Pedagogia dos Media Electrónicos
Blogue desta disciplina de Ciências da Comunicação da U. Algarve
sábado, abril 30, 2005
Food Force & First Person Shooters
Poderão tais episódios de submersão da consciência alterar a percepção que temos da realidade?
De acordo com os ditames da fenomenologia, toda a experiência é válida na construção contínua de “uma visão acerca do mundo”. Assim, sempre que a nossa consciência esteja suficientemente desperta, num state of awareness que nos permita equacionar soluções para determinados problemas ou reflectir sobre as mais variadas questões, encontramo-nos em pleno processo de estruturação da nossa posição perante o mundo real, mesmo que caminhemos sobre trilhos virtuais.
O jogo Food Force exemplifica bem o que acima se diz – recria situações de dificuldade extrema, como sejam as dificuldades na distribuição de bens alimentares a populações afectadas pela subnutrição e por doenças epidemiológicas, propondo ao jogador a persecução de alguns objectivos fundamentais, de entre os quais se destacam o correcto racionamento dos recursos alimentares disponíveis a cada momento, o controlo da mortalidade e dos surtos epidemiológicos e, claro, a capacitação contínua dessas populações no sentido de se tornarem autónomas no cultivo e produção dos seus próprios alimentos e recursos. Trata-se de uma lição humanitária virtual.
Assim, as dimensões pedagógicas consubstanciadas no jogo Food Force são óbvias, demonstrando as potencialidades educativas que as indústrias de software lúdico podem explorar, ao invés de conceberem títulos que fomentam o tremendo crescimento das comunidades de first person shooters na Internet.
Jogos online: diversão, publicidade, intervenção... é só escolher!
A internet é, de facto, o país das maravilhas. Nas "postas" que têm sido publicadas aqui muitas foram as opiniões favoráveis acerca das possibilidades deste meio e as vantagens da sua utilização apontadas por todos nós. Mesmo quando identificamos as falhas e os perigos deste media não podemos retirar-lhe grandiosidade e importância. A internet tornou-se um espaço de troca de opiniões, de formação de mentalidades, de transmissão de informação em tempo real e à escala mundial. A internet é também um óptimo meio de publicitar produtos e empresas... O sucesso das iniciativas só depende da forma como apresentamos o "produto" ao "público".
Uma das formas de publicitar empresas e de formar mentalidades são os jogos online. Confesso que desconhecia este método que é, de facto, interessante.
Uma análise superficial de alguns dos sites indicados pelo professor dá-nos algumas pistas sobre este tipo de jogos (uma espécie de híbridos entre diversão e publicidade ou diversão e intervenção social). Em alguns casos, os jogos acabam por se inserir em contextos muito particulares em que necessitamos de contextualização para podermos jogar - é o que acontece aqui, onde a sight (empresa brasileira) desenvolve jogos para diversos clientes (que podem ser empresas, entidades estatais ou estabelecimentos de ensino, por exemplo). No entanto, os jogos que estão disponíveis no site actualmente não são de fácil compreensão se não conhecermos as entidades ou as empresas que encomendaram os jogos.
Neste outro caso a mensagem do jogo é política, interventiva. Os autores querem chamar a atenção do jogador para a necessidade de mudança no Uruguay.
Já esta ideia tem um está mais ligada à transmissão de informação e à consciecialização dos jogadores em relação a alguns acontecimentos marcantes. A newsgaming afirma que cria videojogos baseados em notícias, e dá o mote para identificar uma das muitas potencialidades dos videojogos: "nós acreditamos que eles [os videojogos] são uma ferramenta excelente para melhor compreender o nosso mundo".
Menos aborrecidos que um texto, com mensagens divertidas (mais ou menos claras), com estruturas relativamente simples, os jogos permitem transmitir as mensagens de forma diferente e lúdica. Podem revelar-se uma forma bastante eficaz (e alternativa) de vender produtos, transmitir informações ou despertar consciências. E são, a meu ver, bem mais aliciantes para os mais jovens.
Como é habitual na internet é só escolher. Os jogos estão espalhados pela web à espera de transmitir alguma coisa a jogadores de todas as idades e de forma acessível - tudo à distância de um click.

Diário Virtual
sexta-feira, abril 29, 2005
A poTeNciALidaDe cOmuNicaTiva Dos Jogos onLinE
A componente lúdica na Internet é muito chamativa, maioritariamente para um público jovem: MSN Messenger, salas de conversação e sites de jogos são serviços muito utilizados para passar o tempo.
Existe toda uma gama diversificada de jogos, desde jogos de cartas, estratégia, raciocínio e lógica, enfim, há de tudo para todos os gostos. Entretanto tem vindo a desenvolver-se mais a parte interactividade nos jogos, de modo a que as pessoas consigam jogar em rede a partir de vários pontos do mundo.
A partir dos jogos online é possível conhecer pessoas de outras culturas; o jogo serve como distracção e ocupação de tempos livres. Por outro lado, os jogos online criam uma dependência inconsciente e uma sensação de tempo irreal, isto é, a pessoa entra num jogo e “perde-se”, quando pensa que apenas jogou durante uma hora, podem ter passado já o dobro ou mais.
Existem ainda sites de jogos com sentido implícito. O site permite descarregar gratuitamente um determinado jogo para o nosso computador, a troco de dar a conhecer uma instituição, associação ou algo do género. Portanto, o jogo funciona como publicidade.
Veremos a opinião de Luís Filipe B. Texeira, em Hermes ou A Experiência da Mediação:
«No jogo tudo é humano; numa diluição em que o primado da ficção supera o próprio real a partir da construção de narrativas em espaços preenchidos com duendes, monstros, fadas…
Os jogos, em especial os digitais, possibilitaram a construção de mundus imaginalis tecnológicos e a nossa imersão neles está plenamente relacionada com a tentativa de se superarem as contingências quotidianas. Ora, o desenvolvimento das tecnologias digitais e da complexidade dos sistemas computacionais tem aumentado esta capacidade de imersão e de “projecção” nas próteses da simulação.
Ao simular, de um modo cada vez mais matemático, a complexidade do mundo e da realidade, o mundo dos computadores está, progressivamente, mais “vivo” e “ontológico” e até, mais ao alcance do bolso, isto tendo em conta o tamanho das tecnologias de suporte.
Hoje, a industria lúdica em geral e dos jogos de computador em especial coloca à disposição o assumir de várias identidades: pode-se ser Deus, bom ou mau, ou político, ladrão ou assassino numa multiplicidade heteronímica e, inclusive, em sistema “aberto”, colocando face a face, através do online, a possibilidade de confronto múltiplo. Em suma, os jogos dão-nos a possibilidade de escolhermos quem gostaríamos de ser.»
O modo online inicialmente suportava entre dois a dezasseis jogadores e oferecia dez mapas. Actualmente a rede suporta centenas de jogadores em simultâneo e são criados campeonatos entre equipas espalhadas por toda a Europa.
SOCOM: U.S. Navy SEALs exibe gráficos vistosos com bons detalhes técnicos, criando um espaço relativamente parecido a, no mínimo, cenário cinematográficos de situações militares e guerra.
Este é o jogo que a Sony queria para o início dos testes em Portugal porque é capaz de “viciar” rapidamente. É um jogo recheado de estratégia, apesar de ser um jogo de acção. O facto de se poder jogá-lo online permite os jogadores a comunicarem em equipa, como se estivessem num terreno real a lutar contra inimigos que pretendem aniquilar prisioneiros, posicionar bombas ou aniquilar a equipa oponente.
http://us.playstation.com/Content/OGS/SCUS-97275/site/main.html?confirm=1
ou o português: http://www.socomeseals.com/index.htm
&
Nicole Rio Silva
O mundo interactivo
Num mundo cada vez mais repleto de informação, a Internet atinge o seu limite em termos de saturação. Qualquer indivíduo tem a ideia que na Internet se podem encontrar informações sobre qualquer assunto, no entanto esta busca pode ser dificultada pelo excesso de informação que esta rede engloba. Neste sentido, o principal problema de quem cria um site na Internet é a sua divulgação e a dificuldade em captar a atenção dos possíveis visitantes.
Para tal, são utilizadas diversas técnicas que visam suscitar o interesse e a curiosidade, quer no site em si, quer na empresa responsável pelo mesmo. Os aspectos gráficos e visuais são explorados ao máximo; a possibilidade de aperfeiçoar o site com uma combinação de vídeos, sons, imagens, interactividade, entre outros tornam-se cada vez mais usuais.
Efectivamente, tornou-se necessário inovar nesta área, uma vez que o comum é facilmente ignorado pelos cibernautas. Assim, a introdução de jogos interactivos nas páginas principais das empresas passou a constituir uma das hipóteses escolhidas. Os jogos constituem-se como um convite muito persuasivo à exploração das próprias páginas, o que se deve ao facto dos jogos atraírem os cibernautas, relevando-se um desafio às suas capacidades de resolução. Os jogos utilizados são, na sua maioria simples e de fácil apreensão, de forma a cativar os usuários, levando-os desenvolver um contacto mais aprofundado sobre o real teor da página.
Porém, este tipo de estratégia também pode ter os seus inconvenientes. Numa era em que o tempo é precioso, a rapidez de obtenção de informação pode ser encarada como uma mais valia. Sob este ponto de vista, a introdução de jogos em páginas comerciais pode, por vezes, desinteressar os visitantes mais exigentes em termos de rapidez, na medida em que esta apresentação não é das mais perceptivas à primeira vista. Ou seja, numa primeira análise, o visitante depara-se, muitas vezes, com aspectos que podem não lhe suscitar interesse.
Cláudia Guerreiro nº 19487
Filipa Moreira nº 22558
quinta-feira, abril 28, 2005
Mais sozinhos do que nunca
Lugar Comum? Sim. De cariz retórico? Não! Muito pelo contrário. Frases soltas como esta pedem desesperadamente respostas e consequentes perguntas novas. Ainda mais se estiverem ligadas a temáticas como o uso e o abuso das novas tecnologias. Mas o problema reside exactamente no facto de não haver agitadores de consciência que abordem e alertem para as consequências do amor cego pelos novos dispositivos de estimação. Este amor cego e viciante que a maioria das pessoas tem pelas novas tecnologias leva, inevitavelmente ao fim do convívio humano. E se pensarmos bem, porque é que havemos de confraternizar no café ou na praia, se podemos falar com quem quisermos pela Internet? Ou assistir a tudo o que se passa no mundo clicando apenas em alguns botões do comando da televisão? Ou ainda ouvir e ver pessoas que estão distantes no espaço, mas perto graças ao nosso telemóvel de alta tecnologia? Tudo isto nos foi trazido pelas novas tecnologias que assumem formas tão familiares como televisão digital, telemóvel de 3ª geração ou mesmo a Internet. Para não nos sentirmos sozinhos, já não compramos um animal, mas sim um kit de Internet ou um telemóvel novo. Mas iremos inevitavelmente por acabar mais sozinhos do que nunca.
Weblog
A propósito da apresentação de weblogs, aqui vai mais um:
Os Ambientalistas: weblog de alguns alunos, ex-alunos e professores de Engenharia do Ambiente, onde se fala de temas relacionados com o Ambiente.
Televisão Interactiva
O visionamento da televisão já não assume as características de outrora, a um espectador passivo e submisso a uma programação linear sobrepõe-se o utilizador consciente das mudanças técnicas e do acesso a um sistema interactivo de melhor qualidade.
O aparelho de televisão tradicional, presente em quase todos os domicílios passou a usar uma tecnologia digital que além de melhorar a qualidade possui a capacidade de ser interactivo. Parece que cada vez mais as características interactivas da Internet são cobiçadas por outros meios e a passos largos se caminha para a “unificação” dos dois meios.
As capacidades de interacção da televisão são ainda bastante básicas e pouco desenvolvidas, no estudo de Gustavo Cardoso e Susana Santos, os autores distinguem as abordagens da comunicação interactiva, referindo que “de acordo com Kim e Sawney existe duas abordagens técnicas à comunicação interactiva no contexto das novas tecnologias aplicadas aos media: uma abordagem comunicacional e a abordagem ambiental dos media”[1], sendo a primeira referente á simulação de trocas interpessoais através de canais de comunicação e a segunda a interacção proporcionada pelos media que é feita em tempo real, de resposta imediata. Assim sendo, a televisão interactiva de hoje está mais relacionada com a abordagem comunicacional, “o papel que o jornalista e apresentador de programas de entretenimento assumem enquanto mediadores e organizadores de interacção com a audiências – a iTV é assim muito mais reactiva que interactiva”[2]. Nem sempre a interactividade pode ser abordada como um termo linear de características unificadoras, daí as suas abordagens diferenciadas.
[1] Gustavo Cardoso e Susana Santos, Tendências e Contradições no Sistema Televisivo: da Televisão Interactiva à Televisão em Rede, http://home.iscte.pt/~galc/televisao.pdf
[2] Ibidem.
Comunicação Empresarial e os Weblogs
Num contexto fortemente concorrencial a empresa necessita de assumir uma posição no mercado, através de uma estratégia de comunicação coerente é possível garantir esse posicionamento. Os weblogs assumem-se como um meio de transmissão da mensagem e um instrumento útil nas Relações Públicas.
Os autores António Granado e Elisabete Barbosa salientam na sua obra a possibilidade dos weblogs serem utilizados pelas empresas e afirmam-nos que estes “podem ser utilizados para acções de comunicação interna ou externa e ainda complementos às páginas institucionais das empresas”[1]. A sua construção deve ser pensada consoante os objectivos que pretende atingir assim como a sua interface deve ser coerente com a imagem visual da empresa. Ao nível da comunicação interna os weblogs podem ser disponibilizar a informação para os colaboradores, economizando tempo e esforço de transmissão, assumindo-se um formato com possibilidades interactivas. Como meios de comunicação externa podem assegurar um forte posicionamento da imagem da empresa, assim como, servirem os interesses comerciais da empresa (complementando os websites). Os weblogs das empresas acabam por cumprir funções semelhantes às dos websites, embora existam as possibilidades que lhe acrescem.
As funções habituais da área das Relações Públicas e o seu “esforço deliberado, planeado e continuado para estabelecer e manter o melhor entendimento mútuo entre organizações e seus públicos”[2] seguindo alguns objectivos como, “aumentar a credibilidade na empresa e nos produtos, manter os colaboradores da empresa informados, melhorar a imagem da empresa, aumentar a notoriedade, desenvolver uma atmosfera de confiança com a comunicação social, criar um sentimento de pertença, orientar a gestão da empresa de acordo com o feedback recebido dos vários públicos, estimular as vendas, criar boas relações com a vizinhança”[3], entre outros, podem ser objectivos concretizados através de uma comunicação em Weblogs, inseridos numa perspectiva de entendimento entre público interno e externo, consoante o interesse da empresa.
[1] António Granado e Elisabete Barbosa, Weblogs Diário de Bordo, Porto Editora, p. 61.
[2] DINÍSIO, Pedro et al., Mercator – Teoria e Prática do Marketing, Lisboa Publicações Dom Quixote, 2000, p.345.
[3] Ibidem p.347.
Os jogos e a comunicaçao / persuasão
Falando de novas tecnologias, o homem está em constante descoberta de novos meios, novos suportes e novas técnicas. Neste âmbito, os jogos apresentados em sites na Web revelam-se como um verdadeiro instrumento de persuasão e influência nos indivíduos. Como tal e tendo conhecimento desta força persuasiva, o homem tem procurado desenvolver as técnicas comunicativas em questão de modo a atingir mais facilmente os utilizadores, sendo que, muitos deles, despendem muito do seu tempo com os jogos de computador.
Assim, considero que os jogos são realmente uma força poderosa para conseguir transmitir a mensagem pretendida pelos emissores, sem os receptores, na maioria dos casos, se darem conta disso, seja para mudar mentalidades, para «abater» preconceitos e estereótipos, seja para fazer publicidade.
No entanto, não basta criar jogos e fornecê-los pela Internet, é fundamental dominar e explorar bem esta técnica para que os emissores consigam obter o efeito desejado. Isto, porque considero que alguns dos jogos vistos em aula não foram bem concebidos, tornando-se mesmo assombrosos, uma vez que interligam a diversão e entretenimento com desgraças e acontecimentos mesmo tenebrosos. Eu senti mesmo uma sensação bastante desagradável, para não dizer monstruosa, quando tive contacto com estes jogos.
A nossa vida não é um jogo e nem pode ser controlada como tal... 
O jogo como segunda realidade
Sugiro a leitura integral do artigo, da BOCC, de Filomena Moita, sobre os jogos electrónicos 'Juventude e jogos electrônicos Que currículo é esse?'.
O artigo refere-se ao fascínio e importância do jogo para o desenvolvimento humano («Segundo Huizinga (2000), é o jogo e pelo jogo que a civilização surge e se desenvolve. Tudo isso se dá devido ao fascínio e atração provocada pelo jogo no homem. Segundo o autor, o jogo é um recorte do tempo, onde a pessoa assume uma vida paralela à real e, como é sabido que a cultura humana só se dá com a existência da segunda realidade, é natural uma certa tendência do homem ao jogo, por este ser um grande agente responsável por essa manifestação») mas também os perigos que possam surgir destes, devido ao realismo permitido pelos media electrónicos.
Televisão Digital: Não saia do seu lugar
Os conteúdos apresentados por esta são transmitidos unilateralmente, dando a liberdade ao receptor de interagir de forma livre com os mesmos, uma vez que novas informações são recebidas apenas quando solicitadas.
Chegou o tempo da “Televisão Individual” e este é caracterizado por conteúdos que permitem a interacção com o consumidor e cujo comportamento enquanto receptor filtra a informação que mais lhe convém, o que resultará numa individualização crescente. Neste sentido, a interactividade na televisão digital assume-se como vantajosa, de fácil manuseamento e que permite ao utilizador planear as suas escolhas.
Resta apenas constatar se os conteúdos produzidos serão de qualidade suficiente para levar os espectadores a assumir a mudança do analógico para o digital.
Mara Amaral
Mª. Amélia Góis
Sónia Rosa
Seminário de 28 de Abril
Sites consultados:
» News Gaming
» Cambiemos
» Sight: educação e comunicação
» Persuasive Games
» Food Force
Texto sugerido:
» Rethinking Agency and Immersion: videogames as a means of consciousness-raising, de Gonzalo Frasca
Outras leituras:
Trough their creation of new and different worlds and characteres, video games can challenges palyers' taken-for-granted viwes about world.
James Paul Gee (2003). What video games have to teach us about learning and literacy. New York: Palgrave.
Por falar em novas tecnologias, achei interessante esta citação...
Podemos passar horas com as máquinas sem sermos capazes de estabelecer relações humanas e sociais satisfatórias. O avanço tecnológico não tem o alcance de gerar um avanço na comunicação humana e social. Opor os meios de comunicação antigos e modernos é uma problemática do passado; há que analisá-los como um conjunto. O essencial da comunicação não é a tecnologia sem o homem e a sociedade.
Em Dominique Wolton (1994) - Elogio do Grande Público – Uma Teoria Critica da Televisão.
Ainda a respeito do Google...
Podemos dizer que, este motor de busca, foi uma grande invenção, o qual era impensável há uns bons anos atrás, no que respeita ao mundo da pesquisa. Se quiséssemos saber algo mais teríamos que correr todas as bibliotecas da nossa zona, ou recorrer à sabedoria humana deste e/ ou daquele. Hoje em dia isso não foi esquecido, mas a sua afluência já não é o que era. Basta, então uma palavra-chave (ou uma frase) e um “clique” para que este magnifico engenho nos apresente à frente aquilo que pretendemos, ou pelos menos algo parecido. Esta é, sem dúvida, uma evolução nos modos de pesquisa. O Google é, de facto, um motor de busca que permite aceder a quase toda a informação colocada na Internet. Com quase seis milhões de utilizadores por mês, o Google oferece, a quem o visita, a possibilidade de encontrarem a tão desejosa informação pretendida. Mas, apesar das hipóteses serem numerosas, são também inúmeras as vezes que as pesquisas não resultam em nada, ou seja, após a introdução de um determinado dado para a realização da pesquisa, o que por vezes nos surge é uma informação completamente descontextualizada da que se desejava. Não se pode negar as facilidades que este motor de busca nos consagra, mas com este notável sucesso, onde fica a essência da leitura e pesquisa nas bibliotecas? a utilização e manuseamento de um livro cheio de cultura e informação? O conhecimento de novos autores e suas obras na integra? Todas estas questões ficam um pouco aquém quando se toca à comodidade, conforto do nosso lar e no passeio pelas milhares bibliotecas virtuais existentes no residente no mundo da Internet: o Google.
Vera Conceição
Era Digital...
Numa época em que a informação é privilegiada, os mass media tiveram uma forte evolução, sendo que uns mais que outros. Além da Internet, a Televisão é também um exemplo de crescimento e desenvolvimento no que concerne, também, a sua difusão. A televisão é considerado como um meio de comunicação por excelência, aliando o som e a imagem, deslumbrando, entretendo, arrastando consigo milhões de telespectadores. Depois de tantas transformações, melhoramentos, progressos, etc., ao longo de décadas, a televisão chega então, não a uma melhoria de definição ou de imagem, mas a um progresso ao nível dos conteúdos, ou seja à Era da Televisão Digital.
A Televisão do futuro, tendo em conta as convergências entre o audiovisual, as telecomunicações e a informática, é, no fundo, um computador com acesso ao cabo, ao telefone, ao satélite, o que possibilita a oferta de uma série mais alargada de programas e/ ou serviços a quem, presentemente, se faz valer de uma oferta televisiva reduzida. Isto poderá significar o termo dos oligopólios televisivos e com o sistema televisivo fechado existente, o qual é subjugado aos interesses financeiros de grandes grupos de comunicação. A Televisão Digital possibilita um maior flexibilidade na escolha daquilo que se pretende e se quer ver às horas que se entender. O número de programas, por cada canal na Televisão Digital multiplica-se, hoje em dia esse número concentra-se entre os cinco e os sete, isto pode levar a que lhe sejam introduzidos novos serviços, como a internet, alterando aquele simples aparelho de televisão, que temos lá em casa num meio mais acessível à maioria do público do que um vulgar computador. Apesar de todas as vantagens interessantes, deste novo meio de comunicação, nem todas as pessoas têm acesso a ele, pois, na realidade ainda é um meio que requer um nível monetário alto para ser adquirido. Outro ponto não vantajoso é a questão de produção na indústria audiovisual, ou seja se esta tem capacidade de produção quantitativa e qualitativamente satisfatória de modo a motivar os espectadores a investirem na passagem para o digital e, consequentemente a forma pelo qual essa informação será disponibilizada (em sinal aberto ou codificado). Vivemos momentos de grandes mudanças e evoluções, e assim como nasceu uma nova televisão, amanhã surgiram outras novas tecnologias digitais, como aconteceu com os telemóveis da terceira geração.
Vera Conceição
quarta-feira, abril 27, 2005
Blogues e Jornalismo.
http://casadosjornalistas.blogspot.com/
http://www.morabeza.blogspot.com/
http://lantuna.blogspot.com/
http://www.nosmedia.blogspot.com/
http://www.inkiet.blogspot.com/
http://www.albatrozberdiano.blogspot.com/
http://www.odiaquepassa.blogspot.com/
http://verbumimagus.blogspot.com/
http://www.pedrabika.blogspot.com/
Convergência dos Media.
Ultimanente o campo dos media tem saturado muito, tanto em conteúdo com no formato. Para muitos essa saturação tornaou-se mais agravante com a Convergência dos Media. Mas o que é isso de Convergência dos Media?
Segundo João Mesquita, a «Convergência dos Media é a interacção e interconexão entre a imprensa, a rádio, a televisão, os telefones, os computadores e as tecnologias de rede. Ela prevê que toda a informação esteja disponível, a toda a gente, em todas as horas, em todos os lugares, em suporte digital (sob a forma de bits ) onde será possível interagir com a própria informação, com o saber bem, como alcançar os centros de produção de conhecimento que lhe dão origem».O referido autor acrescenta que, «poder-se-ia cair no erro de pegar em tudo aquilo que se disse anteriormente e enfiar todos os ingredientes num computador e já está». Para ele, «a Convergência dos Media não prevê esse processo, não de um modo caótico. Ela prevê uma ligação harmoniosa dos chamados media tradicionais, num suporte digital, virtual, que é consubstanciado no suporte físico que é o computador pessoal, com a mais-valia da interactividade. Actualmente a interactividade é o embrião que irá culminar numa convergência.
O homem e as suas invenções...
O homem e as suas invenções...De facto, o homem tem uma capacidade tremenda de estar sempre a preparar e a inventar algo, não consegue ficar parado. É a nossa natureza, nascemos, crescemos, desenvolvemos e morremos, deixando os nossos descendentes.
Segundo esta reflexão, faço uma analogia entre os seres humanos e as tecnologias, em que, tal como nós somos «fabricados», igualmente as máquinas e as tecnologias são inventadas e depois aperfeiçoadas, com a evolução dos tempos, chegando àquilo a que podemos aceder hoje.
Neste âmbito, a televisão digital é um «descendente» da televisão, que está em fase de desenvolvimento e «socialização».
Eu considero que este novo meio se torna tão viciante que nos pode «sugar» quase todas as capacidades e energias, conduzindo a um individualismo cada vez maior, na medida em que as pessoas, no lugar de estarem fora de casa, no seu meio social e em processo de confraternização e socialização, passam o tempo nas suas habitações, num ambiente reconfortante e descontraído, entretidas com os botões da televisão digital. Como isto é viciante!! Antigamente, há muitos anos atrás, não tínhamos qualquer tecnologia em casa que se pudesse «intrometer» nas nossas relações familiares e entre os amigos, o que não se verifica actualmente. Nos dias que correm, as empresas procuram inventar coisas que nos remetam para o conforto pessoal dentro de casa.
Hoje o mundo é que chega à nossa casa e não somos nós que entramos no mundo em que vivemos. Tudo o que se passa pode ser acedido através da televisão, dos computadores pela Internet, do telemóvel pela Internet, e cada vez mais podemos entrar nessa realidade de uma forma activa, através da televisão digital. Assim, o ser humano vai a favor da sua própria vontade e não da vontade natural das coisas e da natureza, e é por isso que o mundo está cada vez mais degradado e poluído, a vários níveis, que não só o meio físico. Deixo esta última reflexão para quem quiser comentar.
Comente.com
O sucesso de qualquer weblog é, normalmente, medido pelo nível de interacção que possui com os seus leitores. E a forma mais rápida e clara de se medir tal sucesso é através do sistema de comentários. Softwaremente falando, são raros os weblogs que, quando criados, não trazem um sistema de comentários incorporado. Claro que este pode ser alterado pelo utilizador, havendo muitas hipóteses de escolha.
Voltando à interacção, «todos os que publicam informação na Internet têm público, ou seja, qualquer autor de um weblog acabará, com o tempo, por ter leitores, mais ou menos fiéis»[1]. Existem, com certeza, excepções, como esta e esta outra, por exemplo, i.e., utilizadores que dispensam comentários àquilo que escrevem no seu espaço virtual (weblog).
Geram-se, através do sistema de comentários, que «é habitualmente posicionado junto dos posts»[2], conversas, discussões acesas e amizades virtuais. Quando se visita um weblog e se deixa um comentário, fica-se à espera que o autor desse weblog responda ao nosso comentário e/ou retribua a visita. Por vezes, volta-se «para saber se alguém respondeu ao que escreveram ou criticou a sua opinião».[3]
À semelhança de outras ferramentas que encontramos na Internet e que proporcionam a tal interactividade, os weblogs tornaram-se numa outra forma de comunicar com os utilizadores, de criar novos consumidores. Existe, inclusive, maneira de saber as referências que são feitas a um determinado weblog, se o que se escreve tem eco, onde, quando e como.
Se, por um lado, encontramos trocas de comentários que residem num interesse, do género eu-comentei-agora-comenta-tu, já está provado que, de determinadas discussões (não no sentido pejorativo), podem procriar-se notícias, movimentos de protesto, associações, eventos de convívio entre utilizadores…a lista continua.
É como que uma conversa virtual, onde o espaço está aberto a toda uma comunidade: a da blogosfera. E também aqui, algumas conversas são como as cerejas.
[1] Pág. 41
[2] Pág. 40
[3] Ibidem
Televisão digital terrestre
Uma melhor captação, uma maior facilidade de chegar a um maior número de pessoas e a multiplicação de transmissão de canais em cada frequência são vantagens que levaram a que fizesse a comparação entre a chegada da televisão a cores perante a televisão a preto e branco e a chegada da televisão digital terrestre perante a televisão analógica.
Apesar da grande ênfase ir para o carácter gratuito deste serviço, a necessidade de compra de adaptadores e de descodificadores são realidades que poderão, pelo menos numa primeira fase, revelar-se num obstáculo para os telespectadores.
Dora Agapito
A Web matou a verdade?

Segundo um artigo da revista Exame, não se pode confiar mais nas publicações on-line, pois uma boa parte delas são amadoras e erradas. Um dos problemas é que, tal como nos diz John C. Dvorak (colunista norte-americano), a informação na Web é uma faca de dois gumes. Primeiro é fácil corrigir coisas erradas (…) Depois, é tudo maleável. Se a data está errada vamos lá e mudamos. O colunista acredita que nenhuma informação correcta irá sobreviver. E este sim é um verdadeiro problema. A parte mais angustiante é o facto de que hoje se ensina nas escolas a pesquisa na Internet como uma ciência. Embora a Internet tenha as suas vantagens e seja uma fonte rápida de acesso à informação, tornou-se numa fonte duvidosa e cada vez pior. Ao contrário do que ocorre na Web, o texto impresso é como se estivesse escrito na pedra. Jornalistas já publicaram como notícia, em jornais americanos, boatos veiculados na Internet.
A única maneira da verdade sobreviver será não acreditar em nada e descobrir, se possível, a fonte original, o dado verdadeiro, pois a Internet estica a verdade como um elástico e não é uma fonte credível.
John C. Dvorak escreve sobre informática nas mais importantes publicações especializadas do mundo. Encontre Dvorak em http://www.dvorak.org/.
Telemóvel, o bichinho dos sete ofícios
Com o passar dos tempos, os telemóveis foram-se aperfeiçoando, bem como os seus serviços. Neste sentido, foram-se desenvolvendo vários modelos, com as mais diversas funções, diferentes tarifários, com a possibilidade de enviar mensagens, de tirar e enviar fotografias, ouvir música, entre outras inovações que foram surgindo, de modo a satisfazer as necessidades dos diferentes fragmentos do mercado.
Quando as potencialidades dos telemóveis pareciam esgotadas, dá-se uma nova revolução: as empresas começam a apostar nos telemóveis como veículos úteis na difusão de imagens televisivas, como por exemplo, imagens de jogos de futebol que podem ser visionadas através deste pequeno aparelho, receber mensagens sobre determinados acontecimentos televisivos, entre outras possibilidades que a complementaridade estabelecida entre a televisão e o telemóvel oferecem actualmente. Estas são algumas das formas que levam ao extremo a máxima da sociedade da informação que defende a rapidez como uma das melhores armas contra a concorrência. Assim sendo, a rapidez da informação aliada à interactividade que se pode estabelecer entre os espectadores e a televisão, através do telemóvel, mediante o envio de mensagens, tornou-se numa das principais estratégias de fidelizar e cativar consumidores.
Mas afinal qual é o papel do telemóvel na sociedade? Pois…nós também já não sabemos…este pequeno aparelho que era encarado de forma tão linear tornou-se num bichinho de sete ofícios porque dá para quase tudo, ver filmes, mandar mensagens, falar, tirar fotografias, ouvir música, jogar aos mais diversos jogos, ficar a par das últimas novidades, aceder à Internet, enfim…será quase dizer que quem tem um telemóvel tem tudo.
No entanto, temos que nos interrogar sobre o porquê de tantas ofertas. Se os telemóveis têm os seus aspectos práticos e úteis para nós, enquanto utilizadores, temos que reflectir um pouco sobre as vantagens que estas ofertas dão às empresas. Por um lado, nós ficamos a par de tudo o que se passa, mas por outro lado eles ficam a ter acesso a dados pessoais muito importantes, como as nossas preferências, interesses, entre outras características que podem ser usadas em estudos de mercado, de forma a analisar as novas tendências, ou ainda em estudos personalizados que definam os perfis dos utilizadores, no intuito de criar novas ofertas.
Por tudo isto vale a pena pensar…
Cláudia Guerreiro nº 19487
Filipa Moreira nº 22558
TV interactiva, o seu novo amigo
O âmago do Blog
Os weblogs são páginas pessoais que sofrem actualizações regularmente e são o mais recente fenómeno de comunicação na Internet. Podem ser criados e publicados com grande facilidade, podendo ter um formato simples ou então um mais alargado onde se abordam vários assuntos. O acesso ao seu conteúdo é simples dependendo somente do conhecimento do seu endereço electrónico. Assim, qualquer pessoa pode ser autor e utilizador de um ou mais blogs. Os weblogs reúnem muitas características da Internet: são um meio de comunicação; servem para discussão e análise de vários assuntos; permitem o intercâmbio de ideias entre pessoas distantes; são de fácil acesso através da World Wide Web e quem quiser criar um blog não precisa de possuir grandes conhecimentos sobre programação. Por outras palavras, o weblog é uma página de Internet organizada cronologicamente e actualizada com muita regularidade. Os primeiros blogs surgiram em 1997, podem ser individuais ou colectivos, se bem que o número de blogs colectivos tem vindo a crescer consideravelmente. Os blogs podem ser também diários (funcionando como um diário pessoal), analíticos (são abordados diferentes temas, ou um assunto específico) ou informativos (funcionam como uma pesquisa/selecção/filtragem jornalística sobre determinada informação).
A classificação dos weblogs pode ainda ser feita tendo em conta os seus conteúdos: numa fase inicial o formato mais habitual passava pela utilização de textos, enquanto que hoje em dia começa a ser frequente a utilização de vídeo, sons e fotografias. Os fotoblogs, cuja base é a fotografia, podem ter uma temática específica ou apenas reunir um conjunto de ideias e pensamentos, estando este formato em grande ascensão. Os moblogs apresentam-se como uma variante dos anteriores visto que as fotografias são captadas através das câmaras fotográficas de telemóveis. No entanto, e em relação a estes blogs, a questão da privacidade tem sido discutida uma vez que os fotografados não têm conhecimento que as suas fotos estão disponíveis na Internet.
Existe também uma diferenciação quanto à sua utilização profissional, e neste sentido apesar de alguns órgãos de comunicação social terem sido os primeiros a compreender a potencialidade desta nova ferramenta, também as empresas seguem o mesmo caminho, visto que encontram nos blogs um meio de divulgação dos seus produtos e serviços, integrando-os assim nas suas estratégias de promoção.
Por todas as suas características e potencialidades que apresentam (formato, a sugestão de links, a rápida troca de informação, a ligação a outros blogs, etc.) os weblogs tornam-se um meio único, não podendo ser dissociados do meio onde nasceram.
“Os weblogs nasceram da Internet, das suas características e não poderiam existir sem ela.”
Mara Amaral
Mª. Amélia Góis
Sónia Rosa
terça-feira, abril 26, 2005
Potencialidades da TV Digital
Imagem - A imagem passa a ser de alta definição, chagando a “1080 linhas com o padrão HDTV”, e a tela aproxima-se do formato panorâmico à semelhança do utilizado nas telas de cinema.
Som – Seis canais de som, semelhantes ao home-theatres , contrapondo com os anteriores dois canais estéreo.
Interactividade
Com canal de retorno não-dedicado: recepção de informação via ar, retorno à central via telefone;
Com canal de retorno dedicado: usuário da TV digital para além das antenas receptoras passa a ter antenas transmissoras - transmissão feita por sinais (banda larga).
Acessibilidade
Facilidades para Gravação de Programas – sinais codificados, inicio da gravação em modo automático;
Gravadores Digitais - Capacidade de armazenar muitas horas de gravação;
Múltiplas Emissões de Programas -A transmissão de um mesmo programa em horários descontínuos, o usuário estabelece o seu próprio horário de visionamento.
Meios de transmissão: Terrestre, Satélite, Cabo, Internet
A Tv digital combinará um leque de possibilidades e inovações, que servem um único propósito: converter o usuário em administrador, com base num processo interactivo “qualitativamente superior ao simples apertar botões”.
(se quiserem saber, de modo mais pormenorizado, as inovações técnicas referenciadas, acedam a esta página.)
No principio bastavam para ouvir a voz no outro lado.. E agora?
Desta forma, e procurando responder aos cada vez mais exigentes "consumidores" de telemóveis e das suas funções, realizou-se em Cannes, no corrente mês de Abril, o mais importante evento internacional dedicado ao entretenimento interactivo, o MIPTV/Milia. Com toda esta revolução tecnológica ao nível das telecomunicações este evento centra-se particularmente, como diz Nuno Bernardo no Público, "naquilo que é actualmente o mercado mais apetecido para quem produz conteúdos: o dos telemóveis". Nesta feira foram apresentados os mais variados conteúdos disponíveis para todos aqueles que possuem telemóveis que permitam esta utilização , oferecendo assim um variado leque de conteúdos de carácter informativo, desportivo e de entretenimento.
No meu caso, posso dizer que sou uma grande fã destas fabulosas novas tecnologias mas são alguns os obstáculos que encontro para poder ter acesso a estas, obstáculos esses que, suponho, serão os de muitos outros milhões de pessoas. O custo, a lentidão (logo a falta de paciência) e até a baixa qualidade de alguns dos conteúdos fazem com que a adesão não seja ainda a desejada pelos seus fabricantes. No entanto, acredito que num futuro próximo todas estas dificuldades sejam ultrapassadas e os consumidores beneficiados.
futuro digital
O mercado dos telemóveis é o mais atingido quando se trata de novidades tecnológicas. Desde o seu aparecimento que têm evoluído imenso. Se compararmos o primeiro telemóvel que tivemos com os últimos que agora saíram no mercado, vemos que nada têm a ver. Hoje quem tem um telemóvel minimamente recente pode fazer quase tudo (sms, mms, máquina de vídeo e fotografia, gravador, entre muito mais). No futuro ainda terá mais funções. Como Nuno Bernardo referiu no Público o utilizador poderá receber no seu telemóvel informações em primeira mão sem precisar de esperar pelo telejornal da noite. Poderá também ver programas de entretenimento e ficção recebidos no telemóvel.
O inconveniente será (como é quase sempre quando surge uma novidade) os elevados custos. Se cada clip de vídeo ultrapassar os 2 Euros, como dizem, o serviço estará limitado a certos consumidores. Mas é como tudo, os preços acabam por baixar e as pessoas começam a aceder ao serviço. É como se fosse um ciclo vicioso.
O futuro que se avizinha está intimamente ligado ao telemóvel, à televisão e à questão da interactividade. Basta olharmos para os programas que recorrem a votações por SMS ou Internet, como forma de interacção com o público. A maior prova são os reality shows como o Big Brother ou a Quinta das Celebridades. A televisão e a questão da interactividade prometem manter-se na liderança no que respeita ao entretenimento.
Se esta é ou não a galinha dos ovos de ouro não sei, agora que esta realidade promete, apesar de pouco explorada no nosso país, disso não há dúvidas.
Vejam aqui um texto interessante sobre a televisão interactiva.
Tv Interactiva - O Renascer da Caixa Mágica
A televisão tal como a conhecemos revolucionou a socidade do sec. XX, alimentou fantasias, inventou ícones e ídolos, suscitou controvérsia, os espectadores assistiram e assitem in loco a acontecimentos em locais distantes, etc.
Em pleno sec.XXI, o seu poder omnipresente está ameaçado pela Internet e, há quem acredite que a tv interactiva possa ser,também, uma rival. A internet pela "autonomia" do navegador face aos conteúdos rivaliza com o consumo de conteúdos impostos pelos programadores de tv, bem como a inércia do espectador face a este meio. As pontecialidades da internet não ficam por aqui. Mas a Tv interactiva, que potencialidades tem?
Este conceito está pouco desenvolvido emPortugal, mas a característica principal desta nova tv é a possibilidade do espectador interagir, ou seja, pré seleccionar o que quer ver, sem ter que consumir o que não deseja, escolher os finais para os seus programas, .
Não podemos esquecer que que a utilização deste meio pressupõe que o utilizador tenha um certo nível de conhecimentos e poder económico, cingindo a sua utilização a uma minoria intelectualizada. Assim, podemos dizer que esta tv pretende cativar o público que voltou "costas" à televisão generalista.
Mas, como nas tecnologias de comunicação, a primeira produção é a mais cara, mais algum tempo e o preço estará mais reduzido, (veja-se o exemplo dos telemóveis, quando surgiram só alguns poderam ter acesso a este, actualmente, está banalizado).
O mesmo irá acontecer com a TV Interactiva, a questão que se coloca é : será que esta irá substituir a televisão como a conhecemos? Só o tempo o dirá, mas podemso acrescentar, que tal como a imprensa sobe se adaptar à chegada do webjornalismo, a televisão poderá encontrar meios para se impor.
weblog os saraus do sec. XXI
Os weblogs tornaram-se num "local" de discusão dos mais diversos assuntos, desde os mais pessoais aos mais informativos. Deste modo, assume contornos de um espaço público, ou seja, local onde são debatidas várias ideias e cujo acesso está dísponível a todos.
Quanto aos conteúdos há para todos os gostos, credos e cultura: cultos, sensacionalistas, pessoais, colectivos...Contudo, todos tem o mesmo objectivo fazer com que a informação contida chegue a um grande número de navegadores.
Vejamos o caso do blog sobre PUBLICIDADE, neste encontramos várias opiniões sobre os mais diversos anúncios publicitários, partimos do princípio que se trata de profissionais da área, mas não há nehnum tipo de indicação que nos confirme; respeita algunas regras de construção de blogs:
- Guia o navegador para outros blogs da área;
- É possível aceder oas conteúdos dos participantes do blog, no entanto não é possível deixar comentário;
- Tem um "contador" de visitantes;
- Não é possível comentar (entendemos como uma medida de protecção contra comentários menos simpáticos);
- Conteúdos interessantes.
É um blog interessante, mas não deixa de ser pessoal, na medida que as apreciações feitas não são fundadas, mas, sim da sensibilidade de cada um dos participantes. Podemos concluir afirmando, que este blog substitui as conversas entre amigos sobre o assunto, ou seja, conversas do concerne da esfera privada, que passaram para a esfera pública, onde todos podem aceder sem interferir, já que não é possível comentar.
A longo prazo...
Alexandra Silvestre e Filipa Glória
weblogs nas empresas e negócios
Para que um weblog seja bem sucedido, será indispensável que se mantenha o carácter pessoal intrínseco aos blogs: a personalidade dos seus autores, uma vez que os blogs são instrumentos opinativos, sendo um dos factores para a obtenção de um conjunto alargado de leitores habituais e alcance novos visitantes com regularidade.
Algo a ter igualmente em conta para o seu sucesso é a sua actualização regular: o estabelecimento de objectivos, estruturando a sua criação de acordo com o que foi pré-definido.
No que concerne à sua imagem e grafismo, o blog deve ser elaborado com base na simplicidade e na procura do aspecto profissional, mas acolhedor, que se adeqúe à imagem da empresa.
Os Weblogs podem surgir para dinamizar vários fins, como sejam as relações públicas, ou a promoção interna, ou, ainda a resolução de problemas de comunicação horizontal ou vertical.
Vantagens:
- Funciona como antigos jornais de parede onde os funcionários podem obter informação sobre a empresa.
- Vantagens face ao correio electrónico, uma vez que a informação fica guardada num espaço centralizado
- Aumento da coesão dos trabalhadores
- Criação de um sentido de pertença ao grupo
- Permite a participação dos funcionários e debate de assuntos relevantes e urgentes
- Espaço de encontro de resolução de problemas, discussão de resultados lançados, etc.
- Conhecimento produzido fica disponível para os que se juntam ao projecto quando este já se encontra em curso.
A verdade é que os weblogs podem servir para afirmação do posicionamento estratégico da empresa. Esta utilização é mais vantajosa em empresas de dimensão considerável, pois utilizam o blog para comunicar a sua posição institucional. Também no que diz respeito à actividade comercial, um weblog pode ser muito útil na divulgação de novos produtos ou serviços e na recepção de opiniões e comentários, podendo funcionar como um serviços pós-venda on-line.
Conclui-se que os weblogs, apesar de poderem comportar alguns riscos e exigirem um trabalho de preparação e de actualização regular, são ferramentas de comunicações muito úteis na comunicação empresarial, quer no nível interno quer externo.
Neste âmbito, resolvemos confrontar as informações anteriormente apresentadas e o weblog da empresa macromedia onde constatámos que se encontram implícitos todos estes objectivos.
Tô chim!

Veja-se que, cada vez mais, se tenta juntar uma série de funções num pequeno objecto. Andar só com uma coisa no bolso, que faça tudo, é muito mais prático. Note-se também que, tudo tende a ser cada vez mais reduzido, miniaturizado. Já existem mesmo, pequenos computadores que tem as mesmas funcionalidades que um computador normal, mas que são puros telemóveis. Hoje em dia, existem no mercado produtos criados especificamente para serem vistos no telemóvel.
A Era da Televisão Digital já começou...

segunda-feira, abril 25, 2005
Concursos de blogs
Comprovando a crescente importância que os blogs têm vindo a assumir, surgem cada vez mais concursos de blogs, com os mais variadíssimos temas e objectivos.
Aqui vários exemplos.
No princípio, era o verbo.
Seguindo esta retrospectiva, creio que não fugi à regra constatada pelos autores da obra Weblogs, Diário de Bordo. António Granado e Elisabete Barbosa apresentam um estudo bem elaborado sobre a génese, evolução e características deste universo informativo personalizado. Aqui se reconhece o carácter social do blog: este aproxima o indíviduo de outros, ainda que esta socialização seja puramente virtual. Estabelecem-se laços entre pessoas que nunca se viram pessoalmente, que nunca conversaram para além das palavras tecladas. Formam-se comunidades, também referidas como webrings (segundo Raquel da Cunha Recuero, em Weblogs, Webrings e Comunidades Virtuais); são autênticas redes de interacção entre amigos anónimos que, muitas vezes, acabam por criar eventos próprios de forma a ultrapassar a barreira do desconhecido. Este não é, no entanto, um facto inovador, se tivermos em conta que, aquando do surgimento dos chats e irc's, tornou-se uma moda os encontros de convívio entre os habituais participantes.
* Segundo a designação indicada por António Granado e Elisabete Barbosa em Weblogs, Diário de Bordo, p. 48 (Porto Editora, Porto, 2004)
Sobre a televisão interactiva
Andei a tentar documentar-me um pouco sobre este assunto e achei alguns textos e sites interessantes.
- Este artigo de 2000 fala das possibilidades da televisão interactiva e das perspectivas para o futuro deste medium. O autor é bastante optimista e considera que a "caixinha mágica" pode voltar a mudar o mundo.
- Aqui fala-se da tecnologia associada à televisão interactiva em Portugal e das possibilidades ao alcance dos consumidores.
- Este estudo de Gustavo Cardoso e Susana Santos do ISCTE é mais extenso e refere a história da televisão interactiva, as dificuldades de implementação do sistema, as potencialidades do medium, a televisão em rede, entre muitos outros aspectos relacionados com esta questão no nosso país.
- Do Departamento de Comunicação e de Arte da Universidade de Aveiro surge um artigo onde é apresentado o projecto 2BeOn. Os autores abordam a televisão interactiva na perspectiva do teletrabalho e da formação de redes sociais.
- Neste site de Marta Bandarra fala-se de convergência.
Potencialidades e perigos da TV interactiva
Uma colega referiu-se à televisão interactiva como a «Televisão Pessoal». De facto, a interactividade neste medium pode ser uma forma de escapar à "tirania" da programação imposta pelos canais televisivos; a interactividade dá a sensação de controlo perante a programação e permite-nos ter uma TV feita "à nossa medida".
Por outro lado, considero que a interactividade também tem aspectos negativos: o principal parece-me ser o isolamento. Actualmente, a televisão ainda é um factor de socialização: falamos do jornal que vimos, do filme, da novela, do debate. E com a televisão interactiva e «pessoal»? Do que é que falamos quando cada um assistir a um programa diferente, que possivelmente mais ninguém viu?
Na televisão que temos às vezes "não dá nada de jeito". Então desligamos a TV e dedicamo-nos a outras actividades mais ou menos culturais. Quando estiver sempre a dar "alguma coisa de jeito" será que vencemos a inércia do sofá e do comando na mão para nos dedicarmos a outras actividades?
Estas são apenas algumas das questões levantadas depois de uma análise superficial das potencialidades desta nova forma de interactividade nos media.
Há que estar atento aos perigos dos novos media. Embora eles apresentem possibilidades quase ilimitadas no que respeita à comunicação, à informação e ao entretenimento, devemos sempre manter uma postura crítica perante os avanços tecnológicos sob pena de nos tornarmos dependentes à semelhança do que aconteceu com os telemóveis ou com a Internet.
Há que explorar as potencialidades dos novos media, mas para escapar aos "perigos" nada como uma utilização responsável desta nova vertente da televisão que, com certeza, tem muito para oferecer ao público.

As Novas Janelas de Interactividade Imagética
Este é apenas um de entre os muitos casos que configuram a crescente tendência para o desenvolvimento de novas realidades mediáticas, resultantes da convergência entre vários media.
A televisão, que nos seus moldes tradicionais sempre se apresentou ao telespectador como um meio de comunicação unívoco e unidireccional na sua forma de veicular e transmitir conteúdos a um telespectador passivo, adquire agora potencialidades interactivas ao desenvolver-se em convergência com a Web. Por sua vez, a Web beneficiará de um número cada vez maior de conteúdos “televisionáveis”, podendo assumir no futuro uma configuração bastante diferente daquela que agora nos dá a conhecer, ainda essencialmente caracterizada por páginas contendo informação estruturada em hipertexto e com grande preponderância para o texto acompanhado por imagens ilustrativas estáticas. Assim, à medida que o apurar tecnológico dita a proliferação de ligações com elevada largura de banda, aumentam as potencialidades e cresce o interesse pela televisão interactiva.
No entanto, as experiências de televisão interactiva poderão sentir dificuldades intrincadas na própria especificidade do meio – se outrora era restrito o acesso à televisão, dados os entraves colocados à detenção dos meios dispendiosos necessários para a produção televisiva tradicional, a televisão interactiva (comparativamente com a situação anterior) funda-se precisamente no incremento das facilidades de acesso aos próprios meios de produção – são disso exemplo os apoios facultados pela Current.tv à produção e criação de conteúdos televisivos por parte dos “current journalists”.
domingo, abril 24, 2005
EduBlogs
No I Encontro Nacional de Weblogs, Luís de Sousa que participou na construção do blog O Gente Jovem (Escola Profissional das Minas Borradas) problematizou esta questão e, pela referida experiência, apontou um conjunto de vantagens, afirmando que este tipo de blogs permitem:
- “Uma maior familiarização com as tecnologias de informação e comunicação”;
- “Uma maior aproximação alunos/professores”;
- “O desenvolvimento do espírito critico dos alunos”;
- “A melhoria as competências a nível da leitura, da escrita e da organização de ideias”;
-“ A valorização da identidade e raízes dos alunos”;
- “A participação activa em questões de cidadania”;
- “Uma construção colectiva dos saberes”;
- “O contracto com outras realidades educativos”.
Dito isto, resta saber até que ponto é possível aliar a qualidade de conteúdos à abrangência de membros e visitantes, mantendo os ideias educativos, e evitando tornar este tipo de blogs em diários íntimos narcisistas ou em espaços de irreflexão e "baboseiras".
sábado, abril 23, 2005
.
Imagem cuja legenda é Tentatis de Propaganda Visuale Politicale
Inventam tudo…
A ideia de interactividade não é nova, podemos vê-la com a crescente participação do espectador através do telefone e, mais recentemente, por mensagem escrita via telemóvel ou por e-mail.
Começando com o videotexto e o teletexto, que convergem três tecnologias de forma barata e acessível: a linha telefónica, a televisão e as redes de computadores, a televisão interactiva irá mudar o modo como se vê televisão, porque com o afastamento do um modelo tradicional de canais, com transmissão ininterrupta 24 horas por dia, caminha-se em direcção a um modelo no qual se escolhe inteiramente o programa a ver.
Para Charles Benson,ex-vice-presidente da Liberty Digital, existem duas escolas de pensamento predominantes: "Uma é um sistema baseado no controle central, no qual o conteúdo é transmitido ao telespectador num fluxo do servidor do operador de cabo. A outra é um modelo no qual o conteúdo é baixado para a set-top box do telespectador e permanece ali por um número específico de horas antes de ser automaticamente apagado“.
Deste modo, a televisão interactiva teria a capacidade de se cruzar com a Internet; porém traduz-se um implícito conflito entre a passividade e a acção inerente às duas práticas entendidas no sentido tradicional.
Se o espectador pode compor o seu próprio canal, uma outra alteração seria a fuga aos anúncios publicitários, o que coloca um desafio ao papel dos publicitários, apostando na criatividade e, talvez, no surgimento de novas formas de publicidade, dirigidas a segmentos mais restritos e dirigidos a interesses particulares dos utilizadores.
Blogs nas empresas
Os blogs nas empresas podem funcionar como um excelente veículo de comunicação, quer a nível externo ou interno, tendo como objectivos primordiais a notoriedade e o sentimento de pertença. Porém, como António Granado nos adverte em Weblogs, estes não podem perder as suas características intrínsecas: a actualização, a personalização e a disponibilização de informação relevante.
A nível interno, os blogs podem funcionar como local de discussão entre os colaboradores de uma empresa, como espaço de partilha de informação e resolução de problemas. Também poderá ser útil para desenvolver projectos de equipa, diminuindo a possibilidade da informação se perder.
A nível externo, os blogs podem ter funções muito variadas, desde a divulgação de produtos, projectos ou serviços, mostrar a situação da empresa face a problemas sociais, económicos, resolver as queixas dos utilizadores, dando, deste modo, uma imagem de transparência e podendo, mesmo, tornar-se num símbolo da imagem de marca.
Assim, os blogs podem funcionar como uma forma de conecção entre as empresas e os seus colaboradores, mas também com os seus públicos-alvo.
O blog Designs By Nick Fink é um exemplo de um blog empresarial, que promove revistas ligadas ao Design e à Web através da personalidade do seu editor. Este considera que “Web logs, or “blogs,” aren’t just for personal sites. Sites of all kinds can employ blogs to keep visitors informed and up to date. Learn what a blog can do for your site, and see the best tools for creating and maintaining them".
O mesmo acontece num blog da IBM, onde Mark Pilgrim, arquitecto na IBM Emerging Technologies Group, através da sua experiência, mostra as novidades tecnológicas.
Granado coloca a questão, muito pertinente, dos comentários que possam denegrir a empresa, o que leva à obrigatoriedade de encontrar soluções rápidas para esse fenómeno. No caso do blog Designs By Nick Fink, o espaço reservado aos comentário surge, por vezes, com comentários "pouco delicados", facto que muitas vezes é apontado pelos empresários como entrave, uma vez que motores de busca como o google podem fazer referência a esse tipo de informação, traduzindo-se numa imagem negativa da empresa. Em relação ao IBM, existe a possibilidade de se fazer comentários, porém estes não existem, mais precisamente, existe um que dá conta de uma falha técnica. Curioso.
Dora Agapito
Dora Gomes
coitada! tá doentinha!
Venho por este meio prestar respeito a alguém que conviveu connosco muitos anos, mas que agora se encontra numa fase descendente da sua existência. Refiro-me à cultura de massas, cujo estado de saúde se tem vindo a deteriorar, principalmente por o seu sistema imunitário fraquezar perante o vírus da cibercultura.
Alguns médicos defendem que a cultura de massas, apesar das dificuldades, vai conseguir sobreviver. Contudo parece-me a mim que a TV Digital encarna um forte revés para os diagnósticos mais optimistas. Se é verdade que a televisão não é o único instrumento de massificação cultural, também não deixa de ser verdade que esta é uma das formas mais eficientes de padronizar comportamentos e atitudes, dado o elevado número de audiências e o tempo gasto pelos telespectadores em frente ao televisor. Para além disso a cibercultura tende a estender-se aos mais diversos meios.
Pois bem, a TV digital vem-nos dar poder enquanto consumidores de programação televisiva. O aumento da interactividade proporciona a personalização de conteúdos. As bases para que isso acontença estão lançadas, mas o telespectador terá que as agarrar. Pois tal como nos diz Ana Vitória Joly, no seu artigo A Interactividade na Televisão Digital - Um Estudo Preliminar, "a interactividade apenas acontece quando o telespectador deixa de ser passivo e passa a ser activo em relação à televisão".
Perante isto, o individualismo tem pela frente tempos favoráveis. Não um individualismo associado à solidão, mas um individualismo associado à liberdade.
As melhoras para a cultura de massas. Ou não!?
Não se aborreça mais. Agora com a Televisão Interactiva é você quem "manda".
Durante 50 anos os telespectadores estiveram sujeitos àquilo que os senhores da televisão lhes imponham. Sentados no sofá lá assistíamos como “cordeirinhos” à programação.
Muitas coisas podem acabar com o surgimento da televisão interactiva, assim como o famoso zapping e as mensagens comerciais. Agora já se pode ter a oportunidade de definir a nossa própria programação – surgiu a Televisão Pessoal.
Esta nova era da Televisão Interactiva vai permitir ao consumidor interagir com os conteúdos transmitidos através de aparelhos “inteligentes” e de ligação constante à Internet. É o consumidor que escolhe a programação, ou seja, ele escolhe aquilo que quer ver à hora que lhe convir. Mas não serve apenas para programas temáticos, o consumidor vai poder escolher os anúncios que realmente lhe interessam, pondo de parte aqueles que desprezava com a “Televisão Impessoal”.
Segundo a Forrester Research, o uso da Televisão Interactiva vai atingir, em breve, mais de dois terços de consumidores de TV por cabo, podendo atingir os 90% num futuro próximo.
A iTV pode responder às mais diversificadas necessidades dos mais diferentes consumidores.
Por outro lado, “o docente universitário [Manuel José Damásio] menciona [em obercom.pt] o potencial da Televisão Interactiva como plataforma educativa e como modelo de broadcast pela negativa, referindo, por exemplo, o problema do Time Shift. Aponta ainda para a necessidade de perfis de utilizadores e conteúdos, bem como para a necessidade de personalização e ferramentas de utilização.
Em suma, existem várias perspectivas em relação a este tema. Se existem uns que preferem ser “geridos e comandados”, há outros que já aderiram à iTV e que hoje, certamente, têm uma outra visão daquilo que é televisão.
E o objectivo da iTV é precisamente revolucionar a era da massificação de mensagens, intrusivas (por não serem requisitadas), fazendo uma abordagem através da razão e credibilidade personalizadas e requisitadas pelo consumidor.
Se antes se ficava minutos infindáveis à espera do nosso programa favorito e se criticavam anúncios, agora a iTV tem a solução.
Não se aborreça mais. Agora com a televisão interactiva é você quem “manda”.
sexta-feira, abril 22, 2005
BLOGS: UM CONCEITO, VÁRIOS CONTEÚDOS
Seja no nosso pequeno país à beira mar plantado, ou no resto do Mundo, a livre opinião está, mais do que nunca, presente no universo comunicativo. Os blogs surgem pelos mais variados motivos: por moda, por desejo de exprimir uma opinião, emitir um parecer, como meio de desabafo ou até mesmo como expressão pura do gosto pela escrita.
Nos meandros da rede encontramos de tudo, e o recente universo dos blogs não é excepção. Dos blogs mais simples, normalmente de carácter pessoal, aos mais complexos, repletos de animação, texto e imagem, de carácter pessoal, passando pelos de cariz académico e acabando nos de carácter político, a variedade é imensa. O exemplo do blog de Pacheco Pereira, reconhecido político, tem um pouco de político (porque é inevitável) mas, sobretudo, um cariz crítico e pessoal onde são abordados os mais variados temas.
Também curioso é o mais recente fenómeno dos photo blogs. Nestes espaços da rede são colocadas fotografia, como se de posts se tratassem. Nestes photo blogs há também um carácter de interactividade: são trocadas impressão através dos comentários (tal como nos blogs convencionais) e colocados posts diários (sob a forma de fotografia). Trocam-se impressões, comentários e cruzam-se opiniões como nos weblogs tal como os conhecemos.
ENFIM, UM MUNDO DIVERSO. PARA TODOS OS GOSTOS E CONTEÚDOS…
Televisão Digital
A Era do individualismo global chegou. Já ninguém se restringe à sua televisão generalista cujo teor deixa muito a desejar. A personificação dos conteúdos orienta-nos para uma televisão de qualidade, pelo menos segundo prisma de cada um.
A simbiose Internet/televisão traz a este conceito a mobilidade própria de uma sociedade em constante evolução no tempo e no espaço. Ficar em casa para ver televisão? Uma perda de tempo! A televisão, ou melhor dito, o seu conteúdo deve ir atrás de nós. Telemóveis, PDA, Laptop, os nossos programas favoritos devem poder acompanhar-nos e seguir o nosso ritmo de vida. Essencial também é poder oferecer-nos a possibilidade de participar activamente nestes mesmos conteúdos. Através de votações, fóruns ou mesmo participação ou mesmo participação directa por webcam, a televisão torna-se participativa procurando emular os jogos de computador on-line em que nos tornamos parte da acção.
Os telemóveis são os nossos novos brinquedos, cada vez mais computadores “de mão”, a capacidade de telefonar está a tornar-se mais uma opção no meio de tantas outras. Tal como a Internet nos seus primórdios, estas novas opções são um reaproveitamento do que já existe noutros Media (TV, e Internet por exemplo).
O futuro aponta para um especificação dos conteúdos dos telemóveis, sendo futuramente exclusivos ao Médium, tornando-se únicos e realmente diferentes. Para variar estamos ainda muito atrás do que está a ocorrer no resto do mundo industrializado, mas devagar iremos chegar ao mesmo sítio. Esperemos.
scholar.google.com e news.google.com
Mais uma inovação do google que a priori nos irá facilitar a vida nas nossas pesquisas.
Ao tornar a pesquisa mais selectiva permitirá uma melhor eficiência e rapidez nos resultados, desde que os internautas saibam usar esta ferramenta claro está =)
Na tentativa titânica de organizar a Internet, como se de uma vulgar biblioteca se trata-se, os dirigentes da google facilitam ainda mais a nossa vida na pesquisa de documentos de estudo e de notícias.
Uma segmentação da oferta que permite ao utilizador crivar melhor o que a Internet lhe oferece. Quem nunca se deparou com uma pesquisa com numerosos sites que não se adequavam à procura? Tantas vezes… Mas sempre por erro humano, afinal quem não pesquisa exactamente o que pretende, ou não possui as ferramentas para tal, candidata-se a isso. Ainda com uma versão BETA o scholar.google.com promete, pena não ter aparecido mais cedo.
Por sua vez o news.google.com funciona como um portal de notícias, aparentemente ligado a uma porção de agências noticiosas (provavelmente as maiores) o que elimina muita informação nomeadamente a nível local.
O próximo passo será uma segmentação por país, cidade ou mesmo jornal tornando acessível todo o tipo de informação. Claro está que deixará de ser gratuito. Logo veremos, por enquanto aproveitemos as oportunidades que nos são dadas.
quinta-feira, abril 21, 2005
Televisão Digital – Um passo rumo ao futuro
É um dado adquirido que a chegada das novas tecnologias proporciona o desenvolvimento dos sistemas de comunicação já existentes. Os media aproveitam cada oportunidade para se aliarem a novos elementos tecnológicos.
Assim não é de estranhar que o panorama da televisão em Portugal se encontre em fase de mutação.
Essa mutação leva-nos ao encontro da Televisão Digital. Falar desta nova televisão é falar do futuro. É falar de um novo serviço, de novas potencialidades, novos conteúdos e de todo um sector por explorar e desenvolver. É falar sobretudo de interactividade.
A Televisão Digital apresenta-se basicamente como a convergência existente entre a televisão e as novas tecnologias interactivas. No entanto, a passagem da televisão analógica para a televisão digital será, apenas e tão só, a maior revolução no sector audiovisual depois da passagem que houve da televisão a preto e branco para a televisão a cores.
Para o comum dos cidadãos ter acesso a este serviço, é necessário que possua alguns elementos indispensáveis. Em primeiro lugar é preciso que possua um monitor, a que se acresce um comando e um teclado; depois é também necessário um cabo com bidireccionalidade, uma step-top-box (que custa cerca de 250 euros) e uma assinatura da TVCabo, que é quem disponibiliza o serviço em Portugal.
Apesar disso, esta nova forma de ver televisão oferece ao telespectador uma diversidade enorme de serviços. Efectuar compras, aceder à Internet, enviar e receber e-mails e efectuar operações bancárias são alguns dos serviços já disponibilizados pela Televisão Digital. Por outro lado, enquanto a televisão analógica oferece um programa por canal, a televisão digital permite o acesso no mesmo canal a no máximo sete programas. A qualidade de som e de imagem também se apresenta superior na “nova” televisão.
Os serviços de Televisão Digital mais avançados do mundo estão disponíveis na Europa, sendo o Reino Unido o país que lidera esse desenvolvimento. Em 2002 , 39,5% dos lares em terras de Nossa Majestade já tinham acesso à Televisão Digital.
Em Portugal o panorama não é tão positivo, em finais de 2003 o serviço só estava disponível em cerca de 8000 lares. No entanto o sucesso da Televisão Digital está apenas dependente da imaginação dos operadores de televisão e dos empresários que controlam a indústria dos conteúdos. É necessário não esquecer que o serviço ainda é caro, tem o custo normal de uma novidade, e só com o passar do tempo se tornará um produto massificado. Nessa altura o preço de custo baixa e a Televisão Digital será mais acessível a todas as faixas da população.
Certo é que estamos perante uma verdadeira convergência multimédia, cuja implementação em Portugal obedece a um investimento total em infra-estruturas de cerca de 500 milhões de euros. A transição de formatos está eminente e tudo aponta para que daqui a 10,/15 anos seja desligado o analógico prevalecendo então o digital. Bem vinda TV Digital.




