Quinta-feira, Março 31, 2005

UM CD-ROM, MEGABITES DE HIPERMÉDIA

Os meios de comunicação social tendem a aproveitar as vantagens que a evolução tecnológica lhe pode oferecer.
Esta situação provocou e provoca transformações na realidade jornalística, sendo que a possibilidade de utilização do CD-ROM é disso mais um exemplo.

Com a adaptação do CD-ROM às novas áreas da comunicação é dado mais um passo em frente rumo à era do multimédia, onde predomina a interactividade. São cada vez mais as possibilidades que existem de aceder a informação, os diversos meios complementam-se e um novo paradigma comunicacional fortifica-se.

Os media têm assim que se ir adaptando a diferentes situações e a diferentes possibilidades de “aliança” com os novos elementos tecnológicos, num processo que o investigador Roger Fiedler denomina de mediamorfose. 1

Neste momento, no início do século XXI, a par do jornalismo online, o CD-ROM é um dos campos que os media mais poderão explorar. Penso ser unânime que a utilização deste “novo” elemento, apesar das alterações e transformações que comporta, será proveitoso para os media e para o público, mais que não seja porque constitui mais uma forma e formato (singular) de difusão de informação. Enunciam-se de seguida alguns aspectos positivos que o CD-ROM comporta.

Um exemplo das possibilidades de sucesso e de afirmação do CD-ROM tem a ver com a complementaridade que este elemento poderá constituir em relação aos diferentes media, em especial ao jornal. Este é sem dúvida um aspectos positivos que devemos ter em conta.
Da mesma forma que o jornalismo online pode conjugar imagem, texto e som, também o CD-ROM o pode fazer, aproveitando até a possibilidade que existe de criar ligações do CD-ROM para a Internet, tudo através de um simples clique.

A informação no CD-ROM poderá ser hierarquicamente organizada, facilitando assim a percepção da informação. Os grafismos também poderão ser bem elaborados, apresentando dinamismo de forma a captar a atenção do público.
No CD-ROM podemos ir directamente para a informação que nos interessa, por exemplo no CD-ROM do jornal Expresso, Cartaz, a barra de menus acompanha sempre o utilizador.

(Este CD-ROM é oferecido aos leitores que comprem a edição impressa do jornal Expresso e anteve quais os melhores filmes prestes a estrear, os espectáculos e exposições que irão estar em exibição, os cd´s, livros e discos, acontecimentos deportivos do mês, tendo ainda uma secção destinada às crianças.)

Os textos (hipertexto) também poderão remeter para a Internet, facultando assim informação adicional. Quem consulta o CD-ROM escolhe o seu próprio percurso através da informação gerando-se assim uma maior interactividade. O utilizador aprofunda a informação consumida navegando de site em site, de hiperligação em hiperligação.
A juntar a tudo isto temos a grande capacidade de armazenamento que o CD-ROM disponibiliza. Um CD-ROM pode armazenar muitos megabites de informação, seja ela escrita, sonora ou imagética.

Mas para que o CD-ROM seja um novo elemento com sucesso existe a já debatida necessidade de se descobrirem as características da linguagem do novo meio e de se adaptar o discurso a essa nova realidade. A interface têm também neste caso um papel importante. Há que tornar apelativa a forma e o conteúdo do CD-ROM.


1- http://www.citi.pt/estudos_multi/sara_rodrigues/mediamorfoses.html

Outras utilidades para um CD-ROM

(...) Há já algum tempo que vários membros da redacção do JL se vinham queixando de um excessivo número de gralhas nos artigos publicados sob a sua assinatura (...) uma investigação interna veio a detectar um raro e poderoso vírus informático (de nome wjlcrow.mm) que operaria há pelo menos 11 anos (!!!) nos computadores da nossa redacção (...) uma vasta equipa de redactores e informatas tem vindo a elaborar um mapa das gralhas causadas ao longo dos anos pelo referido vírus, estando paralelamente a produzir uma errata. Dada a dimensão da mesma, que vem ultrapassando todas as expectativas mais pessimistas, a direcção do JL decidiu que a errata será comercializada em forma de CD ROM, não se limitando porém este à indicação dos erros, mas sobretudo à reprodução dos textos afectados (...)
Confira tudo aqui

A nova linguagem da Internet – Webjornalismo

Cada meio de comunicação tem a sua própria linguagem. Tal como o jornal impresso, a rádio e a televisão, a Internet terá necessariamente de se adaptar e descobrir as suas potencialidades. Marshall McLuhan afirmava que o “conteúdo de qualquer medium é sempre o antigo medium que foi substituído”. Estando ciente disso mesmo, a Internet chegou à conclusão que, para além de poder utilizar texto, som e imagem em movimento, podia conter em si muito mais do que o mero jornalismo on-line, muito mais do que a simples transposição de informação presente no jornalismo impresso, radiofónico e televisivo.

Murad referiu que “o conceito de jornalismo encontra-se relacionado com o suporte técnico e com o meio que permite a difusão das notícias”. O webjornalismo é o jornalismo feito para a Internet. De facto, o webjornalismo pode explorar todas as vantagens que a Internet oferece, transformando a notícia em webnotícia.

Na realidade, são inúmeras as vantagens deste novo meio. A interactividade é uma delas: através de e-mails ou de formulários de pesquisa e opinião é possível uma interacção entre o produtor da notícia e o receptor ou leitor. João Messias Canavilhas, da Universidade da Beira Interior, no seu texto Webjornalismo – Considerações gerais sobre jornalismo na Web refere que a notícia deve ser encarada como o princípio de algo e não como o fim em si própria”. Diz ainda que deve “funcionar apenas como um tiro de partida, para uma discussão com os leitores” ou, diria eu, com os webleitores. A hipertextualidade constitui mais uma vantagem. Nos webjornais, existe uma variedade de links para sites que tratam do mesmo tema da matéria apresentada. Assim, o webleitor pode ler uma notícia sobre um determinado tema e, logo em seguida, pode estar a consultar um site diferente e a ler outros textos de outros autores para ter mais informações sobre o tema de interesse. A grande capacidade de armazenamento de informação e imagem é igualmente outra das potencialidades. Andye Iore faz alusão a uma outra característica fundamental para a afirmação do novo meio: “a possibilidade de seleccionar as informações de interesse e criar uma pasta chamada “favoritos” contendo os sites preferidos ou, até mesmo, escolher as matérias e gravá-las numa pasta personalizada. O Newsletter - boletim que o usuário recebe com notícias seleccionadas - é considerado um instrumento poderoso da Web”.

São, de facto, bem visíveis as vantagens deste novo meio de comunicação. Cabe agora a cada um de nós utilizá-lo da melhor forma possível, retirando do webjornalismo um bom “web” acompanhamento da realidade, sempre em busca de uma boa “web” transmissão de conhecimentos.

Gina

Informação Condensada

O CD-ROM apresenta-se como um suporte bastante eficaz e viável a médio/longo prazo. Neste instrumento podemos conjugar a integração de vários media (imagem, som, texto). Para além disso a edição do CD-ROM têm baixos custos, comparado a uma publicação em papel, sendo também de muito mais fácil consulta. Basta clicar nos links e estamos onde queremos.

Muitos CD-ROM são de natureza didáctica, permitindo um processo de aprendizagem que estimula a exploração do tema contido no CD-ROM. A facilidade de acesso à informação é outra das vantagens, assim como a quantidade de conteúdos que se pode armazenar num disco de CD-ROM, não ocupando qualquer espaço no disco rígido.

Para além de todas estas características funcionais do CD-ROM, ele torna-se um complemento informacional. Muitos CD-ROM são utilizados na área da educação, contendo material multimédia interactivo.

O último CD-ROM que visionei foi o do jornal semanal Expresso (Cartaz Expresso - Janeiro 2005). Este CD-ROM é um excelente complemento do suplemento do jornal. Muito bem estruturado em termos de grafismo e de conteúdo, permite uma fácil navegação e uma visualização dos conteúdos através de imagens e de vídeos, que se complementam com os textos.

Conclusão:

O CD-ROM é mais uma das ferramentas que podemos utilizar quer seja para nosso conforto, pesquisa ou aprendizagem. A multimédia é uma poderosa fonte de comunicação que deve ser usada e abusada. O CD-ROM possibilita-nos o acesso à informação num pequeno disco fácil e leve de transportar!

Jornal Digital da Região de Lagos

A interactividade
De todas as vantagens apresentadas pela Internet, a que o jornalismo-online deverá explorar mais é, sem dúvida, a interactividade. Este é um dos elementos que distingue as edições on-line das edições impressas. Perante as vantagens, são cada vez mais os jornais impressos que aderem a este novo conceito. Neste sentido, e após uma pesquisa, o jornal on-line analisado foi o Jornal Digital da Região de Lagos. Este jornal apresenta notícias do concelho de Lagos e dos concelhos limítrofes (Vila do Bispo, Aljezur, Portimão). A versão on-line pode ser consultada através do endereço
www.correiodelagos.pt. Esta versão não difere muito do jornal impresso Jornal Correio de Lagos.
As notícias encontram-se divididas por secções para uma leitura mais fácil, são datadas mas não estão assinadas. Aqui, a publicidade existente faz referência ao Instituto Piaget, Deco, Câmara Municipal de Vila do Bispo. No que concerne à interactividade, podemos identificar alguns elementos como: a participação num fórum e numa sondagem, onde são abordados temas de interesse para a população, a existência de uma hiperligação, para o sapo, onde se pode consultar a meteorologia. No entanto, esta versão on-line não promove a troca instantânea de mensagens entre os leitores e os jornalistas, uma vez que só é disponibilizado o endereço geral.O site, de forma geral, é agradável, com uma escrita bastante acessível. Como se trata de um jornal regional, penso que o facto de ter aderido a esta nova forma de difusão, permite-lhe conquistar novos públicos e de ganhar uma maior projecção

Parece-me que...

Parece-me que o CD-Rom analisado em aula (Cartaz, do Semanário Expresso) apresenta claras vantagens relativamente àquela que é a sua versão impressa. O facto de conjugar, num material muitíssimo mais reduzido, som, texto, e imagem, é um dos principais factores que legitimam a minha observação. O próprio texto, no caso do CD-Rom, assume uma dimensão de hipertexto em que o leitor navega de acordo com os seus interesses. No caso de um jornal ou revista temos de desfolhar várias páginas para encontrar aquilo que queremos. Uma outra vantagem são as potencialidades que o CD-ROM tem para servir de arquivo: é mais fácil e frequente as pessoas jogarem papelada fora do que um CD. É óbvio que o CD apresenta também algumas desvantagens - é mais fácil ler um texto num papel do que num monitor - mas de uma maneira geral, e por tudo aquilo que disse antes, considero que, neste caso, as vantagens superam claramente as desvantagens.

Parece-me que o CD-Rom em causa aparece anexado ao Expresso numa estratégia de dimensionar este Semanário no caminho das modernices tecnológicas, beneficiando de toda a notoriedade inerente a esse facto, e fidelizando os seus leitores. E será também uma forma de vender mais jornais junto de leitores meramente potenciais. Até porque, em minha opinião, o cidadão português tem este tipo de raciocínio: estou em dúvida sobre que jornal hei-de comprar, se um traz um "brinde" (CD-Rom) e outros não trazem nada, então eu compro o do "brinde".

Parece-me que as novas tecnologias da informação caíram que nem ginjas para o lado do universo publicitário. A saturação publicitária dos Media tradicionais, televisão, rádio, e Imprensa, obrigam os promotores de produtos e marcas a procurar novos canais de transmissão para as suas mensagens.

Parece-me que, com tudo isto que aqui foi dito, todos os agentes intervenientes - Expresso, publicitários e leitores - saem beneficiados. O Expresso evolui, vende muito provavelmente mais jornais, e aumenta o volume de receitas publicitárias; os publicitários conhecem novas montras e têm a facilidade de produzir estratégias publicitárias cada vez mais dirigidas; os leitores recebem o tal "brinde", que neste caso é multimédia, e fácil de guardar.

Parece-me que não tenho mais nada a dizer.

Telenovelas/Prostituição

FERIN, Isabel, Da Telenovela à Prostituição, Media & Jornalismo, revista semestral n.º 5, ano 3, 2004

No Brasil, o tráfico de seres humanos faz a grande maioria de suas vítimas entre as mulheres, que acabam abastecendo as redes internacionais de prostituição.1

Ao analisarmos o artigo de Isabel Ferin, somos confrontados com um questão fundamental: Será possível estabelecer uma relação entre a imagem da mulher brasileira nas telenovelas e os casos de discriminação que as mulheres brasileiras sofrem em Portugal?

As grandes transformações estruturais imprimem alterações nas dimensões culturais e relacionais de determinada sociedade. Estas alterações reflectem-se tanto no plano dos valores e das representações como ao nível dos comportamentos e das práticas sociais.
Com o surgimento dos movimentos feministas a mulher tem vindo a alcançar novas posições sociais e novos estatutos, bem patentes nas telenovelas brasileiras.

Desde sempre as telenovelas brasileiras apresentaram temáticas modernas, actualizadas e até com uma certa utilidade social. Homossexualidade, clonagem e prostituição, entre outros, fazem parte do extenso rol de temas abordados nas mesmas.

Desde que passou nas televisões nacionais a telenovela “Gabriela, Cravo e Canela” que a mulher brasileira sempre apareceu conotada com imagens de sensualidade e sexualidade. A imagem da mulher brasileira representava, e ainda representa, um novo modelo estético feminino, onde são valorizadas sobretudo as características físicas.

Existe nas telenovelas brasileiras uma imagem exacerbada de sensualidade em relação à mulher brasileira, sendo que é transmitida uma imagem de luxúria sexual. Cenários coloridos, quentes e deslumbrantes envolvem a figura feminina brasileira tornando-a num objecto sexual desejado pelos homens.

Esta imagem de sensualidade e sedução chega-nos também através de anúncios televisivos a produtos portugueses, como é o caso da cerveja Sagres. Esta cervejeira portuguesa aposta em lindas mulheres (actrizes brasileiras de telenovela) como Daniela Cicarelli, Carolina Dieckmann e Carol Castro para associar beleza e erotismo ao seu produto.

O fenómeno do carnaval brasileiro, com mulheres semi nuas a dançar na rua, também ajuda a “catalogar” a mulher brasileira com a ideia de sensualidade e sedução.

Podemos assim ver que do Brasil vem-nos a imagem de uma mulher sensual, sexy, quente e sedutora.

Em Portugal, a mulher brasileira é normalmente associada ao fenómeno da prostituição. Isto porque a prostituição surge nas novelas brasileiras de forma natural. Existe o estereotipo da mulher pobre que a única solução que encontra para sustentar a família é “vender” o seu corpo. Também a imprensa portuguesa contribui para essa imagem, passando muitas peças sobre prostituição no Brasil.

Existe também a realidade das redes de prostituição de mulheres brasileiras em Portugal. Aí o sexo não passa de um negócio, é o prazer em troca de dinheiro.

Estas duas situações, imagens de prostituição nas novelas brasileiras e associadas a redes de prostituição, levam a que haja a tendência de generalizar a imagem das mulheres brasileiras em Portugal.

Os media, e neste caso especifico as telenovelas, têm um papel de grande importância na construção da realidade, de forma que as pessoas têm tendência para assimilar como verdadeira a imagem que as mesmas passam.

Assim o público português pode tendencialmente olhar para a mulher brasileira como sendo um “produto sexual”.

Esta imagem é também sustentada no facto das notícias sobre brasileiras em Portugal se restringir na maioria das vezes a casos de prostituição.

A imagem das telenovelas e a imagem da comunicação social leva a que os portugueses criem uma visão estereotipada e preconceituosa da mulher brasileira.

No entanto sabemos que os emigrantes brasileiros em Portugal não se resumem só a prostitutas. Existem muitas, mas também existe muita imigração por parte de elites intelectuais brasileiras. Quem não conhece um dentista, um professor, um publicitário ou mesmo um jornalista brasileiro?

O clima tropical do Brasil e os comportamentos e os ritmos da sua população levam a que se crie uma imagem errada dos brasileiros. Muitas pessoas associam o Brasil a prostituição e as brasileiras a prostitutas, contudo há que lembrar que esta é a profissão mais antiga do mundo e que em todos os países há prostitutas. E que se saiba, não terão sido os brasileiros a inventá-la...

1-In http://www.mj.gov.br/trafico/brasil.htm

Paulo Silvestre n.º 14315
Cláudio Santos n.º21685

De quem é a culpa?

Como toda a gente sabe através da Internet, uma pessoa pode obter conhecimentos numa fracção de segundos sobre um determinado acontecimento que se está a passar do outro lado do planeta.
Como também toda a gente tem conhecimento, o Google é um dos motores de busca mais usados na Internet.
Quando questionados sobre o porquê da utilização deste motor de busca, os utilizadores, respondem prontamente que a simplicidade e a velocidade na recolha de informação são duas das suas grandes vantagens.

Bem recentemente tive conhecimento da existência de duas ferramentas no Google que servem de apoio a aqueles que normalmente pesquisam na net: o scholar.google.com e o news.google.com! Como um colega nosso refere no seu comentário é lamentável que só agora os alunos do 4ºano de Ciências da Comunicação da Universidade do Algarve tenham conhecimento da existência destes dois utensílios que concerteza nos são úteis nas mais variadas situações.
Quem será o responsável pelo facto de alunos quase a concluírem a licenciatura em Ciências da Comunicação, só terem conhecimento agora da existência destes dois links do Google, que é apenas um dos motores de busca mais utilizados pelos utilizadores?

Análise do sítio http://www.jn.sapo.pt

Análise do sítio http://www.jn.sapo.pt
(consultada no dia 10 de Março de 2005)

Depois de uma análise ao sítio do Jornal de Notícias,
http://www.jn.sapo.pt podemos fazer uma fazer uma breve descrição do seu conteúdo e forma, tendo em conta as questões do grafismo, a utilização das cores e o seu aspecto de navegabilidade.
É certo que a leitura de um jornal on-line difere bastante da leitura de um jornal impresso e apesar deste seguir a linha “tradicional”, em on-line esta é actual e dinâmica.
Assim sendo, verificámos que este, ao nível qualitativo é um sítio o qual dá, quase por inteiro, exclusividade às notícias diárias e é sobretudo direccionado para aqueles que se interessam pela actualidade e informação nacional e internacional.
No que respeita à análise da forma, pode-se dizer que dentro da página inicial não existem quaisquer códigos auditivos, ou seja, não se detecta nenhum som enquanto se navega.
Dentro do sítio do J.N. existem diversas secções, tais como: Em Foco, Sociedade, Politica, Economia, Mundo, Cultura, Etcetera, Desporto, Televisão, Opinião, Tema da Semana, Sénior, Última Página, entre outras.
Em relação ao grafismo, este é sóbrio mas apelativo. Podemos observar essa questão na existência de um menu horizontal na parte superior da página. O tipo de letra utilizado é em todo o percurso o Arial, com o tamanho 10 para as secções, tamanho 12 para os textos, mantendo-se em toda a navegação, exceptuando os títulos, pois estes são a negrito com tamanho 14. A manchete do dia contém o título a tamanho 16.
Os códigos visuais estão igualmente presentes neste sítios com as cores utilizadas sendo elas as frias, como o Azul que também é símbolo da profundidade, transmitindo ao mesmo tempo sobriedade ao sítio, ligando ao estilo do jornal, e as quentes como o vermelho que destaca o nome do jornal e a cor-de-laranja que contrasta com o azul não deixando que a atenção seja desviada. O Fundo deste é neutro, ajudando na coerência ao nível de cores, texto e hiperligações.
Note-se que o único movimento existente na página será o da publicidade, pois a própria página é estática o que prende mais a atenção do leitor que não se distrai na pesquisa da mesma. O seu enquadramento predomina o plano geral que se mantém ao longo da visita à página.
A intertextualidade existente nesta página está presente nas hiperligações para os sítios da TSF e Diário de Notícias. Ainda a respeito da interactividade, podemos referir que o leitor tem possibilidade de responder a questionários e deixar, também, sugestões e comentar os vários artigos publicados. Para enviar esse comentário ou sugestão basta aceder à zona no sítio especial para esse efeito, onde apenas se tem de escrever a mensagem e enviá-la. Muitos dos comentários, que são enviados pelos leitores e visitantes do sítio, não são assinados, o que torna por vezes esse mesmo comentário não tão credível como um assinado.
Acima do menu superior surge a publicidade, nomeadamente a marcas de automóveis, que aparece por forma de pop-ups/ banners. Em rodapé a publicidade é feita a nomes do grupo do J.N., tais como a PT-comunicações, Lusomundo, etc.
As notícias são actualizadas constantemente neste sítio. Embora haja mais texto do que imagem, todos os artigos são ilustrados quando acedemos às hiperligações respectivas. Porém, na página principal apenas se visualiza a imagem correspondente à manchete/ notícia do dia. Toda a navegabilidade é organizada de forma cuidada para que a sua compreensão seja facilitada.

Natércia Cordeiro
Vera Conceição

Quarta-feira, Março 30, 2005

pesquisa para estudantes

A Internet é um meio em progressiva expansão, tanto no que diz respeito à transmissão e troca de conhecimentos e informação quanto em relação aos novos hábitos e práticas que passou a incluir. De facto, a Internet hoje em dia inclui várias realidades desde informações, a serviços e mesmo utilidades. De entre fóruns de debates, chats, sondagens de opinião encontramos os motores de busca. Estes últimos são sem duvida um dos maiores benefícios que a Internet oferece e um dos principais responsáveis pelo seu sucesso à escala mundial. Como se costuma dizer na Internet podemos aceder a todo o tipo de informação digitando apenas uma palavra-chave no motor de busca. Mas qual o melhor? Neste sentido, existem vários aspectos a ter em consideração. O primeiro encontra-se na simplicidade com que se apresenta o motor de busca. O segundo critério em avaliação poderá ser os resultados obtidos. Dentro destes parâmetros o google parece-nos o mais referenciado. Numa página, simples e esteticamente equilibrada, dedicada apenas à pesquisa somos levados a digitar um tema de interesse que nos conduz a páginas auxiliares com a informação disponível, onde surge o sítio e um pequeno texto onde se insere a palavra em pesquisa. Desde logo, podemos seleccionar o tipo de informação que nos interessa. Contudo, esta questão da selecção da informação aborda um dos principais problemas da Internet, ou seja, o excesso de informação, o que por vezes se apresenta como um forte obstáculo à selecção do que realmente nos interessa.
O google é sem duvida um dos sítios de pesquisa mais utilizados, a tais dimensões que recentemente emitiu sítios de pesquisa derivados como o google news e o google scholar. Porém, estes sítios surgem sob a forma de portais onde desde logo somos sujeitos a várias informações, de interesse ou não, mas que de certa forma contrastam com a simplicidade do google. O google news funciona quase como uma colecção de todos os artigos, reportagens que foram publicados sobre determinado tema na imprensa. Por seu turno o google scholar compila uma série de trabalhos académicos relativos a várias temáticas, em que o pesquisador pode facilmente aceder. Na nossa perspectiva académica a tomada de conhecimento do segundo portal pode-nos, em muito, facilitar a pesquisa para trabalhos ou outros tipo de actividades. Este restringe a nossa pesquisa aos principais autores sobre o tema procurado, bem como a diversos projectos académicos que nos podem orientar em futuros trabalhos. O único problema que nos deparamos foi o facto de alguns dos sítios propostos não serem possíveis de consultar.
Em suma, estes sítios, recentemente conhecidos, podem-nos ajudar, por um lado, a encontrar informação credível e objectiva (google scholar), como também a fundamentá-la através de diversos artigos que podemos encontrar no google news.

Filipa Glória e Alexandra Silvestre

Da Telenovela à Prostituição


O movimento feminista trouxe novas concepções para o papel da mulher na sociedade, conferindo-lhe um estatuto de igualdade e independência face ao sexo masculino, desconceptualizando tradicionais convenções que a colocavam no papel submisso de mãe e dona de casa. A par deste movimento, verificou-se, igualmente, uma reconceptualização da imagem feminina nos meios publicitários, televisivos e cinematográficos. Nos fins do século XX, a mulher transformou-se “numa mercadoria a vender ao mesmo tempo que lhe apagavam o protagonismo e o carácter.”[1] A desejada independência converteu-a num objecto de desejo estereotipado na imagem da femme fatalle, símbolo de sensualidade e sexualidade.
As mentalidades alteram-se e renovam-se num constante processo de adaptação, aceitação e rejeição de novas ideias e com eles novos estereótipos que vão surgindo. Contudo, a evolução e a suposta ruptura com determinadas convenções sociais conservadoristas atingem de modo diferente o indivíduo, sendo, na maior parte das vezes, o seu ambiente social um factor determinante no estabelecimento de equações sociais. Por norma, os meios urbanos aceitam com maior facilidade a mudança, contrastando com os meios rurais, que se insurgem como forças antagónicas ao ciclo da renovação e reciclagem psicológica e social.
Em todas as formas de comunicação mediática, a velha regra logística no cerne da produtividade financeira, impõe o nível de audiências como quantificador de qualidade (sendo isto, obviamente, um conceito polémico e, muitas vezes, absurdo aos olhos dos mais iluminados). Apostando na formula mágica de dar ao público o que este cobiça no seu imaginário, as produções televisivas e, em concreto, as telenovelas, apostam em modelos de beleza feminina que atraem o olhar, instigam o desejo e determinam o sucesso de uma boa intriga. No seguimento desta simples equação, temos as peças jornalísticas, imbuídas crescentemente de um teor sensacionalista que visa atingir o universo emocional do telespectador e satisfazer curiosidades generalizadas. No caso concreto da prostituição brasileira, os jornais televisivos apostam em imagens referentes “à sensualidade, alegria, disponibilidade e exuberância sexual da Mulher brasileira.”
[2], sendo estas referências denotadas pela transmissão de peças “tipo vídeo-clip em que predomina a noite e a iluminação indirecta (…) os ambientes sombrios das casas de alterne”.[3]
O negócio parece ser o fio unificador das equações formuladas. Neste sentido, o processo reflexivo conduz-nos para o universo do tráfico de mulheres e prostituição. O caso brasileiro, em Portugal, é dos mais comentados e polémicos e conjuga todos os factores anteriormente descritos. A telenovela brasileira explora o produto disponível: o clima, o ambiente tropical, a sensualidade feminina, o desejo sexual. A sociedade integra conceitos moralistas e estereotipados, sobretudo, nas regiões do interior, onde o modelo feminino se rege no seguinte modelo de mulher - esposa, mãe de família e devota à Igreja. No seguimento do padrão tradicionalista, encontramos o modelo masculino: dominador, autoritário e com liberdade de exercer o seu direito à poligamia. Os traficantes de mulheres, fornecedores de matéria-prima de luxo, a brasileira, elaboram estratégias de implementação em locais em que as convenções permitam a prática da luxúria. Contudo, como aconteceu no passado, as mulheres exercem o seu direito à expressão. O escândalo preenche, então, a programação dos telejornais portugueses. A encenação entra em jogo. No mesmo ciclo de repetição se concretiza o reforço da estereotipação: mulher brasileira, prostituta, destruidora de lares, símbolo da imoralidade.
As repercussões atingem proporções generalistas. O racismo insurge como valor derivado da imagem estereotipada e ciclicamente reforçada. Como todas as formas de racismo, a reflexão perde o sentido e a orientação é intuitiva. A imigração brasileira em Portugal passa a ser sinónimo de prostituição, podendo esta última estar ligada à ilegalidade das mulheres brasileiras no país.
Imagens fictícias criam representações mentais que constroem o real. O real reforça as convenções sociais fruto do imaginário colectivo. Num ciclo, onde o fim é sinónimo de retorno ao princípio, de estagnação, o negócio dita a irreflexão das causas e dos factores por detrás dos fenómenos. Qual a regra de ouro comum na produção televisão, na concepção de telenovelas, no tráfico de mulheres e na prostituição? O sucesso transcrito no ganho financeiro!


Helena Afonso nº 22172
Sónia Martins nº 21827
Vera Santos nº21372

[1] FERIN, Isabel - Da telenovela à prostituição in Media & Jornalismo, 2004, p. 66.
[2] Ibidem, p. 78.
[3] Ibidem.

A representação das mulheres nos media

A história da humanidade é, de facto, a história da sua repressão. Porém, talvez fosse mais correcto dizer que a história da humanidade é a história da repressão da mulher pelo estado, pela igreja e principalmente pelo próprio homem. Neste âmbito, algumas frases como de Rousseau: «O destino da mulher é ter filhos», ou ainda de Adlai Stevenson: «A participação feminina na vida moderna deve fazer-se unicamente através da sua actividade de esposa e mãe»[1] entram para a história da repressão feminina.
Contudo, os anos 60 vieram trazer o princípio de uma revolução social que ainda hoje se desenha. Iniciou-se, então, uma dura luta contra a falsa superioridade masculina e a consequente conquista das mulheres de um espaço, de um corpo e de um espírito próprio.
Os homens e as mulheres são claramente diferentes. Nascem biologicamente diferentes, no entanto é na sociedade que se acentuam essas características díspares, através de regras, normas e valores exteriores transmitidos e ensinados pelas colectividades em que nascemos, crescemos e evoluímos.
Os meios de comunicação foram desde sempre preponderantes na formação dos indivíduos ao incutir-lhes modelos comportamentais e morais de acordo com os padrões vigentes socialmente.
De facto, a questão da representação das mulheres nos media pode ser transcrita pela frase de Simone de Beauvoir «não se nasce mulher, tornamo-nos mulheres»[2], pelo que a afirmação remete-nos para a natureza social e cultural do «ser mulher», em que os media se apresentam como um interveniente activo na criação de estereótipos e preconceitos.

Alexandra Silvestre nº 21317
Cláudia Guerreiro nº 19487
Filipa Moreira nº 22558
Lídia Gonçalves nº 19776

[1] - http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=1708, pesquisa a 28 de Março de 2005, pelas 10 horas.
[2] - SILVEIRINHA, Maria João, 2004, p.10

Novo visual

Como se pode ver, fiz uma pequena mudança no nosso blogue. Falaremos sobre isso amanhã...

Mais sobre o Google

Podem ver notícias relacionadas com o Google aqui.

O corpo da mulher na publicidade

Cartazes de Mulheres
Publicidade, Controvérsia e Disputa do Feminismo nos anos noventa
[1]

O papel da mulher na sociedade sofreu mudanças ao longo dos tempos. Na verdade, com a emancipação política, social e económica, passa-se de uma luta feminista pela cidadania para um poder de destaque e importância. Nos anos noventa começou a surgir o marketing direccionado para um novo feminismo (mulheres independentes com poder de compra), onde a sedução, sensualidade, e o culto do magro, ocupam e marcam o estilo publicitário estereotipado de mulher da época.
No texto em análise
[2] podemos ver que o corpo da mulher é utilizado como “veiculo”/atractivo de vendas, quer sejam produtos íntimos, tal como um soutien, ou outros, como um automóvel – tudo é pretexto para a mulher mostrar o corpo. A publicidade tenta vender o sonho, o impossível, daí que esta, na publicidade, tenha a imagem de uma beleza perfeita que não está acessível a todos os mortais, por forma a concretizar a compra, através da sedução. O culto da imagem da mulher na publicidade leva a que esta não tenha ambição de rivalizar com o homem em outros domínios, ou seja, o erotismo feminino na publicidade é uma forma de alienar a mulher da esfera pública.
Num dos anúncios analisados, especificamente Wallis
[3] – «vestida para matar», destaca-se o poder fatal da mulher que arrasa por onde passa, deixando estupefacto o publico masculino, não se apercebendo dos tumultos que a sua imagem provoca. Estamos, assim, perante uma imagem de uma mulher com o poder de descontrolar a mente do homem.
Em contraponto a esta imagem estereotipada da mulher, a marca de cosméticos DOVE apostou em mulheres comuns. O jornal Courrier International,
[4] na sua versão online, considera esta campanha como uma provocação, já que a marca ousa não explorar a imagem de mulher fatal para vender os seus produtos.
Esta opção da DOVE nasceu de um estudo realizado a um universo de 3200 mulheres de idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos de uma dezena de países. As conclusões retiradas identificam os media como os impositores de beleza, sendo que a maior parte das inquiridas não se identifica com a beleza imposta pela publicidade.
Nota-se, então, uma viragem na mentalidade do culto do belo, embora, ainda, em vigência. Na investigação que elaboramos na Internet encontramos vários estudos sobre o erotismo feminino na publicidade, sendo que uma boa parte desta é de autoria masculina.

Anahi Sequeira
Filipa Glória
Vera Conceição
[1]In WINSHIP, Janice (2004) - ‘Cartazes de Mulheres. Publicidade, controvérsia e disputa do Feminismo nos anos 90’ in Media e Jornalismo, Coimbra: Minerva, pp31-62.
[2] Ibidem
[3] ibidem, pp38-39.
[4]http://www.courrierinternational.com/article.asp?obj_id=45954&provenance=europe&bloc=09 (consultado a 24/3/2005)

Terça-feira, Março 29, 2005

Motores de especialização

A quantidade de informação que circula na Internet é uma das razões para que os motores de busca e directórios de informação sejam criados e desenvolvidos. O usuário ao pretender obter certo tipo de informação não conhece efectivamente todos os sites que a disponibilizam, mas vai utilizar motores de busca, mediante buscas por palavra-chave.

Para além do florescimento deste tipo de sistema existe cada vez mais uma competição entre eles, tendendo para uma especialização e inovação nos recursos de busca. Cada motor procurará colocar à disponibilidade do usuário o maior tipo de recursos que restrinjam a pesquisa de informação, sejam eles através de uma busca simples ou avançadas. Os motores de busca com recurso a busca por frase, busca por campo, e limitações associadas ao idioma, tipo de arquivo, assim como, a ordenação de resultados por frequência de termos e algoritmo de ordenação de resultados por relevância, fazem a diferença entre os diversos motores de busca, mas não nos ajudam o suficiente e continuam a facultar-nos imensa informação.

O conhecimento da forma como actua o motor de busca utilizado trará ao usuário inúmeras vantagens de utilização, embora não faça “maravilhas”. O Google é um caso de sucesso e especialização de novas formas de busca, nomeadamente os casos em experiência scholar e o news google.

No futuro talvez se imagine um motor de busca que nos apresenta o que pretendemos de imediato, mas por agora nem sempre acontece. A informação será restringida em termos de qualidade eliminando-nos o actual problema da quantidade excessiva de informação. Porque saber reconhecer a qualidade da informação que consultamos é uma tarefa igualmente difícil.

Integração de Cabo Verde na União Europeia.

«A Integração de cabo Verde na Europa» foi tema de um artigo de opinião publicado no Diário de Notícias – Lisboa, no passado dia 08 de Fevereiro por Adriano Moreira – Presidente da Academia da Cultura Portuguesa.
No referido artigo o Professor chamou a atenção para a necessidade de se começar a pensar na hipótese da adesão de Cabo Verde à União Europeia. Para Adriano Moreira, «Talvez seja oportuno, e necessário, olhar criticamente para o Atlântico de onde partiu o movimento, dando atenção ao risco de afastamento entre o europeísmo e o americanismo, considerar a necessidade de continuar a tentar modelar a articulação entre a segurança do Atlântico Norte e a do Atlântico Sul, e repensar o estatuto dos arquipélagos que pontuam a linha divisória»[1].
O artigo foi alvo de alguns comentários e dos que tive a oportunidade de ler e ouvir ficou-me a ideia de ser essa uma ideia acarinhada por várias personalidades.
O editor do «africaminha»[2] diz tratar-se de uma alerta importantíssimo, tanto a Portugal e a Europa, bem como a Cabo Verde. O autor acrescenta que, «Tratando-se de um tema relativo à soberania de Cabo Verde e, portanto, de um tema constitucional (que implica a Constituição da República de Cabo Verde), cremos que é exigível que o Presidente da República diga aos nacionais de Cabo Verde (os que vivem dentro e os que vivem fora de Cabo Verde) qual o seu entendimento desta proposta/análise de Adriano Moreira»[3]. Mas o certo é que as reservas pairam de todos os lados.
Quanto as autoridades portuguesas – Presidente da República e Primeiro-Ministro respectivamente, optaram por não fazer quaisquer comentários.
No entender de Adriano Moreira, «Cabo Verde tem uma identidade e um desempenho que fazem do seu povo e da sua politica uma referencia segura de diálogo com as soberanias africanas, uma mais valia para a União Europeia»[4].
Referindo as questões da segurança o Professor argumentou que, «…não é possível sugerir qualquer modelo de organização do Atlântico Sul, e de articulação entre a sua segurança e a do Atlântico Norte, sem incluir Cabo Verde no processo…»[5].
Ciente de que cabo Verde pode vir a ajudar a Europa a aprofundar as suas relações com a África, Adriano Moreira e Mário Soares defenderam no passado dia 16 de Março na Sociedade de Geografia, em Lisboa a integração de Cabo Verde na União Europeia.
Segundo Diário de Notícias on-line, a análise da questão levou a Sociedade de Geografia «Silvino Silvério Marques, sem esquecer embaixadores como Leonardo Mathias ou Francisco Knopfli, além de Carlos Monjardino, Medina Carreira, Maria de Jesus Barroso ou o almirante Vieira Matias»[6]. Associaram a esta iniciativa, muitas outras personalidades como Adriano Pimpão, José Barata-Moura, Maria José Ferro, Rui Alarcão, Barbosa de Melo, Carvalho Guerra, Emílio Sachetti ou Miguel Anacoreta Correia.
Segundo a DN on-line, «entre os apoiantes desta petição, há, contudo, dois nomes que poderão ser susceptíveis de causar algum embaraço às autoridades portugueses Diogo Freitas do Amaral e Laborinho Lúcio. Sobretudo, se Portugal não vier, como tudo indica, a assumir a defesa da adesão cabo-verdiana no plano da União Europeia. Tudo porque Diogo Freitas do Amaral, que há várias semanas se comprometera com a iniciativa, assumiu, entretanto, a tutela dos Negócios Estrangeiros no Governo de José Sócrates. Já Laborinho Lúcio representa, neste momento, o Presidente da República na Região Autónoma dos Açores»[7].
Se a promoção desta ideia por parte de Adriano Moreira é recente, para Mário Soares nem por isso. Há muito que ele defende a ligação de Cabo Verde aos arquipélagos atlânticos.
Disse a SIC on-line que «Para Mário Soares os cabo-verdianos são uma mistura de africanos, de portugueses, de judeus e de muita gente que passou em todas as direcções cruzando o Atlântico e está convencido de que a ideia de integração tem condições para seguir em frente e que esta adesão é uma vantagem para a Europa»[8].
Para fazer face a qualquer barreira jurídica imposta pela União Europeia. O promotor da ideia deu o exemplo da Turquia. E alegou que a chave desta questão é a identidade cultural e foi mais longe dizendo «que nesse contexto, Cabo Verde é também Europa». Mas será?
O «arukutiba»[9] dá menos importância a questões culturais e realça as vantagens advenientes do alargamento do mercado. Mas será que os argumentos desta causa têm peso para convencer todas as resistências que lhe serão impostas? E será que Cabo Verde aceita embarcar nesta ideia?
[1] Diário de Notícias de 08 de Fevereiro de 2005.
[2] http://africaminha.blogspot.com/
[3] Idem.
[4] Diário de Notícias de 08 de Fevereiro de 2005.
[5] Idem.
[6] http://dn.sapo.pt/2005/03/17/nacional/

A propósito do Goggle.

France Presse contra Google News.
A Internet e as suas facilidades dão-nos muitas vezes uma sensação de alguma anarquia, mas o papel crítico e criterioso deve ser sempre nosso. Saber manusear todas as ferramentas que nos são disponibilizadas tornou-se a alma do conhecimento.
O Google por exemplo é uma ferramenta que disponibiliza toda ou quase toda a informação que precisamos. Será que ele possui mesmo a credibilidade para apelida-lo do Deus da informação? Teríamos de ser todos autênticos «filtros»! Mas mesmo assim estaríamos sujeitos a enganos. Sobretudo no que respeita as origens e identidades dos conteúdos. Para sustentar a minha ideia vou beber a fonte do Elmundo on-line que noticiou no passado dia 21 de Março que a agencia noticiosa France Presse acusou ao google de incluir no seu «motor de pesquisa» Google News fotografias e textos seus sem a sua permissão. Segundo Elmundo, a France Presse exigiu uma multa por danos calculados em mais de 17,5 milhoes de dólares e ordenou para que o Google se abstenha de reproduzir fotografias e textos seus».
Passado um dia Elmundo veria a noticiar que o Google anunciou por meio de um porta-voz que haviam começado a eliminar os conteúdos pertencentes a Agencia Francesa do seu serviço de notícias Google News.
http://www.elmundo.es/navegante/
2005/03/21/empresas/1111409140.html
2005/03/22/empresas/1111494476.html

Interactividade: A Capital, Diário de Notícias e Portugal Diário

Na sequência da temática relacionada com as características e vantagens do jornalismo on-line, a interactividade parece ter maior relevo dada a proximidade que proporciona entre o jornalista e o leitor. Num qualquer jornal on-line, são várias as ferramentas que “personificam” a interactividade: a apresentação de diversas secções, o facto de proporcionar fóruns de discussão, chats, sondagens de opinião, a disponibilização dos endereços de correio electrónico dos jornalistas e o facto de podermos receber notícias, previamente seleccionadas, via e-mail. Com base nestes elementos de interactividade, visitei a versão on-line dos jornais A Capital e Diário de Notícias, e o jornal on-line Portugal Diário. De um modo geral, e tendo também em conta os itens acima referidos, posso dizer que o site do Diário de Notícias é mais extenso do que o d’ A Capital, uma vez que abrange o dn.pt e o DN edição papel, e interactivamente falando, oferece um maior número de possibilidades de “interacção” entre leitor/jornal, que inclui 2 tipos de inquéritos, opinião, o registo no cartão virtual Global Notícias, através do qual é possível receber notícias por e-mail, participar em passatempos e usufruir de descontos em produtos da Loja Web. O site d’ A Capital também apresenta alguns destes itens, nomeadamente “Forúns” (que se encontrava inactivo), “Fim de semana” que abrange Blind date, Reportagens, Mapa e Notícias (que se encontrava em actualização), “Sit Down Comedy”, entre outros. Ambos os sites apresentam uma estrutura semelhante ao nível das secções (Nacional, internacional, Cultura, Desporto,...), ficha técnica, contactos, pesquisa, arquivo. Em ambos as notícias são assinadas e é possível enviar comentários sobre as mesmas e/ou ao jornalista. O site d’ A Capital apresenta-se mais simples e de fácil “navegação”; ao entrarmos nele não surgem em 1.º plano as notícias mais importantes, mas sim uma completíssima ficha técnica.
O Portugal Diário bate os recordes em “tamanho e oferta”: é um site extenso (em comprimento e largura) e, para além da estrutura semelhante aos outros, apresenta ainda assinaturas sms, chats (de leitores e exclusivos), forúns, Esta é boca, Acredite se quiser, jogos, webmail, serviços públicos, Faça do P.D. a sua homepage e Adicione o P.D. aos seus favoritos, O leitor escreve (comentários filtrados dos leitor com direito a pesquisa de comentários), O melhor do leitor (em que há uma eleição diária do melhor comentário), Sondagem (em que a pessoa vota, vê os resultados e sondagens anteriores), Você leu aqui primeiro (listagem dos exclusivos), entre outros. As notícias, que são assinadas, permitem: imprimir, enviar a 1 amigo, comentar este artigo, outras notícias relacionadas à principal...ou seja, é um tudo em um!!!
Amélia Góis

Womankind Worldwide: vertentes do pós-modernismo




TRABALHO DA AULA TEÓRICA

Dora Agapito
Dora Gomes
Natércia Cordeiro

A publicidade tem vindo a utilizar, ao longo do tempo, a mulher como objecto de atracção para os vários produtos publicitados. Além disso, o marketing preocupa-se cada vez mais com o segmento «mulheres solteiras com elevado poder de compra»[1], independentes e com preocupações acrescidas ao nível da beleza, como nos diz a investigadora Janice Winship[2].
O Movimento Feminista tem vindo a lutar pela transformação da imagem da mulher veiculada pela publicidade, esteotipada, através do rótulo de «sexo fraco». Por outro lado, são reivindicados a segurança, a igualdade e os direitos das mulheres.
Nesta linha, a Womankind Worldwide[3], uma Associação feminista do Reino Unido, tem como objectivo combater as desigualdades cometidas a mulheres de todo o mundo, encorajando a emancipação feminina, denunciando agressões e várias formas de violência, como é o caso dos estereótipos sexuais, nomeadamente através da publicidade.
Para difundir a sua mensagem recorreu, em 2004, a uma campanha publicitária da Y &R que utilizou as técnicas de publicidade típicas de cosméticos para desmascarar a opressão que veiculam. A Womankind considera que a publicidade reduz a mulher a um ornamento, fazendo com que esta se auto-avalie num processo depreciativo, distanciando-se dos problemas reais. As mulheres tornam-se vítimas da publicidade, por serem transformadas em objectos sexuais; vítimas de si próprias porque sucumbem à persuasão publicitária; e vítimas da própria sociedade que lhes inventou um dia Mundial e instituições para as defender, o que ajuda a potenciar a imagem estereotipada da mulher. È por isso que esta associação se preocupa em preservar os direitos das mulheres já que «as mulheres fazem 2 terços do trabalho do mundo inteiro e apenas ganham 10% dos salários»[4] e «a violência cometida sobre o sexo feminino provoca mais mortes e incapacidades nas mulheres entre os 15 e os 44 anos do que o cancro, a malária, acidentes de viação ou a guerra.»[5]
Os anúncios escolhidos são esteticamente semelhantes a muitos outros anúncios de perfumes ou cremes, porém têm como legenda, substituíndo a marca dos produtos, “Die”, “Rape”, “Domestic Violence” acompanhada pelos números estatíticos: “In the real world 1 in 4 UK woman will suffer Domestic Violence” ou “ 2 UK women die every week at the hands of the partners or ex- parteners[6]”. Perante as legendas as imagens ganham outras significações mais profundas e apelam à violência transmitida por imagens de mulheres subordinadas ao homem e à própria tradição social. Autores como Capbell (1998)[7] relacionam a violência contra as mulheres a “processos históricos de relações de poder que ligam o público ao privado[8]”, neste sentido, para Winship[9], na publicidade articulam-se as relações conflituosas entre mulheres e homens, salientando-se uma crescente exigência de autonomia por parte das mulheres. Se na década de 70, o Movimento de Libertação das Mulheres lutava contra os Homens, o pós- feminismo enfatiza a diferença e encara o homem como um possível aliado.
Esta forma original de abordar a violência transmitida pelos media acaba por fazer uso dos mesmos estereótipos, o que, por um lado, os denuncia (protagonista/coajuvante), por outro, perpetua-os e lança-os novamente sob o olhar dos media. De facto, num olhar menos atento, o anúncio poderá passar por apenas mais um cartaz de cosméticos com mais mulheres bonitas, tornando-se, desta forma, antagonista. À primeira vista os antagonistas serão os homens que utilizam as mulheres como objecto de desejo, estereotipado, transformando-as em potenciais vitimas de violência na publicidade, mas também a sociedade que lhes inventa um Dia Internacional bem como as instituições criadas para as defender, ou mesmo, a própria ideologia dominante, a tradição, a religião que fez sempre da mulher, ao longo da história, um ser inferior.




[1] In WINSHIP, Janice (2004) - ‘Cartazes de Mulheres. Publicidade, controvérsia e disputa do Feminismo nos anos 90’ in Media e Jornalismo, Coimbra: Minerva.
[2] Janice Winship lecciona e investiga na área dos estudos feministas e culturais na Universidade de Sussex, no Reino Unido.
[3] In Pública (14.03.2004) - 'Womankind Wordwide' , pp. 16-19.
[4] Ibidem, p. 17.
[5] Ibidem.
[6] Ibidem.
[7] In WINSHIP, Janice (2004) - ‘Cartazes de Mulheres. Publicidade, controvérsia e disputa do Feminismo nos anos 90’ in Media e Jornalismo, Coimbra: Minerva, p 32.
[8] Ibidem, p. 35.
[9] WINSHIP (2004) - ‘Cartazes de Mulheres. Publicidade, controvérsia e disputa do Feminismo nos anos 90’ in Media e Jornalismo, Coimbra: Minerva.

A propósito de Google News - Un moteur rédac'chef


O texto que nos foi facultado na aula alerta-nos para um problema importante que exige alguma reflexão. A questão do sucesso e a crescente adesão do público fazem com que se desenvolvam inúmeras ferramentas para que a vida do internauta se torne mais facilitada. Neste sentido, torna-se pertinente referir o scholar ou o google news. Contudo, há que evocar a questão da selecção da informação e da sua credibilidade. A facilidade em publicar artigos, notícias, textos,..., na Internet é muito grande, logo, como saber se realmente a informação veiculada por este meio é realmente verdadeira. Temos a chamada "fórmula mágica" de selecção em França, da qual o texto nos fala, mas que pertinência terá esta ferramenta, visto que a selecção é como que filtrada de forma automática por um programa. E já agora, que credibilidade terá esse programa para dizer se um determinado artigo é mais importante que outro, ou mais verdadeiro que outro? Esta questão leva-nos, ainda, a outro problema - o da manipulação. Veja-se que, em questões de manipulação da informação, a Internet é um meio propicio a tal, actuando muitas vezes como um inimigo. Desta forma, numa pesquisa torna-se primordial uma averiguação das fontes de informação para testar a sua credibilidade. Saliente-se que ferramentas deste tipo facilitam em muito a vida de muita gente. Mas até que ponto terá esta “fórmula mágica” utilidade. A preocupação deverá incidir na investigação das fontes para saber até que ponto serão estas credíveis ou não, e se serão importantes, ou não, e não deixar essa função a um mero programa informático. Afinal de contas há que atribuir um papel muito importante á Internet, que revolucionou um mundo, que se tornou numa biblioteca ambulante que se desloca de terra em terra em questão de segundos.

Segunda-feira, Março 28, 2005

Feminismo, consumo e os media

‘Consumos, cosmopolitismo e cultura quotidiana no olhar de Mica Nava’, in Media & Jornalismo, revista semestral nº 5, ano 3, 2004

Como podemos definir o conceito de feminismo? Será o contrário de machismo? Ou defenderá uma igualdade entre géneros e não a supremacia de um sobre o outro? As opiniões são divergentes e não nos cabe eleger a que está correcta. Contudo, o seu percurso histórico tem sido alvo de estudos, permitindo a denúncia de aspectos fundamentais da sua definição. Mica Nava, docente de Estudos Culturais da Universidade de Londres, desenvolveu uma investigação centrada em questões como o feminismo e o consumo modernos, incidindo sobre a realidade britânica.

Uma das falhas das abordagens sobre feminismo, segundo Mica Nava, é a omissão da esfera do consumo nas mesmas. Para a autora, o consumismo, personificado no Grande Armazém de mercadorias, ofereceu à mulher um espaço onde se atenuavam as diferenças sociais e, ao mesmo tempo, se seduzia o sexo feminino para um papel de destaque. Aqui, no Centro Comercial, o movimento feminista encontrou um refúgio onde pôde perpetrar a sua afirmação social, cultural e económica, em relação aos homens; aqui, ela é um símbolo da moda, uma “guardiã das fronteiras sociais” [1] e um soldado da sua própria emancipação: encontravam-se com amigas, com amantes e organizaram reuniões de sufrágio político. Assim, «as mulheres e o grande armazém são parte constitutiva da ‘modernidade’»[2]

Não foi só no consumo que o feminismo encontrou a sua afirmação. Apesar de estar associada à trivialidade (noção adquirida através da conotação do consumo ao afastamento de questões culturalmente “mais” importantes), a mulher encontrou no cinema a expressão dos seus desejos e da sua libertação. No período anterior à Grande Guerra, nasceu nas mulheres o interesse pelo exótico, pelo Oriental, pelo ‘estrangeiro’ e pela dança. A sétima arte aproximou-a destes elementos: trouxe-lhe o tango, o ballet russo e o fascínio por todos eles. Este último, aliado ao consumo, levou a que as mulheres se tornassem mais receptivas à adopção da alteridade. No campo social, o cinematógrafo desconstruiu fronteiras geográficas e sociais: a rapariga da classe trabalhadora já pôde casar com o multimilionário.

Esta alteração da mentalidade e papel femininos reflectiu-se também na questão do colonialismo britânico. A mulher branca passou a ser disputada entre o homem branco e o homem negro. A sua escolha recaía sobre o homem negro que, apesar de a encara como um troféu sexual, à semelhança do que já acontecia com o homem branco, lhe oferecia uma maior libertação da hegemonia masculina e um maior poder social. A mulher branca não parecia revoltar-se com a sua condição de troféu. Na maior parte das vezes, ela conseguia uma subversão do poder masculino dominante ou, no mínimo, iludia o parceiro. O mesmo já não acontecia em relações inter-raciais em que a mulher fizesse parte da raça colonizada.
Hoje, a miscigenação é um termo já não associado a colonizadores e colonizados, mas sim ao estabelecimento de relações inter-raciais consensuais. Não é, portanto, uma arma de guerra, perspectiva da qual a autora, em parte, discorda: «a miscigenação (…) revelou-se vulgar e coexiste com a pluralidade contemporânea das fisionomias urbanas britânicas.»[3]

Ultrapassadas estas etapas descritas por Mica Nava, no que concerne ao feminismo, consideramos que, actualmente, este conceito se relaciona com estas questões de forma diferente. Apesar de ainda ser considerada um símbolo da moda, esse papel tem sido democratizado. Hoje, os homens também são objectos e consumidores de moda. Esta já não é, para as mulheres, uma arma de emancipação. No entanto, a figura feminina continua a ser um alvo preferencial de campanhas publicitárias e do chamamento ao consumismo. Por outro lado, explora-se também ao máximo a vertente sensual e sedutora da mulher. Senão vejamos: não são raras as vezes que uma revista dirigida ao público masculino apresenta na capa essa mesma figura, com uma forte conotação sexual/sensual.
Todavia, apesar de ainda ser representada pelos media como uma consumidora nata e um objecto de desejo, é uma outra afirmação que a mulher pretende actualmente e não uma emancipação, entretanto já conquistada.

[1] Citando Mica Nava, «As mulheres eram as principais guardiãs das fronteiras sociais, devido à sua capacidade de codificar e descodificar as práticas culturais em constante mudança e os sinais exteriores de classe.»
[2] NAVA, Media & Jornalismo, ‘Consumos, cosmopolitismo e cultura quotidiana no olhar de Mica Nava’, p. 125
[3] Idem, Ibidem, p. 129

Carina Santos, nº 22090
Marina Paulo, nº 21684

A escolha é do usuário...ou talvez não!


O Google é, sem dúvida, uma das mais populares ferramentas de localização de recursos informacionais na Web. Várias razões podem ser apontadas para a sua popularidade, nomeadamente, o facto de se basear numa apresentação simples, prática e livre de animações publicitárias em flash, por apostar na diversificação das suas ferramentas, e por se apoiar num reportório vasto de conteúdos. Para além do Google, vários motores de busca circulam pela Internet e o cibernauta para explorar todas as potencialidades deve entender as peculiaridades dos diferentes tipos de ferramentas de busca, uma vez que são estas características que determinam o tipo, o número e a qualidade dos recursos recuperados através de seu uso.

O Google dito tradicional, o Google News e Shcolar Google, embora estes últimos sejam temáticos e mais específicos, baseiam-se no mesmo processo de selecção, triagem e classificação de informações, isto é, aquelas consideradas relevantes por um algoritmo, ou seja, para uma máquina. Apesar da sua extrema utilidade e de serem ferramentas que possibilitam a construção de grandes bases de dados, os usuários emergem na chamada bulimia da informação, desistindo, por vezes, da pesquisa. Os motores de busca têm, efectivamente, como vantagem a localização de qualquer tipo de informação desde que exista na Internet e esteja indexada, mesmo que as probabilidades apontem para um grande número de resultados não relacionados com os tópicos pretendidos. Em última instância, o usuário acaba por se limitar à inserção de palavras-chave, sendo a ordem de aparecimento do material pesquisado determinado pela máquina que rege o sistema. O que nos resta? Seleccionar e, a maior parte das vezes, eliminar!

Em contrapartida, temos os directórios, sendo estes de carácter mais específico, compostos por categorias e por uma organização hierárquica por assunto. Alguns destes são baseados numa triagem realizada por uma equipa humana, sendo mais adequados para procurar tópicos de interesse geral – Arte, Saúde, Desporto. Vantagem: apostam numa base de dados menor e supostamente de informação relevante, contrariando o excesso de informações, muitas vezes, inúteis para a pesquisa dos motores de busca. Contudo, estes parecem ser pouco utilizados e mesmo menosprezados…

O Google, apesar de ser um motor de busca, inclui, igualmente, um link que nos permite aceder à busca por directório, verificando-se que cada vez mais as ferramentas de busca na Internet apostam em modelos híbridos, abrangendo um leque de possibilidades para o usuário. Por fim, deixo-vos as seguintes questões: o usuário terá o conhecimento para fazer uso de todas as alternativas de pesquisa disponibilizada pelas ferramentas de busca? Se sim, não encontrarão os mesmos limitações a priori no processo de busca? A Máquina manipula o Homem ou o Homem manipula a Máquina?

Cartazes de mulheres. Publicidade, controvérsia e disputa do feminismo nos anos noventa (por Janice Winship)

Até aos anos 70 a mulher protagonizava um papel secundário e apagado dentro da sociedade. Era dona de casa, cuidava dos filhos, era um ser que necessitava de protecção e da tutela do homem.
A exploração do trabalho feminino levou as mulheres a reivindicarem os seus direitos de cidadania e a garantirem progressivamente uma função mais importante dentro da sociedade. A repressão deu lugar à igualdade, pelo menos na teoria.
A década de noventa apresenta uma nova significação para o feminismo: o conceito actual descreve um negócio feito a partir do corpo da mulher. A mulher é vista e vê-se como um objecto sexual, do qual é tirado muito partido pelos publicitários. O ideal de mulher actual é uma mulher jovem, solteira, inovadora, independente, com elevado poder de compra, que “abraça o consumo” (Janice Winship – Cartazes de mulheres, publicidade, controvérsia e disputa do feminismo nos anos noventa).
O corpo feminino torna-se uma estratégia de consumo e de vendas essencialmente para um público feminino. Na generalidade, a mulher é mais vista nos anúncios publicitários que o homem. Isto porque o corpo na sociedade actual vende. A sensibilidade da mulher é diferente da dos homens, logo mais explorada.
A valorização da beleza do corpo deu-se com o desenvolvimento do cinema, da televisão e do nascimento da revista PLAYBOY, a passo que surge uma mentalidade diferente, um conceito de open-mind, onde o uso de mini-saia é encarado como “normal”, mainstream da moda.
A autora refere o “Feminismo de celebridades” em que as celebridades são utilizadas como um negócio. As actrizes, como o caso das brasileiras Deborah Seco e Malu Mader são convidadas a fazer anúncios publicitários. Aproveita-se a fama que ganham nas novelas e filmes como sendo estereótipos modernos da perfeição feminina. Em Portugal a actriz Paula Neves participou em vários anúncios após se ter tornado uma celebridade na novela ANJO SELVAGEM, da TVI. No caso da marca CORPOS DANONE, Paula Neves expõe o seu lado sensual e mostra uma elegância aparentemente ganha através do produto. A publicidade é o sector que mais explora a imagem da mulher. Isto é visível em campanhas de perfumes como DOLCE GABANNA e HUGO BOSS. A publicidade cria uma mulher que esbanja erotismo dos 20 aos 40 anos e partir dos 40 o erotismo vai dando lugar a valores mais familiares e apelando mais ao instinto maternal.
Dos anúncios analisados por Janice Winship escolhemos as marcas Wonderbra e Wallis, já que na nossa opinião as estratégias publicitárias suscitaram opiniões muito divergentes.
No caso da Woderbra, com o slogan Olá pequenos, Delilah Campbell afirma “a campanha do Wonderbra não era inteligente, não era engenhosa, não era irónica nem tinha piada (…) era sexismo puro e duro”; já Janice Winship refere que “esta publicidade não marca um declínio de qualidade ou um passo atrás no feminismo, constituindo antes uma prova das novas e contestadas relações entre as mulheres e os homens”.
A nosso ver, o próprio objecto “wonderbra” é para mulheres complexadas por terem um peito pequeno e que se sentem mais bonitas pelo uso do soutien maravilha. Neste sentido poderia ter sido explorado o mesmo negócio de forma mais discreta. A publicidade indica uma mulher mais atrevida e com mais auto confiança só pelo uso do “wonderbra”.
Wallis: Dress to kill. John Berger crê que “os homens agem e as mulheres aparecem. Os homens olham para as mulheres, as mulheres assistem a ser olhadas” – o facto de os homens ficarem a olhar para as mulheres tem consequências potencialmente devastadoras. A mulher parece alheia.
Fiona Davis, Directora de Marketing da marca, explica que mensagem queria passar: a marca punha as mulheres “em primeiro lugar” (…) “vestir-se a rigor dá um sentido de confiança interior e exterior”.
Os dois anúncios expostos na revista mostram o poder sedutor que as mulheres têm sobre os homens. São estratégias inteligentes e irónicas, porque brincam com situações da vida (acidentes), ao mesmo tempo que mantêm um cariz cómico. A questão é: qual dos espectadores é que se ri mais, a mulher ou o homem?
De volta às protagonistas, em ambos os casos as mulheres ficam indiferentes aos homens, como se eles fossem submissos a elas e não ao contrário. A roupa mostra todos os contornos da mulher, algo que antes seria castigado. A mulher supera o castigo e a antiga reprovação social por se mostrar linda e exuberante. Os anúncios parecem lutar para que essa reprovação ainda existente desapareça.
Janice Winship conclui que hoje em dia se pode falar de um “novo feminismo mediático”.
O que está em jogo é saber se a publicidade beneficia a imagem feminina ou se está a utilizar o corpo da mulher apenas como estratégia de vendas.
A nosso ver, a publicidade compromete o todo que é a mulher, apostando e explorando o lado físico e descurando o lado intelectual. A publicidade moldou uma nova imagem da mulher, conseguindo com isso enormes lucros. A sexualidade está sempre visível nas marcas e anúncios dirigidos a um target específico, como o das “jovens mulheres solteiras com elevado poder de compra”. Agora resta saber até que ponto isso é positivo para a mulher…
Cristina Elói & Nicole Silva

falhas no scholar e no news

Numa leitura ao blog reparei que a grande maioria não encontrou, ainda, vantagens nos dois motores( news e scholar) associados ao Google. Por acaso tive sorte nas minhas pesquisas, no entanto, foi-me possível encontrar falhas, mas não podemos esquecer que o projecto está em fase de crescimento. Ao contrário do google não é possível pesquisar em português o que limita as nossas pesquisas, atendendo ao facto que o inglês se tornou na língua oficial do mundo é perceptível, bem como do projecto ser desenvolvido por americanos.
No que toca ao facto dos jornais portugueses não se encontrarem na base da news, pelo que entendi os jornais presentes têm um protocolo com a google e, este é derivado à importância que estes assumem no mundo.
Encontramos artigos provinientes da CNN, New York Times, Guardian ou Le Monde, etc..., porque estes, para além, de serem reconhecidos como referência acabam por ser fontes para outros orgãos de comunicação. Muitos artigos na nossa imprensa têm selo internacional, já aqui se nota a hegemonia dos media internacionais, por exemplo, a news magazine Visão é repleta de artigos da Time. Sem falar naqueles que não citam fontes, como aconteceu o ano passado com a revista Focus, com um artigo sobre a alimentação e o corpo; este podia-se encontrar na Focus alemã e na Veja brasileira sendo a capa semelhante nas três revistas. Quem copiou quem?
Considero que cabe à nossa imprensa assumir-se e batalhar por um lugar ao sol.

"Alexandria "

Nos tempos que correm as buscas na Internet estão cada vez mais a substituir as idas à biblioteca. Uma vez que, se encontra o que se procura sem ter que passar pelo inconveniente de requisitar livros ou de estes não se encontrarem a disposição do leitor.
Contudo, grande parte da informação encontrada, por vezes, não vai ao encontro do que procuramos, deste modo a tarefa passa ser mais difícil, pois há que filtrar a informação.
Talvez a pensar nestes incómodos, a Google lançou a scholar.google.com e a news.google.com. No primeiro é possível encontrar trabalhos académicos, dissertações de mestrados e teses de doutoramento relacionados com o tema da busca. Quanto ao segundo encontra-se notícias – de vários órgãos de comunicação – relacionados com um tema.
Assistimos cada vez mais a hegemonia deste meio electrónico, não esquecendo que já é possível ler livros on line e, que é possível que este organize os ficheiros que estão armazenados no PC.

Jornal de Referência VS Jornal Popular - diferentes?

Comecei a consumir heroína aos vinte anos. Não tive nenhum cuidado com seringas. Nenhum mesmo. Quando comecei a consumir drogas, mal conhecia o vírus da Sida. Para mim a Sida era uma coisa de homossexuais e de actores de cinema, por isso não tinha nada a ver comigo.
Quando uma pessoa acaba de saber que é seropositiva, fica completamente absorvida por isso. O Afonso que gostava de livros ou de música, esse Afonso deixa de existir. Só existe um que é seropositivo, que vai morrer em breve, e que não sabe o que é que há-de fazer.
A consequência dos meus erros foi esta doença. Se irei morrer dela, não sei. Não quero pensar muito nisso. Claro que sinto uma certa tristeza. O VIH condiciona a minha vida em muita coisa.
As pessoas precisam de saber como as coisas são, para conseguirem calcular os riscos que correm. É a mesma coisa que eu atravessar uma estrada, existir um buraco, e não avisar quem vem atrás de mim.
(1)
.
A história de Afonso, seropositivo, nunca foi contada nos jornais portugueses entre os anos de 1980 e 2000. Nem a sua nem a de ninguém. Esta é uma das principais conclusões da análise ao texto “A Sida como notícia: análise de caso sobre a cobertura jornalística da problemática VIH/SIDA nos jornais Diário de Notícias e Correio da Manhã”. (2)
.
De facto, a cobertura mediática da Sida é apenas um exemplo de como uma mesma história pode ser contada ou explorada de forma diferente, em função dos seus agentes mediadores. No caso concreto dos jornais Diário de Notícias e Correio da Manhã, o trabalho de análise comparativa desenvolvido por Nelson Traquina revela uma bifurcação na abordagem à temática da Sida.
.
Por um lado, o DN, jornal de referência, tem acentuado nas suas páginas, ao longo dos anos, a história médica; por outro lado, o Correio da Manhã tem preferido a história da doença que se propaga pelo mundo. Esta diferença entre os dois jornais estará com certeza relacionada com a sua própria natureza enquanto jornal de referência, num caso, e jornal popular, noutro caso.
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Apesar das diferenças teóricas entre a imprensa popular e a imprensa dita de referência, o que se verifica de uma maneira geral é uma aproximação entre estas duas formas de fazer jornalismo. Curiosamente, o DN acentuou mais os casos de escândalo que o Correio da Manhã (8% contra 4%).
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O estudo de Nelson Traquina, para além de confirmar a bifurcação já referida, revela valores-notícia semelhantes entre DN e CM, nomeadamente: proximidade, novidade, conflito, morte, concorrência, entre outros.
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Além disso o jornalismo é orientado para o acontecimento e não para a problemática em si, facto que revela a pouca iniciativa dos jornalistas na investigação e descoberta de uma notícia. Ainda assim, a participação dos profissionais existe, ainda que muito raramente.
Como nossa grande conclusão, podemos afirmar que as diferenças entre ambos os jornais, ao longo de 20 anos, são mínimas. Ambos representam a realidade, é certo, mas ambos a condicionam, dependendo dos critérios redactoriais que seguem.
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(1) Afonso Pedro, 34 anos, 3 de Janeiro de 2002 in Testemunhos, Comissão Nacional de Luta Contra a Sida
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(2) TRAQUINA, Nelson, in «Media e Jornalismo», Revista Semestral - N.º 5 - Ano 3 - 2004
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Carina Ramos
Elisabete Santos
Miguel Soares
Susana Paixão

Vamos brincar às escondidas?

Incompleto,confuso, desactualizado. É isso que é o google news. Scholar Google? "Likewise".De um serviço de informação que esteja colocado na Internet espera-se um mínimo de correcção ou pelo menos EXISTÊNCIA de documentos,ficheiros,informações, seja o que for de que se está à procura. É claro que não existe nenhum motor de pesquisa 100% completo. Muito pelo contrário, o que se encontra - no caso do google principalmente - é um fardo... não de palha, mas de assuntos actuais retirados a) de outros sites, não obstante de serem factualmente e academicamente indicados ou simples excertos opinativos; b) copiados de,por exemplo, jornais online, ou de outros motores de pesquisa. Informação nem sempre completa. Onde quero chegar é que para qualquer trabalho ou pesquisaminimamente concreta que queiramos fazer, este GOOGLE e todas as suas ramificações são insuficientes. O mais seguro será - ainda que nos leve sempre mais tempo - a boa velha Biblioteca Municipal. Não sei como melhorar o serviço, portanto fico-me pela crítica (por enquanto).
N.

Interactividade http://english.aljazeera.net

Sendo conhecida como a CNN do Médio Oriente, a Aljazeera sediada no Qatar oferece-nos uma visão das notícias segundo um prisma cultural diferente daquele a que estamos habituados. No entanto, a sua versão Inglesa apresenta mostra-nos uma óbvia apresentação Ocidental, para o nosso entendimento, das notícias e a apresentação das mesmas.
Tal como as suas congéneres ocidentais podemos encontrar publicidades sobre algumas actividades da Aljazeera (Aljazeera TV Production Festival) e de empresas privadas (Qatar Airlines). A utilização de inquéritos de opinião na forma de “Polls” é o primeiro sinal de interactividade com os internautas.
As notícias são divididas em várias secções:
News, Economy, Culture, Sci-Tech, Special Reports, Weather e Polls. Desta forma é permitido aos internautas seleccionarem as áreas do seu interesse a visitar, caso não tenham sido chamados à atenção pelas “Top News” apresentadas no centro da página.
Ao carregar em qualquer notícia são-nos oferecidas mais hiperligações cuja temática está associada à notícia em causa. É possível reenviar a notícia para um e-mail à nossa escolha, imprimi-la ou mesmo comentar o artigo através de um formulário que nos permite comunicar com o jornalista responsável. No entanto, não existem fóruns temáticos ou gerais, nos quais seja permitido trocar opiniões com os jornalistas e outros internautas.
Outro ponto em que a Interactividade não é aproveitada no seu melhor nível é notado através da ausência de Gráficos, animações em Flash ou vídeos. As fotografias são o único meio visual oferecido ao visitante.
A ligação entre os internautas e jornalistas é acessível através de um formulário cujos destinatários são a Aljazeera.net team, Marketing e Webmaster. (Your Feedback), São-nos fornecidos os endereços físicos da Aljazeera e os seus contactos telefónicos (Contact Us) sem oferecer os contactos directos dos jornalistas.
A História da Aljazeera não apresenta nenhuma interactividade, somente dados (About Aljazeera) tal como a página dedicada às frequências para captar o canal Aljazeera TV por cabo ou por satélite (Frequencies), ou mesmo os tarifários para o E-marketing (E-marketing).
A interactividade ainda está nos seus começos com a possibilidade de receber e-mails com notícias do nosso interesse (News Alerts) ou mesmo no telemóvel (Aljazeera Mobile).
Podemos concluir que mesmo oferecendo alguma interactividade o site da Aljazeera encontra-se ainda atrasado em relação aos seus concorrentes directos não usufruindo de todos os meios técnicos disponíveis ou da interrelação jornalistas/leitores não sendo realmente aproveitada. Ainda nos seus primórdios este site não apresenta interactividade suficiente para se apresentar como um Médium por si só mas sim, como uma transposição dos outros Media do canal Aljazeera.
No ciberespaço ainda existe muito para desenvolver e aprender tanto dos cibernautas como dos webmasters, num meio em constante evolução é urgente obter os conhecimentos certos para acompanhar a evolução. O universo virtual torna-se cada vez mais uma realidade que não podemos descuidar correndo o risco de perder a ligação a um mundo que nunca pára.

Webjornalismo

O jornalismo na “Web” apresenta-se como um compêndio de dados que junta o melhor de cada “velho” Medium: o ponderado e preparado da Imprensa, o som da Rádio e a Imagem em movimento da Televisão.
Mas será a Internet somente uma junção dos velhos dados apresentados num “remake” noticioso que já conhecemos? Creio que não, além da constante actualização dos conteúdos, o simples facto da interactividade ser possível dentro e fora dos Media acrescenta uma visão mais pública, relembrando a “ágora” grega onde cada um pode contribuir, desde que seja um “cidadão electrónico”. A existência de Hiperligações permite-nos desenvolver mais as notícias, nos aspectos que são do nosso interesse ou do nosso desconhecimento, de forma a reconstruir a realidade que por norma os outros Media falham por tempo, espaço ou mesmo opção. Com a explosão da Internet como Médium é-nos possível aceder a uma informação mais alargada, cujo conteúdo não se limita àquilo que nos é dado mas sim àquilo que conseguimos descobrir na rede.
Obviamente esse leque alargado está repleto de hoax e notícias tendenciosas referentes a um mesmo tema. Mas as notícias não são todas elas tendenciosas? Certo, essa conversa é mais para termos na aula de Ética e Deontologia. O verdadeiro desafio do webjornalismo é criar nos utentes o conceito de veracidade que os outros Media demoraram anos a criarem. A virtualidade própria do meio leva-nos a vê-lo como uma fácil manipulação, se não for associado a um grupo físico, cujo nome seja sinónimo de veracidade indiscutível.
A participação da população em geral na produção de notícias e o seu posterior consumo está a tornar-nos cada vez mais activos no mundo Real através do Virtual. A liberdade de palavra está em alta, sendo que mesmo quando “barrados” num determinado site podemos criar o nosso próprio blog ou fórum php com muita facilidade de forma a poder expressar o nosso descontentamento. O jornalismo de amanhã será construído por quem vive as notícias, sendo o papel dos jornalistas actuais o de seleccionar para nós aquelas que mais se amoldem aos seus habituais visitantes dos seus portais/jornais.

Quarta-feira, Março 23, 2005

A propósito do tema da semana...

... uma curiosidadezinha sobre o Google AQUI. Espreitem, está muito interessante!

Interactividade: Público.pt

É difícil prever o estatuto e a importância da Internet no futuro do jornalismo, contudo, não podemos descurar a importância que uma das ferramentas da web tem para oferecer: a interactividade. Esta procura quebrar barreiras e distancias entre o leitor e os jornalistas, dando a estes novas perspectivas sobre determinados assuntos, «fornecendo-lhes informações, sugerindo temas de noticias e reportagens» e, em contraponto, dando espaço ao leitor de manifestar as suas ideias - «o trabalho dos jornalistas não sofrerá alterações substanciais mas estará perto do público. Ao mesmo tempo os cidadãos interessados terão novos meios de participação cívica, e podem fazer-se ouvir mais facilmente». Assim, quebra-se fronteiras clássicas, na afirmação de um espaço cultural.
No que diz respeito ao site do «Público», este reveste-se de características e de ferramentas que facilitam a proximidade com o público. Em primeiro lugar, é de bom tom falar no interface inicial, que apresenta uma imagem sóbria, onde se pode observar, um menu do lado esquerdo organizado com os destaques e edições da imprensa, bem como os suplementos e secções mais importantes, todos eles com links interactivos.
Note-se o único senão é a letra utilizada; esta tem serifa o que dificulta a leitura.
Posto isto e entrando no assunto da interactividade é de referir a iniciativa intitulada «ecosfera» que possibilita aos leitores divulgarem as actividades realizadas nesse âmbito, bom como apresentar sugestões, tal como num fórum. Falando nisso, também existem alguns fóruns onde se pode expressar a opinião sobre variados temas, contudo
estes não apresentam nenhum link directo. Considero, apesar de tudo, de extrema importância a moderação dos fóruns, uma vez que, comparativamente com o site do jornal «Expresso» estes não o são e constituem-se demasiado difusos e desinteressantes.
O disponibilizar de endereços de correio electrónico dos jornalistas e editores quer da edição exclusivamente online quer da versão impressa, possibilita o contacto mais intimo e pessoal entre o publico e o jornalista, ou seja, o correio electrónico também é uma ferramenta utilizada pelos órgãos de comunicação social presentes na rede.
Finalmente, é de mencionar, ainda, os variados inquéritos de opinião realizado no próprio site, «versando temas da actualidade.
Em suma, o «Publico.pt» constitui-se como um site de complemento da versão imprensa que possibilita a proximidade com o público leitor, na utilização da interactividade.

Ainda os motores

Apesar de alguns terem tido pouca sorte, a verdade é que o scholar me ajudou, essencialmente por me ter mostrado apenas aquilo que procurava. Foi uma boa experiência.
Quanto ao news... caros amigos: não me convence. É verdade que apresenta seis mil e tal resultados para a busca "Mourinho", mas se mudarmos a pesquisa para "Sócrates" teremos tudo menos o nosso primeiro-ministro. Interessará, é certo, a quem pesquise em jornais estrangeiros. Sugiro, portanto, que se alargue a busca aos jornais de todo o mundo. Porque, apesar do que possa parecer, Portugal ainda faz parte do Mundo. (ou não!)
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Bom fim de semana prolongadito!

Perspectivas das buscas frustradas

Desiludida. A palavra indicada para descrever a maneira como me sinto.
Desde à uma semana que tenho vindo a tentar encontrar bibliografia on-line sobre um tema que é curriqueiro no vocabulário dos estudantes: Semanas Académicas.
Para meu desalento, e apesar de saber que muito se fala das festas dos estudantes, verifiquei que nada existe no universo da Internet sobre tal tema. Busquei no tão prestigiado google, no tão afamado yahoo e até nos menos conhecidos scholar.google ou news.google, mas em vão.
Os únicos resultados de procura que obtive, restringiram-se somente a artigos provenientes dos meios de comunicação social. Artigos esses que não são, de todo, isentos de opinião por parte de quem os escreve e de quem os publica.
É de estranhar que nesta era da informação, em que tanto se escreve, fala, ouve e vê, nada exista de concreto acerca de um tema tão vulgar. Estudos publicados on-line, nem vê-los. Artigos de opinião, muito menos. Enfim... Tanto se fala sobre o tema, mas está visto que não passa de conversas de café. Não há nada que justifique aquilo que se diz. Não há estudos de campo que comprovem as "postas de pescada" que são mandadas para o ar nos meses em que as ditas Semanas Académicas decorrem.
Enfim... Gostaria de poder dissecar um pouco a forma como os resultados aparecem nos motores de busca, mas não foi mesmo possível, uma vez que os termos que usei para iniciar a minha busca não me levaram a lado nenhum. Fica então aqui, uma outra perspectiva das buscas on-line, a perspectiva das buscas frustradas.

O prometido é devido...

... aqui ficam algumas considerações sobre o hipertexto.

Em primeiro lugar convém deixar aqui uma definição de hipertexto:
«O hipertexto consiste num conjunto de dados textuais, computadorizados num suporte electrónico e que podem ser lidos de forma quase aleatória. Esses dados estão repartidos em elementos ou nós de informação, equivalentes aos parágrafos do texto impresso. (...) A associação quase espontânea que nos é proporcionada pelo hipertexto forma (...) uma teia de informações que permanece, contudo, sempre em aberto e passível de “receber” mais informação. O hipertexto permite, também, colocar, lado a lado com o texto escrito, sons, gráficos, animações e todo um vasto conjunto de elementos animados e mutáveis que o texto impresso não suporta. A principal característica deste tipo de texto é, portanto, a interactividade. O hipertexto apresenta-se, desta forma, como uma estrutura não linear, e que o utilizador pode percorrer a seu bel-prazer.» (in Do Texto ao Hipertexto, trabalho realizado pela aluna para a disciplina de Introdução ao Pensamento Contemporâneo - 3.º ano, 1.º semestre).

Depois convém reflectir acerca dos prós e dos contras do hipertexto. Sim, porque nem tudo são rosas na evolução tecnológica.
Para tal, deixo-vos as reflexões de Maria Augusta Babo e de Giovanni Sartori.

Maria Augusta Babo:
O hipertexto é (...) memória virtual que espera ser percorrida,
atravessada, navegada pelos seus leitores, por ela passam os destinos,
não apenas da ciência (...), mas também da enciclopédia (...), da
biblioteca que, sob os nossos olhos, vertiginosamente se transforma
numa
instituição electrónica universal, do museu que tende
a tornar-se
virtual e
universalmente acessível, enfim, da escola,
particularmente da
universidade,
que ele está a transformar profundamente e,
portanto,
também das formas de
cidadania.


Giovanni Sartori:

Para quê? Ao que nos é dito, para uma infinita liberdade da criatividade.
Será? Compreendo que o hipertexto possa excitar o
“novidismo” que tanto
nos excita. A pergunta continua a ser:
quais serão os reflexos dessa
superação do pensar lógico
no nosso conviver em cidades construídas (...)
pelo pensamento
e pela lógica que agora se atira para o lixo? Isto é,
podemos realmente viver como animais sociais e políticos sem compreender
o antes e o depois, a causa e o efeito?


Resta a cada um de nós ponderar sobre as vantagens e desvantagens da desconstrução textual produzida pelo hipertexto: positivo porque permite-nos construir o nosso próprio caminho no conhecimento ou negativo porque leva ao afastamento de um pensamento lógico?

A propósito de novas tecnologias...

... aqui fica uma citação muito interessante de Giovanni Sartori no livro Homo Videns.

Hoje em dia tudo é neo, trans, pós.
O “novidismo” (invenção minha)
e o
beyondism,
o ir além (invenção de Daniel Bell), propagam-se.
Se não
se supera, se não se ultrapassa e galga,
hoje em dia não se existe.

Ah pois é! Se não aderirmos ao neo, trans, pós corremos o risco de nos tornarmos ultrapassados, de sermos excluídos. Será possível escolhermos viver sem a tecnologia nos dias que correm?

Mais uma vez... NADA!

Fiquei bastante curiosa quando tomei conhecimento de dois motores de busca do google que eu desconhecia por completo: o Scholar Google e o News Google. Ando já há algum tempo desesperada a procurar informação sobre gestão cultural e sobre amadorismo desportivo e não encontro nada que me interesse. Tenho procurado das mais diversas formas e... nada! Como tal pensei que algum destes novos motores de busca me pudesse vir a ser útil, mas, mais uma vez... nada! Tenho que admitir que a informação que procuro não é muito banal, mas sendo a internet um mundo tão grande pensei que me pudesse ajudar. Uma coisa é certa, é mais fácil analisar os resultados de uma busca em qualquer um dos motores do google do que, por exemplo, no sapo. Se no google as palavras que procuramos aparecem destacadas nos resultados, no sapo isso não acontece, o que dificulta e demora a busca. Parece que vou ter que recorrer a um método mais antigo para encontrar o que pretendo: lá vou eu para a Biblioteca! E lá, tal como na net, tenho de ser eu a desenrascar-me, porque, mesmo que precise de ajuda, o mais certo é ninguém se prestar a isso... É uma pena a minha amiga internet não me poder ajudar... mas vou ter que me conformar!

Terça-feira, Março 22, 2005

tanta busca, tanta busca...

Tanta busca, tanta busca e nada … somente desespero … ou por vezes tudo, e igualmente desespero. Afinal em que é que ficamos... Este é o mal da interactividade que a Internet proporciona, tem vantagens e desvantagens. Mas queriam tudo bom. Impossível, tudo o que é feito por homens é imperfeito, (por enquanto).
No que diz respeito aos dois motores de busca em questão, designadamente o scholar e o google news, estes apresentam grandes vantagens nas pesquisas online a qualquer universitário ou outros interessados. No entanto, não temos tudo de “mão beijada”. As pesquisas na Internet podem ser verdadeiramente enriquecedoras para os nossos objectos de estudos, como podem não ajudar em nada, tudo depende da temática em estudo e da nossa persistência e paciência, devido à enorme quantidade de informação que a Internet nos dispõe. Só a título de exemplo, hoje investiguei vários sítios na web com o objectivo de encontrar informação sobre rádios universitárias e consegui estar mais de três horas em frente ao computador sem encontrar nada do que pretendia. Quanto mais pesquisava maior era o desespero e impaciência, o que não melhorou nem um pouco com a réstia de esperança que depositava nestes novos motores de busca. No entanto, acredito que, noutras temáticas, estes sítios serão seguramente um grande instrumento de trabalho.

Segunda-feira, Março 21, 2005

Buscas na Internet...

... podem tornar-se tão difíceis quanto achar agulhas em palheiros. É claro que os motores de busca têm sido preciosos ao longo de 4 anos de universidade, mas ainda assim assusto-me quando procuro informações sobre o conceito de Esfera Pública e surgem 26.800 resultados.
Se recorrermos ao scholar, uma das ferramentas que nos foi proposto analisar, o leque de resultados para a mesma pesquisa é substancialmente diminuído - cerca de 1.800.
Após navegar um pouco através do scholar, é possível retirar algumas conclusões: a ferramenta apresenta mais resultados se a pesquisa for feita em Inglês; os resultados apresentados podem aparecer como links directos, remeter para o Google ou para folhas de resultados com todas as hiperligações onde a nossa opção de busca aparece; os resultados apresentados limitam-se a estudos e trabalhos académicos e científicos.
O scholar apresenta algumas funcionalidades bastante interessantes como é o caso da procura de uma obra em bibliotecas registadas no Google. Esta funcionalidade poderia, no entanto, ser melhorada tornando a base de dados de bibliotecas mais alargada.
Esta ferramenta de busca parece-me bastante útil para pesquisas académicas. É uma pena que só tenha descoberto esta "mina de ouro" no 4.º ano, mas é um facto que o próprio Google não "publicita" todas as suas ferramentas na página principal, quando deveria fazê-lo. Para saberem tudo sobre o scholar é só clicarem aqui.
A outra ferramenta que andei a explorar foi o Google News. Neste caso, o Google apresenta um motor de busca de notícias nos principais jornais a nível mundial. Pelo que percebi não há jornais portugueses nas bases de dados da pesquisa. A primeira página também é muito "pesada" em termos de informação, pelo menos se levarmos em conta a página inicial deste motor de busca. O news é uma ferramenta útil se considerarmos que nos permite ficar a par das notícias de vários meios de comunicação de todo o mundo compilados num único site.
Para saberem tudo sobre o Google News cliquem aqui.

Receitas da Interactividade

Bom. Motores de busca. Deles falemos então. Não posso viver sem os motores de busca. Ainda ontem, andava à procura de uma receita nova para o almoço. Em vez de consultar os cerca de 200 livros sobre culinária que tenho, fui ao google. Introduzi a palavra receitas e eis que fui bombardeada com mil e uma receitas, como desejava. Resultado: acabei por não me conseguir decidir e fiz o mesmo bacalhau de sempre, cuja receita sei de cor e salteado. Conclusão: Excesso de informação faz mal à saúde das nossas pesquisas. Portanto, dou as boas-vindas às (1+1=)2 ferramentas do google que ainda não conhecia. Que pena, ainda assim, que não tivessem chegado no nosso 2º ou 3º ano.

Está provado que a Internet, na promessa da interactividade, tem apostado na segmentação do público. Não por idades, que disparate! Por grupos de interesse, logicamente. E assim, a segmentação chega também aos motores de busca. Pois claro. Como é que ainda não tínhamos pensado nisso?

Scholar goole diz-me onde anda Mariana!

Pois é amigos, parece que vou ter de discodar de vós, defensores das maravilhas do sholar google. Numa pesquisa pessoal, acerca de Mariana Otero, foi-me 1000 vezes mais fácil (isto para não exagerar) recorrer ao tradicional google do que ao scholar google, ou até mesmo ao news google. Lamento, mas até ao momento não me convenceu. Talvez numa próxima navegação!

Seminário 3

Qualquer orgão de comunicação social que se preze. seja de espressão internacional, nacional, regional ou local, têm uma edição online. E se, no ínício, isso siginificava que «alguns dos jornais começaram por apresentar online cópias das edições impressas» (BARBOSA), hoje sabemos que não é assim que funciona. A Internet está totalmente associada à questão da interactividade, mas que esta não é apenas a possibilidade de jornalistas/autores e leitores/consumidores comunicarem entre si. A interactividade continua a ser subaproveitada, a meu ver. Mas isso acontece porque o próprio papel do jornalismo e dos jornalistas foi alterado por essa intercatividade e ainda não encontrou uma forma coerente de lidar com isso.
Adiante, todos sabemos que a leitura de uma notícia online não é linear - a noção de hipertexto está estudada.

Este é mais um daqueles jornais impressos com edição online.
Aqui: subscrição de newsletter pela parte do leitor que recebe, comodamente, excertos de notícias no seu endereço electrónico; consulta de edições anteriores (e que jeito que dão estas coisas); pedido de assinatura do jornal; divisão de notícias por cadernos, cada um relativo a um concelho (afinal, a Internet quebra as fronteiras clássicas, mas também promove algumas); divisão de notícias por secções, claro; apresentação da primeira página da edição impressa; sondagens online (que vergonha não ter nenhuma!), informação meteorológica); promoção às revistas e suplementos do jornal e, por fim, não posso deixar de referir a publicidade - não é impingida, está seccionada e só lá vai quem quer. Valha-nos isso na edição online de um jornal com 135 anos: O Primeiro de Janeiro, um diário nascido no Puorto.

Atenção,

O algarve tem um novo produto online. Seria um excelente objecto de estudo. Observatório do Algarve. Futuros "comunicólogos", estejam atentos às novidades do mundo da comunicação!

Sábado, Março 19, 2005

Jornalismo online: Diário Digital

Actualmente a Internet desempenha um papel muito importante na difusão da informação de uma forma muito rápida e instantânea, chegando a pessoas de todos os cantos do mundo em segundos. Através deste meio, é possível aceder a um grande leque de notícias actuais e ainda a um grande arquivo dos acontecimentos passados. Neste âmbito, têm vindo a aumentar progressivamente os jornais online, sejam eles versões de edições impressas ou sejam meras criações electrónicas.
O Diário Digital é um jornal exclusivamente electrónico, com fins comerciais. Como tal, detém um grande espaço comercial, que ocupa o topo de todas as páginas, a parte lateral esquerda até ao final e o início da parte direita. Para além deste espaço, ainda existe uma pop-up que surge quando se acede ao sítio do jornal na Internet. Na minha opinião o espaço que mais se evidencia e chama a atenção dos cibernautas é este espaço publicitário, composto por pequenas animações bastante coloridas e apelativas.
No que concerne ao funcionamento e coerência de todo o conteúdo apresentado, penso que este jornal online é bastante completo em termos de notícias apresentadas, abordando um pouco de todas as temáticas nas várias secções apresentadas e nos três canais do sítio, nomeadamente o dinheirodigital, o discodigital e a superelite, os quais apresentam acontecimentos relacionados com a economia, a música e as “fofocas” sobre o estrelato, respectivamente.
Apesar do interesse, dinâmica e coerência do conteúdo noticioso, o Diário Digital apresenta várias hiperligações com utilidades e serviços que não estão operacionais, tais como a informação relativa às farmácias disponíveis, o chat, algumas fotografias do trânsito, na zona de Lisboa e arredores, não estão visíveis, a informação do mercado não está acessível, entre outros.
No que se refere à interactividade, este jornal online não é muito interactivo na medida em que os leitores não podem fazer os seus comentários directos relativamente a cada artigo em particular, so o podem fazer através do envio de um email a alguns dos jornalistas que tenham disponibilizado a sua morada electrónica na ficha técnica. É ainda de salientar que apesar desta dificuldade, o Diário Digital dá a oportunidade dos visitantes acederem sempre à informação de forma actualizada através de correio electrónico e ainda por meio de um ticker de notícias, que possibilita aos cibernautas visualizarem no seu ambiente de trabalho uma barra com os títulos das últimas notícias publicadas no jornal electrónico.
Em suma, o Diário Digital é um jornal electrónico que apresenta algumas vantagens e funcionalidades que dinamizam o conteúdo informativo na Internet, tornando-se mais interessante para os leitores. No entanto, algumas das hiperligações essenciais não funcionam correctamente, frustrando os visitantes, o que diminui o interesse, seriedade e profissionalismo do sitio, visto que este já funciona desde 1999, o que já deveriam implicar o bom funcionamento de todos os links apresentados.

Google: Segmentação nas ferramentas de busca

Sou utilizadora frequente da Internet. Quando pretendo realizar uma pesquisa, recorro quase sempre ao motor de busca Google. Os motivos são diversos: para além do hábito, os resultados são relativamente satisfatórios e o layout é funcional e de fácil compreensão. No entanto, e creio que esta é uma opinião generalizada, a grande dificuldade de pesquisar na Internet é a grande quantidade de informação que esta dispõe aos seus utilizadores, pelo que, por vezes, torna-se difícil seleccionar (em quantidade e qualidade) a que nos é útil. A abundância de informação, nem sempre credível ou confiável, leva-nos a pesquisas exaustivas, desesperantes e, muitas vezes, infrutíferas. Por isso, há a necessidade de segmentar a procura de conteúdos. Penso que terá sido a partir da constatação dessa necessidade que surgiram o scholar.google.com e o news.google.com. Enquanto um se adequa mais à pesquisa de literatura académica, o outro destina-se a manter o utilizador actualizado com as principais notícias do mundo, actualizadas a cada quarto de hora.
Apesar de ainda não ter experimentado as especificidades e todas as possibilidades destas sub-ferramentas de busca, acredito que irão ser úteis nas pesquisas académicas, ainda mais tendo em conta a área em que trabalhamos (Comunicação). No entanto, penso que a sua utilização teria sido útil já desde o 3º ano, quando aguçámos o espírito crítico e investigacional.
Esta descoberta leva-me a crer que o conhecimento do que a Internet nos pode oferecer será sempre limitado, visto que a sua oferta é precisamente o oposto a esta premissa: ilimitada.

Carina Santos, nº 22090

Sexta-feira, Março 18, 2005

Considerações sobre Jornalismo On-line: análise do jornal Região Sul

«A mensagem é o meio». Tal como nos ensinou McLuhan, cada medium, cada meio de difusão tem as suas características. A mesma mensagem pode ser transmitida em sistemas de difusão diferentes, sendo sempre a mesma mensagem, pelo que o que pode ser distinto é o efeito que essa mensagem irá ter no público.
Apesar de estar inserida num contexto distinto do que encontramos actualmente, tendo em conta os novos canais de comunicação surgidos e até mesmo as mutações ocorridas nos canais já existentes, podemos considerar este factor numa análise aplicada à Internet e à difusão de informação por este meio.
No âmbito desta temática, desenvolvi ( juntamente com a minha colega Marina), na disciplina de Economia dos Media (4º ano, 1º semestre), um trabalho sob o título "As diferenças económicas entre o jornal impresso e o jornal digital na imprensa nacional e regional - Jornal de Notícias e Região Sul ". Restringindo os resultados da nossa análise para o que importa abordar neste post, é possível afirmar que a aposta, por parte dos jornais, numa edição on-line é inegável. Os motivos são diversos, mas o facto de mais de 600 milhões de pessoas em todo o mundo terem acesso à Internet, de acordo com dados publicados pelo OBERCOM - Observatório de Comunicação, leva a que muitos jornais se rendam à adopção de edições electrónicas ou até mesmo do surgimento de formatos exclusivamente digitais. Este é o caso do jornal Região Sul, que aqui se pretende analisar.
Assumindo um lugar de destaque no âmbito da imprensa regional, produzida no Algarve, o Região Sul alargou a sua rede de colaboradores e correspondentes. O seu desenvolvimento na área das novas tecnologias de informação deu-se em 1997. O carácter de imediato que o jornal pretende atingir está perfeitamente expresso no slogan: “Agora, damos a notícia na hora!”. Ao analisarmos a edição impressa do jornal Região Sul, é possível concluir que este tem um formato tradicional, dividindo-se por secções temáticas e com os conteúdos habituais. É feita uma referência aos conteúdos apresentados on-line, na secção DiáriOnline Algarve, que remete para as notícias apresentadas no site. Em contrapartida, no que concerne à edição digital, podemos demarcar algumas diferenças relativamente à versão em papel, expressas nas características de interactividade e de informação personalizada estão patentes no site do jornal Região Sul. A informação é actualizada várias vezes durante o dia, sempre que se justifique, havendo aqui uma grande diferença a apontar em relação à edição impressa, que apresenta as notícias semanalmente. José Moreno, director do jornal, apontou, em entrevista para o nosso trabalho, esta como a principal diferença em termos de comparação entre os dois formatos: «os conteúdos apresentam-se aos leitores de forma semelhante, diferenciando-se apenas no modo de tempo, já que o DiáriOnline Algarve é, como a sua própria designação indica, um diário, e a edição impressa Região Sul é semanal».
É desta forma que podemos caracterizar o jornal Região Sul: uma publicação de âmbito regional que tem vindo a alargar horizontes relativamente à importância que pretende assumir. É um jornal que apostou na diferenciação dos seus produtos, apresentando à sua audiência a possibilidade de optar por uma edição semanal impressa e uma edição digital diária, atendendo às necessidades variadas e específicas de todos os que pretendem consumir este bem de informação. O público encontra, assim, no jornal on-line características que são inerentes ao meio, com principal destaque para o imediatismo e para a interactividade, aspectos apresentados como vantagens por Elisabete Barbosa no seu estudo Interactividade: A grande promessa do Jornalismo On-line.

Carina Santos, nº 22090

Scholar e News - Motores Afinados

É agradável constatar que o Google, um dos mais conceituados motores de busca da web, segue uma senda contínua de inovação e especialização, tentando adequar cada vez mais as suas ferramentas de pesquisa às necessidades e ao perfil dos utilizadores.

De facto, entre os entraves que obstam à eficácia e rapidez de pesquisas efectuadas na web, há um que é recorrente: como proceder à selecção de informação credível e verdadeiramente relevante perante um número titânico de ocorrências quase nunca ordenadas de acordo com um grau de importância coerente com a nossa pesquisa?

O
scholar.google.com e o news.google.com são dois instrumentos importantes e que atendem a alguns vectores da questão supra-enunciada. Isto porque a escolha de utilização de um ou de outro em detrimento da regular pesquisa no Google funciona já como restritor relativamente a uma série de ocorrências indesejadas.

Como se sabe (e como a própria designação indica), o scholar.google restringe as suas ocorrências a conteúdos (quase sempre) de teor académico, identificados por referência às instituições e aos autores dos quais são originários estando, à partida, toda essa informação dotada de uma aura de seriedade que obviamente interessa às pesquisas dos scholars; o news.google, por sua vez, é a solução mais adequada para os que pretendam fundar alicerces de pesquisa num aparente rigor noticioso que a minha colega Dora Gomes soube tão bem (e de forma concisa) questionar, com base nas inquietações de Pain, patentes em Google News – un moteur rédac’chef (in Médias, nº3, 2004/05, Paris: Société Editrice) – é com toda a propriedade que Julin Pain faz tais advertências, aconselhando a que cultivemos uma permanente postura crítica perante a chancela do news.google, do scholar.google ou perante qualquer outra.

Em termos conclusivos, parece-me que as implicações a retirar da utilização do scholar.google ou do news.google são positivas – a fasquia da credibilidade e seriedade eleva-se e o utilizador pode esperar, de um menor número de ocorrências, resultados mais consentâneos aos seus objectivos de pesquisa.
João Mendonça

Ao serviço dos utilizadores?

Uma ferramenta que há muito nos fazia falta. Mas, vai daí, e discordando o do colega Paulo, talvez tenha aparecido apenas no momento certo das nossas vidas académicas. Primeiro, não poderia ter aparecido ainda no primeiro ano do curso - ainda não existia. Depois porque talvez não tivéssemos ainda a sensibilidade e espírito crítico suficiente para trabalharmos com o scholar do google.
Conscientemente a afastar-me daquilo que nos foi pedido pelo docente da disciplina (acerca disso escreverei noutra ocasião), parece-me mais importante que nos debroçemos na nossa atitude perante estas novas possibilidades da internet e não tanto naquilo que as diferencia dos restantes instrumentos disponibilizados.
O poder não está no schoolar, mas sim na forma como o utilizamos. É verdade que podemos inumerar-lhe as vantagens e competências:
- afunila a procura, tornando-a mais especifica e [talvez] menos demorada;
- consegue-se um mais rápido acesso a documentos mais fidedignos, tratando-se de teses, investigações, monografias, obras literárias...;
- o material listado no schoolar também é apresentado na pesquisa normal;
- os resultados do schoolar não estão (por enquanto) acompanhados de publicidade...
E concerteza haverá mais a apontar, mas não sou [ainda] especialista na coisa.
Dizia eu que o poder não está no schoolar, mas sim no uso que lhe dermos. Levanta-se, novamente, a questão da ética e dos Direitos de Autor na internet. Não só não estarão protegidos de académicos sedentos de teses alheias, como os autores dos documentos disponibilizados pelo schoolar poderão, simplesmente, deixar de achar graça à ferramenta. A ideia não será essa, mas decerto que muitos estudantes se aproveitarão, premiscuamente, do trabalho alheio. E, neste caso, será prudente começarmos a pensar na educação e formação para a internet, como sugeria o Cláudio.

Orientação na net


Há por aí muito boa gente a precisar de orientação, e o caso dos utilizadores da Internet não poderia ser excepção…

A Internet, por todas as razões já faladas anteriormente, quer nas aulas, quer até no domínio comum, revela-se um importante meio de inovação a todos os níveis. Seja pelas inovações em termos de interactividade ou pela sua ampla capacidade em termos de pesquisa, a Internet já é uma aposta ganha (não esquecendo todos as vantagens e desvantagens deste meio).

Na área da pesquisa, a Internet é consultada por milhentas pessoas dos mais variados cantos do mundo e pelas mais variadas razões. Sejam elas profissionais ou apenas por puro lazer, as razões que levam à consulta deste meio são variadas.

No panorama académico a Internet revelou-se uma ferramenta essencial. Nos diversos motores de busca são procuradas as mais variadas áreas de interesse: desde os aspectos mais ligados às ciências, passando pela economia a acabando nas ciências sociais. No entanto, para que essa pesquisa se revele eficaz e corresponda às expectativas é necessário que existam elementos de restrição na busca que a limitem ao que realmente é fundamental.

Neste campo, motores de busca como o www.google.com ou .pt ou o www.yahoo.com (cada um à sua maneira) cumprem uma importante função: são elementos fundamentais na pesquisa dos mais variados campos de acção e facilitam (quando correctamente utilizadas) a procura de informação. Outro dos aspectos que distanciam os referidos motores de busca de outros como o www.sapo.pt ou o www.clix.pt, é que ambos vão busca as suas bases de pesquisa aos motores referidos anteriormente. Por último, e não menos relevante, é o facto da inexistência de publicidade nos referidos motores de busca (ou de a sua existência estar bastante dissimulada e surgir quase no formato de resultados de pesquisa). Este factor é bastante abonatório em relação aos motores de busca em questão, uma vez que o “consumidor” de informação não se vê confrontado com um bombardeamento de publicidade inútil ao seu trabalho. Essa inexistência (ou existência dissimulada) permite uma eficaz direcção em relação aos elementos que se deseja pesquisar.

Quando devidamente utilizados estes motores de busca mostram-se ferramentas fundamentais na aquisição de conteúdos fundamentais ao trabalho (seja ele académico ou profissional).

Nota: Quando ao fim de quatro anos de curso pensava que já nada me poderia surpreender, eis que surge mais uma inovação… Para os que pesquisam incessantemente e não “encontram nada” eis que surgem estas belas novidades:
www.scholar.google.com e www.news.google.com. Boa pesquisa!

Dois motores, toda a informação!

news.google.com - o portal de notícias, do Mundo, dos States, negócios, ciência e tecnologia, desporto, entertenimento e saúde; disponível em várias línguas; actualização a cada 15 minutos.

scholar.google.com - o motor mais indicado para trabalhos escolares. Por exemplo: uma palavra para a pesquisa; um título de uma obra; a possibilidade de quantas vezes e em que obras/artigos o autor é citado/mencionado; o número de ocorrências onde consta o nome da obra.

Depois de dadas as definições e não querendo citar alguns colegas, mas desde já sendo solidária com a sua opinião, como é possível que só agora nos sejam dadas a conhecer estas preciosas ferramentas?
Após quatro anos de trabalhos árduos e de alguma "informação/formação sem interesse", eis que surge a luz ao fundo do túnel. O scholar.google.com teria poupado horas de pesquisas inúteis e fornecido mais e melhor material de estudo ou de orientação para estudo.
Mas enfim, o 2º semestre começou há pouco e ainda há tanto por fazer, portanto...
Quanto ao news.google.com aproveitemos para dar uma olhada cada vez que estamos a navegar, pois mesmo o nosso Portugal/português não sendo selecionado para a informação/tradução das notícias de destaque, o material existente é bom e recomenda-se!

"Placard On Line"

É sem dúvida alguma um espaço de opinião, de informação, de cultura, etc.
É o PHEUK, o jornal on line da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra!
A ideia de que alguns estudantes perderam o espírito crítico, moveu outros tantos e, como diz o próprio editorial, fez com que surgisse um "placard on line", onde os "irresponsáveis" se tornam responsáveis pelo que escrevem.
Não, não é um blog ou um chat, é um sítio que permite que os alunos participem com os mais variados artigos (textos críticos, literatura, folhetim virtual,etc) e que ao mesmo tempo lhes dá acesso à mais variada informação (lazer, turismo, economia, negócios, direitos humanos, etc).
Uma ideia a considerar pelos espíritos mais críticos e dinâmicos do curso de Comunicação da nossa ESE.
Fica a deixa para os nossos caloiros e restantes seguidores, e o endereço do respectivo jornal.

Quinta-feira, Março 17, 2005

Interactividade: a abertura ao contacto imediato

Com a abertura dos media ao universo da Internet uma quantidade infindável de novas opções se adivinham. A fusão entre o som, o texto e a imagem funciona como a junção do útil ao agradável.
Não caindo no erro de “pecar por excesso”, o ideal é uma visão intermédia do universo da Internet. A Internet não pode ser vista como o fim do jornalismo, nem como o único meio impulsionador que leva avante. A Internet será, no entanto, a forma de diferenciar o jornalismo de hoje. O que acaba por mudar é o meio e não os profissionais e as bases que a integram. Um dos aspectos mais importantes desta inovação no campo do jornalismo é a interactividade. Esta permite um meio de troca rápida, e por vezes imediata, de mensagens entre pessoas que se encontram nos mais diferentes locais. É neste tipo de comunicação que é estabelecido o contacto entre os jornalistas e público receptor da informação.
Anteriormente seria impensável estabelecer contactos com os jornalistas que todos os dias veiculam informação e que entram em nossas casas através dos jornais, rádios e televisões. Seria um absurdo em outros tempos viajar, ou até mesmo telefonar, para falar com os profissionais da informação que todos os dias nos “entram” em casa. A vantagem de toda esta inovação da interactividade é a importante troca que se estabelece. Em tempo real, podem ser trocadas mensagens, seja através de fóruns de discusão ou de mensagens de correio electrónico. Neste âmbito são cada vez mais as informações trocadas entre profissionais da comunicação e o(s) seu(s) público(s), exemplo disso é a constante troca de informação, tal como o envio de notícias e comentários. O benefício de todo este novo componente é, sem dúvida, a proximidade que é criada. Nesta interligação da comunicação da massas o público está mais próximo e, como tal, os profissionais conseguem mais facilmente apreender aquilo que este quer.
Porém, e como tudo, há sempre o reverso da medalha, ou pontos de vista divergentes. Os mais cépticos referem o carácter negativo de não existir um elemento mediador que filtre a informação nestes casos. Não estou a falar de censura ou qualquer tipo de manipulação e sim de um filtro informação, uma espécie de gate keeper que estabeleça a passagem ou não de certos conteúdos. Sim, porque nem tudo é notícia…
Não acredito que a Internet seja (neste momento) O veículo que vá marcar a diferença nos processos comunicativos do jornalismo, acredito sim que este é, e será, um meio que vai possibilitar o avanço na capacidade informativa. Sem dúvida nenhuma a Internet mudou o funcionamento de muitos métodos de trabalho e o jornalismo não foi excepção. A Internet é simultaneamente veículo de troca e de recepção de informação: como importante meio de pesquisa, a Internet assentou no mercado da informação como um complemento essencial.
No entanto, para mim, como elemento básico de comunicação, não há nada que tire a magia do olhar e da troca das palavras…

Etc&Tal

Educação para a Internet já!

Etc&Tal

Depois de algumas aulas a analisar questões relativas ao webjornalismo, é legitimo colocar neste momento as seguintes questões: Quem vai ganhar a competição, o meio digital ou o meio impresso? Ou será que não competem entre si? Será que se complementam e é possível a subsistência de ambos?
Estas são questões que ainda farão correr muita tinta (e muitos bytes) e para as quais ainda não há uma resposta definitiva. Só o tempo o dirá...

À parte disto, a última aula foi passada a analisar motores de busca, com especial atenção para www.google.com, www.scholer.google.com e www.news.google.com.

Todos estes motores do grupo Google têm como principal ponto positivo o facto de primarem pela simplicidade na apresentação e pela rapidez na obtenção de resultados. Esta é sem dúvida uma ferramenta agradável e bastante rápida para a pesquisa de informação (daí talvez ser tão procurada).

A ausência de publicidade (não está totalmente ausente mas entrar por este campo levaria a outras discussões) e a existência da possibilidade de pesquisar páginas escritas em português e/ou páginas de Portugal são dois atractivos do site Google. Assim como é agradável assistir a uma emissão televisiva sem publicidade, também é agradável navegar num site sem publicidade. Da mesma forma também é uma vantagem podermos restringir a nossa pesquisa a páginas portuguesas ou escritas em português. Logo aí eliminamos muita informação que à partida não nos interessará.

A estas qualidades do site Google pode-se juntar ainda a função “será que quis dizer” utilizada quando digitamos erradamente a(s) palavra(s) de pesquisa. Esta é mais uma forma de “orientar” o navegador já que nos são dadas outras opções de pesquisa que constam no universo do site.

O site Google é um site exclusivamente direccionado para a pesquisa, no entanto apesar da rapidez e agradabilidade que nos proporciona o facto é que o excesso de informação que nos fornece pode ser prejudicial. Ao colocar uma palavra-chave o site disponibiliza imediatamente milhares de links. O facto de ser disponibilizado tão grande número de ligações pode deixar o navegador “perdido”. Muita informação pode aqui significar alguma confusão. Em principio não há tempo para pesquisar tudo e muitas vezes não conseguimos encontrar nada de concreto relativamente ao que procuramos. Torna-se assim evidente que saber escolher e saber pesquisar são aspectos primordiais para um bom manuseamento da Internet. O ciberespaço é um mundo enorme e há que saber explorá-lo.

Sites como www.scholer.google.com e www.news.google.com podem ajudar na pesquisar, já que à partida fazem logo uma triagem da informação que disponibilizam. No entanto urge dotar os estudantes (mas não só) de formação especifica para saber tirar partido deste novo instrumento de pesquisa.
De que serve ter um bom carro na garagem se não temos carta de condução para o conduzir? De que serve ter vários motores de busca na Internet à disposição se não os sabemos explorar?

Assim, conclui-se que o site Google alia agradabilidade a rapidez, mas só com conhecimentos adequados poderemos tirar o máximo proveito dele; quando isso acontecer juntamos à agradabilidade e rapidez uma outra qualidade, a eficácia.

Interactividade: A grande promessa do Jornalismo Online


É ponto assente que a Internet trouxe uma nova forma de fazer jornalismo. Hoje a preocupação com a escrita jornalística em Internet já é alvo de muitos estudos. O facto é que este novo meio de veicular a informação abriu uma grande porta ao mundo da comunicação. A actualização é permanente, a interactividade é uma constante e o mundo encontra-se à distância de um clique. Muitos anunciam o fim do tradicional jornalismo, outros dizem que é apenas uma nova e mais sofisticada forma de fazer chegar a informação mais rápido. A crescente preocupação com esta nova realidade fez com que se aperfeiçoassem e estudasse novas formas de redacção das notícias. A deontologia e o profissionalismo são postos em causa embora Elisabete Barbosa (professora na Universidade do Minho) a veja apenas como uma nova forma de se investigar e construir uma notícia. Em fim, as teorias vão-se acumulando. A Internet quebrou sem dúvida fronteiras em que a interactividade é apontada como uma das características mais promissoras que distingue este media dos outros., permitindo que os, antes leitores, se transformem em fontes de informação numa constante inversão de papéis.
Já agora fica aqui uma sugestão: o livro-reportagem "Webjornalismo – Uma reportagem sobre a prática do Jornalismo Online" dos jornalistas e pesquisadores da web Luciano I. Pereira, Rafael R. Silva, e Reinaldo Marangoni, Boa leitura!

Natércia Cordeiro

Internet – O Mundo nas suas mãos.



O contexto da sociedade actual revela-se extremamente acelerada e exigente, onde a tecnologia Internet e Multimedia veio a proporcionar a abolição de fronteiras, o contacto em tempo real, a transparência, a interactividade e, acima de tudo, tempo adicional.
Saliente-se que a Internet faz uso das suas potencialidades "angariando" os "trunfos" dos outros meios de comunicação social. No caso da Televisão a imagem, no caso da Rádio o som. No caso da Imprensa assiste-se, hoje em dia, a um tipo de jornalismo algo diferente do tradicional.
A Internet é sem dúvida um meio privilegiado onde se pode ter um acesso à informação actualizada, de uma forma dinâmica e mais interactiva, se considerarmos todos os outros meios de comunicação. Mas a Internet trás consigo um mundo de questões e problemas. O caso da dependência é um deles. O vício da Internet afecta pessoas de todas as idades e é a mais recente das dependências que pontuam o nosso dia-a-dia. Em Portugal há «ingredientes sociais e culturais que facilitam a ciberdependência» (António Albuquerque*). Mas outra questão igualmente importante será a questão da privacidade. Até que ponto nós seremos livres?
Em suma, a Internet é um meio bastante poderoso, que tem o mundo na "palma das mão" e que, dependendo do uso que se lhe dá, pode ter consequências bastante negativas e até nefastas. Hoje, assiste-se a uma tentativa de adaptação dos meios de comunicação a esta nova forma de difusão da informação, tal como se verifica com a imprensa. Contudo, essa adaptação terá de ser repensada atendendo às características do próprio meio.

Natércia Cordeiro




(*António Albuquerque in noticiasmagazine (DN) 06 março 2005)

Ora Muito Obrigado!!! Agora... Vendo Bem as Coisas, Também Nunca é Tarde Demais! Ainda Não Morri...

Pois é... Ao fim de 4 anos de curso é que nos dão dois links essenciais, não direi primordiais porque era um exagero (ou talvez não)... para as nossas pesquisas em trabalhos. Um é o scholar.google.com, e um outro que é o news.google.com.

Estes filtros pertencem ao google e permitem-nos uma busca mais eficaz na obtenção de resultados concretos, já que as pesquisas que se possam fazer nos mais variados motores de busca (sapo, yahoo, clix, etc.), pode levar-se horas a fio e, porque não dizer dias, até que se ache algo interessante no meio de 30.000 e tal resultados obtidos...
Depois atrasam-se os trabalhos, atrasam-se as entregas, enfim um sem número de situações.

Mas por que razão é que só agora nos deram a conhecer estes filtros do motor de busca google? Se um permite filtrar a informação que se pretende obter em termos de temas para a pesquisa de trabalhos, o outro por seu lado, permite-nos manter actualizado sobre as notícias do mundo (nada de relevante par um aluno do curso superior de Ciências da Comunicação!!!!!!!).
Ambos os motores de busca são bons, filtrando a informação que se pretende de forma a que o nosso tempo possa render mais e melhor.

Falam-nos tanto de éticas, deontologias, pedagogias, que fico um pouco à nora com estas situações. Afinal quem é que ainda não aprendeu sobre estas questões???

Um mensagem final a todos nós, alunos... Se puderem escrevam um mail com estes dois links. Tipo aqueles de que se não enviar a pessoa pode morrer e tal, ou pode ter azar ao amor durante 5 anos... e enviem aos vossos amigos que estudam. Não custa nada, eu vou mandar já!

Já agora, aos grandes estudiosos e com grandes conhecimentos, porque não fazer um livro ou uma revista só com moradas de sites deste género, era uma ajuda! Tudo isto porque a evolução dos media passa pela Internet. Há que já diga que é o principal emissor de informação, o 4 em 1 como diz a minha colega Lídia Gonçalves...

Análise comparativa «google.pt»/«yahoo.com»

Numa visita aos sítios www.google.pt e www.yahoo.com, no dia 17/03/05, pelas 11horas, pudemos constatar, numa primeira impressão, que ambos permitem ao navegador realizar investigações do seu interesse, porém o portal do google encontra-se unicamente direccionado para a pesquisa, dando as seguintes opções de pesquisa: na web, páginas escritas em português e páginas de Portugal. Por seu turno, o Yahoo difere do anterior, na medida em que não se encontra apenas direccionado para a pesquisa, uma vez que a maior parte da página web é ocupada por várias secções, às quais podemos aceder através de hiperligações existentes na mesma, permitindo-nos o acesso a notícias da actualidade, bem como a outro tipo de informações de utilidade pública, como por exemplo, música, desporto, viagens, entre outros. Desta forma, enquanto o primeiro portal de navegação é muito específico na sua utilidade, o outro apresenta uma grande diversidade de funções. Ambos os portais nos fornecem a possibilidade de, para além de aceder à informação escrita, aceder a imagens relacionadas com a palavra-chave que colocamos na barra de busca.Para além deste aspecto, podemos ainda mencionar a função de tradução que existe em ambas as páginas, ou seja, há a possibilidade de traduzir o conteúdo para qualquer língua, embora esta opção seja mais facilmente identificada no yahoo.com ao contrário do google.pt.
De modo a analisarmos mais especificamente cada um deles, optámos por colocar como palavra-chave o termo «ciberespaço», no sentido de conseguirmos identificar as diferenças existentes entre eles a nível de conteúdos. Constatámos que ambos nos dão inúmeros resultados, porém apenas encontramos um em comum. A diversidade de resultados pode se revelar como uma mais-valia ou como um entrave, na medida em que a facilidade de obtenção de informação é tao vasta que pode dificultar a selecção do que realmente necessitamos. Neste sentido, torna-se importante adquirir alguns conhecimentos e aptidões para a selecção e utilização de informação que nos é dada, caso contrário perdemo-nos no vasto domínio do ciberespaço.
Cláudia Guerreiro nº19487
Filipa Moreira22558

Alguém viu a minha bússola?

Na primeira posta que tive oportunidade de partilhar com a maltinha fiz referência à importância de uma educação para a internet. Pois bem, talvez seja altura de desenvolver um pouco esse assunto.

O uso eficaz da internet pressupõe um conjunto de competências por parte do cibernauta. Entre elas as capacidades de localizar e seleccionar informação. A internet é um mar demasiado vasto e complexo para que qualquer navegador se possa fazer a ele sem bússola.

Se é verdade que as capacidades referidas podem ser adquiridas individualmente por intermédio da experiência, parece-me importante que as escolas desenvolvam mecanismos de ensino para albergar esta temática. Trata-se da divulgação de uma espécie de manual de instruções para a internet.

Ainda há hoje muita gente que se "perde" ao computador, e são também muitos os que vão dar a volta ao bilhar grande quando o que querem está logo ali. Não me excluo completamente desta lista de gente. Muitas vezes também perco a minha bússola.

Hoje conheci duas ferramentas novas do google que gostava de ter conhecido há muito mais tempo. scholar.google.com e news.google.com são dois filtros muito interessantes. O primeiro, por exemplo, é um excelente apoio investigacional para os nossos trabalhos. A sensação que tive no uso desta ferramenta foi: "descobri" a pólvora!

Uma pergunta: por que é que só me ensinaram isto agora? Foi de propósito, tenho a certeza! Pedagogia dos Media Electrónicos também perdeu a sua bússola, devia estar no primeiro ano e não no quarto, já para não dizer no secundário.

Interactividade, o grande trunfo da Internet

Resultado da evolução tecnológica, a Internet facilitou a divulgação e o acesso à informação, transformou o jornalismo e desenvolveu novas formas de contacto e interacção com o público. Cada vez mais, este meio demonstra capacidade de desenvolver novos espaços cívicos e informativos, destinados aos cidadãos.

A Internet representa o domínio em que a interactividade é “parte da sua natureza”. A interactividade poderá ser considerada uma ferramenta fundamental na criação de novos públicos, onde os leitores deixam de ser apenas meros espectadores para passar a participar também no processo de formação das notícias, o que poderá reforçar a capacidade de intervenção de alguns cidadãos.

Um dos exemplos dessa interactividade é o incentivo de jornais, rádios e televisões on-line, ao comentário dos leitores, aproximando produtores e receptores da mensagem informativa.

Breve análise do jornal Diário Digital

O Diário Digital está sedeado em Lisboa e é um jornal exclusivamente on-line. Relativamente às ferramentas disponíveis no mesmo, após uma breve análise ao site posso destacar o facto de ser possível pesquisar uma notícia que tenha sido publicada anteriormente no Diário Digital através da Pesquisa no DD. É possível o leitor dar a sua opinião sobre determinados assuntos, através da opção Cartas Digitais ou da opção Opinião. São feitas também sondagens sobre assuntos da actualidade. Todas estas secções se apresentam em todas as páginas do site.

No final da primeira página, na secção Serviços o leitor tem oportunidade de criar uma conta no webmail do DD através da opção Webmail; participar no chat do mesmo; criar um blog seleccionando a opção E-diário; através da opção Newsletter o leitor pode passar a receber todos os dias um e-mail com as principais notícias do dia, os resumos das primeiras páginas da imprensa do dia, o editorial e a opinião dos colunistas, para isso basta registar-se como membro do Diário Digital; Ticket Notícias é mais uma opção apresentada aos leitores, aqui estes podem ter sempre as últimas notícias de todas as publicações do jornal no ambiente de trabalho do seu computador.

De referir ainda que, na ficha técnica não são disponibilizados os e-mails dos jornalistas. O leitor só tem acesso ao e-mail do jornal.

Assim, à semelhança de outros meios de comunicação, a Internet exerce também uma extrema influência na cultura global das sociedades modernas. As novas tecnologias de informação e comunicação estão, praticamente, a revolucionar todas as esferas do quotidiano. Esta apenas veio possibilitar a rápida divulgação e actualização de informação, um acesso mais urgente aos acontecimentos de última hora e naturalmente, novas formas de contacto e interacção com o público.

Quarta-feira, Março 16, 2005

Já agora,

conheçam o resto da história do inquérito manipulado.

Terça-feira, Março 15, 2005

Votações na web

Hoje ao ver o Publico.pt, não deixei de reparar na mensagem a vermelho que aparecia (está na imagem em baixo), falando de uma tentativa de manipulação dos resultados de um inquérito. Que comentários vos suscita esta situação?

Interactividade do Público

A Internet caracteriza-se, actualmente, como um poderoso e rápido meio de transmissão e troca de conhecimentos e informação entre duas ou mais pessoas localizadas em diferentes partes do mundo. Este novo meio de comunicação veio revolucionar todas as realidades que constroem a vida em sociedade, principalmente a forma como se comunica. Não obstante deste contexto a Internet revolucionou o jornalismo, bem como a actividade dos jornalistas e das redacções. Assim, o jornalismo associado à Internet conduziu a novas práticas e técnicas que, consequentemente, fizeram nascer novos hábitos, novas realidades e novas perspectivas acerca da mesma. O jornalista deixa de ser um mero escritor de notícias, torna-se simultaneamente redactor, produtor e realizador.
A intervenção da Internet no jornalismo impresso, nomeadamente nos jornais, teve inicio quando os jornais de grande tiragem acabaram por «apresentar online cópias das edições impressas, assim disponíveis pra um maior número de pessoas e num espaço geográfico mais alargado.». Porém, numa fase de desenvolvimento do meio electrónico, os jornais encontraram na Internet um prolongamento ideal, ou seja, os jornais decidiram incluir nos seus sites, para além de uma copia da edição impressa, outro tipo de informações, serviços e utilidades. Paralelamente a esta tendência, surgiram também práticas jornalísticas enquanto espaços exclusivamente online. Sendo que a tendência do desenvolvimento tecnológico aponta para uma pluriferação desta forma de jornalismo, pelo que é cada vez mais evidente não só jornais online, como também rádios, filmes, etc.
Uma das grandes vantagens da Internet é que permite uma maior interactividade. No que se refere ao jornalismo online esta interactividade conduz a uma plena comunicação bi-direccional entre aqueles que escrevem as noticias e aqueles que as lêem, pelo que pode, consequentemente, acarretar diversas vantagens tanto para os leitores quanto para os jornalistas. Assim, se os jornalistas influenciam os seus leitores quando no jornalismo online passam a divulgar a informação de uma forma não linear, através de links, e sem uma sequência pré-definida. Esta nova situação dota o leitor de uma maior liberdade de escolha daquilo que quer ler e lhe interessa, bem como lhe garante uma informação sempre actualizada. Os leitores podem, igualmente, influenciar os jornalistas ao participarem de uma forma cada vez mais activa no seu trabalho, fornecendo-lhes informações e diferentes perspectivas sobre determinado assunto, ou mesmo sugerindo temas de noticias e reportagens.
Deste modo, muitos meios de comunicação oferecem várias ferramentas que estimulam a interactividade entre os leitores e os jornalistas, como é o caso do correio electrónico, dos fóruns de debate, dos chats e das sondagens de opinião, e que tem como objectivo a conquista de novos públicos, que deixam um papel passivo de meros espectadores a um lugar participante no processo de formação de notícias e de escolhas das mesmas.
Ao aceder ao sitio do Público encontramos a prática do que foi anteriormente referido. Este sítio constitui-se como um portal, ao disponibilizar diversas secções, utilidades e serviços, sobre vários temas de interesse especifico e geral. Deste modo, para além das noticias em destaque na primeira página do sitio, o Público.pt oferece igualmente aos visitantes dossiers alargados sobre vários temas em foco.
No que se refere à interactividade, uma análise superficial do sitio permite-nos identificar vários pontos de contacto entre os autores e os leitores, como a possibilidade de comentar ou receber noticias através de uma mensagem de correio electrónico; de responder a inquéritos de opinião, no site, sobre temas da actualidade; participar em fóruns de discussão; bem como pesquisar temas de interesse ou até mesmo personalizar o sitio.
Ao olhar a primeira página encontramos logo ao centro seis noticias de destaque, com links para a sua totalidade; dossiers com vários temas, entre os quais: Internacional; Politica, Ciência, Desporto, Cultura, Economia, Educação, Local, Tecnologia, Media e Sociedade. Do lado esquerdo encontramos várias divisões como canais, colecções, Público Plus, Interactivos, Serviços, Projectos e Galeria. Por seu turno, do lado direito encontra-se uma pequena publicidade, o Guia das Artes, o Cinecartaz e ainda um link a partir do qual se poderá aceder à edição impressa dos últimos sete dias. No entanto, consideramos que comparativamente ao sitio do jornal Expresso poderiam ser utilizadas mais ferramentas interactivas, uma vez que este se encontra mais receptivo à opinião dos leitores, e o próprio envio de comentários torna-se mais simples.

Alexandra Silvestre

Cristina Elói

Webjornalismo - rádios on-line

O artigo que nos foi proposto para análise de João Messias Canavilhas, tem como fulcral propósito “explorar a integração de elementos multimédia no jornalismo e tentar identificar algumas características de uma narrativa jornalística adaptada ao novo meio” (Internet), gerando o webjornalismo e oferecendo um produto inovador: a webnoticia.
Com a Internet torna-se possível a utilização de todas as possibilidades dos diversos massmedia e mais alguns, específicos da net, como sejam as potencialidades do hipertexto, na criação de uma linguagem própria.
Em consequência da introdução de vários elementos multimédia também a leitura, para a produção noticiosa, “muda radicalmente”.
Veja-se que a interactividade, constitui-se como características, para dar uma noção de imediato ao webjornal, permitindo uma interacção imediata, funcionando, até, como fórum. A preferência comprovada dos utilizadores de uma navegação livre e proactiva reforça a utilização, do hipertexto, não obedecendo a clássica pirâmide invertida, tendo, por sua vez, como objectivo o webjornalismo: jornalismo via da interacção entre o emissor e o receptor. Actualmente existem vários meios de comunicação, como a rádio, a televisão e os jornais, todos eles com formas diferentes de informação. Aliando todos os elementos dos massmedia e a interactividade teríamos então um meio perfeito de difusão e informação? Reunindo todas estas características, será o webjornalismo o meio perfeito de comunicação? Senão, vejamos: além de proporcionar uma informação detalhada, suportando imagem em movimento, som e texto, o webjornalismo permite a participação do leitor, uma espécie de jornal interactivo, onde é possível redigir críticas, opiniões a uma notícia em particular, ou até, participar em fóruns de debate. Na verdade, o webjornalismo está cada vez mais conectado com a imagem de futuro da informação, pelo que muitos meios já estão a adaptar as produções noticiosas à Internet. Mais os jornais, com o Público e o Expresso (a título de exemplo), mas também as estações de rádio como a RFM ou Rádio Comercial , já se pode participar em variados fóruns e concursos interactivos, ou até para escolher as músicas a passar na rádio, direccionados para o sector musical, mas ainda pouco desenvolvidos a nível da webnoticia.


Deixo aqui alguns sítios da web que considerei complementares dos textos que o docente nos forneceu:

http://www.webjornalismo.com/webjornalismo.php
http://netprofessor.com.br/ricardomendes/
course/category.php?id=11
http://www.versoereverso.unisinos.br/index.php?e=1&s=9&a=3

Segunda-feira, Março 14, 2005

Jornalismo real e virtual

REAL - do Lat. reale = res, coisa
que tem de facto existência; que não é imaginário; verdadeiro; efectivo; por oposição a pessoal, diz-se do que é relativo às coisas e não às pessoas; por oposição a nominal, diz-se quando se considera as próprias coisas e não os termos que as exprimem.
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VIRTUAL - do Lat. virtus
que existe como faculdade, mas sem exercício ou efeito actual; potencial; possível; susceptível de se exercer ou realizar; analógico; diz-se das imagens formadas, não pelos raios reflectidos, mas sim pelos prolongamentos destes.
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in Dicionário Universal
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A questão do jornal-online vai além do desaparecimento do jornal físico. Urge, sim, perguntar: que tipo de sociedade estamos a construir com o desenvolvimento do jornalismo-online? Num mundo real, será possível educarmos para o virtual?
Segundo o filósofo francês Pierre Lévy, experimentamos, actualmente, uma espécie de mutação antropológica em que a informática dá vida a um novo tipo de homem: o Homo informaticus. Esse mesmo mundo permite-lhe chegar a qualquer lugar, estando virtualmente presente em qualquer lugar, e cada vez mais ausente da realidade. O jornalismo educa. Ou deverá educar. Saibam, pois, os jornalistas desta nova era virtual criar uma sociedade fundada em pilares reais. E que possam eles perceber a influência das suas palavras nos outros. De uma vez por todas.

Quem tem medo do jornalismo on-line?

Um jornal que não é só papel. Existe virtualmente, na internet, uma espécie de rede sem limites. Os profissionais têm medo desta realidade. Uns porque ainda preferem as cassetes ao mini-disc, outros porque já identificaram as vantagens do jornalismo-online mas falta-lhes a coragem para as admitir.
Digo eu, que nada percebo disto, que a imprensa nunca vai desaparecer. Por muito que a tecnologia avance, haverá sempre quem prefira andar com o jornal enrolado debaixo do braço ou dentro do saco de plástico, como que a exibir o seu q.i. nas manhãs de fim-de-semana. O jornalismo-online ainda tem muito que evoluir para poder ser considerado um lobo-mau. Acho até que tem grandes possibilidades de se transformar num belo príncipe, se beijado pela simpatia do grande público.
Por outro lado, as publicações portuguesas sabem que não podem descurar o mediatismo do fantasma online. Poucos serão os jornais que optam por ficar cingidos à imortalidade do papel. Não se tenha medo deste tipo de jornalismo escrito, pois que "vários estudos têm mostrado que em vez de perderem audiência com as versões on-line, os jornais em papel ganharam novos leitores, que foram conquistados, inicialmente, pelo apelo da informação jornalística disponível na Internet." (Jorge Pedro Sousa, Universidade Fernando Pessoa)
Foi precisamente isto que aconteceu com o jornal regional Região Sul. Como outros, rendeu-se às novas tecnologias e, naquilo que podia ter sido um desastre, encontrou força e novos públicos. Embora não existam ainda dados concretos e fieis sobre o assunto, acredito que muito em breve se chegará à conclusão que o Região Sul é mais lido online do que na versão tradicional. É verdade que, online e em termos de conteúdo, não oferece muito mais do que na versão física, mas revela-se altamente interactivo, permitindo o comentário de notícias, o envio de opinião e mesmo a participação em inquéritos periódicos.
Na internet, o Região Sul tornou-se um diário. Quase que se descola da sua missão original, não esquecendo, porém, que antes da regra vem a moral e, neste caso, o semanário publica notícias diariamente. Talvez por isso a direcção do jornal tenha preferido chamar à edição online do Região Sul "Diário Online". Um bom exemplo da imediatez necessária ao jornalismo online. Tão somente isso.

Mudam-se os tempos – Mudam-se as vontades

Os tempos evoluem e isso não se reflecte somente ao nível do vestuário, das mentalidades, das tradições mas também ao nível das tecnologias e, talvez seja nessa área que as maiores transformações ocorram! O webjornalismo é só mais um grande avanço, quer seja na tecnologia, quer seja na informação. E quem discordar deste meio ou não se adaptar, devo dizer uma coisa amigos, ficarão parados no tempo.
Voltando mais uma vez a Marshall McLuhan quando dizia que “o conteúdo de qualquer medium é sempre o antigo medium que foi substituído” vem provar que estava muito certo nesta sua afirmação, o jornalismo on-line veio substituir os meios de comunicação tradicionais e o webjornalismo veio substituir por sua vez, o jornalismo on-line e é sempre assim, numa verdadeira “roda-viva”.
Entre as várias vantagens que este meio oferece como a utilização de vários meios em simultâneo, acredito como muitos, que a maior vantagem, é sem dúvida a interactividade, é o exemplo máximo de uma democracia, abertura ao espaço público mas também por isso, se poderá tornar numa verdadeira catástrofe! Por permitir que cada um diga o que quiser e lhe apetecer e que esteja acessível a todos. É essa uma das maiores dificuldades que a internet em geral tem assistido, ao encontro de informação objectiva e útil, cabe ao utilizador saber seleccionar a informação.
A webinformação, é uma verdadeira revolução, possibilita estarmos sempre actualizados, é rápido e a custo zero, é cómodo e atractivo, por outro lado, permite ao leitor escolher a forma como quer ler e facilita o trabalho do jornalista que em qualquer parte do mundo pode realizar o seu trabalho sem que tenha que vir à redacção. E, apesar de sabermos que reduz o contacto físico entre as pessoas, apresenta vantagens ao nível humano, ora vejam: “no outro dia pretendia aceder à internet através de um espaço que a câmara da minha cidade (Tavira) cedeu à população gratuitamente, qual não é o meu espanto, ao chegar lá e ver a sala cheia de miúdos que estavam a jogar jogos, outros no msn, outros simplesmente a navegar, “fiquei chateada, é claro que fiquei chateada” (lol), decidi, interpelar o funcionário e disse-lhe: “isto devia ser permitido só a maiores de 16 anos porque há muitos adultos que têm coisas a fazer e os computadores estão todos cheios com miúdos que só querem passar o tempo”, ao que ele me respondeu: “ a câmara considera que é mais importante que eles estejam aqui, é muito mais educativo, do que andarem para aí a fazerem asneiras”. Devo dizer que não tinha visto essa perspectiva mas não terá ele razão?

ass: Tânia Mendonça

Comparação Público Online com o Público Impresso

2º Artigo - Dora Agapito, nº 21 135

Pretende-se neste artigo fazer uma análise comparativa do Jornal Público impresso com o Jornal Público online. O dia escolhido para análise foi 13 de Março de 2005.

Primeiro, pode verificar-se que o Público online apresenta a possibilidade de consultar online toda a publicação impressa dos últimos sete dias. Esta consulta é grátis e acessível a todos os utilizadores, sendo que para os utilizadores registados há a possibilidade da consulta e download da publicação impressa, em formato pdf. Estamos, então, perante uma transcrição integral de todos os conteúdos do jornal impresso assim como os seus suplementos.

Em segundo lugar, podemos já verificar algumas diferenças entre os dois suportes em análise. Ao nível do conteúdo, podemos notar que na primeira página do formato impresso, se dá destaque a seis notícias, enquanto a página principal online destaca sete notícias. Aqui a principal diferença reside no facto de os destaques online se referirem às principais notícias da última semana e não só do dia. Daí que apenas três das sete notícias em destaque online se encontrem na edição impressa do dia 13 de Março, sendo que apenas uma é apresentada na primeira página. Ao nível formal, fazendo a análise comparativa das três notícias presentes em ambos os suporte, podemos destacar a lineariedade e construção em pirâmide das notícias impressas, ao passo que no suporte da Internet, assiste-se a um formato não linear, através da apresentação de pequenos blocos independentes, ou seja, podem ser lidos separadamente sem que se perca o seu sentido, ao mesmo tempo que são apresentadas hiperligações para notícias que se relacionem directamente com o tema. Daqui se pode notar uma maior riqueza de informação online já que o principal destaque da edição impressa apenas apresenta um artigo, ao passo que online são três os artigos relacionados com o assunto.

Em relação à versão online é importante destacar a possibilidade de actualização permanente, exemplo disso é o facto de uma das notícias presentes em ambos os suportes já oferecer mais informação ao utilizador online, uma vez que foi actualizada após a tiragem do jornal.

Outra diferença que encontramos nesta análise é o facto de o utilizador do Público online poder escolher a melhor maneira de aceder à informação. Além da possibilidade de ver online a publicação impressa, pode ver os principais destaques na página principal, ver as últimas dez notícias ou apenas visualizar a versão Ultra-Leve, a qual apenas apresenta as linhas gerais das notícias mais recentes. Para aqueles que querem aprofundar algum tema, existem os dossiers temáticos que reúnem a informação sobre essas questões.

Outra questão a analisar é o nível de interactividade que ambos os suportes podem oferecer ao utilizador. Na versão impressa são apresentados contactos telefónicos, moradas, um email geral, um endereço electrónico para as cartas ao director (sendo que algumas são publicadas) e um endereço electrónico do provedor dos leitores do público. Na versão online é-nos apresentada uma ficha técnica completa da versão impressa e da versão online, porém só alguns dos nomes apresentam hiperligação para o respectivo email. No site do Público são também apresentados regularmente inquéritos de opinião sobre questões actuais em que os utilizadores podem votar e ver os resultados do mesmo. Há também a possibilidade de se requerer uma newsletter que é enviada directamente para o email do utilizador, sendo que este pode escolher o tipo de notícias a receber, o seu formato e ainda a frequência desejada. Por último, relativamente à questão da interactividade podemos destacar o facto de as notícias apresentadas na página principal poderem ser directamente enviadas a uma amigo, através do endereço de email, a possibilidade de escrever uma mensagem para a direcção editorial, de comentar o artigo em questão ou de imprimi-lo. Porém, há que destacar o facto de não haver a possibilidade de o utilizador visualizar os comentários dos outros utilizadores. Em relação aos fóruns de discussão, estes estão interditos a utilizados não registados e muitas vezes as mensagens são filtradas com a finalidade de não se abordarem outros temas que não estão em discussão ou que possam insultar os outros utilizadores.

Finalmente, é de destacar que o público online está inserido num motor de busca – Clix - , sendo que o próprio Público se apresenta como um motor de busca já que há a possibilidade de pesquisar através da introdução de palavras-chave. Também caracteriza este site o facto de oferecer outros serviços como o trânsito, a meteorologia, o cinecartaz e o guia do lazer. Podemos notar que últimos dois estão também presentes na versão impressa, com a denominação de Cinema e Agenda, respectivamente. Há que destacar a diferença de formato destas secções, já que online o utilizador tem acesso a uma série de hiperligações tanto internas como externas que lhe proporcionará toda a informação necessária relativamente a algum evento cinematográfico ou cultural. Em relação a serviços prestados pelo Público online destaca-se, também, a edição para cegos.

Relativamente à publicidade e promoção presentes nestes dois suportes, há que realçar que a promoção se refere essencialmente a colecções do Público, sendo que online há a possibilidade de se aceder a hiperligações que ofereçam mais informação sobre as aquelas. Já no que se refere à publicidade, há que referir que difere da versão impressa para a versão online. Além disso, a quantidade de publicidade online é muito inferior à impressa: 11 anúncios impressos (sem contar com classificados) e 3 anúncios online.

Em suma, perante este cenário, quase poderíamos dizer que se todas as pessoas tivessem total acessibilidade gratuito à Internet era completamente dispensável a versão impressa do Público, isto porque esta está acessível online, através da sua total transcrição. Se existe a versão impressa, supõe-se que o formato online nos ofereça algo de diferente. Senão, poderá ter algum fundamento a seguinte afirmação:«À velocidade a que os jornais estão a perder circulação, o último leitor, deverá desaparecer em 2040. Em Abril, para ser exacto».
[1]De facto, se o utilizador tem toda a versão impressa disponível online, de forma mais barata ou até mesmo gratuitamente, porquê comprar a versão impressa? Em relação à versão online das notícias do Público definitivamente obedecem a uma formato diferente, essencialmente no que respeita à existência de inúmeras hiperligações. Mas quando se fala da interactividade, tirando o facto de os utilizadores poderem comentar os artigos online, se estes não têm a possibilidade de ver os comentários dos outros utilizadores não pode existir interactividade entre estes. Em relação à presença dos emails de alguns jornalistas, tal não quer necessariamente significar interactividade, pois há sempre a possibilidade de os jornalistas estarem indisponíveis para responder. Enfim, posso concluir, que o Público online difere da publicação impressa, essencialmente pela rápida actualização, pela presença do hipertexto e pelos serviços que oferece aos seus utilizadores.


[1]http://www.thestar.com/NASApp/cs/ContentServer?pagename=thestar/Layout/Article_Type1&c=Article&cid=
1110495015333&call_pageid=970599119419
Fonte: Público – Edição Lisboa – 13 de Março de 2005.

Domingo, Março 13, 2005

Jornal on-line, a alternativa para o diário algarvio

O jornalismo de imprensa que se pratica no Algarve não apresenta grandes capacidades para possuir uma periodicidade diária. Assim, o jornal on-line, em particular o Região Sul – Diário on-line do Algarve, surge como a única alternativa de publicação diária.
A generalidade de jornais regionais existentes no Algarve, de carácter impresso, assume uma periodicidade semanal, quinzenal ou mensal, não existindo um diário algarvio que possa competir com os títulos nacionais. Para que existisse um jornal diário, vários factores seriam importantes, tais como uma condição económica sustentável e um número de leitores suficiente que adquirissem a publicação diariamente. Em contrapartida, o jornal on-line, mais especificamente o Região Sul – Diário on-line do Algarve, derivando de publicações impressas semanais, assume-se como um suporte capaz de actualizar a informação diariamente e servir os leitores mais interessados. Desta forma, o trabalho de redacção, para além de contribuir para a publicação impressa de periodicidade semanal, passa a ser fruto de uma utilização diária na actualização dos conteúdos presentes no jornal on-line.
Reportando-nos ao diário on-line Região Sul – Diário on-line do Algarve, na sua versão impressa, semanário Região Sul, podemos inferir que a versão on-line da publicação possui bastantes características da versão impressa, como as cores, tons de verde azulado e preto, e a fonte de letra, que assemelha à partida as duas versões, não havendo neste aspecto, uma evolução significativa. Em termos de conteúdos noticiosos, o jornal on-line possui as mesmas categorias do jornal impresso, contudo, o primeiro também funciona como uma base de dados dos conteúdos antigos. O leitor tem acesso imediato ao título e ao primeiro parágrafo da artigo, decidindo se pretende ler a sua totalidade. Os espaços publicitários do Região Sul são vendidos segundo o interesse do anunciante, esteja este mais interessado no meio impresso ou electrónico, sendo que o jornal on-line apresenta a sua publicidade no topo da página em flash e numa faixa vertical do lado esquerdo da página e os seus anunciante são, na sua maioria, instituições públicas.
A Internet e as suas possibilidades de interactividade colocam a versão on-line em destaque em relação ao meio tradicional, o jornal impresso. O meio electrónico suporta, efectivamente, a possibilidade de uma contacto interactivo e imediato entre o jornalista e o leitor. No Região Sul – Diário on-line do Algarve, destacamos, nomeadamente, o Tud’ó Molh’e fé em Deus, blog através do qual o leitor pode publicar o seu comentário.
Por fim, e de forma a abreviar o nosso comentário, colocamos a questão: será o jornal on-line o único meio de transformar a informação regional algarvia num veículo informativo diário?
Helena Afonso
Vera Santos

Universidade on-line

Elisabete Barbosa afirma que a Interactividade é "a grande promessa do jornalismo online".
Ao analisar o sítio do Urbi et Orbi, o jornal da Universidade da Beira Interior, sou obrigada a discordar desta afirmação, pelo menos neste contexto específico.
Analisando o sítio deste jornal universitário é possível ver diversos sinais de interactividade: temos hiperligações que conduzem o leitor das manchetes às notícias; temos a possibilidade de aceder, através dessas mesmas hiperligações, às diversas secções do jornal; podemos escrever uma "carta" ao director; podemos mandar um e-mail à redacção; ou aceder a telefones úteis. Ainda assim considero que, no caso de um jornal universitário, a mais valia de estar na internet é dar a conhecer aos que acedem ao sítio as notícias daquela universidade e daquela região. Neste caso, a grande promessa do jornalismo online é a acessibilidade à informação.
Em relação ao jornal em papel (disponível online em formato pdf), o sítio tem alguma informação extra, como é o caso do arquivo e do estatuto editorial. Fora isso, parece-me que se limita a transcrever os conteúdos da edição em papel, o que, no caso de um jornal universitário já é bastante positivo, uma vez que é a única forma de leitores de outros pontos do país e do mundo acederem aos conteúdos do jornal.
No que respeita ao grafismo, penso que está razoável, mas muitas coisas podiam ser melhoradas, sobretudo no que respeita à tão falada interactividade (criação de links para comentários nas notícias ou de um fórum de discussão).
Por outro lado, creio que a falha da escassez de informação complementar é colmatada pelo facto do Urbi online estar alojado na página do Labcom (Laboratório da Comunicação) da UBI, onde as pessoas ligadas à área da comunicação ou com interesses nesses assuntos podem aceder a uma série de informação complementar e de textos específicos da área.
Um ponto a favor do urbi et orbi electrónico é a inexistência total de publicidade. Um ponto contra é a falta de um link ao sítio da própria UBI.
Em traços gerais penso que é um sítio razoável, que permite aos estudantes de jornalismo exercitarem algumas das funcionalidades do jornalismo online e que permite aos leitores acederem a notícias daquela universidade em particular e da própria Covilhã. Por outro lado, penso que algumas características do webjornalismo podiam ser mais desenvolvidas.

Interactividade e Webjornalismo

O artigo de João M. Canavilhas (Webjornalismo. Considerações gerais sobre jornalismo na web) é sagaz na forma como expõe as necessárias transformações que o jornalismo on-line deve assimilar, de modo a transfigurar-se mais à medida das potencialidades oferecidas pelo meio em que se desenvolve.

Canavilhas estabelece desde logo uma clara diferenciação entre o conceito de jornalismo on-line, referente a “uma simples transposição dos velhos jornalismos escrito, radiofónico e televisivo” (panorama actual), e o conceito de webjornalismo, que incorpora já noções e ideias fundamentais a um bom aproveitamento do meio por parte do jornalismo praticado na web.

Ao atentar sobre o texto que é pedra-de-toque desta reflexão, preocupam-me sobretudo as questões que se prendem com a interactividade no plano contextual do webjornalismo.

De facto, um aproveitamento máximo das potencialidades do meio permite uma maior interactividade entre webjornalista e webleitor, atribuindo a este último uma maior capacidade de intervenção no processo noticioso, nomeadamente na reacção a conteúdos noticiosos lesivos, ou dos quais apenas discorde. É bem possível que um webleitor almeje então uma posição demiúrgica, por ele próprio fantasiosamente vislumbrada na névoa do poder simbólico que atribui a um webjornalista creditado, excedendo-se para lá de limites exequíveis e responsáveis na forma como interage com quem tem crédito profissional a defender.

Defendo a interactividade no webjornalismo e reconheço, tal como Canavilhas, os benefícios de uma maior interacção entre webjornalista e webleitor – contudo, parece-me que está por aperfeiçoar ainda um sólido enquadramento legal, que preveja todas as eventuais situações decorrentes da adopção total dos princípios da interactividade no webjornalismo e, sobretudo, justificar-se-ia que cada webjornal interactivo facultasse obrigatoriamente aos webleitores uma rigorosa assumpção de termos de responsabilidade (como sucede noutros serviços disponíveis via web). Em caso de qualquer irresponsabilidade cometida não poderiam assim alegar desconhecimento da lei ou apoiar-se na sua posição de exterioridade relativamente ao webjornal ou a princípios elementares que regem a prática jornalística.
João Mendonça

Sexta-feira, Março 11, 2005

Ética e webjornalismo

É inegável que a Internet trouxe, para o Jornalismo, a possibilidade de se desenvolver para um novo conceito, para uma nova perspectiva. A expansão do jornalismo neste media electrónico pode estar ainda limitada, tal como afirma João Canavilhas. Mas o que é certo é que essa expansão existe. A webnotícia é uma realidade que se apresenta com todas as características do multimédia, que já tivemos oportunidade de observar. E se a prática jornalística se altera, na sua forma e conteúdo, se lhe é dada uma nova liberdade e lhe é impresso um novo cunho de "democratização" da informação (mais interactiva, imediata e dinâmica), penso que estamos igualmente perante uma nova necessidade: a determinação de novos limites éticos a aplicar a este meio. Se é positivo que um leitor possa comentar, de forma imediata e livre, uma webnotícia ou qualquer outro conteúdo jornalístico, deparamo-nos também com a possibilidade que o façam sob identidades falsas ou pseudónimos, o que leva a uma irresponsabilização de comportamentos. Da parte do jornalista, a mesma situação se pode verificar.
Para além da referida irresponsabilização da informação, se não for orientada no sentido de uma nova perspectiva ética, poderemos estar perante a total descredibilização do jornalismo, sob a forma de webjornalismo.

Sobre esta temática, escreveu José Pedro Castanheira a obra No Reino do Anonimato - Estudo sobre Jornalismo On-line.

Carina Santos, nº 22090

Par quem não está inscrito bo blogue

Quem, neste momento, não estiver inscrito no blogue envie-me um e-mail: lmpereira@ualg.pt.

www.ua.pt - Prometemos e Cumprimos

No seguimento do tema "Interactividade: A grande promessa do Jornalismo Online", decidi analisar o jornal on-line da Universidade de Aveiro. Os resultados são satisfatórios, sem dúvida alguma. Não tirando o mérito a outros, este é um jornal on-line onde podemos encontrar uma semelhança daquilo que seria, inicial e utopicamente, o espaço público de Habermas, ou seja um fórum independente do Estado e da Economia, permitindo o acesso livre e sem qualquer tipo de censura a qualquer cidadão, onde se poderá discutir ideias ou interesses em comum. Aliás, não é exactamente este o objectivo da internet!!
Passando então a uma análise mais específica, o jornal on-line da UA é bastante apelativo, não tanto pelas suas cores mas sobretudo pelo seu grafismo. A boa estruturação permite-nos vizualizar rapidamente as notícias principais do dia e também as hiper-ligações para aquilo que procuramos. A não deixar de referir é a preocupação deste jornal em informar os estudantes, e todos aqueles que o visitam, não só do que se esta a passar dentro da Universidade mas também informar acerca do que se passa na cidade de Aveiro. Demonstra a conciência de que educação, formação e cultura não se encontram apenas dentro de um campus.
Como não poderia deixar de ser num jornal desta natureza, existe publicidade institucional a Aveiro Digital; POSI (Programa Operacional - Sociedade de Informação) e Portugal Digital. No entanto, não é uma publicidade que choque, que fira o olhar. Deste modo, "uma mão lava a outra" e subtilmente é feita a promoção destas entidades que em troca subsidiam este jornal.
Priveligiando sobretudo a população estudantil, o jornal on-line, apresenta-se com um slogan bastante apelativo: A Universidade em notícias, todos os dias. A actualização diária de notícias, a divulgação de iniciativas, bolsas, concursos em diversas áreas, investigações realizadas, agenda de eventos, entre outros, fazem-me apenas dizer: prometemos e cumprimos! Parabéns.

Correio da Manhã on-line 10/03/2005

O sítio do Correio da Manhã, http://www.correiomanha.pt, pode ser caracterizado pela sua simplicidade, que conjugada com o seu aspecto gráfico se torna agradável e de fácil leitura. A apresentação do jornal on-line é feita num fundo branco, onde se destacam as principais notícias da actualidade, cujos títulos se encontram a vermelho, no estilo de letra Arial, tamanho 12, salientando ainda mais a sua relevância. Os pequenos textos que acompanham as notícias de destaque encontram-se a preto, também no estilo Arial, mas no tamanho 10. Podemos afirmar assim que toda o conteúdo gráfico do sítio estabelece uma interligação com as cores do logotipo do Correio da Manhã, as quais são o vermelho e o branco.
No que diz respeito à disposição das notícias de destaque na página, estas encontram-se divididas por várias secções de interesse nacional, como Actualidade, Política e Desporto. Do lado esquerdo da página e em todas as restantes páginas do sítio existe um frame que contém várias hiperligações que possibilitam ao navegador aceder aos mais variados temas abordados na edição diária do jornal. Denota-se assim que existe uma coerência estabelecida quer na página principal quer nas restantes, o que faculta perceber de forma intuitiva o funcionamento do sítio.
No que se refere às imagens presentes, podemos identificar desde logo o logotipo e ainda imagens que ilustram as notícias de destaque, de modo a despertar com maior facilidade o interesse e a atenção do possível navegador.
Podemos ainda referir a importância dada aos espaços ocupados pelos anúncios publicitários, nomeadamente um banner da ESINE, promovendo o «Novo curso do Windows e Office XP», um da BP Gás Light, outro da Automotor e da Wolkswagen. É ainda de mencionar que a Cofidis detém um maior destaque no sítio, na medida em que possui três banners, sendo que um deles se encontra no centro da página, com dimensões relativamente superiores aos restantes. Neste sentido, podemos considerar que a publicidade se apresenta como algo que pode dispersar a atenção do navegador em relação ao conteúdo jornalístico, pois todos os anúncios publicitários contêm uma animação constante que capta facilmente a atenção.
Outro aspecto que conseguimos verificar foi a constante troca dos produtos ou serviços publicitados. Esta situação ocorre quer quando saímos do sítio e voltamos a entrar, quer quando fazemos o refresh para actualizar o mesmo.
Num contacto posterior, com o sítio do Correio da Manhã, por volta das 17:58h, verificámos ainda que a página principal estava bastante modificada, sendo que as noticias que ocupavam os principais destaques tinham sido actualizadas, dando lugar a outros acontecimentos de interesse. No entanto, ainda permaneceram algumas notícias da manhã, tais como «Cura para diabetes 1» e «Condenado a 17 anos por morte de polícia», bem como os frames que contêm as hiperligações para as restantes secções do jornal.
Tendo em conta as várias visitas que foram feitas ao longo do dia ao sítio do jornal, podemos constatar que o banner da Cofidis permaneceu sempre, embora variasse de espaços promocionais, ou seja, este ocupou logo de manhã, às 9:40h, o maior espaço disponível para anúncios, bem como mais duas posições mais discretas, sendo que às 18:20h do mesmo dia, a Cofidis detinha apenas um banner de tamanho muito reduzido. Outro anúncio que marca a sua presença ao longo do dia é o da Wolkswagen que se mantém no mesmo espaço sempre com as mesmas características. Podemos então aferir que apesar dos anúncios publicitários estarem constantemente em mudança, existem alguns que permanecem, embora em espaços distintos.
No que concerne à existência ou não de interactividade, podemos dizer que o sitio se revela interactivo, disponibilizando um vasto leque de opções que o navegador pode explorar a seu belo prazer, bem como possíveis contactos com o jornal, de forma a que possamos expressar opiniões, críticas, sugestões, entre outros. Consideramos então que é possível uma interacção entre o navegador e o jornal em si, o que se revela uma mais-valia para a notoriedade do jornal on-line e impresso.
Cláudia Guerreiro
Filipa Moreira

Declaração de Abertura

Está oficialmente aberto o MEMEX, integrado na blogosfera como referência à tecnologia electromecânica desenvolvida por Vannevar Bush a partir do princípio dos anos 30. Em 1945, este engenheiro publica um artigo intitulado As We May Think [1] e nele descreve um sistema que permite seguir links estabelecidos entre documentos armazenados em microfilme: MEMEX corresponde exactamente à designação atribuída a essa criação - Memex - MEMory EXtender).

É importante que ao iniciarmos este blog tenhamos consciência do contexto universitário em que ele se desenvolve - o contexto da disciplina de Pedagogia dos Media (Curso de Ciências da Comunicação, Universidade do Algarve). O rigor exigido a uma disciplina que pretende fomentar um esforço reflexivo sobre questões intrincadas na especificidade de meios electrónicos é necessariamente maior. Daí decorre a relevância de assumirmos uma postura radical (de acordo com o significado etimológico latino radix -icis f. [raiz]; in gen. [fundação , base, origem]) para analisarmos e comentarmos estas questões.

O
MEMEX assume a referência a Vannevar Bush como uma forma de expressar empatia pela conceptualização do seu sistema - nele, o acesso à informação armazenada implica uma «selecção por associação em vez de por indexação»[2], numa tentativa de aproximação à mente humana - como escreve em As We May Think: «a mente humana opera por associação»[3]). Estavam assim delineados avant-la-lettre alguns dos princípios que hoje temos subjacentes à noção de hipertexto. Acima de tudo, Vannevar Bush quis sublinhar a importância dos processos de associação por acreditar que a colocação do ênfase nos «nós» de associação dos textos impressos estimulava a criatividade na escrita.

É nessa acepção que todo e qualquer blog se deve identificar com o
MEMEX. E o MEMEX identificar-se-á com todos os blogs e websites que promovam o potencial criativo da mente humana. De facto, se elegermos o pensamento associativo e a reflexão intertextual e artística como traves da construção e evolução contínua do conhecimento e cultura, a opção mais coerente a tomar em seguida é empenharmo-nos e envolvermo-nos nesse processo.

O
MEMEX está receptivo à contribuição de quem sinta desde já o impulso...

Ass:
interaction@sapo.pt
Referências:
[1];[3] - «As We May Think», in Literary Machines, 1/49 (originalmente editado em Atlantic Monthly (1945), 176(1), 101-108;
[2] - TEIXEIRA, Luís Filipe B. - Hermes ou a Experiência da Mediação (Comunicação, Cultura e Tecnologias) - Lisboa: Pedra de Roseta, Colecção Figurações, 2004, pp. 141-142;

Quinta-feira, Março 10, 2005

Comentários no expresso online

A interactividade permite a um leitor/navegador deixar um comentário imediato ao que acabou de ler no écran. Mas até que ponto esses comentários sofrem alterações por parte do jornal online, ou entram no domínio protegido do disparate sem consequências?
Sendo o jornal símbolo concreto da democracia e da liberdade de expressão, fará sentido poder-se publicar as opiniões espontâneas às notícias publicadas, sem que estas sofram censura, mesmo que a linguagem ronde níveis de obscenidade. Vejamos o caso do Expresso online, que apresenta em todos os artigos a possibilidade de se deixar um comentário, existindo um espaço de "Os mais comentados". O artigo mais comentado, intitulado "O Governo de Sócrates" apresenta 2024 comentários; no entanto, ao procedermos a uma análise de contéudo podemos ver que estes não estão directamente relacionados com a notícia em questão, sendo, frequentemente, uma troca de mensagens entre os comentadores e sátira a figuras políticas ou públicas. Esta sátira atinge níveis bastante óbvios, pelo recurso a acusações e boatos, o que nos pode levar a afirmar que o Expresso online não apresenta quaisquer mecanismos de censura imediata.
Em comparação com a edição impressa, podemos perceber que nesta existem limitações, de espaço, mas também de selecção de cartas. Resta saber qual será esse critério de selecção que na edição online parece pouco importante.
Quais são as especificidades que a Internet detém que lhe permite uma liberdade de expressão até às últimas consequências?
Anahi
Dora

webjornalismo.....

"(...)o princípio de algo e não um fim em si prórpia(...)"
A notícia, no webjornalismo, dotada de elementos multimédia, hipertextos e a posibilidade de interacção, ganha uma nova dimensão. Desta forma, apresenta-se como " o princípio de algo e não um fim em si própria" proporonando o debate, no imediato, entre o jornalista e os leitores e a partilha de diferentes perspactivas.
Este novo conceito de jornalismo surge como um "espaço" vocacionado para a promoção de debates públicos, gerador de opiniões....

Etc&Tal

O jornalismo encontra-se numa fase de adaptação a um novo meio, à Internet. Como está em adaptação há aspectos que já estão consolidados, mas outros há que ainda não se conseguiram impor.

De entre prejuízos e benefícios, até ao momento deve-se reter o facto de o jornalismo online ter como principal vantagem o facto de poder conjugar texto, imagem e som numa só estrutura. A esta vantagem junta-se outra que se relaciona com o facto de se poder aceder a essa estrutura (notícia online) em qualquer ponto do planeta através de um simples clique. São estes os principais pontos positivos do jornalismo online e que devem ser aproveitados por quem de direito, não esquecendo que também (ainda) há pontos negativos associados ao jornalismo online que se devem tentar minimizar.

À parte disto, temos como concreto o facto de a evolução da tecnologia ter conduzido o jornalismo até à webnotícia. No entanto a realização deste percurso (da tradicional notícia até à webnotícia) acarreta para os jornalistas e para a própria redacção uma necessidade de revolução na forma de trabalhar.

Um dos pontos onde isso se torna mais visível tem a ver com o conceito de interactividade. A Internet possibilita uma grande interacção entre quem escreve e quem lê. É dado ao leitor um “privilegio” que lhe está parcialmente vedado (existem as cartas do leitor) ao ler um jornal impresso. A postura passiva torna-se agora mais activa. Todos nos, leitores, temos a possibilidade de entrar em “conversação” com quem está do lado de lá, com os jornalistas, sobretudo através do comentário a notícias, de uma forma rápida, fácil e cómoda.

Os jornalistas estão agora mais perto dos leitores. Este aspecto é concerteza positivo. A liberdade de expressão poderá assumir aqui um dos seus expoentes máximos. Contudo uma pequena análise por alguns webjornais levam-nos a pensar que nem todos os comentários feitos a notícias são merecedores de crédito. Muitos são desajustados e grande parte até são ofensivos. Há que gerir bem estes espaços, há que separar o trigo do joio. Mais uma vez sublinho que deve existir uma educação para o jornalismo online e perceber que este espaço é tão legitimo como outro qualquer. Exige-se seriedade!

Quatro em um

Desde que surgiram as novas tecnologias toda a comunicação se alterou, apresentando verdadeiras vantagens e progressos, contudo não lhe escapam as desvantagens. É como tudo o que é humano…
As vantagens prendem-se na maior interactividade dos webleitores/telespectadores/ouvintes, o que lhe quiserem chamar, pois nós enquanto receptores unimos as três facetas referidas com o novo meio – a Internet. A Internet é um meio bastante interactivo e multilinear, na sua forma de apresentar a informação, conjugando o som, a imagem e a escrita e ainda vencendo os meios anteriores na sua possibilidade de interactividade entre o emissor e o receptor. Este novo meio revela-se como uma verdadeira inovação criativa, em que o cibernauta é que escolhe a forma como quer receber o “produto criado”. No entanto, nem tudo são vantagens. Penso que as desvantagens que se avizinham poderão transformar-se em verdadeiros entraves para os meios mais antigos. Será que as pessoas não tenderão a substituir o jornal, a televisão e a rádio pela Internet, tendo em conta a rapidez e comodidade com que podemos receber as notícias sempre actualizadas e ainda as respostas aos nossos comentários quase com a mesma rapidez com que os fizemos. E melhor, deste meio podem partir verdadeiros fóruns semelhantes às conversas de café. Tudo isto sem sair de casa. Outro aspecto prende-se no facto do jornalismo online unir as características do jornalismo impresso, radiofónico e televisivo num só meio, através da sua própria linguagem. A Internet é um verdadeiro quatro em um, em que pagamos um produto e recebemos mais três.

BLITZ: O Único Jornal Nacional de Música???

Uma análise de jornais online deve incluir pelo menos no máximo dois...?! É curioso verificar que após uma pesquisa que efectuei não consigo encontrar mais nenhum jornal português de música online sem ser, o BLITZ. Porventura posso não ter procurado bem, já que sendo sincero também não alonguei muito a pesqusa... É também curioso verificar que nos quiosques e em papelarias que vendem jornais este é realmente o único jornal de música semanal disponível!!! Será que não existem amantes de música em Portugal??? Considero pertinente fazer uma análise a este jornal online, fugindo um pouco ao que me foi pedido.

O site do jornal BLITZ encontra-se dentro dos parâmetros de interactividade do webjoralismo já que podemos aceder a:
-conteúdo da última edição publicada;
-as bandas em destaque;
-notícias actualizadas;
-os discos em destaque;
-críticas a concertos;
entre outros temas...

A escrita é bastante simples o que possibilita ao navegador uma leitura bastante fácil e objectiva nas mais variadas secções. Para além do que se passa no contexto musical nacional e internacional, encontram-se passatempos (mediante registo) que segundo os autores do site junta "o agradável ao... agradável".
Existe um espaço onde o navegador pode colocar as suas questões e, também, deixar os seus posts. Podemos aceder ainda, a uma secção de serviços (agenda de contactos, galeria de fotos, classificados, assinaturas e números atrasados). Tudo isto permite ao navegador a tal interactividade e feedback que se deseja.

Resumindo assim a minha análise a apenas um jornal e, não podendo fazer uma comparação, posso dizer que o BLITZ online é de bastante fácil navegação. Um site simples mas, bem estruturado, agradável ao navegador.

Já agora aproveito a oportunidade e deixo um alerta: a música não é só um hobbie, a música é cultura! É pena que em Portugal não o seja, e ser músico muitas vezes não é uma profissão respeitável como outra qualquer! Haja consciência...

Escrevem, escrevem...

O webjornalismo não só veio trazer inovações como permite a cada um de nós ter acesso à informação de uma forma mais rápida e selectiva. É verdade sim sr., que para quem tem acesso à Internet, basta entrar nos sites dos jornais, rádios ou televisões para puder ter toda a informação possível e inimaginável sobre os mais diversos temas da sociedade contemporânea. O webjornalismo pode nos ter tirado o cheiro da impressão de um jornal e a tinta que fica nas mãos ao folhearmos as sua páginas mas, deu-nos a possibilidade de viajar pelo mundo dos media sem pagar bilhete. Tudo isto é uma simples consequência de uma sociedade cada vez mais mediatizada e automatizada, que exige que a informação circule de uma forma simples e rápida, mas... ainda há muito trabalho a ser feito. Sendo um suporte de informação que exige um bom conhecimento por parte de quem o pratica - o jornalista - a formação do mesmo para pôr em prática o webjornalismo é de extrema importância. Verifica-se que a aprendizagem de utilização deste suporte comunicacional ainda está longe de ser consumada... Este tipo de adapatações a novas meios de informação leva muitas vezes a fazermos uma pergunta a nós mesmos: Será que é a sociedade da informação que nos molda ou nós é que moldámos a sociedade da informação?!O que virá a seguir...

Cliquem aqui para ver e ler uma análise elaborada pelo jornalista, professor e sociólogo, Fernando Arteche Hamilton, que tem como título "Caiu Na Rede É Notícia: Uma Análise Sociológica do Webjornalismo", são só 122 páginas...

Jornal on-line VS Jornal com website

Os diversos meios de comunicação social encontram na Internet um meio complementar previlegiado para a divulgação da "sua" informação. A prova disso é que hoje em dia é dificil encontrar um jornal, rádio, ou televisão que seja, que não marque presença no ciberespaço.

O caso do jornal A Bola é apenas um dos muitos exemplos que podemos aqui explanar. Também este órgão de comunicação se rendeu ao jornalismo online, alojando o seu jornal no website www.abola.pt. A análise feita ao mesmo permite-nos tirar algumas conclusões:

. a página do site assume a forma de uma página de jornal impresso
. não entramos directamente na edição do dia mas sim nas últimas notícias, que são actualizadas com muita regularidade
. a informação aparece resumida deixando ao leitor a possibilidade de saber mais e aceder ao resto da notícia
. para uma maior interactividade e maior possibilidade de exploração dos conteúdos é necessário efectuar um registo ao site
. a publicidade marca presença tal como na versão impressa

Para além da ligação jornais impressos/websites, verifica-se igualmente uma tendência crescente para a implementação no mercado de jornais exclusivamente online. Insere-se neste contexto o caso do site www.maisfutebol.iol.pt. Comparativamente ao website do jornal A Bola retiram-se as seguintes conclusões:

. este é um espaço exlusivamente dedicado ao futebol (o website do jornal A Bola abrange o deporto em geral)
. encontra-se alojado no portal da IOL, logo apresenta a barra de serviços IOL
. a 1ª página apresenta mais informação, e neste caso especifico, mais confusão (dificuldade de seleccionar informação/possibilidade de dispersão)
. mais colorido e dinâmico em termos de links
. mais interactividade (envio de sms´s, forúm, blog, newsletter e possibilidade de comentar notícias)
. Faz referência a notícias de jornais impressos ligados ao desporto
. mais publicidade do que no website de A Bola

No caso concreto desta comparação verifica-se que não existem diferanças substanciais entre ambos. O mais evidente elemento de diferenciação será talvez a interactividade.
O jornalismo online encontra na interactividade um dos seus grandes suportes. Como podemos comprovar o jornal online MaisFutebol apresenta diversas possibilidade de interacção, o que não se verifica tanto no website do jornal A Bola. Isto deve-se talvez ao facto de o Mais Futebol ser exclusivamente online, o que faz com que possivelmente haja uma maior consciencialização das potencialidades do jornalismo online, o que leva a uma melhor "exploração" do canal.
O envio de sms´s, os foruns, os blogs, as newsletters e a possibilidade de comentar notícias, conferem múltiplas vantagens para o leitor e para quem faz jornalismo.

Resultado desta análise:

MaisFutebol 1 - 0 A Bola
(interactividade)


Texto: Cláudio Santos e Miguel Soares

Jornalismo na web

O aparecimento da Internet, provocou alterações nos mass media tradicionais, pois, ao passar as publicações existentes para o espaço on-line, criou-lhes novas possibilidades, e alterou também o jornalismo na medida em que proporcionou ao jornalista novas ferramentas, novas formas de comunicar para novos públicos. Mark Deuze defende que, na Internet o papel do jornalista é redefinido, logo faz sentido falar de um novo tipo de jornalismo, o jornalismo on-line.
A Internet coloca à disposição do jornalista uma série de novas potencialidades que lhe permitem construir novos conteúdos. Neste âmbito Deuze, destaca as seguintes características: multimedialidade, interactividade e hipertextualidade. No campo da multimedialidade o jornalista decide qual o formato mais adequado para o assunto em questão, se é somente texto ou se este deve ser acompanhado de som, imagem ou vídeo. E, recorrendo à interactividade, tem que saber gerir os espaços e as várias possibilidades para o leitor escrever, interagir. Esta interação pode acontecer em vários níveis, nomeadamente a troca de mails entre leitores e jornalistas, a possibilidade de acrescentar informações à notícia e a publicação da opinião dos leitores. Deste modo, a webnotícia tem a capacidade de fazer com que o leitor se sinta parte do processo jornalístico. Por fim, a hipertextualidade permite ao jornalista encaminhar o leitor, através de links, para outros textos ou sites relacionados com o assunto.

Interactividade na Internet

No decorrer da história, o homem foi progressivamente alargando o seu conhecimento acerca do mundo que o envolve. Na actualidade evidencia-se uma pluralidade de meios transmissores de conhecimento e informação, que se expandem à escala mundial. Sendo a Internet um dos meios mais evidentes.
Com o alargamento das fronteiras da informação tecnologicamente mediatizadas e em particular com a introdução da Internet surgem, consequentemente, novos sistemas de recolha de informação, bem como de tratamento da mesma, o que implica uma redefinição dos conceitos e da relação que tradicionalmente definia a ordem da representação e a realidade representada. A intervenção deste novo dispositivo da informação resulta na criação de uma nova identidade cultural e mediática, bem como na perda dos pontos de referência que costumavam definir, através das coordenadas temporais e espaciais, o sentido da experiência humana.
Segundo Luís Filipe Teixeira, na obra Hermes, o desenvolvimento da tecnologia digital, a tecnologia multimédia aplicada à «Galáxia de Gutenberg» arrastou consigo uma nova utopia literária designada de hipertextualidade. Neste sentido, o hipertexto conjuga a tradição do próprio texto com a novidade dos computadores, ou seja, consiste numa rede de ligações, que mediante a utilização de programas de computador adaptados a um linguagem especifica possibilita descobrir a informação dispersa numa sistema multicomunicacional.
De facto, o hipertexto abriu novas possibilidades no reino da interactividade, ao possibilitar uma interacção directa, imediata e instantânea entre o autor e os leitores. A interactividade permite ao utilizador aceder às diversas hiperligações possíveis perante uma panóplia de percursos disponíveis, segundo os seus interesses pessoais. Assim, o sistema interactivo pode ser avaliado mediante a quantidade do numero de escolhas possíveis, pelo que quanto mais hiperligações estiverem ao alcance do visitante maior interactividade caracterizará o sítio. O sítio do grupo Impresa (
http://www.impresa.pt/) ilustra o conceito de interactividade, ao facultar todo o tipo de informações relativas ao grupo, aos produtos que o constituem, bem como a sítios específicos de alguma forma abordados. Este sítio permite, então, uma macro-análise do grupo «Impresa», assim como uma análise mais incisiva sobre os seus produtos. É, ainda, de referir que é possível uma constante interacção entre o grupo e o visitante, sendo que este pode entrar facilmente em contacto através do e-mail e do formulário de opiniões.

Alexandra Silvestre
Claúdia Guerreiro

Analise de Jornais on-line.

Os meus jornais de eleição para esta analise são o jornal on-line «Diário Digital» - http://diariodigital.sapo.pt e o jornal com website «A Semana» - http://www.asemana.cv.
Numa primeira abordagem eu diria que tratam-se de dois jornais de universos completamente diferentes. O «Diário Digital» é um jornal português com edição apenas on-line e «A Semana» é um jornal cabo-verdiano com edição em papel e edição online. Apesar de ambos serem jornais genéricos, apresentam diferenças de várias ordens: na definição da oferta; no colocação de publicidade; na diversidade de idiomas; na actualização das notícias; no tamanho da letra usada; na distribuição das cores etc., etc.
O «Diário Digital» é a primeira vista um «jornal salada», onde todo o tipo de informação pode vir junto, incluindo a publicidade que perfaz uma boa percentagem do site. Existe um claro excesso de informação. As cores no geral o tipo e o tamanho das letras não são sincronizadas de modo que de um momento para o outro pode haver uma viragem na disposição, o que «soa» mal a vistas exigentes. O site é pouco agradável e de complexa navegabilidade. Existe um claro excesso de hiperligações. E tem muitas ligações a outras páginas. Resumindo: o site tem tudo em demasia o que põe em causa a questão da coerente. Inclui ainda «pob up» e flash...
O «A Semana» é ao meu ver um jornal de uma apresentação suave e agradável, arrumada, com pouca e muito pouca publicidade e hiperligações quer internas, quer externas. As notícias não são renovadas a todo o momento, elas são postas de 24 em 24 horas ao contrário do que seria de esperar e são dispostas em português, francês e inglês. Elas são bem apresentadas e o site em si confere uma certa agradabilidade aos internautas que querem tudo de uma forma rápida e pontual. O site traz o essencial e é pouco profundo em termos de construção. Apresenta um certo equilíbrio na distribuição das cores e uma certa coerência na sua apresentação toda. Este é um site mais simples do que o primeiro que por sua vez é também mais interactiva.

Quarta-feira, Março 09, 2005

Jornalismo On-line ou Webjornalismo?

Já tive a oportunidade de ler duas vezes esta publicação de Canavilhas. A última foi, inclusive, no semestre passado. De facto, não sei se será correcto falarmos de webjornalismo, webnotícia, webrádio, tendo em conta que este termo pressupõe que a Internet seja encarada como um novo médium e não apenas como um novo suporte comunicacional. Sendo um meio em constante evolução, seria um completo desperdício que o jornalismo não fizesse uso das suas especificidades (estejam elas já definidas ou em evolução, como o próprio meio). Facto é que o jornalismo já faz parte da Internet, ou melhor, esta já é um elemento preponderante da actividade jornalística. Mas penso que o autor quis deixar claro, e neste ponto concordo com ele, que tal como a linguagem jornalística possui certas especificidades, dependendo do meio em que é apresentada, no caso do jornalismo on-line, essa linguagem ainda não possui uma forma suficientemente definida. E que é isso que falta para que passemos a ter o webjornalismo como conceito cimentado e instituído.

O leitor é que escolhe

O webjornalismo veio beneficiar de todas as vantagens do novo meio, a Internet. O jornalista teve de se adequar a um processo diferenciado de produção, distribuição e consumo da informação. Tal como este, também o leitor toma posição neste processo em que ele próprio se faz conduzir por um caminho, libertando-se dos condicionalismos dos meios tradicionais, exerce o seu direito de expressão, selecciona, interage e até interfere no processo.
De entre os diversos meios e respectivas possibilidades técnicas, o leitor é que "escolhe" as"linguagens"e os conteúdos que mais lhe agradam.

Terça-feira, Março 08, 2005

Mudam-se os tempos, mudam-se os suportes...

Para diferentes meios, diferentes linguagens. Cada meio tem as suas especificidades, a sua linguagem. Afinal, «a rádio diz, a televisão mostra e o jornal explica».
Na “bela” sociedade de informação, a Internet tem-se vindo a revelar um amplo campo de descobertas, umas mais positivas, outras nem tanto, como em tudo. Com a chegada deste novo meio, assim como de todas as inovações em termos de comunicação e informação, os “velhos meios” depressa perceberam a grande necessidade de se adaptarem. Deste modo, as rádios, televisões e jornais partiram à descoberta da rede. A Internet veio a revelar-se, no entanto, apenas como um ajustamento dos velhos meios a um suporte diferente através da fusão dos mesmos e das potencialidades do hipertexto.
O webjornalismo, a sua recepção não-linear através do hipertexto, os diversos links dispostos ao longo da informação e a junção dos restantes meios revelam-se numa alternativa. No entanto, essa alternativa não deve ser sinónimo de anulação e sim de complemento. Assim, este carácter de complemento deve ter em conta a especificidade de funcionar em tempo real (tanto no que diz respeito ao seu carácter interactivo como à recepção, em tempo real, de informação noticiosa). Por outro lado, na leitura aleatória efectuada neste tipo de suporte, o leitor/ouvinte/espectador tem a opção de escolher a informação desejada, no momento desejado, assumindo um papel activo e não sendo condicionado pela linearidade de outros meios.
Em suma, a Internet, através da referida fusão dos meios, deve surgir como um complemento. No entanto, não pode (nem deve) ser comparável o acto de folhear um jornal ao de carregar num botão de page down e page up…

a internet e as suas vantagens

De facto, o webjornalismo conseguiu conciliar as especificidades da rádio, jornal e televisão e isso traz vantagens, especialmente para os utilizadores assíduos da internet. A interactividade apróxima o leitor do jornalista, mas acho que "diferentes pontos de vista" não enriquecem a notícia, porque uma notícia deve ser objectiva e apresentar os factos, não as opiniões dos leitores. As diferentes opiniões permitem "ver" um determinado assunto de diferentes perspectivas mas não altera a sua essência.
Contudo, acho que o webjornalismo permite um aprofundamento exaustivo das notícias, com todas as vantagens da internet.

Enriquecer ou não?! Eis a questão...

O Webjornalismo é, sem dúvida, a fonte de notícias do futuro. O poder de conciliar a "linguagem" própria dos outros meios de comunicação, faz da webnotícia uma das mais completas formas de informação.
É também importante salientar a possibilidade de interacção imediata que o webjornal oferece ao seu leitor, algo que lhe permite dar a sua opinião, ao mesmo tempo que "ouve" a de outros leitores.
Contudo, discordo da afirmação feita pelo autor do texto "Webjornalismo: Considerações gerais sobre jornalismo na Web", quando diz que, e passo a citar, "...Para além da introdução de diferentes pontos de vista enriquecer a notícia...".
Não creio que diversos pontos de vista possam enriquecer uma notícia. Acredito sim, que é importante para o leitor exprimir a sua opinião quanto ao seu conteúdo, e à forma como foi tratada. Mas enriquecê-la?!
Só se, aos já conhecidos 4 ou 5 W's habituais, acrescentarmos o "na minha opinião, aconteceu assim!".
Quem me desculpe o autor, e quem discorda da minha pessoa , mas esta é a minha opinião!

Webjornalismo – Novas competências para o profissional da informação?

As novas tecnologias de informação baseadas nos processos de digitalização conduziram à transição dos suportes tradicionais de informação para novos meios insertos de interactividade e abertos ao mundo. Neste âmbito, o Webjornalismo é, pois, o sintoma da transformação do jornal impresso. Assim como o surgimento da escrita marcou a revolução do processo da memória, convencionado na possibilidade de catalogar, registar e perpetuar a informação e o aparecimento da imprensa a sua massificação, actualmente, deparamo-nos com uma nova revolução em curso, na qual toda a informação disponível pode ser consultada on-line e interactivamente no conforto de sua casa (como que num slogan de um qualquer spot publicitário!).
Apesar das vantagens inerentes ao Webjornalismo serem evidentes, nomeadamente, pelas possibilidades gráficas e audiovisuais que o novo meio comporta assim como pela acessibilidade imediata e a consulta personalizada que possibilita, outras questões deverão ser equacionadas na óptima das novas tecnologias de informação. A redução do processo jornalístico ao universo algorítmico implica, nomeadamente, redefinições no estatuto e papel do jornalista. A formação do profissional da informação passa a ser, então, estipulado pela conjugação de dois binómios que se intersectam: aptidões futuristas, baseadas numa formação multimédia sólida que permita explorar todas as potencialidades multimédia e interactivas inerentes à prática do Webjornalismo e, simultaneamente, competências tradicionais, inscritas nas regras básicas do jornalismo rigoroso, objectivo e assente na veracidade dos factos. A nível da recepção jornalística fica a questão no ar…a interactividade dos simuladores do mundo substituirá a tradicional folha impressa?

Segunda-feira, Março 07, 2005

webjornalismo: "a linguagem amiga"

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Como qualquer um "cada meio tem as suas próprias narrativa e linguagem" e a internet não foge a esta lógica possuindo a sua própria linguagem. Neste texto, o autor chama a linguagem da internet de "linguagem amiga" uma vez que ao ser caracterizada pela utilização do som, texto e imagem, baseada no hipertexto, facilita a compreensão da noticia, e não só, aumentando o interesse do "espectador".
Na minha opinião esta nova forma de aceder ao que acontece no mundo vem facilitar a vida de muita gente. O Webjornalismo torna-se, assim, uma inovação que jamais será esquecida como muitas outras mas que, ao contrário de outras tantas, manter-se-à no activo durante muito mais tempo. O webjornalismo é o resultado do desenvolvimento tecnológico e cultural, que nunca pára, que nunca descansa, que será sempre o nosso meio de estar em contacto com o mundo, sem fronteiras ou obstáculos reais: a internet.

Sede de informação

Numa sociedade que busca cada vez mais formas alternativas de se manter informada, eis que surge a webnotícia.
Num lugar comum a todos (como é a Internet), conseguimos agora ter acesso a uma notícia desvirtuada da sua essência original, no que toca à sua forma.
Alguns dirão bem, outros nem por isso. Mas ninguém pode tirar o mérito a este novo tipo de informação que nos é oferecida, sem limites e a qualquer momento.
Quantos de nós já não se viram confrontados com expressões, lugares ou acontecimentos que constam da notícia que estamos a ler e dos quais não sabemos quase nada? Com a webnotícia isto será mais dificil de acontecer, uma vez que os hiperlinks nos levarão directamente à resposta à nossa dúvida, no conforto da nossa casa. Para não falar no facto de podermos visualizar imagens, escutar sons que nos darão uma visão mais realista da notícia.
Mas a meu ver, o melhor de tudo é mesmo a possiblidade de poder comentar e ler os comentários de outras pessoas. Isto é simplesmente a melhor forma de abrir as portas ao debate público!

Patrícia Fonseca

Webjornalismo

A história da comunicação social é uma história de desafios; cheia de vitórias e de conquistas. Desde o seu aparecimento aos dias de hoje, a sua evolução e inovação foram constantes; o que veio a revolucionar o jornalismo. Como disse João Messias Canavilhas, «o aparecimento de novos meios de comunicação social introduziu novas rotinas e novas linguagens, adaptando-os aos seus meios característicos». Já afirmava Marshal McLuhan, que «o conteúdo de qualquer médium é sempre o antigo médium que foi substituído».
A Internet por exemplo arrastou todos os outros media existentes atrás de si, mas nem por isso conseguiu alterar as suas linguagens.
O jornalismo na Internet não é nada mais do que uma nova extensão das velhas formas de jornalismo. Tudo indica que o webjornalismo vai se transformar no gigante da comunicação. O poder que ele tem de associar, o texto, o som e a imagem em movimento pode vir a surpreender-nos um dia.
O conceito de jornalismo tem muito a ver com o suporte técnico e com o meio que utiliza para a sua difusão. Daí a lógica do conceito de jornalismo impresso, telejornalismo, rádiojornalismo e o recém-criado webjornalismo.
Esse novo conceito de jornalismo tem procurado encontrar uma nova forma de levar o leitor a mudar a sua forma de receber as notícias.
A sua grande aposta foi a adopção de uma linguagem amiga, alhada ao rigor e objectividade.
O conceito de webjornalismo está intimamente ligado ao de interactividade; o que põe cobro a algumas máximas do passado, como a que diz: «nós escrevemos e vocês lêem».
O acesso as fontes de informação, o crescente espírito critico, a possibilidade de interacção directa com o produtor de notícias legou ao leitor uma forte arma para combater alguns entraves dos outros meios; como por exemplo alguma ideia veiculada por um determinado jornalista.
Ao contrário das outras formas de jornalismo, afirma João Messias Canavilhas que o webjornalismo faz de uma notícia o princípio de algo e não um fim em si própria». É a forma de jornalismo que mais possibilita a interacção com os leitores, o que enriquece ainda mais a notícia. Além do mais um estudo realizado pelo Media Effects Research Laboratory, revela que «o recurso à interactividade e a elementos adicionais (vídeo, som, fóruns, etc.) alteram para melhor a percepção do utilizador acerca do conteúdo». O mesmo estudo revela que «os utilizadores preferem navegar livremente num texto separado em blocos do que seguir obrigatoriamente a leitura de um texto compacto escrito seguindo as regras da pirâmide invertida». Mas é bom ter sempre em mente que a utilização dos meios e das técnicas oferecidas pela Internet não bastam para a obtenção de uma boa notícia. Em muitos dos casos a junção do conjunto dos vários elementos multimédia, apenas criam redundâncias e até mesmo ruídos. A introdução de todos esses elementos confere simplesmente uma maior liberdade aos leitores na exploração da notícia, o que por sua vez obriga o jornalista a ter maior cuidado na sua produção e a obedecer os critérios característicos da comunicação multimédia.

Novo produto: A Webnotícia

A Internet acaba de lançar um novo produto: a Webnotícia.
Este produto conjuga texto, som e imagem em movimento numa linguagem própria e diferente da linguagem linear a que os jornais, a radio e a televisão nos habituaram. A Webnotícia vem trazer mudanças tanto para o leitor como para o jornalista. O jornalista passa a ser editor de um produto multimédia; o leitor tem a possíbilidade de interagir directamente com o produtor da notícia. No entanto, para o leitor são maiores as mudanças: além de poder interagir activa e instantaneamente nas webnotícias, a forma de ler é muito diferente. A leitura deixa de ser linear para ser uma leitura livre, na qual o leitor escolhe o que lê primeiro e de que forma lê. Neste sentido, o que a Internet vai tentar fazer é orientar os webleitores neste novo tipo de leitura, desenvolvendo, nos seus públicos, capacidades para que estes fiquem preparados para apreender a sua linguagem.
Outro aspecto novo injtroduzido por este produto multimédia é a promoção do "faça o seu comentário". Esta característica da webnotícia possibilita a abertura de fóruns onde se discutem opiniões e se debatem ideias em tempo real.
Na webnotícia está o essencial da informação e a possibilidade de complemento. A técnica da pirâmide invertida torna-se, portanto, desadequada, pois o leitor terá à sua disposição links que lhe darão acesso a mais informações, se assim o desejarem.
No mercado actual, crê-se que este produto seja bem aceite, no entanto, terá que ser trabalhada a sua divulgação de forma a fidelizar e cativar leitores.

Poderá o futuro do jornalismo estar intimamente ligado com a web notícia?

Quem sabe?

jornalismo interactivo

A evolução tecnológica proporcionou novos desafios para o campo do jornalismo. Os desenvovimentos nas telecomunicações e as potencialidades da sociedade de informação transformaram por completo os meios de comunicação.
Sabe-se que não existe uma opinião unânime a respeito da existência ou não de um verdadeiro jornalismo on-line. O que é certo é que com o aparecimento da Internet novos hábitos e formas de trabalho surgiram. A Internet possibilitou a transposição das formas jornalísticas (escrita, radiofónica e televisiva) num novo meio. E isso é visível nos diversos órgãos de comunicação, dado que já é raro o órgão que não possua uma página na rede. Tanto a rádio, como a televisão e a imprensa lidam com vários suportes “aproveitando” as vantagens que a Internet tem proporcionado a vários níveis. Do que também não há dúvidas é o facto do webjornalismo ser muito mais do que o aparecimento de um novo suporte. O webjornalismo (diferente do jornalismo on-line) desenvolve o seu potencial num máximo de interactividade.
Ao meu ver o webjornalismo apresenta-se na nossa sociedade de informação como um novo meio que permite um desenvolvimento de um maior espírito crítico, agora ainda mais acentuado do que antes devido à integração dos diversos elementos multimédia.
A relação directa que se estabelece entre o “leitor” e o “produtor” das notícias é indiscutível. No webjornalismo interage-se no momento. O correio electrónico permite também uma maior aproximação entre eles e a troca de ideias e opiniões. O pedido de comentário pode ser encarado como o desejo de saber o que cada um pensa sobre o que é transmitido. Desta forma é possível recolher o “feed back” dos utilizadores.
A interactividade e reunião dos elementos multimédia são um desafio positivo que o jornalismo alcançou, tendo como grande vantagem facilitar a percepção do utilizador, exigindo uma “leitura multilinear”. Como referiu João Messias Canavilhas, com o webjornalismo obtém-se “um jornalismo participado por via da interacção entre o emissor e o receptor”.

Publicidade e blogs

Em todos os meios comunicativos podemos encontrar uma forma publicitária; estamos rodeados de códigos e signos publicitários que procuram persuadir e manipular o consumidor.
Discutiu-se, na passada aula de Teoria e Prática da Publicidade, o papel da publicidade na Internet, ou melhor, a ineficácia que esta aposta se tem vindo a revelar para os investidores. No entanto, crê-se que o futuro da publicidade na web terá lugar nos blogs que, como sabemos, são espaços de opinião, supostamente livre e pessoal.
Será o fim desta intencionalidade primária?
A partir do momento em que iremos aceder a blogs patrocinados ou exibidores de espaços publicitários, estaremos a entrar em textos livres ou amarrados a interesses comerciais? Estaremos perante fábricas de palavras, à procura de audiência?
Ou nada se irá alterar?
Creio que a publicidade irá corromper o blog no seu carácter inicial, representando quase uma falha "ética" perante o público. No entanto, penso que poderá ser um sucesso para os investidores, pelo factor inovador e diferenciado.

W e b j o r n a l i s m o

O jornalismo actual encontrou mais uma forma de se expandir por todo o mundo com uma facilidade crescente. A Internet é uma ajuda importante na divulgação dos jornalismos radiofónico, televisivo e escrito.
Mas considero depreciativo chamar-lhe de "ajuda". A aposta na I-net devia ser maior, exactamente pela facilidade e velocidade actual de acesso à mesma. Em vez de ser um simples substituto ou complemento dos outros meios de comunicação, a net - e especificamente o webjornalismo - pode formar um meio de comunicação totalmente diferente, já que tem à disposição o conjunto dos outros: som, imagem, texto (e até os ultrapassa). Uma vantagem que considero bastante valiosa é a facilidade de interacção. Basta haver um e-mail ou - temos aqui a prova - um blog para que já haja uma dinâmica entre quem escreve e quem lê (já lá vai a época das cartas).
A Internet é em vários sentidos uma diversão. Se fazer webjornalismo pode ser divertido, porque não apostar mais nele?

Sexta-feira, Março 04, 2005

Webjornalismo - o futuro do jornalismo

O aparecimento de novos meios de comunicação veio alterar o mundo do jornalismo; os tradicionais jornalismos (escrito, radiofónico e televisivo) entram numa fase de adaptação, adaptação ao digital e ao multimédia, muito mais complexo do que o simples jornalismo online. O webjornalismo pode superar o actual jornalismo online visto este não passar de uma transposição dos velhos jornalismo anteriormente referidos.
A Internet, numa primeira fase ligada ao meio escrito, depois ao radiofónico e ao televisivo, assume-se cada vez mais como o motor desta "revolução jornalística". De facto,a Internet pode conciliar as suas capacidades com as necessidades da televisão e da rádio, pois estes meios estão mais dependentes do som e da imagem. Televisões, rádios, mas também os jornais, só têm a ganhar com o aproveitar das enormes potencialidades da Internet.
Destaco vários factores positivos no meio Internet: o imediatismo das respostas, a actualidade e a capacidade de ser quase instantânea. Isto permite um maior relacionamento entre emissor e receptor, em suma, o objectivo do webjornalismo, criar "um jornalismo participado por via da interactividade entre emissor e receptor".
A diferente utilização do texto também é um elemento a ter em conta. Na Internet o texto não é tão linear, usam-se links, completam-se os textos com outros textos mas também com imagem e som.
Quanto ao som, este tem enormes potencialidades e consegue acrescentar credibilidade e objectividade à notícia. O uso de RM`s (registos magnéticos) pode ser bastante positivo quando se trata de som, tal como a utilização de outros textos preenche o texto base.
Tal como o som, também o uso de imagens em sequências de vídeo pode ser sinónimo de objectividade e veracidade. A velha máxima "uma imagem vale mais que 1000 palavras" adquire, neste contexto, toda a sua dimensão, potenciando todas as capacidades do webjornalismo, legitimando-o.
A Internet é um meio de comunicação cada vez mais essencial e indispensável, e a migração dos tradicionais meios de comunicação (jornal, rádio e televisão) para a Internet só comprova toda a sua relevância e um enorme leque de opções e potencialidades por aperfeiçoar e explorar.
Acima de tudo há uma maior imediatez, e o leitor/cibernauta assume o comando do contexto informativo; é ele que decide o que ler, ver e ouvir e quando o fazer, podendo completar a informação com outros textos, músicas, fotografias, vídeos, etc.
Ademar Martins Dias - Nº 21830
Ciências da Comunicação - 4º Ano
Variante de Comunicação Social / Jornalismo

webjornalismo

A Internet é o meio que consegue reunir especificidades de todos os media: televisão, rádio e imprensa.É neste sentido que o jornalismo desenvolvido neste meio contém características que não são mais do que uma junção dos media tradicionais, a utilização do termo webjornalismo, em vez de jornalismo on line, advém dessa especificidade. Este novo conceito de jornalismo tem como palavra de ordem a interactividade da notícia, o jornalista não se limita a deixar a sua visão dos acontecimentos, mas, também, "espaço de manobra" para o público, de modo a que este procure outras fontes ou aprofunde mais determinado acontecimento, para tal introduz o hipertexto. A webnotícia passa, assim, a ser um ponto de partida para um fórum entre o público e o jornalista e o hipertexto parte integrante da notícia.

Promessas para um futuro próximo!

Bem, já mandei a minha primeira posta (uma reflexão possivelmente (des)interessante e (nada) gigantesca sobre webjornalismo), mas deixo já aqui as minhas promessas eleitorais para este blog:

  1. Vou cá deixar uma noção de hipertexto (porque espero que o blog seja visitado por pessoas que não sejam estudantes de comunicação e não saibam nada destes nomes esquisitos);
  2. Vou colocar um post com uns links interessantes (ou não!) de blogs sobre jornalismo e comunicação;
  3. Vou continuar a escrever textos grandes e maçudos!

Votem em mim (para um cargo qualquer)!

PS: Passem por esta casa. É muito interessante, foi um dos primeiros blogs que descobri e o primeiro sobre comunicação e webjornalismo que visitei.

Considerações sobre webjornalismo

Hoje comecei o dia a discutir (no bom sentido é claro) as vantagens e o interesse da Internet. Uma colega dizia que a web é bem mais interessante e a minha resposta foi a de sempre: Não!
Não porquê? Por vários motivos, mas o principal é que me perco na Internet e eu detesto andar desorientada. A web oferece-nos (literalmente) um mundo de informação mais ou menos interessante, mais ou menos credível e sempre pouco palpável. Embora permita uma maior interacção, também não nos deixa estar "sozinhos" num acto tão agradável como o da leitura, seja de um livro, seja de um jornal ou seja de um texto científico (este, por vezes, menos agradável de ler mas necessário por força de exigências académicas).
Depois desta discussão aparece o professor com um texto sobre jornalismo online e webjornalismo. Em linhas gerais o texto refere que a primeira noção diz respeito aos primórdios do jornalismo na Internet, em que os diversos media se limitavam a passar para suporte electrónico aquilo a que tínhamos acesso no papel, na televisão ou na rádio. A segunda noção refere-se àquilo que deveria ser (e felizmente já é em alguns casos) o jornalismo electrónico: uma "miscelânea" de suportes, desde o texto, ao vídeo, passando pelo som. Recordo-me aqui do sítio da TSF onde a redacção da página online (ao que sei) é separada da redacção da rádio, e onde imagem e texto surgem aliados. O webjornalismo pode, portanto, surgir como uma mais valia para os media já existentes ou existir por si só, como um media autónomo (assim de repente lembro-me do Diário Digital). Na Internet podemos "dar" imagens à rádio e som a um jornal; naInternet a informação pode ser actualizada ao minuto e não de hora a hora como na rádio ou diariamente como num jornal; a Internet não custa dinheiro a alguns, ao contrário do jornal que compramos diariamente.
Muitas vantagens como é óbvio, mas mesmo assim não me convence. Recorro à informação na Internet para procurar coisas muito específicas, geralmente para trabalhos, recorro à Internet por lazer, mas continuo a torcer o nariz à "webinformação".
Gosto de ligar a televisão para ver o jornal das 20 horas, gosto de comprar o jornal e virar as folhas e ficar com os dedos pretos do papel, gosto de ouvir notícias e entrevistas no rádio do carro...
Creio que o webjornalismo deve explorar e aproveitar todas as capacidades e possibilidades que a Internet oferece: a informação por blocos, o imediatismo, o feedback (também ele imediato em muitos casos), o hipertexto. No entanto, só consigo ver a Internet como complemento do papel e nunca como um substituto, sobretudo no que se refere ao caso particular da informação.
É bom sonhar com uma biblioteca electrónica universal, mas também é bom o cheiro a papel das bibliotecas "normais", é bom ter acesso a notícias antigas sem ter de andar a folhear jornais, mas também é bom ler o jornal do dia com a tinta ainda fresca. Assim sendo, sou toda a favor do webjornalismo, mas nunca poderei considerar um ecran mais interessante que uma folha de papel.

Quinta-feira, Março 03, 2005

«Links rules»

Aqui e agora, eu e tu temos encontro marcado. Neste texto, eu o autor e tu o leitor cumprimentamo-nos (Olá, como estás? Estou bem, e tu? Bem, muito obrigado? Eu também.) e confundimo-nos: eu sou tu e tu és eu e os dois somos tu e eu. Não estamos sós! Também está aqui uma terceira pessoa: o editor. Não o ignoremos! Temos então autor, leitor e editor todos juntos num texto. Um texto onde aquele que chega é, ao mesmo tempo, um potencial autor, leitor e editor. Quem julgaria isto possível? Viva o texto, viva o hipertexto.
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Viva o Hipertexto», by Luís Ene, in Ene Coisas (clique nas ligações se lhe apetecer partir numa viagem sem regresso)
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Somos um, no todo da internet. Não é difícil estar-se acompanhado. Mais difícil é estar-se sozinho. A interactividade proporcionada pelo meio em causa a isso convida. Ao nível investigacional, da mesma forma que as hiperligações - em geral - e o hipertexto - em particular - devem ser encaradas como uma densa floresta: recheada de uma diversidade incrível, mas com traiçoeiros pântanos. As potencialidades são assustadoras. Sejamos prudentes, ao seguir links. Sejamos, essencialmente, espertos, ao fazê-lo.
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Já agora... Vejam lá este, para experimentarem a interactividade entre quem escreve e quem lê. E quem edita, claro...

webjornalismo vs. jornalismo online

1º artigo - Dora Agapito
Tal como nos diz João Messias Canavilhas, no seu artigo ' Webjornalismo: Considerações gerais sobre jornalismo na web', o webjornalismo difere do jornalismo online, quer em relação à formatação da notícia, quer em relação às potencialidades que esta possa oferecer ao utilizador. No webjornalismo cria-se uma webnotícia, no jornalismo online transfere-se a notícia de um meio de comunicação tradicional (jornal ou rádio, por exemplo) para a web.
Para exemplificar esta diferença, posso referir a notícia do dia 03/03/04, relativa à questão da posição do Presidente Jorge Sampaio, em relação à água como tema nacional, que saiu no Público Online (www.publico.clix.pt) e no Jornal Digital (www.jornaldigital.com).
De facto, podemos caracterizar como jornalismo online a notícia do Jornal Digital que apresenta a notícia com a mesma formatação de um jornal impresso, só com a possibilidade de podê-la imprimir ou enviar a um amigo. Já no caso do Público Online, a notícia vem acompanhada de outros links relativos à questão, além de dar acesso aos comentários que os utilizadores fizeram dessa notícia, assim como a possibilidade de fazer o seu próprio comentário, imprimir ou enviar um email ao reponsável pela notícia.
Em suma, este último caso apresentado aproxima-se mais do ideal de uma webnotícia, pois apesar de não apresentar possibilidades ao nível de som e imagem, permite uma interactividade entre utilizadadores (através dos comentários) e entre estes e a equipa editorial, assim como a possibilidade de aceder a links de interesse relativos às questões abordadas (hipertextualidade).

Etc&Tal

O jornalismo enfrenta constantes necessidades de adaptação ao meio de divulgação.
Neste sentido o webjornalismo também deverá ter determinadas características (ex. scannable text) para poder alcançar o sucesso.
Contudo uma apreciação rápida por alguns sítios de jornais online mostra-nos que essa adaptação ainda não foi consumada. Razão: talvez o desconhecimento por parte dos profissionais do jornalismo das características que tem o webjornalismo.
(Será?)
Será que há uma falta de formação por parte dos profissionais que exercem a profissão em relação ao jornalismo online?
Se a dúvida subsiste então porque não inserir no plano curricular dos estudantes de jornalismo uma cadeira inteiramente dedicada ao webjornalismo e suas singularidades?! É que o webjornalismo vai marcar uma época, e NÓS teremos que estar aptos a enfrentá-la...

A importância do som

Parece-me que a Internet ainda procura a definição da sua própria linguagem, através da reunião das características herdandas dos meios que a antecederam.
Muitos sites de rádios ou jornais, como o da TSF ( www. tsf.pt) ainda constroem as notícias sob o tradicional esquema da pirâmide invertida, com textos longos e pouco atractivos visualmente.
É fácil perceber que funciona como um complemento da rádio e não como medium autónomo ao nível do alinhamento noticioso, quer de conteúdos mais específicos, até de informações mais técnicas. Por tudo isto, as novas possibilidades de interactividade e hipertextualidade estão um pouco desaproveitadas, visto o site remeter sempre para a programação radiofónica e não ir muito além desta.
O uso do som é um questão muito importante, podemos perceber muitos sites apostam no audio como complemento emotivo, uma vez que a imagem não consegue transmititir tanta expressividade neste meio. No caso das notícias, este confere credibilidade e objectividade, dando oportunidade de ouvir, as vezes necessárias, uma entrevista, um comentário. Nos sites sem propósito informativo, como o caso de anuncios publicitários o som funciona como mais um elemento perturbador.

Acerca da Interactividade

Não sou um particular adepto de mundos virtuais como o que a internet proporciona. Contudo reconheço na internet um vasto rol de possibilidades que vieram facilitar muitos aspectos da nossa vida. Um deles é o facto de podermos ter uma participação activa e crítica acerca dos assuntos pelos quais mais nos interessamos. A interactividade acrescenta ao receptor de informação a hipótese de se soltar das amarras da passividade e saltar para o campo da construção de significado. A interactividade é a representação máxima de um processo comunicativo que se quer circular e não puramente linear. Saiba o cibernauta fazer um uso adequado das potencialidades electrónicas e a alienação poderá ter os seus dias contados. Neste sentido creio que será necessária uma nova corrente educativa: a educação para a internet...