UM CD-ROM, MEGABITES DE HIPERMÉDIA
Os meios de comunicação social tendem a aproveitar as vantagens que a evolução tecnológica lhe pode oferecer.
Esta situação provocou e provoca transformações na realidade jornalística, sendo que a possibilidade de utilização do CD-ROM é disso mais um exemplo.
Com a adaptação do CD-ROM às novas áreas da comunicação é dado mais um passo em frente rumo à era do multimédia, onde predomina a interactividade. São cada vez mais as possibilidades que existem de aceder a informação, os diversos meios complementam-se e um novo paradigma comunicacional fortifica-se.
Os media têm assim que se ir adaptando a diferentes situações e a diferentes possibilidades de “aliança” com os novos elementos tecnológicos, num processo que o investigador Roger Fiedler denomina de mediamorfose. 1
Neste momento, no início do século XXI, a par do jornalismo online, o CD-ROM é um dos campos que os media mais poderão explorar. Penso ser unânime que a utilização deste “novo” elemento, apesar das alterações e transformações que comporta, será proveitoso para os media e para o público, mais que não seja porque constitui mais uma forma e formato (singular) de difusão de informação. Enunciam-se de seguida alguns aspectos positivos que o CD-ROM comporta.
Um exemplo das possibilidades de sucesso e de afirmação do CD-ROM tem a ver com a complementaridade que este elemento poderá constituir em relação aos diferentes media, em especial ao jornal. Este é sem dúvida um aspectos positivos que devemos ter em conta.
Da mesma forma que o jornalismo online pode conjugar imagem, texto e som, também o CD-ROM o pode fazer, aproveitando até a possibilidade que existe de criar ligações do CD-ROM para a Internet, tudo através de um simples clique.
A informação no CD-ROM poderá ser hierarquicamente organizada, facilitando assim a percepção da informação. Os grafismos também poderão ser bem elaborados, apresentando dinamismo de forma a captar a atenção do público.
No CD-ROM podemos ir directamente para a informação que nos interessa, por exemplo no CD-ROM do jornal Expresso, Cartaz, a barra de menus acompanha sempre o utilizador.
(Este CD-ROM é oferecido aos leitores que comprem a edição impressa do jornal Expresso e anteve quais os melhores filmes prestes a estrear, os espectáculos e exposições que irão estar em exibição, os cd´s, livros e discos, acontecimentos deportivos do mês, tendo ainda uma secção destinada às crianças.)
Os textos (hipertexto) também poderão remeter para a Internet, facultando assim informação adicional. Quem consulta o CD-ROM escolhe o seu próprio percurso através da informação gerando-se assim uma maior interactividade. O utilizador aprofunda a informação consumida navegando de site em site, de hiperligação em hiperligação.
A juntar a tudo isto temos a grande capacidade de armazenamento que o CD-ROM disponibiliza. Um CD-ROM pode armazenar muitos megabites de informação, seja ela escrita, sonora ou imagética.
Mas para que o CD-ROM seja um novo elemento com sucesso existe a já debatida necessidade de se descobrirem as características da linguagem do novo meio e de se adaptar o discurso a essa nova realidade. A interface têm também neste caso um papel importante. Há que tornar apelativa a forma e o conteúdo do CD-ROM.
1- http://www.citi.pt/estudos_multi/sara_rodrigues/mediamorfoses.html


