quinta-feira, março 31, 2005

UM CD-ROM, MEGABITES DE HIPERMÉDIA

Os meios de comunicação social tendem a aproveitar as vantagens que a evolução tecnológica lhe pode oferecer.
Esta situação provocou e provoca transformações na realidade jornalística, sendo que a possibilidade de utilização do CD-ROM é disso mais um exemplo.

Com a adaptação do CD-ROM às novas áreas da comunicação é dado mais um passo em frente rumo à era do multimédia, onde predomina a interactividade. São cada vez mais as possibilidades que existem de aceder a informação, os diversos meios complementam-se e um novo paradigma comunicacional fortifica-se.

Os media têm assim que se ir adaptando a diferentes situações e a diferentes possibilidades de “aliança” com os novos elementos tecnológicos, num processo que o investigador Roger Fiedler denomina de mediamorfose. 1

Neste momento, no início do século XXI, a par do jornalismo online, o CD-ROM é um dos campos que os media mais poderão explorar. Penso ser unânime que a utilização deste “novo” elemento, apesar das alterações e transformações que comporta, será proveitoso para os media e para o público, mais que não seja porque constitui mais uma forma e formato (singular) de difusão de informação. Enunciam-se de seguida alguns aspectos positivos que o CD-ROM comporta.

Um exemplo das possibilidades de sucesso e de afirmação do CD-ROM tem a ver com a complementaridade que este elemento poderá constituir em relação aos diferentes media, em especial ao jornal. Este é sem dúvida um aspectos positivos que devemos ter em conta.
Da mesma forma que o jornalismo online pode conjugar imagem, texto e som, também o CD-ROM o pode fazer, aproveitando até a possibilidade que existe de criar ligações do CD-ROM para a Internet, tudo através de um simples clique.

A informação no CD-ROM poderá ser hierarquicamente organizada, facilitando assim a percepção da informação. Os grafismos também poderão ser bem elaborados, apresentando dinamismo de forma a captar a atenção do público.
No CD-ROM podemos ir directamente para a informação que nos interessa, por exemplo no CD-ROM do jornal Expresso, Cartaz, a barra de menus acompanha sempre o utilizador.

(Este CD-ROM é oferecido aos leitores que comprem a edição impressa do jornal Expresso e anteve quais os melhores filmes prestes a estrear, os espectáculos e exposições que irão estar em exibição, os cd´s, livros e discos, acontecimentos deportivos do mês, tendo ainda uma secção destinada às crianças.)

Os textos (hipertexto) também poderão remeter para a Internet, facultando assim informação adicional. Quem consulta o CD-ROM escolhe o seu próprio percurso através da informação gerando-se assim uma maior interactividade. O utilizador aprofunda a informação consumida navegando de site em site, de hiperligação em hiperligação.
A juntar a tudo isto temos a grande capacidade de armazenamento que o CD-ROM disponibiliza. Um CD-ROM pode armazenar muitos megabites de informação, seja ela escrita, sonora ou imagética.

Mas para que o CD-ROM seja um novo elemento com sucesso existe a já debatida necessidade de se descobrirem as características da linguagem do novo meio e de se adaptar o discurso a essa nova realidade. A interface têm também neste caso um papel importante. Há que tornar apelativa a forma e o conteúdo do CD-ROM.


1- http://www.citi.pt/estudos_multi/sara_rodrigues/mediamorfoses.html

Outras utilidades para um CD-ROM

(...) Há já algum tempo que vários membros da redacção do JL se vinham queixando de um excessivo número de gralhas nos artigos publicados sob a sua assinatura (...) uma investigação interna veio a detectar um raro e poderoso vírus informático (de nome wjlcrow.mm) que operaria há pelo menos 11 anos (!!!) nos computadores da nossa redacção (...) uma vasta equipa de redactores e informatas tem vindo a elaborar um mapa das gralhas causadas ao longo dos anos pelo referido vírus, estando paralelamente a produzir uma errata. Dada a dimensão da mesma, que vem ultrapassando todas as expectativas mais pessimistas, a direcção do JL decidiu que a errata será comercializada em forma de CD ROM, não se limitando porém este à indicação dos erros, mas sobretudo à reprodução dos textos afectados (...)
Confira tudo aqui

A nova linguagem da Internet – Webjornalismo

Cada meio de comunicação tem a sua própria linguagem. Tal como o jornal impresso, a rádio e a televisão, a Internet terá necessariamente de se adaptar e descobrir as suas potencialidades. Marshall McLuhan afirmava que o “conteúdo de qualquer medium é sempre o antigo medium que foi substituído”. Estando ciente disso mesmo, a Internet chegou à conclusão que, para além de poder utilizar texto, som e imagem em movimento, podia conter em si muito mais do que o mero jornalismo on-line, muito mais do que a simples transposição de informação presente no jornalismo impresso, radiofónico e televisivo.

Murad referiu que “o conceito de jornalismo encontra-se relacionado com o suporte técnico e com o meio que permite a difusão das notícias”. O webjornalismo é o jornalismo feito para a Internet. De facto, o webjornalismo pode explorar todas as vantagens que a Internet oferece, transformando a notícia em webnotícia.

Na realidade, são inúmeras as vantagens deste novo meio. A interactividade é uma delas: através de e-mails ou de formulários de pesquisa e opinião é possível uma interacção entre o produtor da notícia e o receptor ou leitor. João Messias Canavilhas, da Universidade da Beira Interior, no seu texto Webjornalismo – Considerações gerais sobre jornalismo na Web refere que a notícia deve ser encarada como o princípio de algo e não como o fim em si própria”. Diz ainda que deve “funcionar apenas como um tiro de partida, para uma discussão com os leitores” ou, diria eu, com os webleitores. A hipertextualidade constitui mais uma vantagem. Nos webjornais, existe uma variedade de links para sites que tratam do mesmo tema da matéria apresentada. Assim, o webleitor pode ler uma notícia sobre um determinado tema e, logo em seguida, pode estar a consultar um site diferente e a ler outros textos de outros autores para ter mais informações sobre o tema de interesse. A grande capacidade de armazenamento de informação e imagem é igualmente outra das potencialidades. Andye Iore faz alusão a uma outra característica fundamental para a afirmação do novo meio: “a possibilidade de seleccionar as informações de interesse e criar uma pasta chamada “favoritos” contendo os sites preferidos ou, até mesmo, escolher as matérias e gravá-las numa pasta personalizada. O Newsletter - boletim que o usuário recebe com notícias seleccionadas - é considerado um instrumento poderoso da Web”.

São, de facto, bem visíveis as vantagens deste novo meio de comunicação. Cabe agora a cada um de nós utilizá-lo da melhor forma possível, retirando do webjornalismo um bom “web” acompanhamento da realidade, sempre em busca de uma boa “web” transmissão de conhecimentos.

Gina

Informação Condensada

O CD-ROM apresenta-se como um suporte bastante eficaz e viável a médio/longo prazo. Neste instrumento podemos conjugar a integração de vários media (imagem, som, texto). Para além disso a edição do CD-ROM têm baixos custos, comparado a uma publicação em papel, sendo também de muito mais fácil consulta. Basta clicar nos links e estamos onde queremos.

Muitos CD-ROM são de natureza didáctica, permitindo um processo de aprendizagem que estimula a exploração do tema contido no CD-ROM. A facilidade de acesso à informação é outra das vantagens, assim como a quantidade de conteúdos que se pode armazenar num disco de CD-ROM, não ocupando qualquer espaço no disco rígido.

Para além de todas estas características funcionais do CD-ROM, ele torna-se um complemento informacional. Muitos CD-ROM são utilizados na área da educação, contendo material multimédia interactivo.

O último CD-ROM que visionei foi o do jornal semanal Expresso (Cartaz Expresso - Janeiro 2005). Este CD-ROM é um excelente complemento do suplemento do jornal. Muito bem estruturado em termos de grafismo e de conteúdo, permite uma fácil navegação e uma visualização dos conteúdos através de imagens e de vídeos, que se complementam com os textos.

Conclusão:

O CD-ROM é mais uma das ferramentas que podemos utilizar quer seja para nosso conforto, pesquisa ou aprendizagem. A multimédia é uma poderosa fonte de comunicação que deve ser usada e abusada. O CD-ROM possibilita-nos o acesso à informação num pequeno disco fácil e leve de transportar!

Jornal Digital da Região de Lagos

A interactividade
De todas as vantagens apresentadas pela Internet, a que o jornalismo-online deverá explorar mais é, sem dúvida, a interactividade. Este é um dos elementos que distingue as edições on-line das edições impressas. Perante as vantagens, são cada vez mais os jornais impressos que aderem a este novo conceito. Neste sentido, e após uma pesquisa, o jornal on-line analisado foi o Jornal Digital da Região de Lagos. Este jornal apresenta notícias do concelho de Lagos e dos concelhos limítrofes (Vila do Bispo, Aljezur, Portimão). A versão on-line pode ser consultada através do endereço
www.correiodelagos.pt. Esta versão não difere muito do jornal impresso Jornal Correio de Lagos.
As notícias encontram-se divididas por secções para uma leitura mais fácil, são datadas mas não estão assinadas. Aqui, a publicidade existente faz referência ao Instituto Piaget, Deco, Câmara Municipal de Vila do Bispo. No que concerne à interactividade, podemos identificar alguns elementos como: a participação num fórum e numa sondagem, onde são abordados temas de interesse para a população, a existência de uma hiperligação, para o sapo, onde se pode consultar a meteorologia. No entanto, esta versão on-line não promove a troca instantânea de mensagens entre os leitores e os jornalistas, uma vez que só é disponibilizado o endereço geral.O site, de forma geral, é agradável, com uma escrita bastante acessível. Como se trata de um jornal regional, penso que o facto de ter aderido a esta nova forma de difusão, permite-lhe conquistar novos públicos e de ganhar uma maior projecção

Parece-me que...

Parece-me que o CD-Rom analisado em aula (Cartaz, do Semanário Expresso) apresenta claras vantagens relativamente àquela que é a sua versão impressa. O facto de conjugar, num material muitíssimo mais reduzido, som, texto, e imagem, é um dos principais factores que legitimam a minha observação. O próprio texto, no caso do CD-Rom, assume uma dimensão de hipertexto em que o leitor navega de acordo com os seus interesses. No caso de um jornal ou revista temos de desfolhar várias páginas para encontrar aquilo que queremos. Uma outra vantagem são as potencialidades que o CD-ROM tem para servir de arquivo: é mais fácil e frequente as pessoas jogarem papelada fora do que um CD. É óbvio que o CD apresenta também algumas desvantagens - é mais fácil ler um texto num papel do que num monitor - mas de uma maneira geral, e por tudo aquilo que disse antes, considero que, neste caso, as vantagens superam claramente as desvantagens.

Parece-me que o CD-Rom em causa aparece anexado ao Expresso numa estratégia de dimensionar este Semanário no caminho das modernices tecnológicas, beneficiando de toda a notoriedade inerente a esse facto, e fidelizando os seus leitores. E será também uma forma de vender mais jornais junto de leitores meramente potenciais. Até porque, em minha opinião, o cidadão português tem este tipo de raciocínio: estou em dúvida sobre que jornal hei-de comprar, se um traz um "brinde" (CD-Rom) e outros não trazem nada, então eu compro o do "brinde".

Parece-me que as novas tecnologias da informação caíram que nem ginjas para o lado do universo publicitário. A saturação publicitária dos Media tradicionais, televisão, rádio, e Imprensa, obrigam os promotores de produtos e marcas a procurar novos canais de transmissão para as suas mensagens.

Parece-me que, com tudo isto que aqui foi dito, todos os agentes intervenientes - Expresso, publicitários e leitores - saem beneficiados. O Expresso evolui, vende muito provavelmente mais jornais, e aumenta o volume de receitas publicitárias; os publicitários conhecem novas montras e têm a facilidade de produzir estratégias publicitárias cada vez mais dirigidas; os leitores recebem o tal "brinde", que neste caso é multimédia, e fácil de guardar.

Parece-me que não tenho mais nada a dizer.

Telenovelas/Prostituição

FERIN, Isabel, Da Telenovela à Prostituição, Media & Jornalismo, revista semestral n.º 5, ano 3, 2004

No Brasil, o tráfico de seres humanos faz a grande maioria de suas vítimas entre as mulheres, que acabam abastecendo as redes internacionais de prostituição.1

Ao analisarmos o artigo de Isabel Ferin, somos confrontados com um questão fundamental: Será possível estabelecer uma relação entre a imagem da mulher brasileira nas telenovelas e os casos de discriminação que as mulheres brasileiras sofrem em Portugal?

As grandes transformações estruturais imprimem alterações nas dimensões culturais e relacionais de determinada sociedade. Estas alterações reflectem-se tanto no plano dos valores e das representações como ao nível dos comportamentos e das práticas sociais.
Com o surgimento dos movimentos feministas a mulher tem vindo a alcançar novas posições sociais e novos estatutos, bem patentes nas telenovelas brasileiras.

Desde sempre as telenovelas brasileiras apresentaram temáticas modernas, actualizadas e até com uma certa utilidade social. Homossexualidade, clonagem e prostituição, entre outros, fazem parte do extenso rol de temas abordados nas mesmas.

Desde que passou nas televisões nacionais a telenovela “Gabriela, Cravo e Canela” que a mulher brasileira sempre apareceu conotada com imagens de sensualidade e sexualidade. A imagem da mulher brasileira representava, e ainda representa, um novo modelo estético feminino, onde são valorizadas sobretudo as características físicas.

Existe nas telenovelas brasileiras uma imagem exacerbada de sensualidade em relação à mulher brasileira, sendo que é transmitida uma imagem de luxúria sexual. Cenários coloridos, quentes e deslumbrantes envolvem a figura feminina brasileira tornando-a num objecto sexual desejado pelos homens.

Esta imagem de sensualidade e sedução chega-nos também através de anúncios televisivos a produtos portugueses, como é o caso da cerveja Sagres. Esta cervejeira portuguesa aposta em lindas mulheres (actrizes brasileiras de telenovela) como Daniela Cicarelli, Carolina Dieckmann e Carol Castro para associar beleza e erotismo ao seu produto.

O fenómeno do carnaval brasileiro, com mulheres semi nuas a dançar na rua, também ajuda a “catalogar” a mulher brasileira com a ideia de sensualidade e sedução.

Podemos assim ver que do Brasil vem-nos a imagem de uma mulher sensual, sexy, quente e sedutora.

Em Portugal, a mulher brasileira é normalmente associada ao fenómeno da prostituição. Isto porque a prostituição surge nas novelas brasileiras de forma natural. Existe o estereotipo da mulher pobre que a única solução que encontra para sustentar a família é “vender” o seu corpo. Também a imprensa portuguesa contribui para essa imagem, passando muitas peças sobre prostituição no Brasil.

Existe também a realidade das redes de prostituição de mulheres brasileiras em Portugal. Aí o sexo não passa de um negócio, é o prazer em troca de dinheiro.

Estas duas situações, imagens de prostituição nas novelas brasileiras e associadas a redes de prostituição, levam a que haja a tendência de generalizar a imagem das mulheres brasileiras em Portugal.

Os media, e neste caso especifico as telenovelas, têm um papel de grande importância na construção da realidade, de forma que as pessoas têm tendência para assimilar como verdadeira a imagem que as mesmas passam.

Assim o público português pode tendencialmente olhar para a mulher brasileira como sendo um “produto sexual”.

Esta imagem é também sustentada no facto das notícias sobre brasileiras em Portugal se restringir na maioria das vezes a casos de prostituição.

A imagem das telenovelas e a imagem da comunicação social leva a que os portugueses criem uma visão estereotipada e preconceituosa da mulher brasileira.

No entanto sabemos que os emigrantes brasileiros em Portugal não se resumem só a prostitutas. Existem muitas, mas também existe muita imigração por parte de elites intelectuais brasileiras. Quem não conhece um dentista, um professor, um publicitário ou mesmo um jornalista brasileiro?

O clima tropical do Brasil e os comportamentos e os ritmos da sua população levam a que se crie uma imagem errada dos brasileiros. Muitas pessoas associam o Brasil a prostituição e as brasileiras a prostitutas, contudo há que lembrar que esta é a profissão mais antiga do mundo e que em todos os países há prostitutas. E que se saiba, não terão sido os brasileiros a inventá-la...

1-In http://www.mj.gov.br/trafico/brasil.htm

Paulo Silvestre n.º 14315
Cláudio Santos n.º21685

De quem é a culpa?

Como toda a gente sabe através da Internet, uma pessoa pode obter conhecimentos numa fracção de segundos sobre um determinado acontecimento que se está a passar do outro lado do planeta.
Como também toda a gente tem conhecimento, o Google é um dos motores de busca mais usados na Internet.
Quando questionados sobre o porquê da utilização deste motor de busca, os utilizadores, respondem prontamente que a simplicidade e a velocidade na recolha de informação são duas das suas grandes vantagens.

Bem recentemente tive conhecimento da existência de duas ferramentas no Google que servem de apoio a aqueles que normalmente pesquisam na net: o scholar.google.com e o news.google.com! Como um colega nosso refere no seu comentário é lamentável que só agora os alunos do 4ºano de Ciências da Comunicação da Universidade do Algarve tenham conhecimento da existência destes dois utensílios que concerteza nos são úteis nas mais variadas situações.
Quem será o responsável pelo facto de alunos quase a concluírem a licenciatura em Ciências da Comunicação, só terem conhecimento agora da existência destes dois links do Google, que é apenas um dos motores de busca mais utilizados pelos utilizadores?

Análise do sítio http://www.jn.sapo.pt

Análise do sítio http://www.jn.sapo.pt
(consultada no dia 10 de Março de 2005)

Depois de uma análise ao sítio do Jornal de Notícias,
http://www.jn.sapo.pt podemos fazer uma fazer uma breve descrição do seu conteúdo e forma, tendo em conta as questões do grafismo, a utilização das cores e o seu aspecto de navegabilidade.
É certo que a leitura de um jornal on-line difere bastante da leitura de um jornal impresso e apesar deste seguir a linha “tradicional”, em on-line esta é actual e dinâmica.
Assim sendo, verificámos que este, ao nível qualitativo é um sítio o qual dá, quase por inteiro, exclusividade às notícias diárias e é sobretudo direccionado para aqueles que se interessam pela actualidade e informação nacional e internacional.
No que respeita à análise da forma, pode-se dizer que dentro da página inicial não existem quaisquer códigos auditivos, ou seja, não se detecta nenhum som enquanto se navega.
Dentro do sítio do J.N. existem diversas secções, tais como: Em Foco, Sociedade, Politica, Economia, Mundo, Cultura, Etcetera, Desporto, Televisão, Opinião, Tema da Semana, Sénior, Última Página, entre outras.
Em relação ao grafismo, este é sóbrio mas apelativo. Podemos observar essa questão na existência de um menu horizontal na parte superior da página. O tipo de letra utilizado é em todo o percurso o Arial, com o tamanho 10 para as secções, tamanho 12 para os textos, mantendo-se em toda a navegação, exceptuando os títulos, pois estes são a negrito com tamanho 14. A manchete do dia contém o título a tamanho 16.
Os códigos visuais estão igualmente presentes neste sítios com as cores utilizadas sendo elas as frias, como o Azul que também é símbolo da profundidade, transmitindo ao mesmo tempo sobriedade ao sítio, ligando ao estilo do jornal, e as quentes como o vermelho que destaca o nome do jornal e a cor-de-laranja que contrasta com o azul não deixando que a atenção seja desviada. O Fundo deste é neutro, ajudando na coerência ao nível de cores, texto e hiperligações.
Note-se que o único movimento existente na página será o da publicidade, pois a própria página é estática o que prende mais a atenção do leitor que não se distrai na pesquisa da mesma. O seu enquadramento predomina o plano geral que se mantém ao longo da visita à página.
A intertextualidade existente nesta página está presente nas hiperligações para os sítios da TSF e Diário de Notícias. Ainda a respeito da interactividade, podemos referir que o leitor tem possibilidade de responder a questionários e deixar, também, sugestões e comentar os vários artigos publicados. Para enviar esse comentário ou sugestão basta aceder à zona no sítio especial para esse efeito, onde apenas se tem de escrever a mensagem e enviá-la. Muitos dos comentários, que são enviados pelos leitores e visitantes do sítio, não são assinados, o que torna por vezes esse mesmo comentário não tão credível como um assinado.
Acima do menu superior surge a publicidade, nomeadamente a marcas de automóveis, que aparece por forma de pop-ups/ banners. Em rodapé a publicidade é feita a nomes do grupo do J.N., tais como a PT-comunicações, Lusomundo, etc.
As notícias são actualizadas constantemente neste sítio. Embora haja mais texto do que imagem, todos os artigos são ilustrados quando acedemos às hiperligações respectivas. Porém, na página principal apenas se visualiza a imagem correspondente à manchete/ notícia do dia. Toda a navegabilidade é organizada de forma cuidada para que a sua compreensão seja facilitada.

Natércia Cordeiro
Vera Conceição

quarta-feira, março 30, 2005

pesquisa para estudantes

A Internet é um meio em progressiva expansão, tanto no que diz respeito à transmissão e troca de conhecimentos e informação quanto em relação aos novos hábitos e práticas que passou a incluir. De facto, a Internet hoje em dia inclui várias realidades desde informações, a serviços e mesmo utilidades. De entre fóruns de debates, chats, sondagens de opinião encontramos os motores de busca. Estes últimos são sem duvida um dos maiores benefícios que a Internet oferece e um dos principais responsáveis pelo seu sucesso à escala mundial. Como se costuma dizer na Internet podemos aceder a todo o tipo de informação digitando apenas uma palavra-chave no motor de busca. Mas qual o melhor? Neste sentido, existem vários aspectos a ter em consideração. O primeiro encontra-se na simplicidade com que se apresenta o motor de busca. O segundo critério em avaliação poderá ser os resultados obtidos. Dentro destes parâmetros o google parece-nos o mais referenciado. Numa página, simples e esteticamente equilibrada, dedicada apenas à pesquisa somos levados a digitar um tema de interesse que nos conduz a páginas auxiliares com a informação disponível, onde surge o sítio e um pequeno texto onde se insere a palavra em pesquisa. Desde logo, podemos seleccionar o tipo de informação que nos interessa. Contudo, esta questão da selecção da informação aborda um dos principais problemas da Internet, ou seja, o excesso de informação, o que por vezes se apresenta como um forte obstáculo à selecção do que realmente nos interessa.
O google é sem duvida um dos sítios de pesquisa mais utilizados, a tais dimensões que recentemente emitiu sítios de pesquisa derivados como o google news e o google scholar. Porém, estes sítios surgem sob a forma de portais onde desde logo somos sujeitos a várias informações, de interesse ou não, mas que de certa forma contrastam com a simplicidade do google. O google news funciona quase como uma colecção de todos os artigos, reportagens que foram publicados sobre determinado tema na imprensa. Por seu turno o google scholar compila uma série de trabalhos académicos relativos a várias temáticas, em que o pesquisador pode facilmente aceder. Na nossa perspectiva académica a tomada de conhecimento do segundo portal pode-nos, em muito, facilitar a pesquisa para trabalhos ou outros tipo de actividades. Este restringe a nossa pesquisa aos principais autores sobre o tema procurado, bem como a diversos projectos académicos que nos podem orientar em futuros trabalhos. O único problema que nos deparamos foi o facto de alguns dos sítios propostos não serem possíveis de consultar.
Em suma, estes sítios, recentemente conhecidos, podem-nos ajudar, por um lado, a encontrar informação credível e objectiva (google scholar), como também a fundamentá-la através de diversos artigos que podemos encontrar no google news.

Filipa Glória e Alexandra Silvestre

Da Telenovela à Prostituição


O movimento feminista trouxe novas concepções para o papel da mulher na sociedade, conferindo-lhe um estatuto de igualdade e independência face ao sexo masculino, desconceptualizando tradicionais convenções que a colocavam no papel submisso de mãe e dona de casa. A par deste movimento, verificou-se, igualmente, uma reconceptualização da imagem feminina nos meios publicitários, televisivos e cinematográficos. Nos fins do século XX, a mulher transformou-se “numa mercadoria a vender ao mesmo tempo que lhe apagavam o protagonismo e o carácter.”[1] A desejada independência converteu-a num objecto de desejo estereotipado na imagem da femme fatalle, símbolo de sensualidade e sexualidade.
As mentalidades alteram-se e renovam-se num constante processo de adaptação, aceitação e rejeição de novas ideias e com eles novos estereótipos que vão surgindo. Contudo, a evolução e a suposta ruptura com determinadas convenções sociais conservadoristas atingem de modo diferente o indivíduo, sendo, na maior parte das vezes, o seu ambiente social um factor determinante no estabelecimento de equações sociais. Por norma, os meios urbanos aceitam com maior facilidade a mudança, contrastando com os meios rurais, que se insurgem como forças antagónicas ao ciclo da renovação e reciclagem psicológica e social.
Em todas as formas de comunicação mediática, a velha regra logística no cerne da produtividade financeira, impõe o nível de audiências como quantificador de qualidade (sendo isto, obviamente, um conceito polémico e, muitas vezes, absurdo aos olhos dos mais iluminados). Apostando na formula mágica de dar ao público o que este cobiça no seu imaginário, as produções televisivas e, em concreto, as telenovelas, apostam em modelos de beleza feminina que atraem o olhar, instigam o desejo e determinam o sucesso de uma boa intriga. No seguimento desta simples equação, temos as peças jornalísticas, imbuídas crescentemente de um teor sensacionalista que visa atingir o universo emocional do telespectador e satisfazer curiosidades generalizadas. No caso concreto da prostituição brasileira, os jornais televisivos apostam em imagens referentes “à sensualidade, alegria, disponibilidade e exuberância sexual da Mulher brasileira.”
[2], sendo estas referências denotadas pela transmissão de peças “tipo vídeo-clip em que predomina a noite e a iluminação indirecta (…) os ambientes sombrios das casas de alterne”.[3]
O negócio parece ser o fio unificador das equações formuladas. Neste sentido, o processo reflexivo conduz-nos para o universo do tráfico de mulheres e prostituição. O caso brasileiro, em Portugal, é dos mais comentados e polémicos e conjuga todos os factores anteriormente descritos. A telenovela brasileira explora o produto disponível: o clima, o ambiente tropical, a sensualidade feminina, o desejo sexual. A sociedade integra conceitos moralistas e estereotipados, sobretudo, nas regiões do interior, onde o modelo feminino se rege no seguinte modelo de mulher - esposa, mãe de família e devota à Igreja. No seguimento do padrão tradicionalista, encontramos o modelo masculino: dominador, autoritário e com liberdade de exercer o seu direito à poligamia. Os traficantes de mulheres, fornecedores de matéria-prima de luxo, a brasileira, elaboram estratégias de implementação em locais em que as convenções permitam a prática da luxúria. Contudo, como aconteceu no passado, as mulheres exercem o seu direito à expressão. O escândalo preenche, então, a programação dos telejornais portugueses. A encenação entra em jogo. No mesmo ciclo de repetição se concretiza o reforço da estereotipação: mulher brasileira, prostituta, destruidora de lares, símbolo da imoralidade.
As repercussões atingem proporções generalistas. O racismo insurge como valor derivado da imagem estereotipada e ciclicamente reforçada. Como todas as formas de racismo, a reflexão perde o sentido e a orientação é intuitiva. A imigração brasileira em Portugal passa a ser sinónimo de prostituição, podendo esta última estar ligada à ilegalidade das mulheres brasileiras no país.
Imagens fictícias criam representações mentais que constroem o real. O real reforça as convenções sociais fruto do imaginário colectivo. Num ciclo, onde o fim é sinónimo de retorno ao princípio, de estagnação, o negócio dita a irreflexão das causas e dos factores por detrás dos fenómenos. Qual a regra de ouro comum na produção televisão, na concepção de telenovelas, no tráfico de mulheres e na prostituição? O sucesso transcrito no ganho financeiro!


Helena Afonso nº 22172
Sónia Martins nº 21827
Vera Santos nº21372

[1] FERIN, Isabel - Da telenovela à prostituição in Media & Jornalismo, 2004, p. 66.
[2] Ibidem, p. 78.
[3] Ibidem.

A representação das mulheres nos media

A história da humanidade é, de facto, a história da sua repressão. Porém, talvez fosse mais correcto dizer que a história da humanidade é a história da repressão da mulher pelo estado, pela igreja e principalmente pelo próprio homem. Neste âmbito, algumas frases como de Rousseau: «O destino da mulher é ter filhos», ou ainda de Adlai Stevenson: «A participação feminina na vida moderna deve fazer-se unicamente através da sua actividade de esposa e mãe»[1] entram para a história da repressão feminina.
Contudo, os anos 60 vieram trazer o princípio de uma revolução social que ainda hoje se desenha. Iniciou-se, então, uma dura luta contra a falsa superioridade masculina e a consequente conquista das mulheres de um espaço, de um corpo e de um espírito próprio.
Os homens e as mulheres são claramente diferentes. Nascem biologicamente diferentes, no entanto é na sociedade que se acentuam essas características díspares, através de regras, normas e valores exteriores transmitidos e ensinados pelas colectividades em que nascemos, crescemos e evoluímos.
Os meios de comunicação foram desde sempre preponderantes na formação dos indivíduos ao incutir-lhes modelos comportamentais e morais de acordo com os padrões vigentes socialmente.
De facto, a questão da representação das mulheres nos media pode ser transcrita pela frase de Simone de Beauvoir «não se nasce mulher, tornamo-nos mulheres»[2], pelo que a afirmação remete-nos para a natureza social e cultural do «ser mulher», em que os media se apresentam como um interveniente activo na criação de estereótipos e preconceitos.

Alexandra Silvestre nº 21317
Cláudia Guerreiro nº 19487
Filipa Moreira nº 22558
Lídia Gonçalves nº 19776

[1] - http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=1708, pesquisa a 28 de Março de 2005, pelas 10 horas.
[2] - SILVEIRINHA, Maria João, 2004, p.10

Novo visual

Como se pode ver, fiz uma pequena mudança no nosso blogue. Falaremos sobre isso amanhã...

Mais sobre o Google

Podem ver notícias relacionadas com o Google aqui.

O corpo da mulher na publicidade

Cartazes de Mulheres
Publicidade, Controvérsia e Disputa do Feminismo nos anos noventa
[1]

O papel da mulher na sociedade sofreu mudanças ao longo dos tempos. Na verdade, com a emancipação política, social e económica, passa-se de uma luta feminista pela cidadania para um poder de destaque e importância. Nos anos noventa começou a surgir o marketing direccionado para um novo feminismo (mulheres independentes com poder de compra), onde a sedução, sensualidade, e o culto do magro, ocupam e marcam o estilo publicitário estereotipado de mulher da época.
No texto em análise
[2] podemos ver que o corpo da mulher é utilizado como “veiculo”/atractivo de vendas, quer sejam produtos íntimos, tal como um soutien, ou outros, como um automóvel – tudo é pretexto para a mulher mostrar o corpo. A publicidade tenta vender o sonho, o impossível, daí que esta, na publicidade, tenha a imagem de uma beleza perfeita que não está acessível a todos os mortais, por forma a concretizar a compra, através da sedução. O culto da imagem da mulher na publicidade leva a que esta não tenha ambição de rivalizar com o homem em outros domínios, ou seja, o erotismo feminino na publicidade é uma forma de alienar a mulher da esfera pública.
Num dos anúncios analisados, especificamente Wallis
[3] – «vestida para matar», destaca-se o poder fatal da mulher que arrasa por onde passa, deixando estupefacto o publico masculino, não se apercebendo dos tumultos que a sua imagem provoca. Estamos, assim, perante uma imagem de uma mulher com o poder de descontrolar a mente do homem.
Em contraponto a esta imagem estereotipada da mulher, a marca de cosméticos DOVE apostou em mulheres comuns. O jornal Courrier International,
[4] na sua versão online, considera esta campanha como uma provocação, já que a marca ousa não explorar a imagem de mulher fatal para vender os seus produtos.
Esta opção da DOVE nasceu de um estudo realizado a um universo de 3200 mulheres de idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos de uma dezena de países. As conclusões retiradas identificam os media como os impositores de beleza, sendo que a maior parte das inquiridas não se identifica com a beleza imposta pela publicidade.
Nota-se, então, uma viragem na mentalidade do culto do belo, embora, ainda, em vigência. Na investigação que elaboramos na Internet encontramos vários estudos sobre o erotismo feminino na publicidade, sendo que uma boa parte desta é de autoria masculina.

Anahi Sequeira
Filipa Glória
Vera Conceição
[1]In WINSHIP, Janice (2004) - ‘Cartazes de Mulheres. Publicidade, controvérsia e disputa do Feminismo nos anos 90’ in Media e Jornalismo, Coimbra: Minerva, pp31-62.
[2] Ibidem
[3] ibidem, pp38-39.
[4]http://www.courrierinternational.com/article.asp?obj_id=45954&provenance=europe&bloc=09 (consultado a 24/3/2005)

terça-feira, março 29, 2005

Motores de especialização

A quantidade de informação que circula na Internet é uma das razões para que os motores de busca e directórios de informação sejam criados e desenvolvidos. O usuário ao pretender obter certo tipo de informação não conhece efectivamente todos os sites que a disponibilizam, mas vai utilizar motores de busca, mediante buscas por palavra-chave.

Para além do florescimento deste tipo de sistema existe cada vez mais uma competição entre eles, tendendo para uma especialização e inovação nos recursos de busca. Cada motor procurará colocar à disponibilidade do usuário o maior tipo de recursos que restrinjam a pesquisa de informação, sejam eles através de uma busca simples ou avançadas. Os motores de busca com recurso a busca por frase, busca por campo, e limitações associadas ao idioma, tipo de arquivo, assim como, a ordenação de resultados por frequência de termos e algoritmo de ordenação de resultados por relevância, fazem a diferença entre os diversos motores de busca, mas não nos ajudam o suficiente e continuam a facultar-nos imensa informação.

O conhecimento da forma como actua o motor de busca utilizado trará ao usuário inúmeras vantagens de utilização, embora não faça “maravilhas”. O Google é um caso de sucesso e especialização de novas formas de busca, nomeadamente os casos em experiência scholar e o news google.

No futuro talvez se imagine um motor de busca que nos apresenta o que pretendemos de imediato, mas por agora nem sempre acontece. A informação será restringida em termos de qualidade eliminando-nos o actual problema da quantidade excessiva de informação. Porque saber reconhecer a qualidade da informação que consultamos é uma tarefa igualmente difícil.

Integração de Cabo Verde na União Europeia.

«A Integração de cabo Verde na Europa» foi tema de um artigo de opinião publicado no Diário de Notícias – Lisboa, no passado dia 08 de Fevereiro por Adriano Moreira – Presidente da Academia da Cultura Portuguesa.
No referido artigo o Professor chamou a atenção para a necessidade de se começar a pensar na hipótese da adesão de Cabo Verde à União Europeia. Para Adriano Moreira, «Talvez seja oportuno, e necessário, olhar criticamente para o Atlântico de onde partiu o movimento, dando atenção ao risco de afastamento entre o europeísmo e o americanismo, considerar a necessidade de continuar a tentar modelar a articulação entre a segurança do Atlântico Norte e a do Atlântico Sul, e repensar o estatuto dos arquipélagos que pontuam a linha divisória»[1].
O artigo foi alvo de alguns comentários e dos que tive a oportunidade de ler e ouvir ficou-me a ideia de ser essa uma ideia acarinhada por várias personalidades.
O editor do «africaminha»[2] diz tratar-se de uma alerta importantíssimo, tanto a Portugal e a Europa, bem como a Cabo Verde. O autor acrescenta que, «Tratando-se de um tema relativo à soberania de Cabo Verde e, portanto, de um tema constitucional (que implica a Constituição da República de Cabo Verde), cremos que é exigível que o Presidente da República diga aos nacionais de Cabo Verde (os que vivem dentro e os que vivem fora de Cabo Verde) qual o seu entendimento desta proposta/análise de Adriano Moreira»[3]. Mas o certo é que as reservas pairam de todos os lados.
Quanto as autoridades portuguesas – Presidente da República e Primeiro-Ministro respectivamente, optaram por não fazer quaisquer comentários.
No entender de Adriano Moreira, «Cabo Verde tem uma identidade e um desempenho que fazem do seu povo e da sua politica uma referencia segura de diálogo com as soberanias africanas, uma mais valia para a União Europeia»[4].
Referindo as questões da segurança o Professor argumentou que, «…não é possível sugerir qualquer modelo de organização do Atlântico Sul, e de articulação entre a sua segurança e a do Atlântico Norte, sem incluir Cabo Verde no processo…»[5].
Ciente de que cabo Verde pode vir a ajudar a Europa a aprofundar as suas relações com a África, Adriano Moreira e Mário Soares defenderam no passado dia 16 de Março na Sociedade de Geografia, em Lisboa a integração de Cabo Verde na União Europeia.
Segundo Diário de Notícias on-line, a análise da questão levou a Sociedade de Geografia «Silvino Silvério Marques, sem esquecer embaixadores como Leonardo Mathias ou Francisco Knopfli, além de Carlos Monjardino, Medina Carreira, Maria de Jesus Barroso ou o almirante Vieira Matias»[6]. Associaram a esta iniciativa, muitas outras personalidades como Adriano Pimpão, José Barata-Moura, Maria José Ferro, Rui Alarcão, Barbosa de Melo, Carvalho Guerra, Emílio Sachetti ou Miguel Anacoreta Correia.
Segundo a DN on-line, «entre os apoiantes desta petição, há, contudo, dois nomes que poderão ser susceptíveis de causar algum embaraço às autoridades portugueses Diogo Freitas do Amaral e Laborinho Lúcio. Sobretudo, se Portugal não vier, como tudo indica, a assumir a defesa da adesão cabo-verdiana no plano da União Europeia. Tudo porque Diogo Freitas do Amaral, que há várias semanas se comprometera com a iniciativa, assumiu, entretanto, a tutela dos Negócios Estrangeiros no Governo de José Sócrates. Já Laborinho Lúcio representa, neste momento, o Presidente da República na Região Autónoma dos Açores»[7].
Se a promoção desta ideia por parte de Adriano Moreira é recente, para Mário Soares nem por isso. Há muito que ele defende a ligação de Cabo Verde aos arquipélagos atlânticos.
Disse a SIC on-line que «Para Mário Soares os cabo-verdianos são uma mistura de africanos, de portugueses, de judeus e de muita gente que passou em todas as direcções cruzando o Atlântico e está convencido de que a ideia de integração tem condições para seguir em frente e que esta adesão é uma vantagem para a Europa»[8].
Para fazer face a qualquer barreira jurídica imposta pela União Europeia. O promotor da ideia deu o exemplo da Turquia. E alegou que a chave desta questão é a identidade cultural e foi mais longe dizendo «que nesse contexto, Cabo Verde é também Europa». Mas será?
O «arukutiba»[9] dá menos importância a questões culturais e realça as vantagens advenientes do alargamento do mercado. Mas será que os argumentos desta causa têm peso para convencer todas as resistências que lhe serão impostas? E será que Cabo Verde aceita embarcar nesta ideia?
[1] Diário de Notícias de 08 de Fevereiro de 2005.
[2] http://africaminha.blogspot.com/
[3] Idem.
[4] Diário de Notícias de 08 de Fevereiro de 2005.
[5] Idem.
[6] http://dn.sapo.pt/2005/03/17/nacional/

A propósito do Goggle.

France Presse contra Google News.
A Internet e as suas facilidades dão-nos muitas vezes uma sensação de alguma anarquia, mas o papel crítico e criterioso deve ser sempre nosso. Saber manusear todas as ferramentas que nos são disponibilizadas tornou-se a alma do conhecimento.
O Google por exemplo é uma ferramenta que disponibiliza toda ou quase toda a informação que precisamos. Será que ele possui mesmo a credibilidade para apelida-lo do Deus da informação? Teríamos de ser todos autênticos «filtros»! Mas mesmo assim estaríamos sujeitos a enganos. Sobretudo no que respeita as origens e identidades dos conteúdos. Para sustentar a minha ideia vou beber a fonte do Elmundo on-line que noticiou no passado dia 21 de Março que a agencia noticiosa France Presse acusou ao google de incluir no seu «motor de pesquisa» Google News fotografias e textos seus sem a sua permissão. Segundo Elmundo, a France Presse exigiu uma multa por danos calculados em mais de 17,5 milhoes de dólares e ordenou para que o Google se abstenha de reproduzir fotografias e textos seus».
Passado um dia Elmundo veria a noticiar que o Google anunciou por meio de um porta-voz que haviam começado a eliminar os conteúdos pertencentes a Agencia Francesa do seu serviço de notícias Google News.
http://www.elmundo.es/navegante/
2005/03/21/empresas/1111409140.html
2005/03/22/empresas/1111494476.html

Interactividade: A Capital, Diário de Notícias e Portugal Diário

Na sequência da temática relacionada com as características e vantagens do jornalismo on-line, a interactividade parece ter maior relevo dada a proximidade que proporciona entre o jornalista e o leitor. Num qualquer jornal on-line, são várias as ferramentas que “personificam” a interactividade: a apresentação de diversas secções, o facto de proporcionar fóruns de discussão, chats, sondagens de opinião, a disponibilização dos endereços de correio electrónico dos jornalistas e o facto de podermos receber notícias, previamente seleccionadas, via e-mail. Com base nestes elementos de interactividade, visitei a versão on-line dos jornais A Capital e Diário de Notícias, e o jornal on-line Portugal Diário. De um modo geral, e tendo também em conta os itens acima referidos, posso dizer que o site do Diário de Notícias é mais extenso do que o d’ A Capital, uma vez que abrange o dn.pt e o DN edição papel, e interactivamente falando, oferece um maior número de possibilidades de “interacção” entre leitor/jornal, que inclui 2 tipos de inquéritos, opinião, o registo no cartão virtual Global Notícias, através do qual é possível receber notícias por e-mail, participar em passatempos e usufruir de descontos em produtos da Loja Web. O site d’ A Capital também apresenta alguns destes itens, nomeadamente “Forúns” (que se encontrava inactivo), “Fim de semana” que abrange Blind date, Reportagens, Mapa e Notícias (que se encontrava em actualização), “Sit Down Comedy”, entre outros. Ambos os sites apresentam uma estrutura semelhante ao nível das secções (Nacional, internacional, Cultura, Desporto,...), ficha técnica, contactos, pesquisa, arquivo. Em ambos as notícias são assinadas e é possível enviar comentários sobre as mesmas e/ou ao jornalista. O site d’ A Capital apresenta-se mais simples e de fácil “navegação”; ao entrarmos nele não surgem em 1.º plano as notícias mais importantes, mas sim uma completíssima ficha técnica.
O Portugal Diário bate os recordes em “tamanho e oferta”: é um site extenso (em comprimento e largura) e, para além da estrutura semelhante aos outros, apresenta ainda assinaturas sms, chats (de leitores e exclusivos), forúns, Esta é boca, Acredite se quiser, jogos, webmail, serviços públicos, Faça do P.D. a sua homepage e Adicione o P.D. aos seus favoritos, O leitor escreve (comentários filtrados dos leitor com direito a pesquisa de comentários), O melhor do leitor (em que há uma eleição diária do melhor comentário), Sondagem (em que a pessoa vota, vê os resultados e sondagens anteriores), Você leu aqui primeiro (listagem dos exclusivos), entre outros. As notícias, que são assinadas, permitem: imprimir, enviar a 1 amigo, comentar este artigo, outras notícias relacionadas à principal...ou seja, é um tudo em um!!!
Amélia Góis

Womankind Worldwide: vertentes do pós-modernismo




TRABALHO DA AULA TEÓRICA

Dora Agapito
Dora Gomes
Natércia Cordeiro

A publicidade tem vindo a utilizar, ao longo do tempo, a mulher como objecto de atracção para os vários produtos publicitados. Além disso, o marketing preocupa-se cada vez mais com o segmento «mulheres solteiras com elevado poder de compra»[1], independentes e com preocupações acrescidas ao nível da beleza, como nos diz a investigadora Janice Winship[2].
O Movimento Feminista tem vindo a lutar pela transformação da imagem da mulher veiculada pela publicidade, esteotipada, através do rótulo de «sexo fraco». Por outro lado, são reivindicados a segurança, a igualdade e os direitos das mulheres.
Nesta linha, a Womankind Worldwide[3], uma Associação feminista do Reino Unido, tem como objectivo combater as desigualdades cometidas a mulheres de todo o mundo, encorajando a emancipação feminina, denunciando agressões e várias formas de violência, como é o caso dos estereótipos sexuais, nomeadamente através da publicidade.
Para difundir a sua mensagem recorreu, em 2004, a uma campanha publicitária da Y &R que utilizou as técnicas de publicidade típicas de cosméticos para desmascarar a opressão que veiculam. A Womankind considera que a publicidade reduz a mulher a um ornamento, fazendo com que esta se auto-avalie num processo depreciativo, distanciando-se dos problemas reais. As mulheres tornam-se vítimas da publicidade, por serem transformadas em objectos sexuais; vítimas de si próprias porque sucumbem à persuasão publicitária; e vítimas da própria sociedade que lhes inventou um dia Mundial e instituições para as defender, o que ajuda a potenciar a imagem estereotipada da mulher. È por isso que esta associação se preocupa em preservar os direitos das mulheres já que «as mulheres fazem 2 terços do trabalho do mundo inteiro e apenas ganham 10% dos salários»[4] e «a violência cometida sobre o sexo feminino provoca mais mortes e incapacidades nas mulheres entre os 15 e os 44 anos do que o cancro, a malária, acidentes de viação ou a guerra.»[5]
Os anúncios escolhidos são esteticamente semelhantes a muitos outros anúncios de perfumes ou cremes, porém têm como legenda, substituíndo a marca dos produtos, “Die”, “Rape”, “Domestic Violence” acompanhada pelos números estatíticos: “In the real world 1 in 4 UK woman will suffer Domestic Violence” ou “ 2 UK women die every week at the hands of the partners or ex- parteners[6]”. Perante as legendas as imagens ganham outras significações mais profundas e apelam à violência transmitida por imagens de mulheres subordinadas ao homem e à própria tradição social. Autores como Capbell (1998)[7] relacionam a violência contra as mulheres a “processos históricos de relações de poder que ligam o público ao privado[8]”, neste sentido, para Winship[9], na publicidade articulam-se as relações conflituosas entre mulheres e homens, salientando-se uma crescente exigência de autonomia por parte das mulheres. Se na década de 70, o Movimento de Libertação das Mulheres lutava contra os Homens, o pós- feminismo enfatiza a diferença e encara o homem como um possível aliado.
Esta forma original de abordar a violência transmitida pelos media acaba por fazer uso dos mesmos estereótipos, o que, por um lado, os denuncia (protagonista/coajuvante), por outro, perpetua-os e lança-os novamente sob o olhar dos media. De facto, num olhar menos atento, o anúncio poderá passar por apenas mais um cartaz de cosméticos com mais mulheres bonitas, tornando-se, desta forma, antagonista. À primeira vista os antagonistas serão os homens que utilizam as mulheres como objecto de desejo, estereotipado, transformando-as em potenciais vitimas de violência na publicidade, mas também a sociedade que lhes inventa um Dia Internacional bem como as instituições criadas para as defender, ou mesmo, a própria ideologia dominante, a tradição, a religião que fez sempre da mulher, ao longo da história, um ser inferior.




[1] In WINSHIP, Janice (2004) - ‘Cartazes de Mulheres. Publicidade, controvérsia e disputa do Feminismo nos anos 90’ in Media e Jornalismo, Coimbra: Minerva.
[2] Janice Winship lecciona e investiga na área dos estudos feministas e culturais na Universidade de Sussex, no Reino Unido.
[3] In Pública (14.03.2004) - 'Womankind Wordwide' , pp. 16-19.
[4] Ibidem, p. 17.
[5] Ibidem.
[6] Ibidem.
[7] In WINSHIP, Janice (2004) - ‘Cartazes de Mulheres. Publicidade, controvérsia e disputa do Feminismo nos anos 90’ in Media e Jornalismo, Coimbra: Minerva, p 32.
[8] Ibidem, p. 35.
[9] WINSHIP (2004) - ‘Cartazes de Mulheres. Publicidade, controvérsia e disputa do Feminismo nos anos 90’ in Media e Jornalismo, Coimbra: Minerva.

A propósito de Google News - Un moteur rédac'chef


O texto que nos foi facultado na aula alerta-nos para um problema importante que exige alguma reflexão. A questão do sucesso e a crescente adesão do público fazem com que se desenvolvam inúmeras ferramentas para que a vida do internauta se torne mais facilitada. Neste sentido, torna-se pertinente referir o scholar ou o google news. Contudo, há que evocar a questão da selecção da informação e da sua credibilidade. A facilidade em publicar artigos, notícias, textos,..., na Internet é muito grande, logo, como saber se realmente a informação veiculada por este meio é realmente verdadeira. Temos a chamada "fórmula mágica" de selecção em França, da qual o texto nos fala, mas que pertinência terá esta ferramenta, visto que a selecção é como que filtrada de forma automática por um programa. E já agora, que credibilidade terá esse programa para dizer se um determinado artigo é mais importante que outro, ou mais verdadeiro que outro? Esta questão leva-nos, ainda, a outro problema - o da manipulação. Veja-se que, em questões de manipulação da informação, a Internet é um meio propicio a tal, actuando muitas vezes como um inimigo. Desta forma, numa pesquisa torna-se primordial uma averiguação das fontes de informação para testar a sua credibilidade. Saliente-se que ferramentas deste tipo facilitam em muito a vida de muita gente. Mas até que ponto terá esta “fórmula mágica” utilidade. A preocupação deverá incidir na investigação das fontes para saber até que ponto serão estas credíveis ou não, e se serão importantes, ou não, e não deixar essa função a um mero programa informático. Afinal de contas há que atribuir um papel muito importante á Internet, que revolucionou um mundo, que se tornou numa biblioteca ambulante que se desloca de terra em terra em questão de segundos.

segunda-feira, março 28, 2005

Feminismo, consumo e os media

‘Consumos, cosmopolitismo e cultura quotidiana no olhar de Mica Nava’, in Media & Jornalismo, revista semestral nº 5, ano 3, 2004

Como podemos definir o conceito de feminismo? Será o contrário de machismo? Ou defenderá uma igualdade entre géneros e não a supremacia de um sobre o outro? As opiniões são divergentes e não nos cabe eleger a que está correcta. Contudo, o seu percurso histórico tem sido alvo de estudos, permitindo a denúncia de aspectos fundamentais da sua definição. Mica Nava, docente de Estudos Culturais da Universidade de Londres, desenvolveu uma investigação centrada em questões como o feminismo e o consumo modernos, incidindo sobre a realidade britânica.

Uma das falhas das abordagens sobre feminismo, segundo Mica Nava, é a omissão da esfera do consumo nas mesmas. Para a autora, o consumismo, personificado no Grande Armazém de mercadorias, ofereceu à mulher um espaço onde se atenuavam as diferenças sociais e, ao mesmo tempo, se seduzia o sexo feminino para um papel de destaque. Aqui, no Centro Comercial, o movimento feminista encontrou um refúgio onde pôde perpetrar a sua afirmação social, cultural e económica, em relação aos homens; aqui, ela é um símbolo da moda, uma “guardiã das fronteiras sociais” [1] e um soldado da sua própria emancipação: encontravam-se com amigas, com amantes e organizaram reuniões de sufrágio político. Assim, «as mulheres e o grande armazém são parte constitutiva da ‘modernidade’»[2]

Não foi só no consumo que o feminismo encontrou a sua afirmação. Apesar de estar associada à trivialidade (noção adquirida através da conotação do consumo ao afastamento de questões culturalmente “mais” importantes), a mulher encontrou no cinema a expressão dos seus desejos e da sua libertação. No período anterior à Grande Guerra, nasceu nas mulheres o interesse pelo exótico, pelo Oriental, pelo ‘estrangeiro’ e pela dança. A sétima arte aproximou-a destes elementos: trouxe-lhe o tango, o ballet russo e o fascínio por todos eles. Este último, aliado ao consumo, levou a que as mulheres se tornassem mais receptivas à adopção da alteridade. No campo social, o cinematógrafo desconstruiu fronteiras geográficas e sociais: a rapariga da classe trabalhadora já pôde casar com o multimilionário.

Esta alteração da mentalidade e papel femininos reflectiu-se também na questão do colonialismo britânico. A mulher branca passou a ser disputada entre o homem branco e o homem negro. A sua escolha recaía sobre o homem negro que, apesar de a encara como um troféu sexual, à semelhança do que já acontecia com o homem branco, lhe oferecia uma maior libertação da hegemonia masculina e um maior poder social. A mulher branca não parecia revoltar-se com a sua condição de troféu. Na maior parte das vezes, ela conseguia uma subversão do poder masculino dominante ou, no mínimo, iludia o parceiro. O mesmo já não acontecia em relações inter-raciais em que a mulher fizesse parte da raça colonizada.
Hoje, a miscigenação é um termo já não associado a colonizadores e colonizados, mas sim ao estabelecimento de relações inter-raciais consensuais. Não é, portanto, uma arma de guerra, perspectiva da qual a autora, em parte, discorda: «a miscigenação (…) revelou-se vulgar e coexiste com a pluralidade contemporânea das fisionomias urbanas britânicas.»[3]

Ultrapassadas estas etapas descritas por Mica Nava, no que concerne ao feminismo, consideramos que, actualmente, este conceito se relaciona com estas questões de forma diferente. Apesar de ainda ser considerada um símbolo da moda, esse papel tem sido democratizado. Hoje, os homens também são objectos e consumidores de moda. Esta já não é, para as mulheres, uma arma de emancipação. No entanto, a figura feminina continua a ser um alvo preferencial de campanhas publicitárias e do chamamento ao consumismo. Por outro lado, explora-se também ao máximo a vertente sensual e sedutora da mulher. Senão vejamos: não são raras as vezes que uma revista dirigida ao público masculino apresenta na capa essa mesma figura, com uma forte conotação sexual/sensual.
Todavia, apesar de ainda ser representada pelos media como uma consumidora nata e um objecto de desejo, é uma outra afirmação que a mulher pretende actualmente e não uma emancipação, entretanto já conquistada.

[1] Citando Mica Nava, «As mulheres eram as principais guardiãs das fronteiras sociais, devido à sua capacidade de codificar e descodificar as práticas culturais em constante mudança e os sinais exteriores de classe.»
[2] NAVA, Media & Jornalismo, ‘Consumos, cosmopolitismo e cultura quotidiana no olhar de Mica Nava’, p. 125
[3] Idem, Ibidem, p. 129

Carina Santos, nº 22090
Marina Paulo, nº 21684

A escolha é do usuário...ou talvez não!


O Google é, sem dúvida, uma das mais populares ferramentas de localização de recursos informacionais na Web. Várias razões podem ser apontadas para a sua popularidade, nomeadamente, o facto de se basear numa apresentação simples, prática e livre de animações publicitárias em flash, por apostar na diversificação das suas ferramentas, e por se apoiar num reportório vasto de conteúdos. Para além do Google, vários motores de busca circulam pela Internet e o cibernauta para explorar todas as potencialidades deve entender as peculiaridades dos diferentes tipos de ferramentas de busca, uma vez que são estas características que determinam o tipo, o número e a qualidade dos recursos recuperados através de seu uso.

O Google dito tradicional, o Google News e Shcolar Google, embora estes últimos sejam temáticos e mais específicos, baseiam-se no mesmo processo de selecção, triagem e classificação de informações, isto é, aquelas consideradas relevantes por um algoritmo, ou seja, para uma máquina. Apesar da sua extrema utilidade e de serem ferramentas que possibilitam a construção de grandes bases de dados, os usuários emergem na chamada bulimia da informação, desistindo, por vezes, da pesquisa. Os motores de busca têm, efectivamente, como vantagem a localização de qualquer tipo de informação desde que exista na Internet e esteja indexada, mesmo que as probabilidades apontem para um grande número de resultados não relacionados com os tópicos pretendidos. Em última instância, o usuário acaba por se limitar à inserção de palavras-chave, sendo a ordem de aparecimento do material pesquisado determinado pela máquina que rege o sistema. O que nos resta? Seleccionar e, a maior parte das vezes, eliminar!

Em contrapartida, temos os directórios, sendo estes de carácter mais específico, compostos por categorias e por uma organização hierárquica por assunto. Alguns destes são baseados numa triagem realizada por uma equipa humana, sendo mais adequados para procurar tópicos de interesse geral – Arte, Saúde, Desporto. Vantagem: apostam numa base de dados menor e supostamente de informação relevante, contrariando o excesso de informações, muitas vezes, inúteis para a pesquisa dos motores de busca. Contudo, estes parecem ser pouco utilizados e mesmo menosprezados…

O Google, apesar de ser um motor de busca, inclui, igualmente, um link que nos permite aceder à busca por directório, verificando-se que cada vez mais as ferramentas de busca na Internet apostam em modelos híbridos, abrangendo um leque de possibilidades para o usuário. Por fim, deixo-vos as seguintes questões: o usuário terá o conhecimento para fazer uso de todas as alternativas de pesquisa disponibilizada pelas ferramentas de busca? Se sim, não encontrarão os mesmos limitações a priori no processo de busca? A Máquina manipula o Homem ou o Homem manipula a Máquina?

Cartazes de mulheres. Publicidade, controvérsia e disputa do feminismo nos anos noventa (por Janice Winship)

Até aos anos 70 a mulher protagonizava um papel secundário e apagado dentro da sociedade. Era dona de casa, cuidava dos filhos, era um ser que necessitava de protecção e da tutela do homem.
A exploração do trabalho feminino levou as mulheres a reivindicarem os seus direitos de cidadania e a garantirem progressivamente uma função mais importante dentro da sociedade. A repressão deu lugar à igualdade, pelo menos na teoria.
A década de noventa apresenta uma nova significação para o feminismo: o conceito actual descreve um negócio feito a partir do corpo da mulher. A mulher é vista e vê-se como um objecto sexual, do qual é tirado muito partido pelos publicitários. O ideal de mulher actual é uma mulher jovem, solteira, inovadora, independente, com elevado poder de compra, que “abraça o consumo” (Janice Winship – Cartazes de mulheres, publicidade, controvérsia e disputa do feminismo nos anos noventa).
O corpo feminino torna-se uma estratégia de consumo e de vendas essencialmente para um público feminino. Na generalidade, a mulher é mais vista nos anúncios publicitários que o homem. Isto porque o corpo na sociedade actual vende. A sensibilidade da mulher é diferente da dos homens, logo mais explorada.
A valorização da beleza do corpo deu-se com o desenvolvimento do cinema, da televisão e do nascimento da revista PLAYBOY, a passo que surge uma mentalidade diferente, um conceito de open-mind, onde o uso de mini-saia é encarado como “normal”, mainstream da moda.
A autora refere o “Feminismo de celebridades” em que as celebridades são utilizadas como um negócio. As actrizes, como o caso das brasileiras Deborah Seco e Malu Mader são convidadas a fazer anúncios publicitários. Aproveita-se a fama que ganham nas novelas e filmes como sendo estereótipos modernos da perfeição feminina. Em Portugal a actriz Paula Neves participou em vários anúncios após se ter tornado uma celebridade na novela ANJO SELVAGEM, da TVI. No caso da marca CORPOS DANONE, Paula Neves expõe o seu lado sensual e mostra uma elegância aparentemente ganha através do produto. A publicidade é o sector que mais explora a imagem da mulher. Isto é visível em campanhas de perfumes como DOLCE GABANNA e HUGO BOSS. A publicidade cria uma mulher que esbanja erotismo dos 20 aos 40 anos e partir dos 40 o erotismo vai dando lugar a valores mais familiares e apelando mais ao instinto maternal.
Dos anúncios analisados por Janice Winship escolhemos as marcas Wonderbra e Wallis, já que na nossa opinião as estratégias publicitárias suscitaram opiniões muito divergentes.
No caso da Woderbra, com o slogan Olá pequenos, Delilah Campbell afirma “a campanha do Wonderbra não era inteligente, não era engenhosa, não era irónica nem tinha piada (…) era sexismo puro e duro”; já Janice Winship refere que “esta publicidade não marca um declínio de qualidade ou um passo atrás no feminismo, constituindo antes uma prova das novas e contestadas relações entre as mulheres e os homens”.
A nosso ver, o próprio objecto “wonderbra” é para mulheres complexadas por terem um peito pequeno e que se sentem mais bonitas pelo uso do soutien maravilha. Neste sentido poderia ter sido explorado o mesmo negócio de forma mais discreta. A publicidade indica uma mulher mais atrevida e com mais auto confiança só pelo uso do “wonderbra”.
Wallis: Dress to kill. John Berger crê que “os homens agem e as mulheres aparecem. Os homens olham para as mulheres, as mulheres assistem a ser olhadas” – o facto de os homens ficarem a olhar para as mulheres tem consequências potencialmente devastadoras. A mulher parece alheia.
Fiona Davis, Directora de Marketing da marca, explica que mensagem queria passar: a marca punha as mulheres “em primeiro lugar” (…) “vestir-se a rigor dá um sentido de confiança interior e exterior”.
Os dois anúncios expostos na revista mostram o poder sedutor que as mulheres têm sobre os homens. São estratégias inteligentes e irónicas, porque brincam com situações da vida (acidentes), ao mesmo tempo que mantêm um cariz cómico. A questão é: qual dos espectadores é que se ri mais, a mulher ou o homem?
De volta às protagonistas, em ambos os casos as mulheres ficam indiferentes aos homens, como se eles fossem submissos a elas e não ao contrário. A roupa mostra todos os contornos da mulher, algo que antes seria castigado. A mulher supera o castigo e a antiga reprovação social por se mostrar linda e exuberante. Os anúncios parecem lutar para que essa reprovação ainda existente desapareça.
Janice Winship conclui que hoje em dia se pode falar de um “novo feminismo mediático”.
O que está em jogo é saber se a publicidade beneficia a imagem feminina ou se está a utilizar o corpo da mulher apenas como estratégia de vendas.
A nosso ver, a publicidade compromete o todo que é a mulher, apostando e explorando o lado físico e descurando o lado intelectual. A publicidade moldou uma nova imagem da mulher, conseguindo com isso enormes lucros. A sexualidade está sempre visível nas marcas e anúncios dirigidos a um target específico, como o das “jovens mulheres solteiras com elevado poder de compra”. Agora resta saber até que ponto isso é positivo para a mulher…
Cristina Elói & Nicole Silva

falhas no scholar e no news

Numa leitura ao blog reparei que a grande maioria não encontrou, ainda, vantagens nos dois motores( news e scholar) associados ao Google. Por acaso tive sorte nas minhas pesquisas, no entanto, foi-me possível encontrar falhas, mas não podemos esquecer que o projecto está em fase de crescimento. Ao contrário do google não é possível pesquisar em português o que limita as nossas pesquisas, atendendo ao facto que o inglês se tornou na língua oficial do mundo é perceptível, bem como do projecto ser desenvolvido por americanos.
No que toca ao facto dos jornais portugueses não se encontrarem na base da news, pelo que entendi os jornais presentes têm um protocolo com a google e, este é derivado à importância que estes assumem no mundo.
Encontramos artigos provinientes da CNN, New York Times, Guardian ou Le Monde, etc..., porque estes, para além, de serem reconhecidos como referência acabam por ser fontes para outros orgãos de comunicação. Muitos artigos na nossa imprensa têm selo internacional, já aqui se nota a hegemonia dos media internacionais, por exemplo, a news magazine Visão é repleta de artigos da Time. Sem falar naqueles que não citam fontes, como aconteceu o ano passado com a revista Focus, com um artigo sobre a alimentação e o corpo; este podia-se encontrar na Focus alemã e na Veja brasileira sendo a capa semelhante nas três revistas. Quem copiou quem?
Considero que cabe à nossa imprensa assumir-se e batalhar por um lugar ao sol.

"Alexandria "

Nos tempos que correm as buscas na Internet estão cada vez mais a substituir as idas à biblioteca. Uma vez que, se encontra o que se procura sem ter que passar pelo inconveniente de requisitar livros ou de estes não se encontrarem a disposição do leitor.
Contudo, grande parte da informação encontrada, por vezes, não vai ao encontro do que procuramos, deste modo a tarefa passa ser mais difícil, pois há que filtrar a informação.
Talvez a pensar nestes incómodos, a Google lançou a scholar.google.com e a news.google.com. No primeiro é possível encontrar trabalhos académicos, dissertações de mestrados e teses de doutoramento relacionados com o tema da busca. Quanto ao segundo encontra-se notícias – de vários órgãos de comunicação – relacionados com um tema.
Assistimos cada vez mais a hegemonia deste meio electrónico, não esquecendo que já é possível ler livros on line e, que é possível que este organize os ficheiros que estão armazenados no PC.

Jornal de Referência VS Jornal Popular - diferentes?

Comecei a consumir heroína aos vinte anos. Não tive nenhum cuidado com seringas. Nenhum mesmo. Quando comecei a consumir drogas, mal conhecia o vírus da Sida. Para mim a Sida era uma coisa de homossexuais e de actores de cinema, por isso não tinha nada a ver comigo.
Quando uma pessoa acaba de saber que é seropositiva, fica completamente absorvida por isso. O Afonso que gostava de livros ou de música, esse Afonso deixa de existir. Só existe um que é seropositivo, que vai morrer em breve, e que não sabe o que é que há-de fazer.
A consequência dos meus erros foi esta doença. Se irei morrer dela, não sei. Não quero pensar muito nisso. Claro que sinto uma certa tristeza. O VIH condiciona a minha vida em muita coisa.
As pessoas precisam de saber como as coisas são, para conseguirem calcular os riscos que correm. É a mesma coisa que eu atravessar uma estrada, existir um buraco, e não avisar quem vem atrás de mim.
(1)
.
A história de Afonso, seropositivo, nunca foi contada nos jornais portugueses entre os anos de 1980 e 2000. Nem a sua nem a de ninguém. Esta é uma das principais conclusões da análise ao texto “A Sida como notícia: análise de caso sobre a cobertura jornalística da problemática VIH/SIDA nos jornais Diário de Notícias e Correio da Manhã”. (2)
.
De facto, a cobertura mediática da Sida é apenas um exemplo de como uma mesma história pode ser contada ou explorada de forma diferente, em função dos seus agentes mediadores. No caso concreto dos jornais Diário de Notícias e Correio da Manhã, o trabalho de análise comparativa desenvolvido por Nelson Traquina revela uma bifurcação na abordagem à temática da Sida.
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Por um lado, o DN, jornal de referência, tem acentuado nas suas páginas, ao longo dos anos, a história médica; por outro lado, o Correio da Manhã tem preferido a história da doença que se propaga pelo mundo. Esta diferença entre os dois jornais estará com certeza relacionada com a sua própria natureza enquanto jornal de referência, num caso, e jornal popular, noutro caso.
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Apesar das diferenças teóricas entre a imprensa popular e a imprensa dita de referência, o que se verifica de uma maneira geral é uma aproximação entre estas duas formas de fazer jornalismo. Curiosamente, o DN acentuou mais os casos de escândalo que o Correio da Manhã (8% contra 4%).
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O estudo de Nelson Traquina, para além de confirmar a bifurcação já referida, revela valores-notícia semelhantes entre DN e CM, nomeadamente: proximidade, novidade, conflito, morte, concorrência, entre outros.
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Além disso o jornalismo é orientado para o acontecimento e não para a problemática em si, facto que revela a pouca iniciativa dos jornalistas na investigação e descoberta de uma notícia. Ainda assim, a participação dos profissionais existe, ainda que muito raramente.
Como nossa grande conclusão, podemos afirmar que as diferenças entre ambos os jornais, ao longo de 20 anos, são mínimas. Ambos representam a realidade, é certo, mas ambos a condicionam, dependendo dos critérios redactoriais que seguem.
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(1) Afonso Pedro, 34 anos, 3 de Janeiro de 2002 in Testemunhos, Comissão Nacional de Luta Contra a Sida
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(2) TRAQUINA, Nelson, in «Media e Jornalismo», Revista Semestral - N.º 5 - Ano 3 - 2004
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Carina Ramos
Elisabete Santos
Miguel Soares
Susana Paixão

Vamos brincar às escondidas?

Incompleto,confuso, desactualizado. É isso que é o google news. Scholar Google? "Likewise".De um serviço de informação que esteja colocado na Internet espera-se um mínimo de correcção ou pelo menos EXISTÊNCIA de documentos,ficheiros,informações, seja o que for de que se está à procura. É claro que não existe nenhum motor de pesquisa 100% completo. Muito pelo contrário, o que se encontra - no caso do google principalmente - é um fardo... não de palha, mas de assuntos actuais retirados a) de outros sites, não obstante de serem factualmente e academicamente indicados ou simples excertos opinativos; b) copiados de,por exemplo, jornais online, ou de outros motores de pesquisa. Informação nem sempre completa. Onde quero chegar é que para qualquer trabalho ou pesquisaminimamente concreta que queiramos fazer, este GOOGLE e todas as suas ramificações são insuficientes. O mais seguro será - ainda que nos leve sempre mais tempo - a boa velha Biblioteca Municipal. Não sei como melhorar o serviço, portanto fico-me pela crítica (por enquanto).
N.

Interactividade http://english.aljazeera.net

Sendo conhecida como a CNN do Médio Oriente, a Aljazeera sediada no Qatar oferece-nos uma visão das notícias segundo um prisma cultural diferente daquele a que estamos habituados. No entanto, a sua versão Inglesa apresenta mostra-nos uma óbvia apresentação Ocidental, para o nosso entendimento, das notícias e a apresentação das mesmas.
Tal como as suas congéneres ocidentais podemos encontrar publicidades sobre algumas actividades da Aljazeera (Aljazeera TV Production Festival) e de empresas privadas (Qatar Airlines). A utilização de inquéritos de opinião na forma de “Polls” é o primeiro sinal de interactividade com os internautas.
As notícias são divididas em várias secções:
News, Economy, Culture, Sci-Tech, Special Reports, Weather e Polls. Desta forma é permitido aos internautas seleccionarem as áreas do seu interesse a visitar, caso não tenham sido chamados à atenção pelas “Top News” apresentadas no centro da página.
Ao carregar em qualquer notícia são-nos oferecidas mais hiperligações cuja temática está associada à notícia em causa. É possível reenviar a notícia para um e-mail à nossa escolha, imprimi-la ou mesmo comentar o artigo através de um formulário que nos permite comunicar com o jornalista responsável. No entanto, não existem fóruns temáticos ou gerais, nos quais seja permitido trocar opiniões com os jornalistas e outros internautas.
Outro ponto em que a Interactividade não é aproveitada no seu melhor nível é notado através da ausência de Gráficos, animações em Flash ou vídeos. As fotografias são o único meio visual oferecido ao visitante.
A ligação entre os internautas e jornalistas é acessível através de um formulário cujos destinatários são a Aljazeera.net team, Marketing e Webmaster. (Your Feedback), São-nos fornecidos os endereços físicos da Aljazeera e os seus contactos telefónicos (Contact Us) sem oferecer os contactos directos dos jornalistas.
A História da Aljazeera não apresenta nenhuma interactividade, somente dados (About Aljazeera) tal como a página dedicada às frequências para captar o canal Aljazeera TV por cabo ou por satélite (Frequencies), ou mesmo os tarifários para o E-marketing (E-marketing).
A interactividade ainda está nos seus começos com a possibilidade de receber e-mails com notícias do nosso interesse (News Alerts) ou mesmo no telemóvel (Aljazeera Mobile).
Podemos concluir que mesmo oferecendo alguma interactividade o site da Aljazeera encontra-se ainda atrasado em relação aos seus concorrentes directos não usufruindo de todos os meios técnicos disponíveis ou da interrelação jornalistas/leitores não sendo realmente aproveitada. Ainda nos seus primórdios este site não apresenta interactividade suficiente para se apresentar como um Médium por si só mas sim, como uma transposição dos outros Media do canal Aljazeera.
No ciberespaço ainda existe muito para desenvolver e aprender tanto dos cibernautas como dos webmasters, num meio em constante evolução é urgente obter os conhecimentos certos para acompanhar a evolução. O universo virtual torna-se cada vez mais uma realidade que não podemos descuidar correndo o risco de perder a ligação a um mundo que nunca pára.

Webjornalismo

O jornalismo na “Web” apresenta-se como um compêndio de dados que junta o melhor de cada “velho” Medium: o ponderado e preparado da Imprensa, o som da Rádio e a Imagem em movimento da Televisão.
Mas será a Internet somente uma junção dos velhos dados apresentados num “remake” noticioso que já conhecemos? Creio que não, além da constante actualização dos conteúdos, o simples facto da interactividade ser possível dentro e fora dos Media acrescenta uma visão mais pública, relembrando a “ágora” grega onde cada um pode contribuir, desde que seja um “cidadão electrónico”. A existência de Hiperligações permite-nos desenvolver mais as notícias, nos aspectos que são do nosso interesse ou do nosso desconhecimento, de forma a reconstruir a realidade que por norma os outros Media falham por tempo, espaço ou mesmo opção. Com a explosão da Internet como Médium é-nos possível aceder a uma informação mais alargada, cujo conteúdo não se limita àquilo que nos é dado mas sim àquilo que conseguimos descobrir na rede.
Obviamente esse leque alargado está repleto de hoax e notícias tendenciosas referentes a um mesmo tema. Mas as notícias não são todas elas tendenciosas? Certo, essa conversa é mais para termos na aula de Ética e Deontologia. O verdadeiro desafio do webjornalismo é criar nos utentes o conceito de veracidade que os outros Media demoraram anos a criarem. A virtualidade própria do meio leva-nos a vê-lo como uma fácil manipulação, se não for associado a um grupo físico, cujo nome seja sinónimo de veracidade indiscutível.
A participação da população em geral na produção de notícias e o seu posterior consumo está a tornar-nos cada vez mais activos no mundo Real através do Virtual. A liberdade de palavra está em alta, sendo que mesmo quando “barrados” num determinado site podemos criar o nosso próprio blog ou fórum php com muita facilidade de forma a poder expressar o nosso descontentamento. O jornalismo de amanhã será construído por quem vive as notícias, sendo o papel dos jornalistas actuais o de seleccionar para nós aquelas que mais se amoldem aos seus habituais visitantes dos seus portais/jornais.

quarta-feira, março 23, 2005

A propósito do tema da semana...

... uma curiosidadezinha sobre o Google AQUI. Espreitem, está muito interessante!

Interactividade: Público.pt

É difícil prever o estatuto e a importância da Internet no futuro do jornalismo, contudo, não podemos descurar a importância que uma das ferramentas da web tem para oferecer: a interactividade. Esta procura quebrar barreiras e distancias entre o leitor e os jornalistas, dando a estes novas perspectivas sobre determinados assuntos, «fornecendo-lhes informações, sugerindo temas de noticias e reportagens» e, em contraponto, dando espaço ao leitor de manifestar as suas ideias - «o trabalho dos jornalistas não sofrerá alterações substanciais mas estará perto do público. Ao mesmo tempo os cidadãos interessados terão novos meios de participação cívica, e podem fazer-se ouvir mais facilmente». Assim, quebra-se fronteiras clássicas, na afirmação de um espaço cultural.
No que diz respeito ao site do «Público», este reveste-se de características e de ferramentas que facilitam a proximidade com o público. Em primeiro lugar, é de bom tom falar no interface inicial, que apresenta uma imagem sóbria, onde se pode observar, um menu do lado esquerdo organizado com os destaques e edições da imprensa, bem como os suplementos e secções mais importantes, todos eles com links interactivos.
Note-se o único senão é a letra utilizada; esta tem serifa o que dificulta a leitura.
Posto isto e entrando no assunto da interactividade é de referir a iniciativa intitulada «ecosfera» que possibilita aos leitores divulgarem as actividades realizadas nesse âmbito, bom como apresentar sugestões, tal como num fórum. Falando nisso, também existem alguns fóruns onde se pode expressar a opinião sobre variados temas, contudo
estes não apresentam nenhum link directo. Considero, apesar de tudo, de extrema importância a moderação dos fóruns, uma vez que, comparativamente com o site do jornal «Expresso» estes não o são e constituem-se demasiado difusos e desinteressantes.
O disponibilizar de endereços de correio electrónico dos jornalistas e editores quer da edição exclusivamente online quer da versão impressa, possibilita o contacto mais intimo e pessoal entre o publico e o jornalista, ou seja, o correio electrónico também é uma ferramenta utilizada pelos órgãos de comunicação social presentes na rede.
Finalmente, é de mencionar, ainda, os variados inquéritos de opinião realizado no próprio site, «versando temas da actualidade.
Em suma, o «Publico.pt» constitui-se como um site de complemento da versão imprensa que possibilita a proximidade com o público leitor, na utilização da interactividade.

Ainda os motores

Apesar de alguns terem tido pouca sorte, a verdade é que o scholar me ajudou, essencialmente por me ter mostrado apenas aquilo que procurava. Foi uma boa experiência.
Quanto ao news... caros amigos: não me convence. É verdade que apresenta seis mil e tal resultados para a busca "Mourinho", mas se mudarmos a pesquisa para "Sócrates" teremos tudo menos o nosso primeiro-ministro. Interessará, é certo, a quem pesquise em jornais estrangeiros. Sugiro, portanto, que se alargue a busca aos jornais de todo o mundo. Porque, apesar do que possa parecer, Portugal ainda faz parte do Mundo. (ou não!)
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Bom fim de semana prolongadito!

Perspectivas das buscas frustradas

Desiludida. A palavra indicada para descrever a maneira como me sinto.
Desde à uma semana que tenho vindo a tentar encontrar bibliografia on-line sobre um tema que é curriqueiro no vocabulário dos estudantes: Semanas Académicas.
Para meu desalento, e apesar de saber que muito se fala das festas dos estudantes, verifiquei que nada existe no universo da Internet sobre tal tema. Busquei no tão prestigiado google, no tão afamado yahoo e até nos menos conhecidos scholar.google ou news.google, mas em vão.
Os únicos resultados de procura que obtive, restringiram-se somente a artigos provenientes dos meios de comunicação social. Artigos esses que não são, de todo, isentos de opinião por parte de quem os escreve e de quem os publica.
É de estranhar que nesta era da informação, em que tanto se escreve, fala, ouve e vê, nada exista de concreto acerca de um tema tão vulgar. Estudos publicados on-line, nem vê-los. Artigos de opinião, muito menos. Enfim... Tanto se fala sobre o tema, mas está visto que não passa de conversas de café. Não há nada que justifique aquilo que se diz. Não há estudos de campo que comprovem as "postas de pescada" que são mandadas para o ar nos meses em que as ditas Semanas Académicas decorrem.
Enfim... Gostaria de poder dissecar um pouco a forma como os resultados aparecem nos motores de busca, mas não foi mesmo possível, uma vez que os termos que usei para iniciar a minha busca não me levaram a lado nenhum. Fica então aqui, uma outra perspectiva das buscas on-line, a perspectiva das buscas frustradas.

O prometido é devido...

... aqui ficam algumas considerações sobre o hipertexto.

Em primeiro lugar convém deixar aqui uma definição de hipertexto:
«O hipertexto consiste num conjunto de dados textuais, computadorizados num suporte electrónico e que podem ser lidos de forma quase aleatória. Esses dados estão repartidos em elementos ou nós de informação, equivalentes aos parágrafos do texto impresso. (...) A associação quase espontânea que nos é proporcionada pelo hipertexto forma (...) uma teia de informações que permanece, contudo, sempre em aberto e passível de “receber” mais informação. O hipertexto permite, também, colocar, lado a lado com o texto escrito, sons, gráficos, animações e todo um vasto conjunto de elementos animados e mutáveis que o texto impresso não suporta. A principal característica deste tipo de texto é, portanto, a interactividade. O hipertexto apresenta-se, desta forma, como uma estrutura não linear, e que o utilizador pode percorrer a seu bel-prazer.» (in Do Texto ao Hipertexto, trabalho realizado pela aluna para a disciplina de Introdução ao Pensamento Contemporâneo - 3.º ano, 1.º semestre).

Depois convém reflectir acerca dos prós e dos contras do hipertexto. Sim, porque nem tudo são rosas na evolução tecnológica.
Para tal, deixo-vos as reflexões de Maria Augusta Babo e de Giovanni Sartori.

Maria Augusta Babo:
O hipertexto é (...) memória virtual que espera ser percorrida,
atravessada, navegada pelos seus leitores, por ela passam os destinos,
não apenas da ciência (...), mas também da enciclopédia (...), da
biblioteca que, sob os nossos olhos, vertiginosamente se transforma
numa
instituição electrónica universal, do museu que tende
a tornar-se
virtual e
universalmente acessível, enfim, da escola,
particularmente da
universidade,
que ele está a transformar profundamente e,
portanto,
também das formas de
cidadania.


Giovanni Sartori:

Para quê? Ao que nos é dito, para uma infinita liberdade da criatividade.
Será? Compreendo que o hipertexto possa excitar o
“novidismo” que tanto
nos excita. A pergunta continua a ser:
quais serão os reflexos dessa
superação do pensar lógico
no nosso conviver em cidades construídas (...)
pelo pensamento
e pela lógica que agora se atira para o lixo? Isto é,
podemos realmente viver como animais sociais e políticos sem compreender
o antes e o depois, a causa e o efeito?


Resta a cada um de nós ponderar sobre as vantagens e desvantagens da desconstrução textual produzida pelo hipertexto: positivo porque permite-nos construir o nosso próprio caminho no conhecimento ou negativo porque leva ao afastamento de um pensamento lógico?

A propósito de novas tecnologias...

... aqui fica uma citação muito interessante de Giovanni Sartori no livro Homo Videns.

Hoje em dia tudo é neo, trans, pós.
O “novidismo” (invenção minha)
e o
beyondism,
o ir além (invenção de Daniel Bell), propagam-se.
Se não
se supera, se não se ultrapassa e galga,
hoje em dia não se existe.

Ah pois é! Se não aderirmos ao neo, trans, pós corremos o risco de nos tornarmos ultrapassados, de sermos excluídos. Será possível escolhermos viver sem a tecnologia nos dias que correm?