Muitos são os escritos de sociólogos que enumeram os diversos riscos e aspectos nocivos que os videojogos apresentam para a sociedade, especialmente para as crianças. Será que este facto representa que estes não têm quaisquer benefícios? Não necessariamente, penso eu.
É verdade que os jogos são viciantes, sobretudo em idades jovens. É verdade que uma das causas da obesidade infanto-juvenil é a dependência deste tipo de entretenimento. É verdade que os videojogos são uma causa de isolamento social. Mas estes dados comprovam-se quando o hábito de jogar é levado ao extremo, sem uma dose de bom senso e de educação que oriente os utilizadores.
Quando era pequena, um dos meus passatempos preferidos era passar o serão a jogar ZX Spectrum com a minha irmã. Fazíamo-lo q.b. Mais tarde, com cerca de 11 anos, comprei a minha primeira consola, a MegaDrive II. Sempre gostei de jogar, principalmente jogos de estratégia, daqueles que "fazem puxar pela cabeça". Mas esse gosto pelos jogos nunca me roubaram espaço ao gosto pela leitura, por exemplo.
Hoje em dia, não costumo jogar. A última vez que joguei a um videojogo foi há 3 anos atrás, um daqueles "jogos de violência" (não me recordo o nome). Na verdade, ao jogar com os meus amigos a esse jogo, não sentia despertar em mim um lado assassino, apenas nos divertíamos com o lado lúdico. Mas, obviamente, cada caso é um caso.
Penso que, ao falarmos dos videojogos, importa ter em conta diversos aspectos antes de os rotularmos como um malefício para a sociedade. Não nos podemos esquecer que certos jogos estimulam o desenvolvimento de reflexos, da capacidade de racíocinio, do conhecimento histórico-cultural, para além de serem um meio de entretenimento que proporciona um potencial educacional e social.