bem como alguns comentários mais informais sobre os seus momentos de diversão na noite algarvia.
http://versustuna.blogs.sapo.pt/arquivo/2005_01.html


O curso de matemática da Universidade do Algarve também tem o seu próprio blog...quem quiser saber mais sobre a licenciatura neste ramo, bem como outras informações relativas é só clicar em:
http://lmrfe.blogspot.com/


O blog do movimento fundamentalista contém algumas sugestões para a melhoria dos serviços prestados pela Universidade do Algarve, bem como algumas criticas ao desinteresse dos alunos por questões académicas.
http://mfa.weblog.com.pt/

Claudia Guerreiro
Filipa Moreira

MFA

Um grupo de académicos da UALG criou um movimento MFA(Movimento Fundamentalista Académico), os membros trocam ideias no blog do MFA.

blogs úteis

blogo! é um blog virado para os mais variados temas da sociedade. É útil para estudantes e para profissionais de diversas áreas. No nosso caso, Ciências da Comunicação, tem links para vários blogges da área da publicidade e jornalismo . Este último da responsabilidade do departamento de Mestrado em Informaçõo e Jornalismo da Universidade do Minho.
O blogo funciona como um directório de blogges portugueses. Neste momento está numa fase de teste, mas está bastante interessante, naveguem até lá.
O I Encontro de Weblogs organizado pela Universidade do Minho deixou algumas reflexões que se podem encontrar no blog encontro de weblog, bem como algumas reflexões jornalísitcas sobre o tema.

CD-Rom - o novo papiro do século XXI

Maria Moral, autora do texto "CD-Rom y hipertexto en prensa" defeniu o Cd-Rom como o novo papiro do século XXI. De facto, partindo desta definição podemos perceber a importância actual do CD-Rom, especialmente no campo da Imprensa.
Os vários documentos en CD-Rom funcionam como enciclopédias ou base de dados, o que faz dele um elemento essencial de trabalho, não só nas empresas jornalísticas, mas nas empresas em geral. A sua principal vantagem é sem dúvida a sua enorme capacidade de armazenamento da informação num espaço reduzido.
A autora fala em revolução tecnológica aquando o surgimento dos CD-Roms nos media. Não posso deixar de concordsar. Os avanços na tecnologia foram surpreendentes com o surgimento dos suportes documentais. Também a Internet nos confrontou com uma nova realidade: o documento escrito deu lugar ao documento interactivo. E o que é certo é que o leitor dá cada vez mais preferência ao que é digital...

CD-Rom - o novo papiro do século XXI

Maria Moral, autora do texto "CD-Rom y hipertexto en prensa" defeniu o Cd-Rom como o novo papiro do século XXI. De facto, partindo desta definição podemos perceber a importância actual do CD-Rom, especialmente no campo da Imprensa.
Os vários documentos en CD-Rom funcionam como enciclopédias ou base de dados, o que faz dele um elemento essencial de trabalho, não só nas empresas jornalísticas, mas nas empresas em geral. A sua principal vantagem é sem dúvida a sua enorme capacidade de armazenamento da informação num espaço reduzido.
A autora fala em revolução tecnológica aquando o surgimento dos CD-Roms nos media. Não posso deixar de concordsar. Os avanços na tecnologia foram surpreendentes com o surgimento dos suportes documentais. Também a Internet nos confrontou com uma nova realidade: o documento escrito deu lugar ao documento interactivo. E o que é certo é que o leitor dá cada vez mais preferência ao que é digital...

Blogs



Escolhi um Blog académico que achei interessante por incluir estratégias para a ocnstrução de blogs, a desvantagem visivel é ser em espanhol.
O seguinte, apesar de náo ter muito a ver com o ambiente académico é muito interessante e divertido. É um blog de uma turma do 4º ano des escolaridade que, com a ajuda dos professores vão, desde já, entrando nas TIC emergentes.
Igualmente em espanhol, encontrei um blog interessante, uma vez que lança, logo num primeiro momento, sobre a pertinencia ou não de o blog ser um meio adequado para a discussão académica.

cd-rom o novo papiro

O CD-ROM é sem dúvida um suporte com muitas vantagens. Sendo a mais evidenciada a capacidade de armazenamento de dados, factor importante na era da informação. Com a proliferação constante de informação torna-se quase impossível armazena-la por muito tempo, quando o suporte é em papel.
A pensar nisso ou talvez não, que o Expresso decidiu editar o cartaz em CD-ROM. Aqui é possível o leitor aceder a excertos de livros, filmes, músicas, peças de teatro, etc. não há o transtorno da revista se perder ou de as folhas ficarem machucadas. Mas numa leitura mais profunda, pode-se constatar que esta opção do Expresso deve-se ao facto do computador “prender” cada vez mais leitores, estes preferem o ecrã ao papel.
O CD do cartaz dá hipótese ao leitor de conhecer determinado assunto com mais pormenores, uma vez que tem links para páginas on line. Se pensarmos que estamos numa era em que o digital supera o papel esta opção do semanário é uma forma de tentar fidelizar os leitores.

Quinta-feira, Abril 07, 2005

Representadas e Representantes: as mulheres e os media

Relativamente a este tema, na obra Media e Jornalismo, é explorada essencialmente a questão da representação das mulheres nos media, abordando três vertentes: “a representação das mulheres nos textos (num contexto histórico); a representação das mulheres como audiências e a representação das mulheres de um ponto de vista da produção” (1).
Pensamos que a autora, Maria João Silveirinha, critica negativamente os media por inferiorizar o sexo feminino. Sendo os meios de comunicação de massa um meio propício à construção de identidades, ideologias, políticas, a presença das mulheres nos media só mais recentemente tem vindo a crescer. No entanto, essa presença é sempre uma representação e não um retrato fiel da realidade.
Existem vários processos nos media como os textos, as audiências e/ou as instituições mediáticas que influenciam fortemente a construção de pensamentos e, assim, a visão que se tem das mulheres. Criam-se estereótipos e dificilmente se consegue fazer diferenciar. Por exemplo, como explica Betty Friedan, ao longo de anos fomos confrontados com uma série de revistas femininas, especialmente nas décadas de 40 e 50 que transmitiam a imagem da mulher como dona de casa, esta ideia generalizou-se e provocou a incapacidade da mulher em se igualar ao sexo masculino, uma vez que a ideia de igualdade entre sexos era vista pela sociedade como impraticável (2). Deste modo, as investigações feministas tentaram lutar contra estas imagens estereotipadas geradoras de comportamentos retrógradas e sexistas. No entanto os estudos deixaram de ter como principal preocupação as imagens de carga positiva ou negativa no âmbito da mulher e passaram a tentar compreender a forma como os textos mediáticos são construídos na medida que conseguem perpetuar e construir ideologias e o que se verificou é que tanto na televisão como em jornais e revistas, a importância da mulher é relegada para um nível inferior.
Nos estudos que se seguiram, procurou-se saber, também, a forma como as mensagens, chegavam ao público, ou seja, as audiências e qual o comportamento do receptor. Mas independentemente dos indivíduos se mostrarem activos ou passivos em relação à interpretação, descodificação das mensagens veiculadas pelos media, outro estudo demonstrou que nas famílias, quem detém o poder de comandar a televisão em casa, é o homem, o que mostra mais uma vez a impotência da mulher.
Em relação às instituições mediáticas, a autora procurou saber se a participação das mulheres no jornalismo fará alguma diferença. Será que um papel activo das mulheres como representantes nos media será benéfico para as representadas?, sem dúvida, numa democracia, é um factor positivo, as mulheres podem trazer diferenças para o jornalismo na medida em que sentem, fazem e procuram os assuntos e temas de forma diferente. Esta presença das mulheres no jornalismo é um sinal positivo da luta pela igualdade dos sexos no trabalho e na vida social. De facto, o que se tem verificado é que o novo jornalismo tem aberto novas possibilidades para as mulheres, tal como Maria Silveirinha descreve, “ numa lógica do jornalismo conduzido pelo mercado, são privilegiados os ângulos de interesse humano, de maior envolvimento do jornalista com a história, de mais proximidade e menos distanciamento, de mais emoção e menos razão: características que, numa visão estereotipada das mulheres, parecem ser mais adequadas a um jornalismo no feminino” (3).
No entanto, ainda é muito raro ver mulheres no lugar de chefias nos media.
Como breve conclusão, podemos dizer que hoje em dia, a imagem da mulher nos transmitida pelos media não tem uma conotação tão simplista e estereotipada como outrora, podemos tomar como exemplo a série americana O Sexo e a Cidade, em que as mulheres aparecem como independentes economicamente (4). No entanto, acabar com a discriminação sexual nunca será um fim em si mesmo, a representação das mulheres nos media poderá fazer diferença para as causas feministas mas será apenas um passo para a transformação da sociedade em relação à subordinação das mulheres.



1)SILVEIRINHA, Maria João – Representadas e Representantes: as mulheres e os Media. Centro de Investigação Media e Jornalismo, Edições Minerva, Coimbra, 2002. Revista Semestral nº 5, ano 2004, pág. 9.

2)Ibidem, pág. 11.

3)Ibidem, pág. 24.

4)SILVEIRINHA, Maria João – Opinião: Sexo e Cidade Mediática, no Diário da República em 8 de Março de 2005, no sítio http://dn.sapo.pt/2005/03/08/media/sexo_e_cidade_mediatica.html, consultado a 3 de Abril de 2005.




Trabalho realizado por : Inês de Castro e Tânia Mendonça

Público online pago

Em relação ao facto de a edição impressa disponível na página online do Público passar a ser paga faz todo o sentido (como já o tinha referido numa análise anterior do Público), no sentido em que não é lógico um leitor comprar o jornal impresso quando nesse mesmo dia tem disponível online toda a publicação grátis. Uma vez que o texto jornalístico deve ser tratado de maneira diferente quanto à sua forma na internet, através do hipertexto e através da escrita não linear, a existência da total transcrição da publicação online só deverá existir como serviço específico, que deverá ser pago. Este serviço é de utilidade para quem não esteja em Portugal, por exemplo. Já a questão da possibilidade da criação de hiperligações, nomedamente nos weblogs para os artigos impressos disponíveis online, fonte de comentários, acho que quebra com a linguagem efizaz na Internet e essas referências podem ser feitas para o jornal impresso ou para as notícias devidamente formatadas para o suporte internet disponíveis na página online do jornal.
Dora Agapito

Blogs de Âmbito Internacional

Blogs que discutem questões internacionais:

BuzzMachine - Jeff Jarvis - Expansão global da blogosfera
Brad DeLong`s Semi-Daily Journal - Brad DeLong - Economia
Marginal Revolution - Tyler Cowen e Alex Tabarrok - Microeconomia e cultura da globalização
Oxblog - Campanha de apoio aos direitos humanos e democracia
The Model - Iraque
Edge of England`s Sword e Harry`s Place - Europa Ocidental
Slugger O´Toole - Irlanda do Norte
Fistful of Euros - visão global da política da Europa Ocidental
BlogAfrica - agrupa blogs de toda a África


Dora Agapito

Fonte: 'Rede de influência' - Daniel Drezner e Henry Farrell
Executive Digest, nº122, Dez 04, Ano 11

O CD-ROM...

O CD-ROM e as suas várias características, armazenamento de grande quantidade e variedade de informação, a capacidade de não ser manipulado e as suas possibilidades hipertextuais, transformam-no num suporte ideal para arquivar informação.

O jornalismo é cada vez mais exaustivo na busca de informação e na sua apresentação através dos diversos pontos de vista. Neste contexto, o CD, que agora assume um carácter comercial nomeadamente como complemento da imprensa escrita, é o instrumento essencial para arquivarmos essa informação de maneira mais eficaz e versátil, ideal para que qualquer interessado tenha ao seu dispor um conjunto de informação, que a possa guardar, e desfrutar de um sentimento de posse comum ao de um grande coleccionador.

Como a enciclopédia se assumiu como um objecto de armazenamento de saber histórico, cientifico, entre outros, o CD-ROM é um verdadeiro produto informativo de dimensão reduzida, mais económico e que se adapta ao tipo de vivência tecnológica dos nossos dias.

Já que passamos grande parte do nosso tempo em frente ao ecrã do computador, porque não consultar essa informação do mesmo modo e com reflexos de hipertextualidade similares aos da Internet.

Cd- rom, o novo papel do futuro!

A explosão tecnológica que se tem verificado nos últimos anos proporcionou novas formas de armazenamento e transmissão de informação. De entre elas destacamos o cd-rom, um suporte relativamente novo e cuja importância no seio dos media tem aumentado consideravelmente.
O cd-rom, para além de possuir uma capacidade de armazenamento bastante elevada em relação a outros meios técnicos, nomeadamente a antiga disquete, representa um investimento relativamente baixo na sua produção. No entanto, aliada ao factor armazenamento está a sua capacidade de utilizar em simultâneo vários suportes de informação, texto, imagem, som e vídeo, o que, no meu ponto de vista, representa uma mais valia muito importante para a utilização do cd-rom.
Actualmente, são vários os jornais e revistas que, pelos mais variados motivos, adicionam, em algumas edições, um cd- rom à sua edição impressa como forma de complemento ao suporte escrito. Pois, para além da informação que nos é fornecida no jornal, podemos consultar o cd-rom para obtermos informação, talvez mais pormenorizada na medida em que tem a possibilidade de recorrer ao som e ao vídeo. São também imensas as opções com que nos deparamos ao consultar um cd-rom, nomeadamente a possibilidade de, através de links fornecidos, aceder directamente a sites relativos ao tema que estamos a consultar. Não esquecendo que enquanto explora o cd-rom, é o leitor/ usuário que escolhe a sua própria forma de leitura da informação.
Será que esta aposta dos jornais impressos na utilização do cd-rom atingirá maiores proporções? Será este o primeiro passo para a criação de um jornal exclusivamente editado em cd-rom?

O que é um blog?

Blog é uma abreviação que os internautas criaram para o termo inglês "weblog". É uma espécie de diário de bordo mas online, um "log-book" ("livro de registros" ou "diário de navegação", em inglês) no qual se registra tudo desde, pensamentos, poemas, receitas, desejos, comentários sobre temas diversos, no fund0 qualquer coisa que nos apeteça. «Uma das características essenciais do blog é ele ser um espaço de dados em que os textos são organizados cronologicamente, conforme a data em que são postados - exatamente como num diário de papel ou agenda pessoal. É disto que vem o seu dinamismo. Os blogueiros (ou “bloggers”), aqueles que escrevem os blogs, seguem o compasso do tempo porque necessitam publicar suas idéias exatamente no momento em que elas acontecem». Os blogs tem a vantagem de serem estremante fáceis de construir.
O manifesto das tribos telemáticas de hoje são os blogs, numa forma original e tecnologicamente contextualizada de chamar a atenção para o seu universo. Ignorá-los ou encará-los apenas como breve modismo é correr o risco de passar ao largo das evoluções do ciberespaço nosso de cada dia.
Blogs:
Vejam também:
Estudo sobre consumo de notícias na Internet

Um blog sobre a nova forma de fazer publicidade para os apaixonados por esta arte.
EDUCOMUNICAÇÃO / EDUCOMUNICACIÓN, também muito interessante.
Já agora para quem gosta de cinema vejam la butaca.

El Espacio del Dircom, um blog sobre a Comunicacão e os seus meios.
Um olhar pessoal pelas novidades e tendencias do ciberperiodismo.

Os Weblogs e os Media Tradicionais

Análise do artigo 'Rede de influência' - Daniel Drezner e Henry Farrell
Executive Digest, nº122, Dez 04, Ano 11 (pp.56-60)


«Como é que uma série de web sites descentralizados, contrários e não lucrativos poderá influenciar a política mundial?»
Os blogs influenciam a cobertura dos media internacionais. As questões mais retratadas neste novo media servem como pistas para a filtragem dos assuntos que são publicados. Além disso, também são uma importante fonte de informação para os comentadores dos media, que poderão prever desenvolvimentos políticos.

«A melhor maneira de ganhar trafego na web é através de um link noutro weblog»
A linguagem do hipertexto característica dos blogs possibilita a passagem de um para outro blog rapidamente. Se existe um link num webblog que se visite periodicamente é natural que se lhe aceda.

«Na blogosfera, os ricos (medidos pelo número de links) ficam mais ricos, enquanto os pobres se mantêm pobres»
A saturação de blogs não será muito provável, uma vez que apenas alguns emergem como pontos de referência que filtram as mensagens mais importantes. A informação pertinente nos «blogs mais pobres» servirá para alertar os «blogs mais ricos».

«Os media apenas precisam de olhar para os blogs de elite para obterem um sumário da distribuição de opiniões de uma determinada questão política»
A publicação nos weblogs é feita em tempo real e é facilmente acessível, por isso as opiniões dos bloggers sobre questões políticas são imediatas.

«A rapidez das reacções em tempo real dos bloggers leva normalmente os media a corrigirem erros nas suas reportagens antes de serem difundidas»

A presença de uma informação nos blogs é imediata e credível, as "fraudes" são rapidamente desmascaradas por outros bloggers que rapidamente reagem em forma de comentários.

«Vítimas dos próprio sucesso»
Muitos bloggers ainda estão na dependência dos media tradicionais como fontes de informação. Além disso, é cada vez mais visível a contratação de bloggers pelos media tradicionais para fornecimento de informação, o que facilita a sua integração na política e consecutiva perda de originalidade nas suas publicações.

Dora Agapito

(citações retirados do artigo em análise)

A moda do blog chegou à universidade!!!

Numa visita pelo tão consultado google.pt, deparamo-nos com inúmerosresultadossobre a existência de weblogs sobre a Universidade do Algarve. Porém,poucos se referiam concretamente ao que pretendiamos pesquisar. Finalmente,encontrámos um blog pessoal que nos pareceu susceptível de interesse. O respectivo blog pertence a uma aluna da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente, que frequenta o curso de Biologia Marinha e Pescas, na Universidade do Algarve.Este weblog fala um pouco de tudo, desde assuntos pessoais a temáticas relacionadas com a Universidade do Algarve e o curso de Biologia Marinha ePescas. Para além disso, algo interessante neste blog para alguns alunos universitários e não só, tem a ver com o facto da autora ter colocado à disposição dos internautas os seus trabalhos académicos para posterior consulta. Para ficarem a saber mais sobre este blog consultem o bloghttp://sapp.telepac.pt/catarinices/.

Cláudia Guerreiro
Filipa Moreira

O meu contributo...

O curso de Educação e Intervençao Comunitária da ESE tem um blog. Este blog destina-se às actividades lectivas do curso. Tem programas de várias disciplinas, bem como alguns textos relacionados com a sua área de estudos.

A prof Paula Cordeiro também tem um blog e a malta não sabia. É um espaço radiofónico por excelência.

Mais 3 blogs...

VERSUS BLOG

O blog da Versus Tuna - Tuna Académica da Universidade do Algarve. Não está muito actualizado mas existe...

MOVIMENTO FUNDAMENTALISTA ACADÉMICO
O blog do pessoal, autodenominado, do contra...

REPITA SEM VEZES

Blog da cadeira do 4º ano Estruturas Redactoriais e Géneros Jornalísticos

Blogs na Ualg

Patrimonium Blog da comunidade universitária do curso de patrimonio Cultural da Universidade do Algarve. Pretende ser um divulgador de noticias ligadas ao curso e outros interesses culturais de Faro. Inserido em 25-03-2005.

Communicare - Blog criado no início do ano lectivo de 2004/2005 pelo docente José Farinha no âmbito da cadeira de Comunicação Interpessoal do 4º ano de do curso de Ciências da Comunicação da Escola Superior de Educação da UALG. Importante instrumento para reflectir sobre questões relacionadas com a Comunicação Interpessoal mas está desactualizado.

Dora Agapito

Exemplo de apresentação de blogue

Pedagogia dos Media Electrónicos é um blogue colectivo, onde os alunos de 4º de Ciências da Comunicação e os professores da disciplina publicam algumas reflexões acerca das matérias em estudo.

Hiper-Cd

O CD-Rom é um novo sistema de arquivo de informação que, apesar de se apresentar como um sistema fechado (não permitndo quaisquer alterações, uma vez gravada a informação) possibilita, em conjunto com o hipertexto, uma pesquisa "multidireccional, multirelacional e multidimensional".
A informação aparece-nos não só de uma forma singular, mas também com a possibilidade de consultar assuntos co-relacionados, através da interactividade oferecida pelo hipertexto, preenchendo desta forma os "vazios informativos" com os quais nos deparamos em muitas das pesquisas que efectuamos. Para além disso, a utilização desta nova tecnologia permite armazenar a mais variada informação num suporte bastante "condensado" e acessível.
Se tomarmos como exemplo as enciclopédias que se apresentam em formato CD-Rom, podemos afirmar sem dúvida alguma, que a junção deste com o hipertexto é uma ferramenta excelente, tanto de trabalho como de entretenimento.
Portanto, viva o "novo papiro do Séc. XXI", toda a informação num só CD.

Quarta-feira, Abril 06, 2005

Agora a sério:

acham mesmo necessário que o Expresso, a Visão, o Público, a Porto Editora, a Bertrand, etc, etc, publiquem Cd-rom's para sabermos do que se passa no mundo? Até onde iremos, nesta sede do "sempre mais"?
Na disciplina de Publicidade abordámos um tema que, de repente - me parece transversal a este, dos Cd-rom's: "Jornal ou revista que não tenha uma colecção ou não ofereça um brinde, sofre uma quebra nas vendas", considerou a professora Paula Cordeiro. O mesmo acontecerá, em breve, com o Cd-rom. Qualquer dia, a mala de praia oferece a revista X enquanto que a medalha comemorativa da ida à lua oferece o semanário y. E quem sabe, talvez, o cd-rom com o programa do Governo ofereça, depois, um bilhete para ir ao Jardim Zoológico.

As Potencialidades Comunicativas do CD-ROM

As potencialidades comunicativas do suporte CD-ROM parecem, efectivamente, prender-se, como afirma o texto CD-ROM e Hipertexto en Prensa, com as duas características fundamentais que o distingue do suporte em papel: a grande capacidade de armazenamento e a interactividade possibilitada pelo seu sistema hipertextual.

Estas características revelam, desde logo, as grandes potencialidades do CD-ROM como ferramenta de trabalho e de consulta. Os reduzidos custos juntam-se à formula mágica deste suporte e tornam-no em material acessível, sendo que, sempre dependente da tecnologia que o suporta, o computador.

As características tecnológicas do CD-ROM ditam a sua atractividade, contudo, não podemos considerar a qualidade como um dado adquirido. A concepção de um CD-ROM para se tornar uma ferramenta efectiva de comunicação depende, com efeito, de um eficaz planeamento do mesmo, consistente com os seus objectivos, e da sua capacidade de adaptação às características do usuário (assim como um trabalho que disponibilize grande quantidade de informação não é sinónimo de um trabalho de grande qualidade, também este último nem sempre é sinónimo de um trabalho eficiente!)

Deste modo, considero que as potencialidades do CD-ROM dependem em grande parte do reaproveitamento de todo o seu potencial comunicativo por parte do profissional, pois é este que escolhe a informação a disponibilizar, a forma como esta se organiza e estrutura, e a imagem que marca a uniformidade dos conteúdos, sendo esta que atrai, num primeiro olhar, o usuário.

Pequeno, leve e fácil de transportar

Os cd’s multimédia são de facto uma grande inovação tecnológica e afiguram-se como um meio importantíssimo nos dias que correm, não descurando as utilidades e benefícios da imprensa. Este instrumento é bastante vantajoso no que concerne à sua capacidade de armazenamento de informação, no mínimo de espaço possível.

Actualmente as bibliotecas estão recheadas de livros e dispõem de uma quantidade reduzida de cd’s rom. No futuro, talvez no próximo século, penso que a situação se reverterá totalmente, os livros já serão tomados como um meio de armazenamento e apresentação de informação escasso e antiquado e os cd’s dominarão estes centros de pesquisa. Uma das razões principais, para além da capacidade de armazenamento, diz respeito ao reduzidíssimo espaço que os cd’s ocupam face aos livros, o que permite conservar uma maior quantidade de informação nas bibliotecas. Outra explicação possível assenta no facto de nós, enquanto consumistas, funcionarmos por modas, mas isso já nos remete para outras áreas.

A invenção dos cd’s rom e dos dvd’s foi um progresso tal que, actualmente, muitas pessoas, mais ambientadas com as novas tecnologias, fazem-se diariamente acompanhar de cd’s para arquivar algo sempre que seja necessário, pois é mais rápido, eficiente, leve e fácil de transportar, o que já não acontece com os livros. Enfim, eu não largo o meu cdrw...

"É só acabar de ler este CD-Rom..."

Caso o CD-Rom vingue enquanto veículo e arquivador de informação (de texto, imagem e som) como prevejo que sim... esta será a frase mais proferida nas esplandas dos cafés ao Domingo de manhã. Ou nas casas-de-banho. Ou na cama, antes de apagar a luz. Ou no intervalo da aula. Ou...
É verdade e mais que sabido que a evolução - quer tecno quer sociológica, nos obriga a procurar novos sentidos, novos caminhos, novas formas de comunicar a nossa passagem na História. Devo estar com as expressões faciais que lia no meu avô, há quase 20 anos, quando me dizia que, qualquer dia, o "Homem inventava telefones de levar no bolso". Eu achava graça, mas ele achava um absurdo. Completo. E fazia uma cara de repulsa. Talvez parecida à minha neste momento, enquanto falo daquele pedaço de plástico revestido de uma camada fina cujo nome desconheço e que comporta um exorbitante volume de informação. Sou avessa às mudanças. Ou pelo menos, pouco crente. Ainda mais quando imagino que o CD-rom pode vir a substituir as centenas de livros que guardo religiosamente, as largas (tão largas) dezenas de revistas temáticas que se atropelam nas estantes do meu quarto ou ainda o simples jornal comprado no tal Domingo de manhã. Não suporto a ideia de vir a dispensar o cheiro da tinta nas folhas ou a textura das páginas em papel couché gloss... Que me desculpem os modernaços dos dias de hoje, os fulanos da Assembleia Digital da República ou os saborosos metrosexuais, mas eu não me dou bem com plásticos. Nem dos sacos das compras eu gosto!
.
Quanto ao propósito do post... reflectir sobre as vantagens do Cd-Rom, não é? Ok, terei de assumir: ocupa menos espaço na prateleira, transportam-se sem esforço físico e serão bons guardadores de memórias... Mas não me tirem os cheiro, o tacto e o prazer de ler um livro, uma revista, um jornal sem ser nas minhas mãos.
.
(de repente sinto-me um bocadinho Carlos Carvalhas...)

DVD-rom

Que o cd-rom é um marco informativo e comercial dos tempos modernos, vimo-lo na naula passada. A conjugação do hipertexto com esta ferramenta tem permitido superar os vacíos documentales referidos por María Moral. A navegabilidade torna-se muito mais aprazível e pessoal para o usuário, que escolhe, segundo a autora, sus propios caminos de lectura/consulta. Assim o vimos também na aula passada. Apesar de todas as vantagens que o cd-rom possa apresentar, confesso que é uma ferramenta que sempre me passou ao lado. Há enciclopédias que possuo no formato impresso e em cd-rom. Sempre preferi consultar o primeiro. Mas, não obstante, a forma interactiva pode e já está a ser explorada para combater gestos como o meu. E penso que já o está a conseguir. A propósito, comprei a revista Super Interessante no passado sábado, que trazia o que eu julgava ser um cd-rom com o ano de "2004 em revista", uma edição Impresa. Pretendia analisá-lo e aqui tecer alguns comentários. Mas descobri, há cerca de cinco minutos, que se trata de um dvd-rom. Dado que o pc não tem leitor de dvd's, deixo a tarefa para mais tarde, talvez depois de acabar de ver o filme que pus há pouco em "pause".

Um olhar sobre os movimentos feministas e o consumo - Revista Media e Jornalismo, nº 5, 2004


Nos dias que correm falar-se de feminismo já não faz muito sentido porque, nesse caso, teríamos necessariamente que falar em machismo e em todos os conceitos que daí advém. É ponto assente, pelo menos nas sociedades ocidentais, que os homens e as mulheres, sendo diferentes em termos de género, têm direitos e deveres iguais, assumidos e reconhecidos.

Mica Nava, investigadora britânica dos Cultural Studies tem dedicado a sua atenção a pesquisas e estudos acerca do feminismo e dos consumos modernos. A autora aborda assim o papel económico, social e cultural das mulheres na modernidade, tão distante daquele que outrora lhe era delegado, em tempos onde imperava a descriminação e a intolerância. A pouco e pouco, a mulher tem vindo a conquistar o lugar que sempre mereceu, já longe dos olhares preconceituosos que a seguiram durante séculos.

Mica Nava explora então as novas práticas de consumo em espaços urbanos, dando particular ênfase aos “grandes armazéns de Londres e de Paris”, no princípio do século XX, onde a mulher é o alvo de todo o consumismo implantado. Era mesmo seduzida pela moda e estava no centro da publicidade.

A autora defende que “As mulheres eram as principais guardiãs das fronteiras sociais, devido à sua capacidade de codificar e descodificar as práticas culturais em constante mudança e os sinais exteriores de classe”. O conceito de emancipação era já uma evidência, numa tentativa de diluir diferenças sociais, culturais e económicas. No Centro Comercial, símbolo do consumo e da moda, a mulher vincou a sua afirmação na sociedade moderna: encontrava-se com amigas, com amantes e organizava reuniões de sufrágio político. O movimento feminista descobriu assim um refúgio para a denúncia dos preconceitos de género – “as mulheres e o grande armazém são parte constitutiva da modernidade.”

O cinema também não foi esquecido pelo movimento feminista e a figura das actrizes expressava sentimentos de libertação e emancipação: a mulher dançava, exercia fascínio nos homens, casava com multimilionários, fazia o que bem entendia. A sétima arte permitiu, progressivamente, uma mudança de mentalidades, visível igualmente na questão do colonialismo britânico. O homem branco e o homem negro disputavam entre si o seu lugar junto da mulher. A autora reflecte desta forma sobre o racismo, o cosmopolitismo e a miscigenação, acreditando que esta se “revelou vulgar e coexiste com a pluralidade contemporânea das fisionomias urbanas britânicas”.

Actualmente, a mulher já não precisa de recorrer aos centros comerciais para se libertar e para consolidar o seu lugar na sociedade. Os seus direitos e deveres estão plenamente assumidos e são obviamente respeitados. Todavia, o movimento feminista lançou inquestionavelmente as bases para uma sociedade mais justa e igualitária.

Bibliografia consultada

NAVA, Mica - Revista Media & Jornalismo - Consumos, cosmopolitismo e cultura quotidiana no olhar de Mica Nava; Minerva; Coimbra; 2004

Gina Beltrão Pasadas
João Mendonça

CD-Rom, o alvo!

Quando Gutenberg revolucionou o mundo com a sua nobre invenção, de certeza que houve quem falou mal, condenou e rejeitou… Olhando para a sociedade contemporânea, diria que se passa o mesmo… Perante cada invenção e inovação há sempre um ou vários grupos que não se curvam para dizerem: essa não agrada-me, mas é válida!
O CD-Rom é um dos alvos destes «discursantes», amigos de si e inimigos do mundo. Preferiam que voltássemos ao paleolítico!
É vulgar ler, ouvir e ver pessoas a maldizerem os novos media. Cá para mim; esses discursos são bebidos em algumas frustrações. Como cada vez mais vivemos num mundo mais igualitário, no domínio das nossas escolhas e aquisições, há uns que teimam em serem diferentes para serem os maiores. Por isso opõem ao que dizem ser de massa.
Quanto ao CD-Rom está mais do que evidente a sua utilização por parte de toda a camada social. Tanto que ele complementa cada vez mais os grandes jornais e revistas. A sua mais valia no armazenamento, transporte e disposição de informação confere-lhe um papel de relevo entre os demais meios.
O seu potencial é reconhecido também por editoras de livros, dicionários e enciclopédias, que encontram nesse um valioso suporte de condensar informações e uma nova forma de gerir os dados.O CD-Rom é de fácil utilização e o seu conteúdo pauta por uma linguagem clara e objectiva. É muito facilitador e permite-nos encontrar com facilidade qualquer informação no meio de uma imensidão e informações.

CD-ROM: "caixinha de registos ou memórias"

O cd-rom foi mais uma das melhores inovações do nosso século. Um objecto destes pode conter centenas ou até milhares de informações de carácter profissional e pessoal, isto é, num cd-rom podemos guardar documentos de texto, vídeo e imagens. É por estas razões que eu lhe costumo chamar "caixinha de registos ou memórias" pois além das coisas mais "sérias" podemos também guardar todo o tipo de memórias como fotografias, vídeos, textos, etc.
Na aula em que o assunto cd-rom foi apresentado foi-nos mostrado o cd-rom do jornal Expresso "Guia de Lazer" que fornecia informação sobre cultura a vários niveis. Esta forma de divulgação, promoção e publicidade é bastante criativa e original permitindo ao leitor e posterior
"cd-romista" aceder ao mais variado leque de informação cultural.
Desta forma, posso dizer que o cd-rom é realmente bom a todos os níveis e para a maioria das pessoas e ocasiões.

Mulheres: Vencidas ou Vencedoras?

Ao ler o artigo "Cartazes de mulheres. Publicidade, controvérsia e disputa do feminismo nos anos noventa" de Janice Winship, vamos de encontro à representação da mulher na publicidade nos anos 90. Assim, concordamos que é inevitável não falar em feminismo e pós-feminismo.
No entanto, consideramos que para compreender os movimentos feministas e a evolução controversa do feminismo ou pós-feminismo até aos dias de hoje, há que voltar muito atrás no tempo. Somos levadas a fazer esta afirmação, uma vez que ao ler o artigo em causa, ficamos com um amargo de boca, por este reduzir o movimento tão importante e de enormes raízes históricas a «(...) uma relação tensa com a masculinidade e colocando-se em oposição à feminilidade convencional.».
É um facto que o movimento feminista ocidental contemporâneo da década de 60 teve como alvo de ataque o domínio masculino. No entanto, há que analisar o porquê, o que está para trás. Na retaguarda temos uma enorme luta das mulheres para conseguir igualdade social, económica e política (embora obscurecida, pois a historia foi tradicionalmente escrita por mãos masculinas). Estas lutas, origens do movimento feminista moderno, remontam aos finais do século XVIII, «(...) com a formação de clubes políticos femininos em Paris logo a seguir à revolução francesa (...) .1
No século XIX, as feministas preocupam-se sobretudo em conseguir o direito de voto para todas as mulheres, os direitos de propriedade inerentes ao casamento e o direito à educação. Existe nesta época uma clarissima descriminação, uma tendência para o domínio masculino sobre o mundo, relegando as mulheres para segundo plano. Assim, mais do que normal é que o passo seguinte seja "lutar contra os homens", uma vez que o que se põe em causa é algo de tão simples como a igualdade de direitos politicos, sociais e económicos.
Poderá parecer que esta ampla descrição nada tem a ver com o título do artigo mencionado acima, mas está tudo interligado. As mulheres batalharam e muitos direitos foram reconhecidos, mas era preciso destruir totalmente o pedestal maternalista, virginal, opaco e indefeso em que as mulheres tinham sido colocadas. Foi aqui que a publicidade entrou, pensando tão inteligente e irreverentemente que podemos dizer que nada voltou a ser igual. A publicidade veio ensinar, mostrar à mulher que pode e deve ter poder. Podemos então falar no tal pós-feminismo. Mas e o que consideramos que a autora não deixa claro é que este pós-feminismo surge numa altura em que, de facto, os homens não têm de ser inimigos, em que já não se luta por direitos básicos fundamentais para uma igualdade social. Este pós-feminismo emerge quando os direitos da mulher já estão instituidos, mas o preconceito e a descriminação continuam a reinar no seio da vida social. Essa tal imagem opaca de que falamos acima ainda não foi totalmente eliminada.
Desta forma, a publicidade e o pós-feminismo conjugam-se. A mulher que para ter independência e poder não tem de deixar que ser feminina e a mulher da publicidade que deve exaltar a sua feminilidade e tirar daí o maior proveito possível num mundo tantos anos dominado pelos homens (não transgredindo os limites do aceitável, como já vem sendo observado nos dias de hoje).
1 - A.A.V.V.; Ideias que mudaram o mundo; Circulo de Leitores.
Por: Natacha Sampaio e Patrícia Fonseca

Pelo olhar de Mica Nava: Consumos, Cosmopolitismo e Cultura Quotidiana

Mica Nava, docente de Estudos Culturais na Universidade de Londres, confirma nesta entrevista a importância que confere ao papel da mulher na implementação de conceitos tão importantes tais como alteridade, miscigenação e cosmopolitismo, conceitos fulcrais num momento em que se fala de modernidade.
O consumo de bens culturais, bem como da moda, provenientes de outras culturas, abriu portas para a emancipação da mulher, assim como para a alteração de uma identidade cultural em prol de uma alteridade. Mica Nava defende que, apesar do conceito de consumo ter sido banalizado e até conotado com futilidade, foi fundamental para as grandes mudanças no “pensamento” da altura. Era nos grandes armazéns que se contactava com outras experiências, promovendo a aceitação de elementos estrangeiros na sociedade inglesa e também a familiarização com “os signos visuais da diferença de classe”. As mulheres, e a “sua capacidade de codificar e descodificar as práticas culturais em constante mudança e os sinais exteriores de classe” tornaram-se as grandes responsáveis pela regulação do processo de estratificação social. É também nestes espaços que começa a expansão social da mulher, que para além do poder de compra, começa a adquirir também algum poder político, lutando pelo direito à participação no acto eleitoral.
A Grande Guerra e as suas consequências sociais foram também um veículo de promoção para uma nova mentalidade, facilitando o contacto, principalmente das mulheres, com outras raças. A partir daí tornaram-se comuns as relações inter-raciais, que se encaixam na perfeição na definição que a entrevistada faz do conceito de miscigenação. Para ela, são estas relações consensuais que caracterizam este conceito e não as apoiadas numa ocupação forçada, como a da colonização britânica. Contudo, é o fim das colónias e a vinda dos seus cidadãos para o Reino Unido que facilitaria a aceitação de novos hábitos culturais, que aos poucos foram assumindo o seu espaço na cultura do país
Ao mesmo tempo, o “alastramento da miscigenação” potenciou o cosmopolitismo na Grã-Bretanha pós-colonial, alterando por completo a sua imagem.
Apesar de existirem algumas excepções regionais e sociais, nas quais se verificam algumas tensões raciais, a ideia de racismo é inaceitável no Reino Unido contemporâneo, no qual “a diferença se domesticou e ajustou à normalidade”.


Mara Amaral
Mª. Amélia Góis
Sónia Rosa

Terça-feira, Abril 05, 2005

Google: o motor de busca mais utilizado

Os motores de busca da internet são uma fonte de informação bastante úteis a todos os niveis. O famoso Google é o mais utilizado e na minha opinião o melhor. Os resultados obtidos são imensos e normalmente os que aparecem primeiro são os melhores. Em relação aos outros dois motores de busca indicados pelo professor, o scholar e o news eram-me completamente desconhecidos mas ao experimenta-los tomei conhecimento de que realmente o scholar é bem mais restrito que o próprio Google e menos noticioso que o news. Concluindo, e em forma de comparação, ao procurar "publicidade" no google obtive 1.490.000 resultados, enquanto que no scholar os resultados foram somente de 3.410. Estes resultados são assim, uma forma de perceber a principal diferença entre um e outro: o número de resultados.

CD ROM: uma fonte de armazenamento pouco lembrada

Mais uma vez, fui ao google pesquisar. Iniciei a minha busca com os seguintes termos: “vantagens do CD ROM”. O primeiro resultado foi o do CD ROM do ciclo de engenharia. Este site brasileiro mostra um novo produto, que consta num grupo de livros sobre esquema eléctricos de linha nacional e importada e com informações técnicas para o ramo de reparação automotora (um total de 14 livros). Obviamente que há uma enorme promoção ao produto, dizendo até que este CD ROM “tem busca rápida” e “È um gerenciador de banco de dados”.
O resultado logo abaixo foi o de um Workshop de treino rápido, com cursos multimédia em CD ROM.
Poderia continuar mas parece-me que já perceberam onde quero chegar… Não é, de todo, difícil reparar que todos os resultados remetiam para aquisição de CDs ROM e leitores de CDs ROM. Ponho as seguintes questões: Porquê estes resultados? Qual o critério utilizado para que os resultados estejam dispostos desta maneira? (foi apenas um desabafo que nos levou de novo à temática dos posts anteriores).
Voltando ao assunto principal, a minha intenção não era realmente saber quais os CDs ROM que posso adquirir, sobre que temática e onde. Eu gostava mesmo de saber quais as reais vantagens de utilização deste recente instrumento de armazenamento de informação.
Uma vez que não encontrei o que buscava, aqui vai a minha reflexão sobre a utilização do CD ROM: Este instrumento de armazenamento de dados, estejam eles sobre a forma de texto, imagem ou som, permite compilar grandes quantidades de informação num suporte digital. Parece-me óbvia a vantagem de o podermos levar para todo o lado e consultar a qualquer momento se, claro está, dispusermos de um computador para o ler.
Lembro-me que o primeiro CD ROM a que tive acesso, foi o da Diciopédia da Verbo. Muitas vezes o consultei para elaborar diversos trabalhos escolares. Hoje em dia nem procuro informação neste tipo de suportes, pois prefiro recorrer a bibliotecas ou à Internet. Devo até admitir que nem sequer me lembro que existe este tipo de suportes informativos. Também não ajuda o facto de a maioria dos CDs ROM temáticos terem um preço considerável.
No geral, penso que o uso de CDs ROM não está ainda generalizado, uma vez que, tal como eu, muitas pessoas tendem a procurar a informação noutros suportes, nomeadamente, na Internet.
Deixo então umas perguntas no ar: se o acesso fosse facilitado, não haveria uma maior procura? Se, por exemplo, nas bibliotecas também houvessem grandes estantes de CDs ROM não estaríamos mais familiarizados com esta fonte de informação?

Um papiro por descobrir

O CD-Rom apresenta características de armazenamento e recuperação verdadeiramente inovadoras face aos outros suportes. Devido aos menores custos, à grande capacidade de armazenamento e ao uso do sistema hipertextual, superando a lineridade de conteúdo e permitindo infinitas combinações; o CD-Rom é, hoje, um suporte muito importante.

Assim, analisando o CD-Rom de instalação do acesso à Internet do Clix, podemos ver que o utilizador pode escolher o caminho, podendo saltar a introdução, retirar o som ou sair. Uma vez concluída a introdução, permite o acesso à Internet, ao portal Clix, a jogos, software ou depoimentos. O utilizador pode ter, ainda, auxílio de instalação, “saber mais” e, finalmente, instalar. Apesar destas características, o CD tem um ritmo muito lento, conjugando, sobretudo, o texto com cor de fundo e sem qualquer imagem sendo, portanto, pouco apelativo ao utilizador. Como nos diz Maria Victoria Nuño Moral no seu texto ‘CD-ROM e hipertexto en prensa’ trata-se de um suporte pouco explorado e com uma finalidade eminentemente comercial.

Deste modo, um meio com capacidades de armazenamento e recuperação multidireccionais, multirelacionais e muldidimensionais é usado, neste caso particular do Clix, de forma redutora, com um menu com sete hiperligações que não estão interligadas entre si nem tão pouco dirigidas para fora do universo comercial.

Se existe …poderá estar no google

O texto de Pain - ‘Google News –un moteur rédac’chef’ - coloca uma questão muito importante: qual a pertinência da selecção dos artigos?
Os dois critérios admitidos pela empresa são a rapidez e a actualidade, e, para tal têm parcerias com algumas agências noticiosas. Mas surge uma outra questão: porque é que essas agências noticiosas são tidas como fonte e outras não? Qual o critério para ser fonte do Google? O autor considera que a resposta a estas questões é ainda pouco clara.
Assim, apesar da eficiência e utilidade deste motor de busca, parece-me necessário existir um sentido crítico no que diz respeito aos dados que nos são apresentados.

Segunda-feira, Abril 04, 2005

CD-ROM, DVD-ROM e Esfera Pública

São grandes as potencialidades de documentos hipertextuais off-line, em suportes como o CD ou o DVD-ROM. Basta pensarmos nas vantagens de facultar o acesso a uma grande quantidade de informação através de um dispositivo de baixo custo.

No domínio da esfera pública, as bibliotecas são locais que procedem já a uma utilização privilegiada deste tipo de documentos e recursos – de facto, a durabilidade, a resistência e o baixo custo, legitimam a adopção de modalidades de uso e de empréstimo que, em alguns casos, podem concretizar-se em normas de utilização mais flexíveis até do que as aplicadas relativamente ao uso e empréstimo de livros.

Se pensarmos naqueles que se encontram numa situação de info-exclusão total relativamente aos novos media electrónicos, ou seja, nos que não têm as condições necessárias para possuir um computador pessoal e muito menos para dispor de uma ligação à Internet, podemos acrescentar que, relativamente a esses, a utilização e consulta de documentos em CD ou DVD-ROM numa biblioteca pública opera aquilo a que podemos chamar alfabetização hipertextual, dada a importância do primeiro contacto com conteúdos organizados de acordo com uma estrutura em hipertexto. Muitas vezes, é nesse primeiro contacto que se adquirem e desenvolvem competências básicas para subsequentemente lidar com esquemas mais complexos de estrutura hipertextual, existentes na Internet ou em determinadas aplicações mais avançadas de software.

Ultimamente a imprensa escrita (um media tradicional) tem apostado na distribuição deste tipo de dispositivos conjuntamente com as suas edições, mediante uma política de estabelecimento de preços acrescidos a essas edições, sempre compensatórios face a uma eventual compra isolada do CD-ROM ou do DVD-ROM. As editoras e as entidades detentoras dos direitos de distribuição dos títulos beneficiam assim da extrema eficiência dos meios de distribuição da imprensa, e esta, por sua vez, beneficia com o facto de poder oferecer aos seus leitores algo mais do que a actualidade, proporcionando-lhes de forma recorrente a oportunidade de poderem adquirir os mais variados títulos a um custo mais reduzido.

Poderá a aposta da imprensa nesses dispositivos desenvolver-se de uma forma tal que possam inclusivamente equacionar-se cenários em que a regra seja uma veiculação complementar e continuada de conteúdos informativos em dispositivos de CD-ROM ou DVD-ROM produzidos por secções especializadas nas redacções dos próprios jornais? Caso se siga ou não essa via, convém atentar sempre sobre as considerações pertinentes de Maria Victoria Moral no texto CD-ROM e hipertexto en prensa.
João Mendonça

Cd – Rom dispensável ou não?

Os cd – rom são apenas mais uma inovação tecnológica. Como qualquer outro meio de comunicação, apresenta vantagens e desvantagens e mais uma vez permite a junção de vários meios como textos, sons e imagens fixas ou em movimento, é um verdadeiro instrumento multimédia.
Mediante a apresentação do cd – rom do Cartaz (jornal Expresso) na aula de pedagogia, pudemos reter que funciona como um complemento do jornal e apesar de termos a mesma informação impressa, o cd – rom permite uma leitura mais agradável, pela forma como se apresenta a página, os grafismos utilizados estão muito bem explorados e a apresentação das secções e dos links está feita de uma forma mais sintética e harmoniosa, o que permite ao utilizador aceder somente aos assuntos que lhe interessa poupando tempo. Outra grande vantagem é a interactividade que concede ao utilizador e a capacidade de armazenamento. Por outro lado, é fácil de ser transportado por ser tão pequeno e leve e a sua possibilidade de destruição ou de desaparecimento está mais salvaguardada do que uma revista impressa.
Mas neste caso específico, considero que o cd – rom do Cartaz não é mais do que uma estratégia de venda e uma técnica de marketing do jornal Expresso porque para uma pessoa poder aceder a ele, é sempre obrigada a comprar o jornal e as pessoas ficam contentes porque o jornal traz uma oferta! Mas esquecem-se que a revista impressa traz a mesma informação. Contudo é sempre bom, pelas razões já apresentadas e até porque traz mais elementos do que a revista impressa como jogos ou hiperligações que apenas através de um simples clique o utilizador pode aceder a outras páginas na internet.
Em relação às desvantagens, só sei que é mais fácil ler um jornal impresso e a capacidade de assimilação da informação é maior, assim como, é mais prático, é mais fácil andar com a revista debaixo do braço do que o portátil para todo o lado. Mas, claramente as vantagens sobressaem às desvantagens, ainda que, muitos sejam contra “estas modernices”.
Concluindo, isto só vem provar que o jornal impresso está a conseguir adaptar-se verdadeiramente às novas tecnologias, do jornal impresso ao jornal on-line, do jornal on-line ao webjornalismo e do webjornalismo ao cd-rom, o que será que o futuro nos reserva.

ass:Tânia Mendonça

Motores de busca

A respeito do google, acredito que seja um dos mais, senão o mais, procurado como motor de busca, dado a sua rapidez, abrangência, ferramentas. No entanto, a pesquisa nem sempre é fácil porque a informação está sempre a ser actualizada, o que não se encontra acerca de um tema neste momento, talvez quinze minutos depois já se encontra e também porque a forma como é escrito o assunto que procuramos influencia muito a pesquisa, por exemplo se usarmos “+” ou “-“, a diferença nos resultados de pesquisa são enormes. E, muitas vezes, são muito abrangentes ou não correspondem ao que se pretendia. Cabe, portanto, ao utilizador usar as mais variadas formas e saber quais as técnicas que melhor funcionam mediante os resultados que pretendemos obter. Por outro lado, a credibilidade da informação também é posta em causa, quem escreveu o quê?, quais as fontes?, mais uma vez é da responsabilidade do utilizador saber analisar a informação.
Em relação aos sítios google news e scholar google devo dizer que são perfeita novidade para mim. Mas após uma breve pesquisa por estes sítios apercebo-me que os mesmos resultados podem ser encontrados no motor de busca google, ainda assim são muito vantajosos, porque são mais específicos, são temáticos e portanto facilitam a procura, evitam resultados demasiados abrangentes, inúmeras páginas que nada têm a ver com o assunto que procuramos. Por outro lado, se o google news e o scholar google funcionam como ferramentas do google, a página do google, devia apresentar estas ferramentas como links ou deveriam ser mais evidentes, daí, o desconhecimento geral destes dois mecanismos.

ass: Tânia Mendonça

Jornal impresso VS jornal on-line

Já não restam dúvidas que a internet tem trazido inúmeras vantagens a todos os níveis e o jornalismo, não é exepção! Primeiramente, o jornal on-line, para além de usar textos e fotografias poderá reunir outras ferramentas e meios como vídeos, sons, numa só estrutura.
De facto, as diferenças entre um jornal impresso e um jornal on-line são muito diversificadas. Em termos de escrita, o jornal impresso pode ser muito mais sedutor e apelativo, assim como a publicidade, opera mais eficazmente, uma vez que, o leitor é obrigado a passar a vista por cima dela, ainda que não intencionalmente mas como é obrigado a folhear o jornal todo para ver as notícias que lhe interessam, acaba por ver também, o que não lhe interessa.
Em termos de secções, ou seja a forma como estão apresentados os temas, o jornal impresso é muito organizado e variado. No entanto, em todos os outros aspectos, o jornal on-line ganha vantagens sobre o jornal impresso, quer seja na agradibilidade, na forma como a página se apresenta, dispondo de inúmeros links que permitem o utilizador seleccionar aquilo que quer ver, quer em termos de interactividade porque permite ao utilizador de qualquer parte do mundo, expressar a sua opinião em tempo real. Essa interactividade pode ser feita através de chats, fóruns, ou mesmo pelo correio electrónico, mediante a apresentação das moradas electrónicas dos autores das noticias ou do jornal na edição on-line “se é certo que os jornalistas sempre influenciaram, de alguma forma, os seus leitores, é possível que agora os leitores influenciem os jornalistas”. Resta ainda dizer que os jornais on-line dão a possibilidade de apresentar os jornais em arquivo, noticias anteriores, ou seja, têm uma grande capacidade de armazenamento, o que já não é possível nos jornais impressos. Por outro lado, a internet funciona também como auto-promotor do jornal, uma vez que é um bem que todos podem ter acesso, maior divulgação produz.Em relação à análise e comparação dos jornais on-line apresentados: Expresso; Público; El País e Washington Post, apresentam algumas limitações, sendo o mais completo sem dúvida o Washington Post também talvez por terem sido dos primeiros a utilizar a internet mas os outros para lá caminham. Cabe agora aos jornalistas estarem o mais actualizados possível em relação às novas tecnologias e fornecer todos os mecanismos, ferramentas ao utilizador para aperfeiçoar e desenvolver este novo espaço cultural.

ass: Tânia Mendonça

A morte do Livro Impresso??? Claro que não!

E a tecnologia tem destas coisas. Se há uns anos atrás só tinhamos acesso a informação impressa ou em formato audio e/ou audiovisual, hoje podemos ter acesso a informação digitalizada e organizada, como é o caso do CD-ROM. Num CD-ROM que, como um qualquer livro ou documento, pode estar subordinado a um tema qualquer, podemos ter acesso à mais variada informação de forma dinâmica e interactiva. Estas características do CD-ROM dão-lhe uma vantagem em relação aos documentos impressos uma vez que possibilitam a consulta por temas. A maior parte dos CD-ROM permitem que o usuário escolha, através dos menus e dos títulos, mais facilmente a informação que pretende.

Os CD-ROM conceituados, como é o caso da Diciopédia, possuem um considerável valor comercial, uma vez que abordam variadíssimos temas e que há uma continuidade editorial - todos os anos sai um novo CD-ROM, mais actualizado.

Mas nem todos os CD-ROM são comercializados como tal. Hoje em dia é vulgar, alguns nomes da comunicação social impressa, oferecerem, na compra da publicação, um CD-ROM. Este tipo de ofertas têm como principal objectivo, certamente, aumentar a notoriedade da publicação em causa. No entanto, na minha opinião, uma pessoa que compre um jornal ou uma revista em que ofereçam um CD-ROM, não vai a correr para o computador para ver o que este contém, mas sim, lê o jornal ou a revista e deixa o CD-ROM para quando não tiver mais nada que fazer. Este é um suporte que exige algum tempo de utilização, uma vez que reúne no mesmo "espaço" muita informação.

Na minha modesta opinião, o CD-ROM é um suporte muito útil pois pode, em pouco espaço, condensar muita informação. No entanto, este é um suporte que exige uma certa limitação espacial - para o consultarmos teremos de permanecer em frente ao computador - facto que não acontece, por exemplo, com um livro.

Não quero com isto dizer que prefiro ler um livro a consultar um CD-ROM, mas a verdade é que, é do conhecimento geral que ler no computador nunca poderá substiuir um livro. Assim, e ao contrário do que se pensou quando este novo suporte surgiu, o CD-ROM não vem substituir o livro impresso, mas sim complementá-lo.

Jornal On-line: a inovação bem conseguida

Informar e ser-se informado faz parte das nossas vidas todos os dias, a toda a hora , a qualquer minuto. Se antes tinhamos de esperar pela manhã para podermos consultar as noticias do dia no jornal do costume, hoje em dia podemos fazê-lo praticamente ao mesmo tempo que os acontecimentos sucedem e com a possibilidade de consulta através de várias fontes, ou seja, através de vários jornais on-line.
Tomando como exemplos o Diário de Noticias e o jornal O Jogo, o sinal mais evidente da vantagem do jornalismo on-line é a de que existe sempre uma actualização constante dos conteúdos enquanto que na versão impressa é o que está ali e se queremos saber mais esperamos por "amanhã"...ou então compramos outro jornal (o que normalmente não nos cai lá muito bem na carteira). Não que não o tivesse feito antes, mas ao consultar o DN on-line e O JOGO on-line resolvi fazê-lo como se se tratasse da primeira vez. Assim, é óbvio, e quase inutil referir que, esta nova forma de jornalismo é bem mais agradável, rápida e claro possui uma característica que só neste formato poderemos encontrar: a interactividade. Por fim, as secções utilizadas em ambos os jornais são de fácil acesso e permitem uma melhor navegação pelos destaques do dia, da semana, do mês, verficando-se também uma escrita de fácil compreensão como é o caso do jornal O Jogo (mesmo para aqueles que não são grandes apreciadores de futebol). Em relação à publicidade posso dizer que esta é sempre utilizada de acordo com o tema do jornal on-line, não fugindo à ideia central.
Na minha opinião, benditas as pessoas que se lembraram desta forma de aceder ao que se passa no país e no mundo que nos vieram proporcionar um maior, melhor e mais rápido conhecimento da actualidade.

CD-(R)om (O)nly (M)emory

O CD-ROM surgiu por volta dos anos 80, com o intuito de armazenar uma grande quantidade de dados de um computador num CD, e desta maneira suprimir as insuficiências das disquetes.
Contudo, este enquanto suporte físico, apresenta algumas vantagens e desvantagens. Como vantagem, podemos referir a capacidade de armazenamento de texto, imagem e som: informação organizada, o transporte e manuseamento fácil; como desvantagem, o facto de ser um sistema fechado, (uma vez gravada a informação não pode ser actualizada), a leitura e transferência de dados e outros a nível técnico.
Em Portugal, as categorias mais utilizadas para CD-ROM são: enciclopédias, dicionários, cultura, didácticas/formação, jogos.
Pelas vantagens anunciadas, são muitos os jornais/revistas que acabam por aderir a este tipo de suporte, tendo em vista a finalidade comercial.A venda ou oferta deste tipo de produto, pode ser encarada sob várias perspectivas, a primeira diz respeito à difusão de informação adicional e organizada sobre uma das categorias que mais interesse ao jornal/revista e consequentemente ao público-alvo; a possibilidade de uma utilização individual, o leitor pode facilmente consultar mais do que uma vez, levando o tempo que quiser; e por último, o factor económico, ao se oferecer ou vender um produto de interesse, as vendas do jornal/revista aumentam consideravelmente.

Este interesse dos jornais/revistas pela venda/oferta de CD-ROM's, a meu ver, contitui uma vantagem quer para a empresa como para o público/leitor. O CD-ROM apresenta-se como objecto de interesse para ambas as partes, embora com diferentes perspectivas.

CD ROM & hipertexto

O CD Rom, bastante utilizado pelos Centros de Documentação, apresenta como principal característica a capacidade de armazenamento e recuperação de informação. Contudo, o CD Rom, como sistema fechado, não permite nenhum tipo de manipulação nas informações gravadas e, por isso, necessitaria de um trabalho interno de relação, ou seja, um sistema hipertextual. O conceito sistema hipertextual é idêntico ao conceito Navegação, que surgiu com a Internet. O hipertexto abrange sistemas de escrita/leitura, armazenamento/recuperação multidireccional, multirelacional e multidimensional.
Se houver uma combinação destas características, o CD ROM apresenta boas perspectivas no campo do armazenamento, sobretudo no campo dos media. As características da imprensa com hipertexto são a dualidade de fontes, uma vez que os meios de informação são simultaneamente produtores e receptores de informação; a diversidade de utilizadores e a heterogeneidade, visto que os meios de comunicação geram grandes quantidades de informação vindas de diferentes fontes. O CD ROM, com um programa hipertextual, revela ser uma boa solução de armazenamento de grandes quantidades de informação assim como informação contextual inerente a determinada notícia. Assim, obtém-se 3 níveis de informação: global (sobre um tema), contextual (inerente ao tema) e pontual.
Para uma melhor funcionalidade do trabalho documental, o objectivo é armazenar notícias referentes a um tema e informação de apoio, num espaço reduzido. Para tal, o suporte deve apresentar na sua estrutura uma peça informativa (p.e. notícia), diferentes vínculos à peça, diferentes opções de consulta, uma função hipertextual, que apresente como opções “outros documentos relacionados”, “informação”, “seguinte”, “mobilidade” e “barra de informação”.
Com base nestes dados, a utilização do CD ROM é, muitas vezes, dirigida a uma consulta retrospectiva. Seria vantajoso que os departamentos documentais realizassem trabalhos sobre temas ou acontecimentos de interesse informativo, que complementem a informação do jornalista. A integração do sistema hipertextual permite relacionar diferentes conteúdos, facilita o armazenamento entre diferentes documentos, os temas que lhes deriva e o cruzamento com informação contextual.
M.ª Amélia Góis

As potencialidades do CD-Rom: Análise da Diciopédia 2002

As potencialidade do CD-Rom: Análise da Diciopédia 2002


O CD-Rom é um suporte de comunicação cada vez mais utilizado pelas potencialidades que reúne. Muitas revistas especializadas fazem-se acompanhar nas suas publicações de CDs-Rom temáticos como é o caso da Exame Informática, jornais como o Expresso que inclui um CD-Rom com os eventos em Cartaz, Dicionários e Enciclopédias que reuniram os seus conteúdos em CDs-Rom que acompanham as publicações impressas ou que se vendem em separado, como é o caso das obras da Porto Editora.

Enfim, o uso deste suporte alarga-se a uma infinidade de áreas, tanto pelas possibilidades de armazenamento, pela facilidade de arquivo como pela fácil utilização e possibilidades de utilização de diferentes formatos. De facto, há, cada vez mais, um acesso generalizado aos computadores, tanto a nível privado como ao nível das instituições públicas, essencialmente bibliotecas e escolas.

Neste artigo pretende-se fazer uma análise, essencialmente formal, ao
CD-Rom Diciopédia 2002 da Porto Editora.

A primeira questão a abordar é a introdução a que o utilizador assiste na iniciação do CD à qual não pode “escapar”. Esta introdução, constituída por imagens em movimento e música, tem a duração de 21 segundos, o que à partida pode desmotivar um pouco o utilizador que procura uma informação de modo rápido.

A janela principal, que está optimizada para utilizar todo o ecrã está organizada de forma simples e clara, sem demasiada informação, com três menus: um lateral (direita), um como cabeçalho e outro central.

O menu lateral permite ao utilizador aceder a hiperligações com conteúdos mais lúdicos como a ‘Jogopédia’ e a possibilidade de ligação à Internet com a ‘Jogopédia Online’ e com o link ‘Internet’. Estes jogos estão subordinados a questões de cultura geral e são de utilização intuitiva, podendo facilmente ser manuseados por crianças. Estas hiperligações têm de ser clicadas para que o utilizador aceda a subtítulos da hiperligação.

Já no menu central, temos os ‘conteúdos’ que se subdividem em ‘Enciclopédia’ e ‘Dicionários’ e os ‘Arquivos’ que se subdividem em : ‘histórico’, ‘geográfico’, ‘científico’ e ‘interactividades’. Aqui basta passar com o cursor por cima de uma das hiperligações para que se visualize o conteúdo das mesmas.

No menu em cabeçalho temos as hiperligações ‘Menu’, as setas para retroceder e avançar, ‘Pesquisar (local, avançada), ‘Imprimir’, ‘Copiar’, ‘Ver’ (resultados pesquisa, barra multimédia, temas/recursos), ‘Histórico’ (enciclopédia, pesquisa avançada), ‘Configuração’ (letras, som) e ‘Ajuda’ (visita guiada, ajuda em contexto, índice geral de ajuda).

A pesquisa pode ser realizada em toda a Diciopédia ou por secções, através de um guia lateral. Ao centro, aparece o resultado da pesquisa, sendo dada a possibilidade ao utilizador de aceder a um artigo mais alargado, deixar um marcador para que não tenha de realizar novamente a pesquisa, deixar um comentário ou ainda ver um vídeo, quando exista. Em baixo, aparece uma barra temática cronológica com imagens, nas quais o utilizador pode clicar para obter mais informação. Esta barra desloca-se com o movimento do cursor sem existir necessidade de arrastar. O texto que aparece ao centro nunca é demasiado extenso e apresenta determinados conceitos a negrito que são hiperligações para outros textos que se relacionam com o tema.

Para exemplificar uma pesquisa inserimos o conceito ‘CD-Rom’ para procurar em todas as secções; apareceu uma barra temática cronológica com os mais importantes avanços ao nível das tecnologias de informação, um vídeo explicativo acerca do funcionamento do CD-Rom e este texto:

Lançado pela 1ª vez pela Philips, em 184, o CD-Rom é um suporte de armazenamento de grande capacidade baseado na tecnologia do disco óptico, de grande fiabilidade graças aos mecanismos de detecção e controle de erros. O registo de informação no disco efectua-se sobre a superfície através de pequenas perfurações. O disco consiste numa película de alumínio entre duas camadas protectoras de plástico. A leitura é feita com a aplicação de um feixe laser sobre a superfície, que se reflecte através de um prisma deflector, e por meio se sensores ópticos (fotodíodos)[…] (2)

O menu em cabeçalho está sempre presente, por isso o utilizador pode sempre retroceder ou realizar novas pesquisas. O único senão são as setas para retroceder e avançar que não são imediatamente perceptíveis, visto o menu ser um pouco extenso.

É de relevância abordar o ‘Arquivo de Interactividades’ em que o utilizador pode, através do cursor, percorrer o sistema solar, o mapa do mundo ou as fases da lua, à medida que vão aparecendo informações específicas acerca do que é seleccionado. Todos os arquivos são de utilização intuitiva.

Refira-se, porém, que o facto de este CD-Rom ser completado com mais três CDs-Rom, torna mais morosas as pesquisas do utilizador. Existe um certo tipo de informação constituída por vídeos e outros ficheiros mais pesados em que é pedido ao utilizador para que insira o disco 2, 3 ou 4. Apesar de este factor poder ser algo desmotivador para o utilizador, será preferível a que o CD-Rom principal seja de utilização lenta pela grande quantidade de informação disponível. De facto, o CD principal reúne as informações essenciais para uma pesquisa rápida e eficaz, mesmo se o utilizador não quiser inserir os outros CDs.

Pode-se concluir desta análise que esta ferramenta tem como público-alvo estudantes desde o 1º ciclo até ao Ensino Secundário, dadas as matérias abordadas serem de diferentes dificuldades, e a facilidade de manuseamento serem adequadas a este público. Porém, pela sua organização, complexidade e conteúdo de cultura geral revela-se uma ferramenta de utilidade para qualquer outro tipo de utilizador que necessite de pesquisar alguma questão que não requeira grande profundidade de tratamento. O CD-Rom em análise pode ser utilizado por um público mais ou menos experiente em termos informáticos, pois é de utilização intuitiva, rápida e eficaz na pesquisa de assuntos de cultura geral.

Resta perceber até que ponto será mais vantajoso consultar um dicionário/enciclopédia através de um CD-Rom do que através de uma obra impressa. De facto, a organização da ferramenta em análise permite uma consulta rápida em que nos são facultadas informações com hiperligações para temas que nos podem interessar e que, ao consultar uma obra impressa, provavelmente não teríamos essa percepção. Por outro lado, as barras multimédia, através da conjugação do som, imagem e movimento, os jogos temáticos e os arquivos interactivos permitem uma consulta mais rica e uma maior motivação para a pesquisa já que sugere que o estudo de matérias escolares pode ser divertido, uma vez que o principal público-alvo são os jovens estudantes.


(1) Diciopédia 2002 – Porto Editora

CD-Rom e hipertexto en prensa

O CD-Rom oferece-nos grandes potencialidades e facilidades de trabalho. De facto, uma das suas grandes potencialidades reside efectivamente na sua grande capacidade de armazenamento de informação. Saliente-se que é um objecto de grande utilidade que implica custos mínimos. O seu acesso equipara-se à de uma página da Internet onde o utilizador pode navegar por entre os seus vários conteúdos como se se trata-se de uma simples página on-line. Tal como podemos comprovar na análise do CD-Rom do Expresso na aula, para além de podermos aceder aos conteúdos do CD-Rom também existiam links que nos permitiam aceder às páginas on-line da Internet sobre o tema exposto. A existência de hiperligações e hipertexto permitem uma maior interactividade, potenciando uma grande margem de manobra ao utilizador.
Aliado à tecnologia, permite funcionalidades surpreendentes em que se pode armazenar de forma massiva uma grande quantidade de informação, seja ela texto musica, vídeo ou imagem, funcionando como uma excelente base de dados.
Por seu turno, um CD-Rom pode ser gravado mas não se pode voltar a modificar a informação nele contido. Isto apresenta-nos a um aspecto positivo e outro negativo, pois não podemos voltar a mexer no texto, uma vez gravado nada se pode fazer. No entanto, isto pode ser positivo quando se fala em manipulação de informação. Apesar de não podermos corrigir informação, isso também não permite a manipulação da mesma. Por sua vez, a informação gravada poderá ser recuperada sempre que se quiser.
Veja-se que a imprensa está a recorrer cada vez mais a este tipo de meios para divulgar as suas informações, pois, num objecto como o CD-Rom, podem gravadas grandes quantidades e diversidades de informação sem custos adicionais coisa que o jornal impresso não pode fazer, visto que, uma página a mais significa mais dinheiro investido.Este pequeno objecto permite, em suma, o armazenamento, a recuperação e a difusão da informação de modo fácil e barato. Podemos compara o CD-Rom a uma grande enciclopédia que trás grandes vantagens nomeadamente para os Centros Documentais.

Domingo, Abril 03, 2005

Google(s)

Os motores de busca, scholar.google e o news.google, dados a conhecer pelo docente, constituem uma excelente ferramenta de pesquisa e de selecção de informação.
Após uma breve e superficial pesquisa, pode-se testar a acessibilidade e funcionalidade dos dois websites. Estes são distintos quer na forma como se apresentam quer na forma como as temáticas são apresentadas.
No caso do scholar.google, os resultados apresentados à pesquisa são mais restritos em comparação com o google, onde os resultados são mais abrangentes.
No caso do news.google, a possibilidade de fazer zapping pelas notícias que ocupam a actualidade em alguns países, determina a diferença em relação aos outros. Saber instantaneamente o que se passa no mundo, só acontece porque existe uma actualização permanente de conteúdos. Este também permite fazer uma pesquisa no google.
De qualquer maneira, verifica-se que estes dois motores de busca seguem a mesma linha do google.
No entanto, estes merecem, da nossa parte, uma maior atenção e pesquisa para que possamos conhecer melhor as suas potencialidades.

O mundo na palma da mão

Estamos a abandonar a logosfera, reino do manuscrito e da escrita, e a entrar no admirável mundo da electrónica e dos hipermedia. Vai ficando para trás o mundo da representação, da presença e da edição crítica, com todos os mitos e rituais da escrita que nos precederam. Inexorável, emerge à nossa frente um Novo Mundo, cuja virtualidade e simulação (...) temos de praticar.
(José Augusto Mourão)


Nos últimos anos a tecnologia percorreu um caminho espantoso. Recordo-me do primeiro curso de informática que fiz em 1995: computadores lentos, sem rato (tudo funcionava com as teclas de atalho que devíamos saber de cor se quiséssemos que alguma coisa funcionasse), só com uma drive para disquetes... A Internet era um luxo e apenas um computador na sala tinha ligação. CD's nem vê-los, só em revistas especializadas de informática.
Passados 10 anos a evolução é espantosa em todos os campos, inclusive no armazenamento de informação. Neste campo há que destacar o CD-Rom. Num pequeno disco é possível armazenar enciclopédias inteiras, centenas de músicas, filmes, gramáticas, jogos, artigos de jornais, vídeos. Enfim, todo e qualquer tipo de informação.
No caso do CD distribuído com o Expresso no primeiro fim-de-semana de cada mês, há ainda outra questão - a navegabilidade do CD. Quando a intenção é a distribuição organizada e apelativa de conteúdos há que levar em consideração o interface e a facilidade na visualização dos conteúdos. O CD Cartaz tem nota positiva tanto na apresentação quanto na acessibilidade dos conteúdos, permitindo um fácil acesso a todas as informações e possuindo links que permitem aceder a informações adicionais.
Falar de informação armazenada em CD's é referir (novamente) o hipertexto. O hipertexto condensa o conhecimento em unidades de informação, ao contrário dos livros que contém conhecimento mas são bastante mais volumosos que um cd-rom. Esta forma de textualidade reduz o espaço ocupado pelo conhecimento e o tempo que demoramos a ter acesso a esse conhecimento. É nesta contracção do espaço e do tempo que se situa «o cerne da revolução digital» (Babo, 1998). O hipertexto ideal apresenta-se-nos como um vasto quadro onde cada utilizador gere as informações conforme as suas necessidades, misturando redes semânticas, operações e processos formais de maneira quase automática e intuitiva.
Actualmente editoras, jornais, revistas, optam muitas vezes por fornecer informações aos consumidores através de CD's que contém quantidades "industriais" de informação.
Da óptica de consumidora poder condensar toda a informação que me interessa em CD's compactos em vez de armazenar revistas e jornais é uma ideia bastante apelativa. É como ter o mundo na palma da mão.
Ainda assim prefiro acreditar que poderei ter sempre à mão o jornal do dia para ler, em papel, para poder ficar com os dedos escuros da tinta e passar as folhas ao sabor de uma chávena de café.

Mais uma vez...A Publicidade e as Mulheres!

CARTAZES DE MULHERES. PUBLICIDADE, CONTROVÉRSIA E DISPUTA DO FEMINISMO NOS ANOS 90
Janice Winship
Centro de Investigação Media e Jornalismo, Edições Minerva, Coimbra, 2002
Revista Semestral nº 5 Ano 3 2004

«Em Julho de 2003 (…) em Londres (…) foi desenterrada uma marca inusitada dos cuidados de beleza da civilização que dominou a Europa na Antiguidade. Eles encontraram um pote lacrado e extremamente bem conservado (…) a embalagem revelou uma substância cremosa (…) O creme, que segundo o curador do Museu Britânico, tem cheiro de enxofre e queijo, é provavelmente o mais antigo cosmético preservado intacto até nossos dias.»
[1]
Não é de hoje o fascínio pelo corpo e pela sua manutenção. É sabido que em tempos longínquos também os nossos antepassados tinham cuidados e requintes com o corpo, embora algo distintos dos nossos dias.
Todos os dias, ao ligar o televisor ou a rádio, ao abrir um jornal ou uma revista, ou até mesmo a navegar na Internet, somos bombardeados por uma vistíssima gama de imagens onde impera a suposta perfeição (corporal). O conceito de modernidade (Habermas, 1985) (tantas vezes discutido) e de tudo o que é novo e moderno tem despoletado nos nossos dias a busca por ideal corporal. Umas vezes por saúde, outras por pura vaidade, o que é certo é que hoje, mais do que nunca, o culto da imagem atingiu o seu topo e o investimento nesta área (a todos os níveis) tem vindo a ser abrupto.
Na actual «sociedade de consumo» (Baudrillard, 1970) onde impera o consumismo e o culto da imagem, o corpo tem vido a tornar-se, mais do que nunca, um objecto de culto. Actualmente, fala-se em cultura ou culto do corpo e, sem dúvida, os media e todo o processo de mediatização têm sido um dos, senão os maiores, responsáveis por este facto. Na mesma linha de raciocínio, Annamaria Palácios refere que esta nova utopia caracterizada como saúde perfeita permeia o tecido social, por meio da dimensão mediática, nas sociedades urbanas contemporâneas
[2]. Porém, a par dos media, a publicidade, com toda a variedade de ofertas dos mais variados quadrantes e com as mais variadas utilidades, tem vindo a cultivar toda esta forte ligação ao culto da imagem. Annamaria Palácios defende que a publicidade contemporânea traz, nas suas dimensões linguística e simbólica, as marcas do espírito da época em que vivemos [assim como] contribui para a sua configuração e legitimação[3].
No seu artigo, Janice Winship
[4] faz referência a três campanhas publicitárias britânicas específicas: a marca de roupa Wallis, com o slogan Dress to kill; o carro Nissan Micra, com o slogan Ask before you borrow it; e o soutien Wonderbra, com o slogan Hello Boys. Através destas campanhas, destinadas a mulheres denominadas como bem sucedidas, a autora tenta perceber a controvérsia provocada por toda esta indústria publicitária, inserindo-a num contexto de evolução da feminilidade e do contexto de feminismo despoletado nos anos 70.
Este tipo de campanhas despoleta, a meu ver, um sentido dúbio. Por um lado, são um importante meio revelador do enorme protagonismo assumido pelas mulheres e da grande evolução do papel assumido pelas mesmas na sociedade. Por outro, o crescente mercado publicitário tem vindo a desenvolver cada vez mais o culto da imagem e a ideia de uma sociedade onde se descuram os conteúdos e que se encontra virada unicamente para elementos materiais, designada por Lipovetsky «a era do vazio» (1983).
Janice Winship refere ainda o facto deste aspecto nos remeter do domínio comercial para o domínio cívico e para uma esfera pública
[5], uma vez que povoam o espaço público no qual nos deslocamos dia a dia, e o qual, caso nada se faça em contrário, se teme vir a ser, através do culto da imagem, algo sem conteúdo.
A constante exposição, seja no feminino ou no masculino, no campo publicitário tem-se vindo a tornar um essencial veículo de venda, uma vez que é o corpo que publicita o produto. Deste modo, e como refere Janice Winship
[6], este tipo de campanhas proporcionam o tal sentido dúbio que referi anteriormente porque associa o feminino ao espaço público e à liberdade dos cartazes de rua, enquanto que a masculinidade se encontra restringia a espaços fechados.
Finalmente, este tipo de campanhas acaba por se distanciar em relação ao sentido original e despoletar uma série de aspectos que são recorrentes na sociedade actual, nomeadamente nas tensas relações de direitos entre homens e mulheres e no esforço permanente no que diz respeito à autonomia feminina. Esta forma de encarar esta realidade pode também ela ter algo de ambíguo: se por um lado a mulher está num espaço público e assim está o produto que publicita, isto é benéfico do ponto de vista publicitário, podendo este aspecto transmitir uma ideia de proximidade de entre o consumidor, que quer adquirir o produto, e o próprio produto (e não a mulher). Porém, este mesmo facto pode levar a segundas interpretações, remetendo para a já referida excessiva exposição feminina e o facto de que como está num espaço público possa ser encarada como algo demasiado fácil, sem conteúdo e com demasiadas facilidades no acesso.

BIBLIOGRAFIA
· BAUDRILLARD, Jean
1970, A Sociedade de consumo, Edições 70, Lisboa (ed. 1988)
· LIPOVETSKY, Gilles
1983, A Era do Vazio, Relógio d’Água, Lisboa (ed.1989)
· HABERMAS, Jürgen
1985, O Discurso Filosófico da Modernidade, Publicações Dom Quixote, Lisboa (ed. 1998)
NOTAS DE RODAPÉ
[1] As Marcas na Pele, as Marcas no Texto. Sentidos de Tempo, Juventude e Saúde na Publicidade de Cosméticos em Revistas Feminimas durante a década de 90. Texto de Annamaria da Rocha Jatobá Palacioa, Universidade Federal da Bahia, 2004, no site www.bocc.ubi.pt. Consulta na Internet em 28 de Março de 2005.

[2] Ibidem

[3] Ibidem

[4] WINSHIP, Janice – Cartazes de Mulheres. Publicidade, Controvérsia e Disputa do Feminismo nos Anos 90. Centro de Investigação Media e Jornalismo, Edições Minerva, Coimbra, 2002. Revista Semestral nº 5 Ano 3 2004

[5] Ibidem

[6] Ibidem


Análise da ferramenta Google News

Google News - Dora Agapito

Até que ponto os vários jornais, sites ou agências noticiosas estão contempladas nesta ferramenta?

Numa pesquisa em torno do tópico ‘Jorge Sampaio’ e ‘Portugal’ os resultados que aparecem são todos de agências noticiosas e jornais estrangeiros, nenhum resultado é de fonte portuguesa. Outro tópico que tem sido muito retratado na imprensa portuguesa é o julgamento relativamente à Casa Pia. Sobre este tópico ‘Casa Pia’ ou ‘Casa Pia – Portugal’ não apareceu nenhum resultado. Podemos, então, começar a perceber que, muito provavelmente, as fontes de notícias a pesquisar pertencem apenas aos países que na página principal do google news estão disponíveis para seleccionar: